segunda-feira, 25 de março de 2013

Entre o início e o fim de uma “primavera”

A análise é de Sérgio Ricardo Coutinho*, presidente do Centro de Estudos em História da Igreja na América Latina (CEHILA-Brasil).


Do filme "Irmão Sol, Irmã Lua" (Foto: )
Mais que um evento eclesial, o conclave e a consequente eleição de Francisco – em especial este que foi amplamente acompanhado após o fato novo da renúncia de Bento XVI – devem ser vistos enquanto um “evento comunicativo”. No campo dos estudos de “recepção”, Michel de Certeau destacou a importância para a criatividade das pessoas na esfera do consumo, suas reinterpretações ativas das mensagens a elas dirigidas e as táticas para adaptar o sistema de objetos materiais às próprias necessidades. Um conceito fundamental, segundo ele nesta discussão, é o de apropriação, às vezes acompanhado de seu oposto complementar, a recuperação de objetos e significados pela cultura oficial ou dominante.
Nosso objetivo aqui é o de apresentar as apropriações, interpretações e recuperações dos primeiros gestos do papa Francisco junto a diferentes grupos eclesiais no Brasil.
Entre os membros da estrutura eclesiástica, de modo especial os cardeais brasileiros que participaram do último Conclave, Francisco traz a esperança de uma Igreja “reformada”, mais simples, despojada, ao lado do povo, para ser capaz de uma “nova evangelização” e se tornar crível.
Dom Raymundo Damasceno Assis (presidente da CNBB) assim vê o novo papa: “Um pastor que ama o seu povo, que está inteiramente voltado para o cuidado do seu povo, mas ao mesmo tempo aberto ao mundo, a todos os demais povos, com os que pertencem a uma outra religião... um homem de grande simplicidade, de grande amor aos pobres.
Para Dom Claudio Hummes: “o nome é todo esse programa. Hoje, a Igreja precisa, de fato, de uma reforma em todas as suas estruturas. Será uma obra gigantesca. Alguém disse já que a escolha do nome Francisco já é uma encíclica, não precisa nem escrever”.
Outro grupo eclesial, formado pelos(as) teólogos(as) da libertação, o horizonte de expectativa é uma mescla da sensação de uma brisa de “primavera” em meio ao ainda pesado vento de “inverno” presente.
Para Leonardo Boff, “o importante agora não é o homem, mas sim a figura de um papa que escolheu se chamar Francisco, que não é apenas um nome, mas sim um projeto de Igreja. Uma Igreja pobre, popular. Uma Igreja do Evangelho, distante do poder e próxima das pessoas. Penso que esse papa é o novo rosto da Igreja, humilde e aberta, que pode trazer a experiência do ‘Grande Sul’, onde vivem 70% dos católicos”.
Segundo José Oscar Beozzo, experiente historiador da Igreja, a presença de um papa jesuíta é uma grata ruptura na tradição histórica porque “sempre houve um temor de ter um jesuíta, de ser ao mesmo tempo um ‘papa branco’ e ‘papa negro’. Isso [a eleição de Francisco] rompeu com uma tradição histórica, pro bem da Igreja”. Para ele, a escolha do nome toca um tema fundamental na trajetória da Igreja latino-americana: a opção pelos pobres, como também um compromisso com a preservação ambiental.
Paulo Suess, missiólogo e assessor do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), falando em nome das pastorais sociais do Brasil, deseja que o papa Francisco, inspirado no santo de Assis, “no abraço dos leprosos, que hoje se encontram não só na cúria romana, mas por toda parte do mundo, encontre sua missão profunda e conversão permanente” e que ele, “como São Francisco, na oração diante do ícone da cruz na Igreja de São Damião, escute a voz de Jesus, que o convida para a reconstrução da Igreja em ruína da qual todos fazemos parte”.
Apesar desta recepção positiva, entre as mulheres a percepção e a apropriação é bem diferente.
Para a teóloga feminista Ivone Gebara, “a figura bondosa e sem ostentação eleita pelos cardeais... escondeu o homem real com suas numerosas contradições e temos [agora] uma percepção mais realista de sua biografia”, ou seja, a aproximação do então cardeal Jorge Maria Bergoglio com a ditadura militar argentina. Daí ela recupera uma tese típica dos anos de “Guerra Fria” e também utilizada agora pelo governo venezuelano após a morte de Hugo Chávez: o “complô”. “Foi possível intuir que sua eleição é, sem dúvida, parte de uma geopolítica de interesses divididos e de equilíbrio de forças no mundo católico. A cátedra de Pedro e o Estado do Vaticano devem mover suas pedras no xadrez mundial para favorecer as forças dos projetos políticos do norte e dos seus aliados do sul. O sul foi de certa maneira co-optado pelo norte. Um chefe político da Igreja, vindo do sul vai equilibrar as pedras do xadrez mundial, bastante movimentadas nos últimos anos pelos governos populares da América latina e pelas lutas de muitos movimentos entre eles os movimentos feministas do continente com reivindicações que atormentam o Vaticano.”
Na linha dos movimentos feministas que “atormentam” o Vaticano, a socióloga Lúcia Ribeiro revelou seu mal-estar ao acompanhar toda a cobertura dada pela mídia, por muitos artigos e entrevistas sobre a eleição de Francisco. Isto porque “todo o processo visibiliza e deixa explícita a exclusão da mulher da esfera de poder da Igreja Católica”. Reconhece que as mudanças estruturais são demoradas, mas “o fundamental é a transformação que vem das bases. É aí que as mulheres começam a ocupar um lugar fundamental, como agentes de pastoral, coordenadoras de comunidades, assessoras, participantes de ministérios não ordenados, ou de tantas outras formas, como membros ativos de suas comunidades”.
Outra interpretação vem da teóloga, respeitada nos meios eclesiais e eclesiásticos no Brasil e em Roma, Maria Clara Bingemer. Para ela, Francisco chamou a atenção por sua profunda espiritualidade inaciana e esta poderá ajudá-lo muito no exercício do seu ministerio petrino: “Inclinando a cabeça pediu a oração do povo por sua pessoa e seu ministério. Foi um gesto típico de alguém formado na escola de Inácio de Loyola, cuja maior aspiração é seguir e servir o Cristo pobre e humilde”.
Entre os carismáticos, este mesmo gesto de Francisco proporcionou outra interpretação e outra apropriação. Para o fundador da Comunidade Canção Nova, Monsenhor Jonas Abib, e para Luzia Santiago, uma das coordenadoras deste movimento, ir até a Praça de São Pedro foi uma “obrigação” porque tinham “que estar onde a Igreja está”. Para Monsenhor Jonas, Francisco “pede para que a Igreja seja orante, simples, pobre, totalmente a serviço” e “estamos aqui dispostos a fazer o que o papa nos diz a fazer”. E o que ele disse a fazer? “Que orem por ele”. Como um dos fundadores da Renovação Carismática Católica no Brasil, Monselhor Jonas viu naquele gesto (de baixar a cabeça) o mesmo que acontece em muitos grupos de oração da RCC: “estava à espera da luz do Espírito Santo. Espera que seja conduzido pelo Espírito Santo e só faltou a Praça inteira estender a mão, para que orássemos em língua sobre o papa, porque o Espírito Santo estará presente para governar a barca de Pedro”.
Para este grupo, nunca houve “inverno” na Igreja. Somente “primavera” e ela continuará com a ajuda do Espírito Santo.
Por fim, o grupo dos restauradores da identidade católica. Para estes a “primavera” trazida por Bento XVI (mais que João Paulo II) parece que se transformará em um “outono” e temem o frio do “inverno”.
O desafio posto para este grupo vem da seguinte pergunta: Como ser obediente a um papa que se aproxima demais dos pobres e do Concílio Vaticano II? A resposta: recuperar a continuidade do papado.
Para Pe. Marcélo Tenorio, articulista do site Montfort, o “Magistério de Bento XVI foi um magistério claro, preciso, tendo como fundamento a Verdade sobre Deus, sobre a Igreja e sobre o Homem. Preocupou-se profundamente com a questão da Sagrada Liturgia. Condenou severamente o relativismo”. No entanto, ficou deveras surpreso e decepcionado quando viu surgir o papa Francisco: “Não posso negar minha surpresa ao vê-lo surgir no balcão da Basílica. Também não posso negar que fiquei confuso diante de seus primeiros gestos, desde as vestes, como também o uso da Estola Petrina (que indica a autoridade do Vigário de Cristo), concluindo com sua inclinação diante do povo, além de se colocar, várias, vezes, apenas como ‘o bispo de Roma’”. Ao final do artigo não perde a esperança de um futuro melhor: “Os teólogos da libertação e escravidão das consciências, os boffes heréticos e baderneiros, os liberais, modernistas e positivitas apressadamente já se juntam para gritar ‘Viva Francisco!’ Contra eles e pela Igreja gritamos também nós, junto de Dom Bosco: VIVA O PAPA!”
Outro articulista do site, Alberto Zucchi, interpreta o nome Francisco de forma positiva em vista do projeto de Igreja que defendem: “A escolha do nome de Francisco lembrando ao Santo de Assis tem sido apresentada pela imprensa como sendo uma menção especial à proteção da natureza, mas a obra deste grande santo foi sobretudo a restauração da Igreja em um tempo de grande corrupção e heresia. Nosso Senhor pediu a São Francisco ‘restaura minha Igreja’. Sem dúvida o Papa precisará de muitas forças para restaurar a Igreja como pediu Nosso Senhor a São Francisco. Unamos nossas orações as do Papa. No momento é o que devemos e o que é possível”.
Outro que também comunga deste mesmo projeto eclesiológico é o Pe. Paulo Ricardo, que possui um programa em sua home-page “Christo Nihil Praeponere” (“A nada dar mais valor que a Cristo”).
Pe. Paulo organizou um longo programa, com mais de uma hora, para explicar aos seus fiéis seguidores os “novos” gestos do papa Francisco, especialmente na Liturgia. Segundo ele, seria um programa com um tom de “direção espiritual”, pois muitos estavam agitados, perplexos e com algum temor sobre o futuro da Igreja, e de sua liturgia, após a eleição de Francisco.
Diante de muitas questões recebidas por e-mail, entre elas sobre se deveria ou não obedecer ao papa, Pe. Paulo com muito cuidado diz: “Primeiro, precisamos crer, precisamos ter fé, fé na graça que ele recebeu ao ser eleito. Precisamos dar passos espirituais em diante. Esqueçam o passado e vamos ver o futuro que ele nos dará. Se nós estamos condenando antes de fazer as coisas assim não haverá condições de continuar”. E, com certa dose de constrangimento, arremata: “Vocês sabem o quanto eu quero bem a Bento XVI e creio que ele foi sucessor de Pedro, porque creio neste amor, nesta benevolência de filho a um pai. Mas isto não me impede de dizer que, em muitas decisões dele, tenho sérias dificuldades em estar de acordo e posso fazer uma lista de decisões que não estou inicialmente de acordo, mas preciso ter uma benevolência, tentar ver o bem que dali brota. Não posso dizer que estou de pleno acordo com a renúncia de Bento XVI”.
Buscando tranquilizar os “espíritos” dos seus telespectadores, conclui: “Nenhum papa é completo. Perdoemos os erros de Bento XVI e também os futuros erros de Francisco, porque somos católicos. As pessoas estão exasperadas na internet! Não foi um partido que mudou! O papado continua! Bento XVI lutou para uma ‘hermenêutica da continuidade’. Devemos rezar pela ‘hermenêutica da continuidade’ no papado de Francisco”.
Enfim, os gestos surpreendentes de Francisco parecem que tem provocado (vamos ver o que ainda vem pela frente) sensações, sentimentos e desejos diferentes, divergentes e convergentes. Como disse Jesus, e muito valorizada pelo papa João XXIII, prestemos atenção aos “sinais dos tempos”, pois para uns seria o início de uma “nova primavera” e para outros estaria chegando o seu fim.
IHU-Unisinos, 25-03-13.
*Sérgio Ricardo Coutinho é mestre (UnB) e doutorando (UFG) em História Social; professor de “História da Igreja” no Instituto São Boaventura e de “Formação Política e Econômica do Brasil” e de “Teoria Política” no Centro Universitário IESB, em Brasília; membro da Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR) e presidente do Centro de Estudos em História da Igreja na América Latina (CEHILA-Brasil).

sexta-feira, 22 de março de 2013

Semana Santa: Arquidiocese se prepara para celebrar o ápice da fé cristã



SEMANA SANTA CATEDRAL - CARTAZ

Cheia de significado e fé, a Semana Santa é para os católicos momento para a reflexão e conversão. A Páscoa, maior gesto de amor pela humanidade, é o centro da vida da Igreja. Tudo brota do Mistério Pascal. O arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, presidirá as celebrações da Semana Santa na Igreja Catedral, Sé de Olinda, com uma exceção. O arcebispo escolheu a unidade da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), em Abreu e Lima, para a Missa da Ceia do Senhor/Lava-pés realizada na Quinta-feira Santa, 28, a partir das 15h.
“A Campanha da Fraternidade 2013 tem como tema a Juventude e é preciso ultrapassar os muros das igrejas e ir ao encontro dos jovens reféns das drogas, do crime e marginalizados”, ressaltou Dom Fernando. Na ocasião, o religioso repetirá o gesto de humildade de Jesus e lavará os pés de 12 internos da Funase.
A abertura da Semana Santa acontecerá no próximo dia 24, Domingo de Ramos. A partir das 8h30, o arcebispo seguirá com os fiéis na Procissão de Ramos. O ato simboliza a chegada de Jesus a Jerusalém, recebido com muita festa dias antes de ser crucificado. O cortejo sairá da Academia Santa Gertrudes, na Ladeira da Misericórdia, até a Igreja Catedral, Sé de Olinda, onde será celebrada a missa.
PQAAAPbLfXQgVcO2pNA4RHxngAkLwbyhnG7uqh4aaFQ0SE624g-KVKLw4yuld5clEVdX5q5fuBw7AszjXHuX3Y3IVGAAm1T1UOyOrJpznjyAOzTr_BsZyAV55MOkNa quinta-feira, 28, há duas celebrações. A primeira delas será às 9h. Trata-se da Missa dos Santos Óleos. Dom Fernando e todo o clero se reúne para abençoar o óleo feito de oliveira, que será utilizado durante o ano nas 109 paróquias da arquidiocese na administração dos sacramentos do Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos. Na celebração também acontece a renovação dos votos sacerdotais.
À tarde, o religioso seguirá para a Funase, em Abreu e Lima, onde celebrará a Missa da Ceia do Senhor. Na Igreja Catedral, assim como nas paróquias da arquidiocese, também será realizada a celebração. A missa na Sé terá a presidência do cura da catedral, monsenhor José Albérico de Almeida, a partir das 17h. A Sexta-feira Santa, 29, é o único dia no ano, em que não se realizam missas em nenhuma Igreja Católica, neste dia acontece a Celebração da Paixão. Às 15h, a Igreja realiza uma liturgia composta por Celebração da Palavra (Leituras de Salmos e do Evangelho da Paixão), Oração Universal da Igreja, Exaltação da Santa Cruz e Comunhão dos fiéis. Em seguida, os fiéis participam da Procissão do Senhor Morto, que percorrerá as ruas do Sítio Histórico da cidade.
O Sábado de Aleluia, 30, é um momento de espera. Todos aguardam a ressurreição de Jesus. Os fiéis participam da Vigíla Pascal, que é antecedida pela bênção do fogo e do Círio Pascal, representando a luz de Cristo. As portas da igreja permanecem fechadas e as luzes apagadas. Durante a celebração, os católicos renovam as promessas do Batismo. Logo após, a missa segue os ritos tradicionais.
Na alegria da Ressurreição de Cristo, no Domingo de Páscoa, 31, Dom Saburido celebra Missa às 9h. A partir da data, a Igreja inicia o período Pascal com duração de 50 dias, encerrando-se com a Festa de Pentecostes.
Da Assessoria de Comunicação AOR

Via Sacra acontece hoje (22) na orla de Boa Viagem


Nesta sexta-feira (22), realizaremos a “VI Via Sacra da Fraternidade”, com a participação dos fieis das 15 paróquias do Vicariato Recife Sul 2, da Arquidiocese de Olinda e Recife, na Praia de Boa Viagem. A abertura será às 19h, na igreja matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem (Pracinha), ao longo da orla, serão feitas orações e meditações até chegar no 2º Jardim, onde haverá o encerramento.

Nessa caminhada penitencial de preparação para a Páscoa, serão refletidos em 14 paradas, conhecidas como estações, os momentos da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, relacionando-os aos temas ligados à juventude, objeto central da Campanha da Fraternidade 2013.
 
Estarão nessa Via Sacra o arcebispo metropolitano de Olinda e Recife, Dom Antônio Fernando Saburido, o presidente da Comissão Pastoral Arquidiocesana para a Juventude, Padre Gimesson Silva, o vigário Episcopal, Padre Paulo Sérgio, todo o clero da região, e o coordenador do Movimento Bote Fé, irmão Kleber Antônio. São esperadas mais de duas mil pessoas que poderão ajudar os mais necessitados levando 1kg de alimento não-perecível.
 
Fazem parte do Vicariato as seguintes paróquias: Nossa Senhora da Boa Viagem (Boa Viagem); Nossa Senhora da Piedade (Piedade), Nossa Senhora do Rosário (Boa Viagem); Nossa Senhora de Fátima (Boa Viagem), São Sebastião e São Cristovão (Imbiribeira); Nossa Senhora do Carmo (Cajueiro Seco); Nossa Senhora do Rosário (Pina); Santo Antônio (Prazeres); Coração Imaculado de Maria (Brasília Teimosa); Nossa Senhora do Rosário (Muribeca); Nossa Senhora do Rosário (Novo Guararapes); Nossa Senhora de Fátima (Ibura); Nossa Senhora da Conceição Aparecida (Ipsep); Cristo Redentor (Ibura); Nossa Senhora das Candeias (Candeias).

Paróquia Nossa Senhora das Candeias - Semana Santa 2013

Matriz

Confissões:

Domingo (24/03) - 8h

Segunda-feira (25/03) - 16h30 às 21h

Terça-feira (26/03) - 18h30 às 21h

Quarta-feira (27/03) - 9h30 às 11h30



Tríduo Pascal

Quinta-feira (28/03) - Ceia do Senhor                 
Celebração Eucarística - 19h30  

Sexta-feira (29/03) - Paixão do Senhor                            
Via Sacra - 6h30 - Saída: Edf. Candelária           
Ação Litúrgica - 17h

Sábado (30/03) - Vigília Pascal - 19h
                         Todas as Comunidades

Domingo (31/03) - Ressurreição do Senhor
Vésperas às 18h30               
Celebrações Eucarísticas - 7h; 10h; 19h



               







                







Evangelho do dia


ANO C - DIA 22/03

O povo rejeita Jesus - Jo 10,31-42

De novo, os judeus pegaram em pedras para apedrejar Jesus. E ele lhes disse: “Eu vos mostrei muitas obras boas da parte do Pai. Por qual delas me quereis apedrejar?” Os judeus responderam: “Não queremos te apedrejar por causa de uma obra boa, mas por causa da blasfêmia. Tu, sendo apenas um homem, pretendes ser Deus!” Jesus respondeu: “Acaso não está escrito na vossa Lei: ‘Eu disse: sois deuses’? Ora, ninguém pode anular a Escritura. Se a Lei chama deuses as pessoas às quais se dirigiu a palavra de Deus, por que, então, acusais de blasfêmia àquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo, só porque disse: ‘Eu sou Filho de Deus’? Se não faço as obras do meu Pai, não acrediteis em mim. Mas, se eu as faço, mesmo que não queirais crer em mim, crede nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai”. Mais uma vez, procuravam prendê-lo, mas ele escapou das suas mãos. Jesus se retirou de novo para o outro lado do Jordão, para o lugar onde, antes, João esteve batizando. Ele permaneceu lá, e muitos foram a ele. Diziam: “João não fez nenhum sinal, mas tudo o que ele falou a respeito deste homem é verdade”. E muitos, ali, passaram a crer nele.
LEITURA ORANTE

ORAÇÃO INICIAL

- A nós, reunidos pela rede virtual, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, que dissestes:
"Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome,
eu aí estarei no meio deles", ficai conosco,
aqui reunidos (pela grande rede da internet), para melhor meditar
e comungar com a vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos
as Sagradas Escrituras. Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida: transformai nosso coração em terra boa,
onde a Palavra de Deus produza frutos
abundantes de santidade e missão.
(Bv. Alberione)

1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Jo 10,31-42, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.

As autoridades dos judeus continuam o diálogo tenso com Jesus. As palavras de Jesus e seu testemunho os incomodam. Eles têm dificuldade de compreender que Jesus é o enviado do Pai. "De uma vez por todas, saibam que o Pai vive em mim e eu vivo no Pai". Foi a gota d´água para a ruptura e tentarem prender Jesus.

2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que o texto diz para mim, hoje?
A sociedade, o mundo também nos pressiona quando queremos aceitar a proposta de Jesus. Se não nos prendem, nos ignoram, isolam, discriminam, nos tacham de retrógrados. Temos que ser fortes para abraçar a proposta de Jesus. Bem lembraram os bispos, em Aparecida: "Jesus está presente em meio a uma comunidade viva na fé e no amor fraterno. Ali Ele cumpre sua promessa: "Onde estão dois ou três reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles" (Mt 18,20). Ele está em todos os discípulos que procuram fazer sua a existência de Jesus, e viver sua própria vida escondida na vida de Cristo (cf. Cl 3,3). Eles experimentam a força de sua ressurreição até se identificar profundamente com Ele: "Já não vivo eu, mas é Cristo que vive em mim" (Gl 2,20). Jesus está nos Pastores, que representam o próprio Cristo (cf. Mt 10,40; Lc 10,16). Está naqueles que dão testemunho de luta por justiça, pela paz e pelo bem comum, algumas vezes chegando a entregar a própria vida em todos os acontecimentos da vida de nossos povos, que nos convidam a procurar um mundo mais justo e mais fraterno em toda realidade humana, cujos limites às vezes causam dor e nos agoniam." (DAp 256).

3- ORAÇÃO (VIDA)

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo a Oração oficial da CF 2013
Pai santo, vosso Filho Jesus,
conduzido pelo Espírito
e obediente à vossa vontade,
aceitou a cruz como prova de amor à humanidade.
Convertei-nos e, nos desafios deste mundo,
tornai-nos missionários
a serviço da juventude.
Para anunciar o Evangelho como projeto de vida,
enviai-nos, Senhor;
para ser presença geradora de fraternidade,
enviai-nos, Senhor;
para ser profetas em tempo de mudança,
enviai-nos, Senhor;
para promover a sociedade da não violência,
enviai-nos, Senhor;
para salvar a quem perdeu a esperança,
enviai-nos, Senhor;
para...

4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Meu novo olhar é contrário à "onda" que me afasta do Evangelho e de sua proposta, só para ser mais liberal e não, mais livre.

BÊNÇÃO

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. 
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. 
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. 
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. 


Ir. Patrícia Silva, fsp

Santo do dia


22 de Março - Santa Léia

Pouco se conhece sobre a vida de Léia, uma rica romana que quando ficou viúva, ainda jovem, recusou um novo casamento, como era o costume da época, para se juntar à Marcela, abadessa de uma comunidade, criada em sua própria residência em Aventino, Roma. O local, depois se tornou um dos mosteiros fundados e dirigidos por Jerônimo, que se tornou santo, doutor da Igreja e bispo de Hipona, na África do Norte, e que viveu também nesse período, na cidade eterna.

Léia recusara ninguém menos que Vécio Agorio Pretestato, cônsul romano designado prefeito da Urbe, que lhe proporcionaria uma vida ainda mais luxuosa, pelo prestigio e privilégios que envolviam aquele cargo. Teria uma vila inteira como moradia e incontáveis criados para atendê-la. Entretanto, Léia preferiu viver numa cela pequena, fria e escura, com simplicidade e dedicada à oração, à caridade e à penitência. 

A jovem abandonou os finos vestidos para usar uma roupa tosca de saco rude e fazia questão de realizar as tarefas mais humildes, assumindo uma atitude de escrava para as outras religiosas. Passava noites inteiras em oração e quando fazia obras beneméritas, o fazia escondido, para não chamar a atenção de ninguém e não receber nenhuma recompensa ou reconhecimento pelos seus atos. Por isso, Léia foi eleita Madre superiora, trabalho que exerceu durante o resto de seus dias com alegria, tranqüilidade e a mesma humildade.

Esses poucos dados sobre Léia estão contidos numa carta escrita pelo bispo Jerônimo, quando soube da sua morte, em 384. Curiosamente, ela morreu em Roma, no mesmo ano em que faleceu Vécio, o consul, rejeitado por ela . 

Na ocasião dessas mortes, Jerônimo já havia se retirado de Roma para viver solitariamente perto de Belém, depois de ter sido caluniado. Retirou-se para um mosteiro e continuou dirigindo o que havia fundado, na residência romana. Na carta, que ele enviou à essas religiosas, fez um paralelo entre as duas mortes, mostrando que antes o riquíssimo cônsul usava as mais finas vestes púrpuras e agora estava envolto em escuridão, enquanto, Léia, antes vestida de rude roupa de saco, agora vivia na luz e na glória, por ter percorrido o caminho da santidade. 

Logo foi venerada pelo povo que trazia Santa Léia, no coração e na memória. Até porque era difícil compreender, mesmo depois de passado tanto tempo, a troca que fizera do posto de primeira dama romana pela de abnegação de monja. Contudo, foi assim que Santa Léia escolheu viver, na entrega total ao Senhor ela encontrou a maneira de alcançar seu lugar ao lado de Deus na eternidade.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Papa diz a Dilma que ficou comovido com tragédia em Santa Maria



Papa Francisco e Dilma conversaram nesta quarta-feira (20)
Por Renata Giraldi

Vaticano - Ao se reunir com a presidenta Dilma Rousseff hoje (20), o papa Francisco se disse comovido com a tragédia ocorrida em Santa Maria (RS), no dia 27 de janeiro, que deixou 239 mortos. Segundo a presidenta, Francisco elogiou a forma como o Brasil reagiu à tragédia: com força e ternura. Dilma foi a primeira chefe de estado recebida por Francisco, depois da cerimônia que marcou ontem (19) o início do seu pontificado.

"O papa disse: ´Eu fiquei muito comovido com a questão que ocorreu em Santa Maria. Eu acho que a gente tem na vida que demonstrar força e ternura´", contou a presidenta. "Em Santa Maria, o Brasil demonstrou força e ternura, ele disse".

Na madrugada do dia 27 de janeiro, um incêndio atingiu a boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Além dos 239 mortos, várias pessoas - a maioria jovem, ficaram feridas. A tragédia comoveu o Brasil e teve repercussão internacional.
Em seguida, Dilma se disse impressionada com o estilo do papa. "É um papa muito modesto", ressaltou. "Eu acho que ele será um papa muito importante", completou.



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Agência Brasil