sexta-feira, 10 de maio de 2013

Vida religiosa feminina: o rosto materno de Deus na Igreja


Cidade do Vaticano - Se não houvesse vida religiosa feminina, faltaria o rosto materno de Deus na Igreja: esta foi a mensagem que a Presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Irmão Márian Ambrósio, destacou do discurso que o papa Francisco dirigiu na manhã de ontem às superioras-gerais. Recebidas na Sala Paulo VI, estavam presentes na audiência mais de 800 religiosas.

O Irmão Márian visitou a Rádio Vaticano e comentou o discurso do Pontífice:

"Quando o Santo Padre chegou, veio acompanhado do Cardeal João Braz de Aviz, que saúda sempre as brasileiras de modo particular, e o Secretário da Congregação, Fr. Carballo. O Papa foi muito aplaudido. Acho que esta experiência de ser acolhida por ele talvez tenha sido a coisa mais forte. Ele nos disse várias vezes que se nós faltássemos na Igreja, faltaria o rosto materno de Deus. Então para nós mulheres que nem sempre ouvimos da Igreja uma palavra assim encorajadora, valeria a pena ter ido lá só para isso.
O discurso do Santo Padre foi curto e isso nos agradou também porque quando a gente fala pouco, centra, não dispersa muito. Ele tocou três pontos: no primeiro deles abordou a identidade específica da vida religiosa, nos chamou de novo para a centralidade do nosso ser e discorreu minutos sobre cada um dos votos. A obediência como paixão, a castidade como amor-serviço e pobreza como cuidado extremo a quem está excluído do direito à vida. Depois ele falou sobre o nosso lugar na Igreja.
Para nós, para a vida religiosa do Brasil, isso é muito significativo, pois temos fortes compromissos sociais, apostólicos, então lembrar que nosso lugar é na Igreja, em comunhão, foi um momento muito bonito. Ele se retirou e nós continuamos, parecia que ele tinha ficado entre nós".
SIR

A Ascensão e a Sexta Feira Santa: a vitória da cruz

Artigo de Marcel Domergue, sacerdote jesuíta francês, publicada no site Croire

Chegamos hoje ao fim dos 40 dias misteriosos nos quais Jesus, a uma só vez presente e inaccessível, preparou os discípulos para o tempo em que vai ser necessário crer sem ver. A Ressurreição foi, de fato, um salto na vida de Deus e a Ascensão só fez revelar uma realidade que estava já aí.
Quando os discípulos puderam ter como evidente que Jesus havia atravessado a morte, não necessariamente podiam compreender que esta vida nova que O animava já não era mais a mesma de antes da Paixão. Vão ter agora que aceitar esperar a volta do Cristo. Quantas parábolas nos falam do mestre que se ausenta, confiando a casa aos seus empregados! Mas, mesmo se para os nossos sentidos corporais Jesus não esteja mais aqui, não é por isso que estamos sós. Fomos habitados por seu Espírito e assumidos na unidade de um só corpo com múltiplos membros: “É bom para vós que eu parta” dizia Jesus, em João 16,7. E em 17,11: “Já não estou no mundo, mas eles estão no mundo, enquanto eu vou para ti. Pai santo (...) para que sejam Um assim como nós somos Um.” Por isso Lucas termina o seu relato dizendo que os discípulos “voltaram para Jerusalém com grande alegria”. Esta é a nossa situação atual. Não temos contato com Jesus, nem visual nem auditivo, exceto através das Escrituras, e, no entanto, Ele está aqui, mais perto e mais íntimo a nós do que no tempo de sua vida “terrestre”.

O nome acima de todo nome

Uma vez que o Cristo soube amar a ponto de se submeter à nossa morte, “Deus o exaltou e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. Para que ao nome de Jesus todo joelho se dobre de quantos há no céu, na terra e debaixo da terra. E que toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor...” (Filipenses 2,9-11). A Ascensão não é somente um desaparecimento combinado com um novo modo de presença; é também uma elevação. Até mesmo na linguagem corrente, a altitude geográfica é um símbolo de excelência.
A imagem de Jesus que sobe aos céus e desaparece na nuvem é para ser tomada neste sentido. Tem um Nome que está acima de todo nome e que, portanto, não é mais um nome: é o Nome impronunciável, o Nome divino a que se refere o relato da sarça que arde sem se consumir, em Êxodo 3,14. Daqui por diante, conforme segue o texto de Paulo, o nome divino, outrora impronunciável, torna-se Jesus. Jesus foi elevado acima do quê? Na segunda leitura, Paulo diz que Deus “o fez sentar-se (...) bem acima de toda autoridade” e de todos os seres que nos dominam. Colocou-O mais alto que tudo, segue dizendo, e “pôs tudo sob os seus pés”, submetendo tudo a Ele. Todos nós temos parte neste poder, porque o Cristo tornou-se “a cabeça da Igreja, que é o seu corpo”, a plenitude total do Cristo, “a plenitude daquele que possui a plenitude universal.” No fundo, os céus para onde o Cristo foi subindo somos nós, a Igreja.

A Ascensão e a vitória da cruz

As palavras usadas por Paulo para falar de tudo o que foi superado pelo Cristo, tudo aquilo que é contra nós, permanecem para nós um pouco abstratas. Vamos tentar precisar mais. Quando Jesus aceitou ir para a morte de cruz, superou o medo e a dúvida, confiando nas Escrituras. A cruz é já uma vitória da fé: vitória bem trabalhosa, para quem acredita no relato do Getsêmani. É uma vitória também sobre tudo o que faz nascer a violência dentro de nós: o desejo de retribuir o mal com o mal, o desejo de opor a força contra a força: as legiões de anjos que não serão convocadas (Mateus 26,53); a necessidade de defender sua honra, sua dignidade.
João tem razão ao dizer que, pela cruz, Jesus foi elevado da terra: ele se elevou acima de todas as tentações de poder que nos dominam e nos levantam uns contra os outros. Pois é neste consentimento à fraqueza que se afirma o poder de Deus. Este poder não é um poder “contra”, mas um poder “a favor de”, como no primeiro dia da criação. A cruz é uma vitória da vida sobre as forças da morte, e a Ressurreição só fará explicitar este triunfo de Jesus sobre tudo o que pretendia persuadi-lo a recusar o dom de sua vida, a recusar o amor, portanto. Jesus ressuscitou porque o amor é que O faz viver. Ao extravasar a plenitude do amor, Jesus havia entrado já na vida de Deus, de que a Ascensão será para nós o sinal e a revelação. Logo se vê que o mistério do Cristo se compõe de um conjunto perfeitamente inseparável.
Croire

Nobres sentimentos



Mãe é sempre a pessoa que se torna uma ciência de vida, emoldurada por seus gestos de nobreza (Foto: Divulgação)
O Dia das Mães, celebração do segundo domingo de maio, mais do que tradicional comemoração, é oportunidade para resgatar nobres sentimentos. Há um magistério do coração materno com propriedades únicas e sustentadoras da vida, com autenticidade, singeleza e beleza. Mãe é sempre a pessoa que se torna uma ciência de vida, emoldurada por seus gestos de nobreza. Uma altivez que se projeta no âmbito dos balizamentos divinos. Compreende-se porque a mãe é expressão mais completa do amor misericordioso do Pai.

Deus quis uma Mãe para o seu filho: Maria, a Mãe de Jesus, que ao participar da vida e missão de seu filho, com admirável simplicidade, delicadeza completa e artística discrição, alcança a estatura da mais cativante nobreza. Atenta, escuta e obedece a escolha de Deus dizendo seu sim. Alcança uma compreensão com medidas humanamente perfeitas para acolher o querer divino. Nela, Maria, realiza-se a mais completa expressão da obra da criação, quando coberta pela invisível presença amorosa do Espírito Santo se torna a Mãe do Salvador do mundo. Caminha com Ele, acompanhando-o no seu crescimento, de modo exemplar no desempenho pedagógico de quem foi escolhida para ser a Mãe do Mestre e Senhor.

Nas circunstâncias de sua missão, mostra-se atenta às necessidades dos outros, expressão nobre dos mais importantes sentimentos. Vive angústias e obediência amorosa que geram alegrias e guarda tudo no coração, tornando-o um sacrário de sabedorias não encontrados nos livros, não ensinados nas academias e não alcançados pelas estratégias . O exemplo de Maria mostra que cada mãe é merecedora de toda reverência. Nossa Senhora alcança o mais relevante patamar da condição de filha de Deus quando enxerga, pela fé, a certeza da vitória diante dos sofrimentos, como a crucifixão e morte de um filho. Não por acaso, o artista Aleijadinho, na imagem veneranda da Senhora da Piedade, aquela da Ermida da Padroeira de Minas, destaca o olhar que revela a dor e, ao mesmo tempo, a luminosidade que só a fé pode dar à razão humana e ao coração da criatura.

Dessa Mãe, a Mãe de Deus, cada mãe, na singularidade de sua história de vida cultural e familiar, e nas particularidades dos dons e de sua própria missão, tem o necessário para ser especial e no seu dia ser reverenciada Toda mãe é mestra, sem ser professora. É sábia, sem ser intelectual ou estudada. Tem realeza, sem pertencer a dinastias monárquicas. Dona do que for, muito ou pouco, revela a capacidade inimitável de doação e de partilha. Assim, alivia os pesos da miséria, dos sofrimentos, consola nas tristezas e inspira, mesmo depois de ter partido deste mundo, audácias, coragem, sentimentos de gratidão. Alimenta por seus gestos jamais esquecidos o tesouro dos nobres sentimentos.

Faço votos que este segundo domingo de maio, congregando famílias, reunindo filhos ao redor de suas mães, também pela lembrança das que já partiram desta vida, emolduradas por uma saudade que não passa, seja uma oportunidade de festa. Além disso, que seja um momento singular para reavivar os nobres sentimentos, segundo medidas do amor de mãe, para que se concretize, com mais rapidez e perfeição, o que só o amor aprendido e vivido pode alcançar: um tempo novo para este novo tempo do terceiro milênio.

Você, como filho ou filha, resgate no seu coração e na sua vida o que pode fazer dela o verdadeiro dom que é: as lições que as mães ensinam pelos nobres sentimentos. Parabéns, mães, com apreço, benção e a proteção da Nossa Senhora da Piedade, Mãe Padroeira de Minas Gerais.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo O arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, é doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma (Itália) e mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico, em Roma (Itália). Membro da Congregação do Vaticano para a Doutrina da Fé. Dom Walmor presidiu a Comissão para Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), durante os exercícios de 2003 a 2007 e de 2007 a 2011. Também exerceu a presidência do Regional Leste II da CNBB - Minas Gerais e Espírito Santo. É o Ordinário para fiéis do Rito Oriental residentes no Brasil e desprovidos de Ordinário do próprio rito. Autor de numerosos livros e artigos. Membro da Academia Mineira de Letras. Grão-chanceler da PUC-Minas.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Divulgado programa da viagem do Papa Francisco ao Rio de Janeiro


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Foi divulgada ao meio-dia de hoje, 07, no Vaticano, a programação oficial da viagem do Papa Francisco ao Brasil. O Santo Padre chega ao Rio de Janeiro na tarde de segunda-feira, 22 de julho, sendo recebido no Aeroporto Internacional do Galeão/Antonio Carlos Jobim pela Presidente da República, Dilma Rousseff; pelo Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta; pelo Arcebispo de Aparecida e Presidente da CNBB, Cardeal Raymundo Damasceno Assis; pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; e pelo prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.
No aeroporto não serão realizadas formalidades particulares e não serão pronunciados discursos. A Cerimônia de boas-vindas se realizará internamente no Palácio Guanabara. O Santo Padre se detérá por alguns minutos na Sala Presidencial do aeroporto, enquanto a Comitiva toma o seu lugar nos veículos do cortejo papal.
Papa Francisco deixará o aeroporto de papamóvel em direção ao Palácio Guanabara, sede oficial do Governo do Estado do Rio de Janeiro, onde será realizada a cerimônia de boas-vindas; presentes os mais altos cargos do Estado, o Corpo Diplomático e algumas centenas de convidados institucionais. Além da execução dos hinos e honras militares, os discursos da Presidente Dilma e do Santo Padre; em seguida a apresentação das duas delegações (brasileira e vaticana).
A Senhora Presidente acompanha o Santo Padre à Sala Verde do primeiro andar, onde se realizarão os encontros privados.
- breve encontro com o Governador do Estado do Rio de Janeiro e apresentação da família.
- breve encontro com o Prefeito da cidade do Rio de Janeiro e apresentação da família.
O Papa deixará o Palácio Guanabara em direção ao Sumaré, onde será a sua residência durante a permanência no Rio de Janeiro.
A terça-feira, dia 23, será estritamente privada até a manhã de quarta-feira, 24 de julho.
Na quarta-feira, 24, às 8h15 o Papa deixará o Rio de Janeiro e de helicóptero irá até Aparecida onde irá venerar a imagem de Nossa Senhora no Santuário Nacional e celebrará a Santa Missa.
O Santo Padre será acolhido pelo Arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis e pelo Reitor do Santuário Padre Domingos Sávio da Silva. Papa Francisco almoçará no Seminário Bom Jesus, retornando depois ao Rio de Janeiro.
No final da tarde no Rio de Janeiro o Santo Padre visitará o Hospital São Francisco de Assis. O Hospital, dirigido pela Associação homônima, dedica-se seja à recuperação dos dependentes da droga e do álcool, seja na assistência médica-cirúrgica, assegurada gratuitamente aos indigentes, com cerca 500 leitos. Está previsto um discurso do Papa.
No início da noite Papa Francisco retornará ao Sumaré onde irá jantar de forma privada e onde pernoitará.
Na quinta-feira, dia 25, o Santo Padre celebrará no início da manhã a Santa Missa em privado na Residência do Sumaré.
Às 9 horas Papa Francisco deixará o Sumaré em direção ao Palácio da Cidade, onde receberá das mãos do Prefeito Paes, as chaves da cidade e irá abençoar as bandeiras oficiais dos Jogos Olímpicos e paraolímpicos.
Por volta das 10 horas deixará o Palácio da Cidade e se dirigirá à Comunidade da Varginha – Manguinhos, para uma visita.
A Comunidade da Varginha faz parte de uma ampla favela “pacificada” em virtude do programa de recuperação realizado pelas Autoridades brasileiras.
O Santo Padre será acolhido pelo Pároco, pelo Vice-Pároco, pelo Vigário episcopal e pela Superiora das Irmãs da Caridade.
Logo em seguida se dirigirá para a pequena igreja dedicada a São Jerônimo Emiliano onde encontrará alguns membros da comunidade paroquial.
Na Paróquia, após um momento de oração, será abençoado o novo altar e o Papa oferecerá um presente à comunidade.
O Santo Padre se dirigirá depois ao campo de futebol, onde estará reunida a comunidade. Ao longo do percurso (cerca 100 m) visitará a casa de uma família da Comunidade. Ali o Papa fará um discurso.
Papa Francisco retornará depois ao Sumaré para o almoço em privado.
Na parte da tarde às 17 horas o Santo Padre deixará novamente o Sumaré em direção da Praia de Copacabana onde terá lugar a Festa da Acolhida aos jovens participantes da JMJ.
O ato está previsto na forma de Celebração da Palavra. O Papa fará um discurso e abençoará os jovens. Retornará depois ao Sumaré onde pernoitará.
Na sexta-feira de manhã, dia 26, Santa Missa em privado na Residência do Sumaré. Em seguida irá se deslocar em automóvel até à Quinta da Boa Vista onde às 10 horas irá confessar 5 jovens provenientes dos cinco continentes.
Após as confissões Papa Francisco se transferirá para o Palácio São Joaquim, residência do Arcebispo do Rio de Janeiro, o qual acolhe o Santo Padre na entrada principal.
O Santo Padre irá encontrar em forma reservada cinco jovens detentos. Presentes também alguns assistentes acompanhantes dos jovens detentos. Em seguida o Santo Padre e o Arcebispo se dirigirão ao primeiro andar para visitar a Capela onde encontrará as Irmãs que trabalham na residência.
Às 12 horas o Santo Padre do balcão do Palácio rezará a oração do Angelus. Em seguida encontrará os 20 membros do Comitê Organizador e os 10 grandes patrocinadores-benfeitores da JMJ para uma saudação. Não estão previstos discursos.
No Salão redondo no primeiro andar do Arcebispado, o Santo Padre almoçará com S.E. Dom Tempesta e com 12 jovens de várias nacionalidades: um jovem e uma moça de cada um dos continentes mais um jovem e uma moça de nacionalidade brasileira.
O almoço terá a duração de cerca 1 hora.
Após o almoço o Papa retornará ao Sumaré.
No final da tarde, às 17 hora retornará à Praia de Copacabana para a Via Sacra com os jovens: o Santo Padre, depois de introduzir o ato litúrgico, acompanhará do palco o desenvolvimento da Via Sacra, e ao término pronunciará a sua alocução e concluirá a oração. Depois retornará ao Sumaré onde pernoitará.
No sábado de manhã, dia 27, Papa Francisco irá à Catedral da cidade onde celebrará a Santa Missa, às 9 horas, com os bispos da JMJ, com sacerdotes, religiosos e seminaristas.
Já no Teatro Municipal, às 11h30, o Santo Padre encontrará a classe dirigente do Brasil; presentes políticos, diplomatas, expoentes da sociedade civil, empresários, pessoas do mundo da cultura e representantes das maiores comunidades religiosas do país. O Papa fará um discurso.
Na conclusão o Pontífice retornará ao Sumaré onde irá almoçar com os Cardeais do Brasil, a Presidência da CNBB, os Bispos da Região e a Comitiva papal.
No início da noite, por volta das 18h15 o Papa deixa o Sumaré em direção do Campus Fidei de Guaratiba onde será realizada a Vigília de Oração com os jovens.
O encontro com os jovens terá lugar em uma área campestre denominada Campus Fidei, preparada para a ocasião pelas Autoridades locais, e que pode conter mais de dois milhões de pessoas. O encontro será na forma de uma Liturgia da Palavra, com testemunhos e perguntas de cinco jovens ao Santo Padre; respostas e discurso do Santo Padre; orações e cantos; troca de presentes e benção.
Os jovens dormirão no Campus Fidei, esperando a missa do dia seguinte.
No domingo, dia 28, Papa Francisco às 8h20 deixará novamente o Sumaré em direção a Guaratiba. Durante o deslocamento, o helicóptero do Santo Padre sobrevoará a célebre estátua do Cristo Redentor que do alto do Corcovado abraça a cidade do Rio.
Um cinegrafista do CTV estará abordo do helicóptero e transmitirá as imagens ao vivo através do host broadcaster.
Às 10 horas terá início a Missa de Envio da JMJ Rio2013. Prevista a presença da Presidente da República.
A Celebração terminará com o discurso de S.E.Card.Rylko; Angelus do Santo Padre; e anúncio da sede e do ano onde se realizará a sucessiva JMJ.
Papa retornará ao Sumaré onde irá almoçar com a Comitiva papal.
Ainda no Sumaré às 16 horas o Papa encontrará o Comitê de Coordenação do CELAM, Conselho Episcopal Latino-Americano.
O Comitê de coordenação do Celam é composto por cerca 45 bispos, que iniciarão as Sessões de trabalho na segunda-feira, dia 29 de julho.
Depois de se despedir do pessoal da residência do Sumaré Papa Francisco se dirigirá ao Rio Centro onde encontrará cerca de 15 mil voluntários da JMJ. O Papa fará a eles um discurso.
Às 18h30 a cerimônia de despedida no aeroporto Galeão/Antonio Carlos Jobim. O Santo Padre será acolhido no Pavilhão de honra Marechal Trompowski de Almeida pela Presidente da República, Dilma Rousseff. Discurso da Senhora Presidente e do Santo Padre.
O Santo Padre se despedirá da Presidente da República nas escadas do avião.
A partida para Roma está prevista para às 19 horas, e a chegada a Roma, 11h30 da manhã, hora italiana. Conclusão da 1ª Viagem Apostólica Internacional de Papa Francisco.
Fonte: Rádio Vaticano

Comissão lança cartilha ‘O perfil do laicato na Igreja e proposições em nível de Arquidiocese’

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Para ressaltar a importância do leigo na Igreja, a Arquidiocese de Olinda e Recife, por meio da Comissão de Pastoral para o Laicato, lança no dia 11 de maio a Cartilha para os leigos. O evento será realizado no Centro Arquidiocesano de Pastoral Dom Vital, na Várzea, a partir das 8h. A cartilha contempla questões do universo laical. Entre elas o que a Igreja e a arquidiocese pensam e esperam dos movimentos e associações de fiéis leigos. Foram produzidas 5 mil cartilhas que serão entregues às representações e fiéis presentes no evento. De acordo com o presidente da comissão, Hamilton Apolônio, a ideia é divulgar as diretrizes e promover o estudo do documento. ”Os principais destinatários do texto são as lideranças leigas dos diversos grupos eclesiais da arquidiocese. Pode servir como consulta e subsídio para os padres, diáconos, religiosos e seminaristas. E como informação para os católicos em geral.” E acrescentou: “Pretende-se lançar um olhar sobre o perfil do laicato na Igreja hoje, com atenção especial para a nossa Igreja local, e levantar algumas reflexões que possam continuamente ajudar a redefinir esse perfil, à luz da Bíblia e dos Documentos da Igreja.” O lançamento contará com a participação do arcebispo metropolitano, Dom Fernando Saburido, e do coordenador de pastoral da arquidiocese, padre Josenildo Tavares. Na programação estão previstas palestras sobre a história e objetivo do laicato. Dom Fernando no texto de apresentação da cartilha aconselha a leitura, estudo e práticas das propostas. “Recomendo a leitura e aplicação do texto ‘O perfil do laicato na Igreja e proposições em nível de Arquidiocese’, produzido pela Comissão Arquidiocesana de Pastoral para o Laicato e elaborado com, pelo menos, duas finalidades, conforme esclarece o próprio texto: promover a vocação, missão e articulação do laicato na Arquidiocese de Olinda e Recife e trabalhar em sintonia com a ação evangelizadora desta Igreja Particular”, sugere. Lançamento da cartilha O perfil do laicato na Igreja e proposições em nível de Arquidiocese Local: Centro Arquidiocesano de Pastoral Dom Vital Av. Afonso Olindense, 1764 – Várzea – Recife Dia: 11 de maio de 2013 Horário: 8h
Da Assessoria de Comunicação AOR

Liturgia Diária

Dia 7 de Maio - Terça-feira

VI SEMANA DA PÁSCOA
(Branco – Ofício do dia)

Antífona da entrada: Alegremo-nos, exultemos e demos glória a Deus, porque o Senhor todo-poderoso tomou posse do seu reino, aleluia! (Ap 19,7.6)
Oração do dia
Ó Deus, que o vosso povo sempre exulte pela sua renovação espiritual. alegrando-nos hoje porque adotados de novo como filhos de Deus, esperemos confiantes e alegres o dia da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Atos 16,22-34)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.
16 22 O povo insurgiu-se contra eles. Os magistrados mandaram arrancar-lhes as vestes para açoitá-los com varas.
23 Depois de lhes terem feito muitas chagas, meteram-nos na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança.
24 Este, conforme a ordem recebida, meteu-os na prisão inferior e prendeu-lhes os pés ao cepo.
25 Pela meia-noite, Paulo e Silas rezavam e cantavam um hino a Deus, e os prisioneiros os escutavam.
26 Subitamente, sentiu-se um terremoto tão grande que se abalaram até os fundamentos do cárcere. Abriram-se logo todas as portas e soltaram-se as algemas de todos.
27 Acordou o carcereiro e, vendo abertas as portas do cárcere, supôs que os presos haviam fugido. Tirou da espada e queria matar-se.
28 Mas Paulo bradou em alta voz: “Não te faças nenhum mal, pois estamos todos aqui”.
29 Então o carcereiro pediu luz, entrou e lançou-se trêmulo aos pés de Paulo e Silas.
30 Depois os conduziu para fora e perguntou-lhes: “Senhores, que devo fazer para me salvar?”
31 Disseram-lhe: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família”.
32 Anunciaram-lhe a palavra de Deus, a ele e a todos os que estavam em sua casa.
33 Então, naquela mesma hora da noite, ele cuidou deles e lavou-lhes as chagas. Imediatamente foi batizado, ele e toda a sua família.
34 Em seguida, ele os fez subir para sua casa, pôs-lhes a mesa e alegrou-se com toda a sua casa por haver crido em Deus.
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 137/138
Ó Senhor, me estendeis o vosso braço e me ajudais.

Ó Senhor, de coração eu vos dou graças,
porque ouvistes as palavras dos meus lábios1
Perante os vossos anjos vou cantar-vos
e ante o vosso templo vou prostrar-me.

Eu agradeço vosso amor, vossa verdade,
porque fizestes muito mais que prometestes;
naquele dia em que gritei, vós me escutastes
e aumentastes o vigor da minha alma.

Estendereis o vosso braço em meu auxílio
e havereis de me salvar com vossa destra.
Completai em mim a obra começada;
ó Senhor, vossa bondade é para sempre!
eu vos peço: não deixeis inacabada
esta obra que fizeram vossas mãos.
Evangelho (João 16,5-11)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu hei de enviar-vos o Espírito da verdade; ele vos conduzirá a toda a verdade (Jo 16,7.13).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
16 5 Disse Jesus: “Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: ‘Para onde vais?’
6 Mas porque vos falei assim, a tristeza encheu o vosso coração.
7 Entretanto, digo-vos a verdade: convém a vós que eu vá! Porque, se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei.
8 E, quando ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do juízo.
9 Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em mim.
10 Ele o convencerá a respeito da justiça, porque eu me vou para junto do meu Pai e vós já não me vereis;
11 ele o convencerá a respeito do juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado”.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
O ENVIO DO PARÁCLITO
O envio do Paráclito estava condicionado à volta de Jesus para junto do Pai. Sua ação, em favor da comunidade dos discípulos, seria a continuação da de Jesus. Por isso, enquanto o Mestre esteve fisicamente junto dos discípulos, a presença do Paráclito não se revelava tão necessária como haveria de acontecer no futuro.
Um aspecto importante da ação do Paráclito estaria voltado contra o mundo, resumo de tudo quanto se opõe a Jesus e ao Reino anunciado por ele. O Espírito será o executor da sentença divina contra o mundo fechado para Deus. Agindo assim, colocará a salvo os discípulos de Jesus.
O Paráclito condenará o mundo, por três motivos:
Por ter-se fechado na incredulidade, rejeitando o Filho de Deus. É o pecado por excelência, raiz de toda ação má, por consistir no fechamento para o amor. Mais grave que o ateísmo, enquanto tal, são suas conseqüências sociais.
Por ter-se fechado na injustiça. A volta de Jesus para o Pai teria iria evidenciar os feitos malvados do mundo, para submetê-lo ao juízo divino.
Por ter-se tornado merecedor de castigo. A opção do mundo leva-o a confrontar-se com o juízo de Deus, o qual não abrandará sua severidade, quando se tratar de punir os que se recusaram a acolher seu Filho enviado.

Oração
Espírito enviado pelo Filho, para condenar rigorosamente o mundo, abre meus olhos para que eu não caia em suas ciladas perversas.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).
Sobre as oferendas
Concedei, ó Deus, que sempre nos alegremos por estes mistérios pascais, para que nos renovem constantemente e sejam fonte de eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Era preciso que Cristo padecesse e ressurgisse dos mortos para entrar na sua glória, aleluia! (Lc 24,46.26)
Depois da comunhão
Ouvi, ó Deus, as nossas preces, para que o intercâmbio de dons entre o céu e a terra, trazendo-nos a redenção, seja um auxílio para a vida presente e nos conquiste a alegria eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

'O diálogo inter-religioso não é competição, mas peregrinação rumo à verdade'

Reportagem de Luca Rolandi, publicada no site Vatican Insider, em 2 de maio.

Dalai Lama, com o papa João Paulo II: preceitos comuns justificam o diálogo inter-religioso
"Os crentes sabem que ´não só de pão vive o homem´. Eles estão conscientes de que devem oferecer uma contribuição específica na vida cotidiana e que o devem fazer juntos, não como competidores, mas como peregrinos rumo à verdade”. A afirmação é do cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, que participou do terceiro encontro dos bispos e delegados das Conferências Episcopais da Europa que está acontecendo na cidade de Londres. Tauran e o Padre Miguel Angel Ayuso Guixot, secretário do Pontifício Conselho, assinaram a mensagem que, por ocasião da festividade de Vesakh, esse dicastério dirige anualmente aos seguidores do budismo.

Vesakh é a principal festividade budista que recorda os três momentos fundamentais da vida de Gautama Buda. Segundo a tradição, o Buda histórico nasceu, obteve a iluminação e desapareceu alcançando o Nirvana durante a lua cheia do mês de maio. É, portanto, uma festividade móvel que este ano cai no dia 25 deste mês. Nestes dias, os seguidores do budismo decoram seus lares com flores e os perfumam com incenso, visitam os templos locais, ouvem os ensinamentos dos monges e lhes oferecem doações. A mensagem deste ano se intitula “Cristãos e budistas juntos no amor, na defesa e promoção da vida humana”.

“Em nome do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso – diz a mensagem – quero manifestar a todos as minhas mais sinceras saudações e bons desejos por ocasião da celebração da festa de Vesakh que, para nós cristãos, oferece a oportunidade de renovar o diálogo amistoso e nossa estreita colaboração com as diferentes tradições que vocês representam”.

“O papa Francisco, no começo de seu ministério, reafirmou a necessidade do diálogo e da amizade entre os seguidores de diferentes religiões, assinalando que ‘a Igreja está (...) consciente da responsabilidade que todos temos com o nosso mundo, com a criação inteira que devemos amar e cuidar". E – acrescenta a mensagem do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso – podemos fazer muito pelo bem dos que são mais pobres, dos mais fracos, dos que sofrem, para promover a justiça, a reconciliação e para construir a paz”.
Além disso, o dicastério vaticano recordou: “Queridos amigos budistas, o seu primeiro preceito ensina a se abster de destruir a vida de todos os seres que sentem proibindo que alguém se mate ou mate os outros. Os cristãos creem que o núcleo do ensino moral de Jesus é duplo: o amor a Deus e o amor ao próximo. Jesus disse: ‘Como meu Pai me amou, assim eu amo vocês. Permaneçam no meu amor’. E o quinto mandamento cristão, ‘não matarás’, está em perfeita harmonia com o primeiro preceito de vocês”.
Por isso, termina a mensagem, “continuemos trabalhando com compaixão e fraternidade renovadas para aliviar o sofrimento da família humana, tutelando a santidade da vida humana. Com este espírito lhes renovo meus melhores desejos para uma festa de Vesakh pacífica e alegre”.
Vatican Insider