quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O Reino está Unido com Vaticano contra o casamento gay

Reino Unido, 07 fev (SIR) – “Estou plenamente solidário com os Bispos do Reino Unido pela sua posição, pelo seu claro ‘não’ a esta iniciativa legislativa, como fui solidário com os Bispos franceses, também eles unânime, junto com tantos outros, inclusive hebreus, muçulmanos, humanistas, que manifestaram o seu ‘não’ àquelas que são chamadas ‘núpcias gay’.
A doutrina da Igreja nisto é muito claro”.  É o que esclareceu ontem dom Vincenzo Paglia, presidente do Pontifício Conselho para a Família. Falando à Rádio Vaticano, o Bispo, comentou o primeiro ‘sim’ do Parlamento de Londres após a aprovação anteontem, por parte da Câmara dos Comuns britânica, de uma lei decidida pelo primeiro ministro conservador Cameron.
Para dom Paglia, “é clara também a tradição jurídica multimilenária, que interesse, mesmo, todas as culturas: o matrimônio é entre um homem e uma mulher para fundar uma família, também através da indispensável tensão à geração. Eis porque – explicou – eu acredito que desviar desta afirmação signifique trilhar caminhos que, na verdade, não sabemos onde nos levem, ou melhor sabemos que levam não para a estabilidade, mas para a instabilidade e ao desaparecimento da sociedade humana”.

Os temas debatidos pelo Consep-CNBB

Brasília, 07 fev (SIR) - A Comissão da CNBB que se ocupa com temas e atividades sociais fez apresentação dos compromissos realizados nos últimos meses e os próximos passos do serviço que presta à Igreja. Dom Guilherme Werlang, bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão, coordenou a exposição.
O assessor, Pe. Ari Antônio Reis, lembrou vários eventos que serão realizados nos próximos meses em forma de encontros de estudo e de debates. Ele destacou que está em andamento ampla preparação para a 5ª Semana Social Brasileira, com a temática sobre o papel e função do Estado na sociedade brasileira, e a preparação para a Campanha da Fraternidade de 2014 que vai tratar da Mobilidade Humana. Pe. Ari também deu notícias a respeito das dificuldades enfrentadas pela Pastoral da Mulher Marginalizada e fez um apelo por ajuda de todos para o prosseguimento desse trabalho, particularmente na cidade de São Paulo (SP).
Lembrou ainda, o esforço que tem sido feito no sentido de aperfeiçoar os textos que têm sido enviados aos bispos de todo o Brasil sobre a situação e desafios presentes na história dos povos quilombolas e da questão agrária. Este último deverá ser submetido à apreciação da Assembleia Geral deste ano e se tornará um dos textos da coleção azul da CNBB. Pe. Nelito Dornelas, também assessor da Comissão, relatou a produção de material de formação para ajudar as lideranças e as comunidades no aprofundamento das questões relacionadas ao tema da 5ª Semana Social.

Centro Cultural Missionário

Pe. Estêvão Raschietti, diretor do Centro Cultural Missionário, fez um breve relato com destaque especial a números em relação à formação missionária. A composição dos grupos de missionários que vão servir fora do Brasil é marcada pela presença predominante de mulheres e o preocupante índice daqueles que voltam com rapidez. O Centro Cultural Missionário é um organismo vinculado à CNBB e tem por finalidade: oferecer um percurso de iniciação à missão no Brasil para missionários que chegam do exterior; promover cursos de formação missionária para brasileiros enviados às regiões além-fronteiras; fomentar o surgimento, a formação, e a capacitação de animadores missionários na Igreja no Brasil; realizar eventos de estudo e aprofundamento sobre teologia, espiritualidade e prática da missão.

Diáconos e OSIB

O presidente da Comissão Nacional dos Diáconos, diácono Zeno Kozen, apresentou aos membros do Consep suas últimas atividades, especialmente no campo da formação, e lembrou que realizarão uma avaliação da aplicação das Diretrizes Gerais. A entidade prepara ainda a reforma de seus estatutos, além de oferecer assessorias para iniciação de escolas diaconais nas dioceses. Kozen manifestou a satisfação do Conselho com o número e a qualidade dos novos diáconos permanentes no Brasil. Pe. Domingos Barbosa Filho, presidente da OSIB, organização dos seminários e institutos do Brasil, comunicou os próximos encontros com especial ênfase no Seminário Nacional sobre a Formação Sacerdotal no Brasil: realidade e perspectivas. O tema: “Repensando a formação presbiteral na perspectiva do Concílio Vaticano II” (Presbiterorum Ordinis, Pastores Dabo Vobis e os documentos dos três congressos vocacionais do Brasil). O encontro será realizado de 20 a 24 de janeiro de 2014, em local a definir.

Médicos para o interior

O presidente da FNP, Frente Nacional dos Prefeitos, Sr. João Carlos Coser, ex-prefeito de Vitória (ES), visitou o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner para apresentar o movimento “Cadê o médico?”. Dom Leonardo apresentou a questão aos bispos do Consep e se seguiu um longo debate com levantamento da situação que a campanha destaca: a precariedade da presença de médicos nas cidades do interior do Brasil. Segundo o blog do movimento, “pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea), a escassez de médicos é o principal problema do SUS para 58,1% dos usuários. Dados do Conselho Federal de Medicina indicam a existência de 1,8 médicos por mil habitantes no Brasil. Em outros países, como Argentina e Uruguai, essa proporção ultrapassa três médicos por mil habitantes”.

Material de divulgação da CF/13 está disponível para rádio e TV

Brasília, 07 fev (CNBB/SIR) - No próximo dia 13 de fevereiro, quarta-feira de Cinzas, haverá o lançamento de mais uma edição da Campanha da Fraternidade (CF), com o tema será “Fraternidade e Juventude” e o lema “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8).
O material para ser veiculado nas emissoras de rádio e TV de todo o país já está disponível no site da CNBB. Para baixar o material, clique aqui.
O objetivo geral da CF é acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna, fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz.

Portugal: Catolicismo só sobreviverá se for «declaradamente evangelizador e missionário»

Lisboa, 07 fev (SIR/Ecclesia) – O bispo do Porto sustenta que o catolicismo europeu só sobreviverá se conseguir ser “declaradamente evangelizador e missionário” no ambiente globalizado e secularizado que caracteriza a sociedade atual.
Numa mensagem deixada durante a última assembleia dos Párocos Dehonianos, que terminou ontem no Seminário de Alfragide, em Lisboa, D. Manuel Clemente sublinha a urgência de anunciar a mensagem de Cristo “começando na gentilidade do próprio bairro, escola ou hospital, quando não na própria casa e família de cada um”. “O que noutros tempos pôde ser uma geografia, é agora e prevalentemente uma atitude, mesmo sem sair da mesma terra, mas ganhando com o que se acompanhar, direta ou indiretamente, nas outras todas, perto ou longe”, sustenta o prelado, citado pela página da Diocese do Porto na internet.
Para o vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, o sucesso da Nova Evangelização depende muito também da capacidade que a Igreja Católica terá em “compreender a metamorfose social e cultural” que se está a verificar. De acordo com aquele responsável, “a crise deste ano ou fase da vida coletiva, a que a fé tem de (cor)responder com práticas consequentes, é de particular profundidade e exige uma compreensão não meramente circunstancial das coisas, para se poder ensaiar respostas capazes de criar futuro e não apenas suportar inevitáveis consequências”.
E as soluções e implementar pela Igreja, acrescenta D. Manuel Clemente, devem “radicar-se, necessariamente, em experiências comunitárias autênticas, que eduquem segundo o Deus Amor”, e que nunca se desviem da verdade da Palavra de Deus. “Das famílias às paróquias, dos institutos a todas as formas agregativas da vida cristã, a partilha do Evangelho e da vida é a fonte essencial da missão e da nova evangelização”, recorda o prelado. O bispo do Porto destaca ainda a importância dos cristãos não basearem a sua ação em outra coisa que não “o Deus que Cristo revelou, tão diverso das inveteradas congeminações e inadvertências” humanas. É preciso uma “Igreja una, santa, católica e apostólica”, de “tradição viva e insistente envio”, que não “se negue a si mesma”. “Cristãos é a melhor definição do que é ser discípulo de Cristo, isto mesmo e não outra coisa, colada a qualquer religiosidade difusa e à escolha, old ou new age que seja”, conclui.
A 14.ª Assembleia de Párocos Dehonianos teve início no último domingo, no Seminário de Nossa Senhora de Fátima, em Alfragide, e contou com a presença de 42 religiosos, provenientes em grande parte de paróquias, reitorias e capelanias de diversos pontos do país. O evento, subordinado ao tema “Vive, proclama e testemunha a fé em Cristo: ‘Eu sei em quem pus a minha fé’ (2 Tim 1, 12)”, teve como objetivo “tomar consciência dos desafios colocados à ação pastoral” dos cristãos, num tempo de “grandes mudanças” e no âmbito do Ano da Fé que a Igreja Católica está a promover até novembro.

Rússia: O fortalecimento da aliança "trono-altar"

Os primeiros quatro anos de patriarcado de Kirill, a sintonia com Putin e Medvedev. A Igreja ortodoxa protagonista com o apoio ao Estado.

Por Giacomo Galeazzi
Moscou, 07 fev (SIR) - Kirill festeja quatro anos do Patriarca e o Cremlin pede maior influência da Igreja na sociedade. Nesta ocasião, Putin convida o chefe da Igreja russo-ortodoxa e convida o País a se libertar de uma “primitiva e vulgar” ideia de laicidade. Medvedev reconhece uma “relação especial” entre o Estado e Igreja na Rússia.
Crelin e Casa Branca (se do governo russo) se uniram para louvar a ação de Kirill, destaca a agência de informação do PIME (Pontifício Instituto Missões Estrangeiras), AsiaNews. Por sua vez o Patriarca identificou no nascimento de uma “nova geração de bispos – que passaram de 200 a 300 – uma das principais metas dos seus quatro anos de trabalho”. O crescimento está relacionado com a reforma do sistema diocesano, atuado por Kirill, que criou 30 sede metropolitanas e quase 90 novas dioceses, ordenando 88 bispos. Nestes anos de seu Patriarcado se percebeu também um significativo impulso à atividade pastoral dentro e fora da Rússia.
O chefe da Igreja ortodoxa já visitou mais de 100 dioceses, algumas das quais mais de uma vez. Azerbaijão, Armênia, Belarus, Ucrânia, Moldova, Egito, Síria, Turquia, Bulgária, Japão, Palestina, Jordânia e Chipre foram alguns dos Países estrangeiros visitados. Um verdadeiro “pacto de aço” entre poder temporal e poder espiritual por ocasião do quarto aniversário de sua eleição a Patriarca de Moscou e de todas as Rússias. O presidente Vladimir Putin, que a 1] de fevereiro encontrou a hierarquia no Cremlin, destacou a necessidade que à Igreja seja dada mais voz nas questões como “o apoio à família e à maternidade”, “instrução dos jovens”, o “desenvolvimento social” e “o fortalecimento do espírito patriótico das forças armadas”, destaca AsiaNews. “No coração das vitórias da Rússia e de suas metas – lembrou Putin no encontro com Kirill – encontram-se patriotismo, fé e força de espírito”.
O chefe do Cremlin convidou, em seguida, a sociedade a se libertar de uma ideia “vulgar e primitiva” de laicidade para dar à Igreja, e ás outras religiões tradicionais, maior controle em relação às questões sociais. O próprio Kirill, em seu discurso, admitiu que nos últimos quatro anos o diálogo entre Igreja e Estado se fortaleceu e “contribuiu para resolver muitos problemas” que se apresentaram na sociedade. E pensa da mesma maneira o chefe do governo, Dmitri Medvedev, que falou de “relação especial” entre o poder político, aquele espiritual e a sociedade. “Espero que esta relação se fortaleça e trabalhe para o bem da nossa pátria”, manifestou o primeiro ministro após a liturgia presidida por Kirill na catedral de Cristo Salvador em Moscou.
Após a queda da União Soviética e o fim do ateísmo do Estado, os laços entre poder políticos e religioso na Rússia foram se fortalecendo. Em seu terceiro mandato presidencial, aberto com os maiores protestos antigovernamentais nos últimos 13 anos, Putin buscou o apoio cada vez mais da Igreja, considerada pela maior parte dos russos a instituição ainda mais confiável entre aquelas que sobreviveram da ex-URSS. O apelo aos valores morais tradicionais e a uma espiritualidade, que muitas vezes acaba no patriotismo, já fazem parte do discurso político cotidiano. Nos últimos meses apareceram vários projetos de lei inspiradas nas batalhas do Patriarcado como o esboço da lei pelo “respeito dos sentimentos religiosos” e aquele para proibir “a propaganda gay”, ambos criticados pelas organizações de defesa dos direitos humanos.
Anteriormente, chegara a investidura por parte do poder religioso ao czar da Rússia (= Putin) do terceiro milênio, em cujas mãos se concentra uma quantidade impressionante de poder desde quando venceu os chamados “novos oligarcas”, ou seja os novos bilionários que se enriqueceram com a venda (apoiada pelo antecessor Boris Eltsin) das empresas estatais russas e capazes de condicionar fortemente também a política. Vladimir Putin, portanto, o home forte da Grande Mãe Rússia. Para muitos, mas não para os líderes religiosos que o “abençoaram”, um degrau abaixo da ditadura. A igreja ortodoxa também manifestou seu apoio ao aperto sobre a imigração na Rússia decidido Putin.

O vento novo da filosofia

Esse vento novo que sopra sobre a filosofia parece altamente auspicioso e começa a inpirar também a sociedade e suas instituições. A análise é de Elio Matassi, publicada por Il Fatto Quotidiano. A tradução é de Nilo Ribeiro.

Jamais a filosofia esteve tão em alta como nesse momento histórico de crise e de transição em que vivemos. A Filosofia como busca da verdade viabiliza – como chegou a sugerir um dos maiores expoentes da filosofia da modernidade, Hegel – uma profunda releitura a respeito das razões mais evidentes da crise.
Ao mesmo tempo se apresenta como uma grande chance de se propor uma alternativa crítica ao momento histórico, contudo, sem desconsiderar  a fragmentação/dissolução inquestionáveis de um determinado período e de certa época histórica. Apesar disso, é possível vislumbrar novos sinais de superação da crise na totalidade da história.
Definitivamente está esgotada a reconfortante visão da história do mundo, propugnada pelo cientista político americano Francis Fukuyama de origem japonesa. Além disso, Francis Fukuyama acrescentava em sua obra O Fim da História e o último Homem, uma interpretação caricatural do pensamento hegeliano.
Nesse caso, a filosofia da história, que parecia ter se exaurido, segundo a apologética da chegada da “idade de ouro” posterior à dissolução da União Soviética, torna a exercer a função essencial de contextualizar em sua extensão e em sua especificidade “todos” os periodos históricos. Até mesmo o nosso, que reivindica a sua própria visão de mundo.
Assiste-se, portanto, no cenário do pensamento ao retorno de uma filosofia "forte" que presume também o repúdio daquela concepção que reduz o filosofar a um gênero de escritura que encontrou em Richard Rorty seu interlocutor privilegiado.
Em função dessse tema foi dedicado uma recente coletânea de escritos: Formas Literárias da filosofia (Carocci Editore, Roma, 2012), editada por alunos da escola estetológica romana de grande prestígio, Emilio Garroni e Paolo D´Angelo. Ao invés de se centrarem na vaga discussão a respeito da sobreposição da filosofia e da literatura, Paolo D´Angelo se propõe lucidamente a "investigar os textos concretos a partir da pluralidade das formas e da interligação entre a filosofia e os diversos modos de sua expressão" (p. 11).
De acordo com a precisosa indicação de um dos pensadores mais renomados da atualidade, Arthur Danto, a história da filosofia segundo esses filósofos pode ser considerada a história "de diálogos, anotações de lições, fragmentos, poemas, análises, ensaios, aforismas, meditações, discursos, hinos, críticas, cartas, Sumas, enciclopédias, testamentos, comentários, enquetes, tratados, Vorlesungen (aulas), Aufbauen (composições), prolegômenos, parerga, pensamentos, sermões, suplementos, confissões, sentenças, pesquisas, diários, perfis, notas, livros comuns ... Holzwege (caminhos interrompidos), gramatologia, anotações não científicas, genealogias, histórias naturais, fenomenologias".
A coletânea, incluindo diversos estilos, opta por aprofundar o aforisma, a autobiografia, o comentário, o diálogo, a enciclopédia / dicionário, a epístola, a questão / disputatio, o relato / romance, a sátira, o tratado / ensaio. Trata-se de um aprofundamento que desponta na contracorrente da "sobreposição total da filosofia e da literatura", como sugere Paolo D´Angelo.
Esse vento novo que sopra sobre a filosofia parece altamente auspicioso e começa a inpirar também a sociedade e suas instituições. Ele tem como escopo recuperar – mantendo-se a distinção de um lado, entre compreender e argumentar e, de outro, entre dissimular e narrar – o compromisso cognoscitivo da investigação filosófica e, com ela, a capacidade de fazer com que a filosofia incida diretamenete sobre a realidade.
Elio Matassi, Il Fatto Quotidiano, 22-09-12. Tradução: Nilo Ribeiro.

Para os cristãos significou inverno Islâmico

Segundo o relatório ‘Open Doors’, de 2013, nos países onde os regimes foram depostos, as comunidades cristãs vivem perseguidas.


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Por Marco Tosatti

Roma, 07 fev (SIR) – ‘Open Doors’, uma organização de direitos humanos que tem sede nos EUA, prepara há alguns anos uma “World Watch List”, uma lista de observação relativa à liberdade religiosa no mundo. E de acordo com os dados catalogados na edição de 2013, oito entre dez Estados que adotam políticas repressivas contra os cristãos são islâmicos.
O Islã estatal, portanto, no início do terceiro milênio, se configura como um elemento de profunda e constante repressão da liberdade religiosa. Para ‘Oper Doors’ o extremismo religioso de matriz islâmica é o primeiro agente de pe5rseguição dos cristãos no mundo; e isto é válido seja em relação ao islã de governo, seja por aquele que se encontra formalmente na oposição. Assim se manifestou Ron Boyd MacMillan, funcionário responsável pelo setor “estratégias” de Open Doors.
E contrariamente às previsões dos primeiros meses, e com uma dramática ironia em relação às que eram as expectativas e o favor com que foi recebida pela mídia ocidental, a “Primavera árabe” se revelou quase dois anos de sua explosão, um poderoso fator de piora para a vida das comunidades cristãs em toda a área não só do Médio Oriente, mas com repercussões que se espalham pela Ásia e a área do Pacífico. “A Primavera árabe se transformou num Inverno islâmico para os cristãos do Médio Oriente”, afirmou Boyd-MacMillan.
“Em cada País onde o regime anterior foi deposto, como a Tunísia. Líbia, Marrocos e Egito, o islã continua no poder e pressiona a minoria cristã”. Na classificação de Open Doors, a Arábia Saudita está no topo, com relação à perseguição dos cristãos, seguindo-se a Coreia do Norte, que pratica uma veneração quase religiosa da família no poder, os Kim. A Coreia do Norte, se acordo com as informações da Open Doors, está mantendo presos entre 50 e 70 mil cristãos em seus campos d trabalho forçado, cuja população (cristã) total seria de uns 400 mil fiéis.
A classificação preparada pela Open Doors (a primeira edição é de 1991) considera os diferentes graus de restrição feitos sobre a vida dos cidadãos: vida particular, vida familiar, vida comunitária, vida comunitária religiosa e nacional.
ambém o Departamento de Estado do governo dos EUA prepara uma lista dos Países que praticam as violações mais severas a liberdade religiosa. Em sua lista de “Países que particularmente preocupam” estão incluídos: Mianmar, China, Eriteia, Irã, Coreia do Norte, Arábia Saudita, Sudão e Uzbequistão. Mas a agressão islâmica dos últimos meses modificou certamente o mapa. É só pensar na Síria, onde a “jihad” financiada pela Arábia Saudita e Qatar levou ao nascimento de um “Califado islâmico de Aleppo” cidade famosa pelo multiculturalismo. Ou ao que aconteceu no Mali, um dos estados africanos que eram um modelo de convivência e que, após a conquista durante cinco meses da área norte do País pelos islâmicos fundamentalistas, e a imposição da Xaria, assistiu ao êxodo de milhares de cristãos para o Sul do País ou nos Países vizinhos.