sexta-feira, 12 de julho de 2013

14 de julho / 2013 - 15º domingo do tempo comum/C


    Liturgia do domingo 

    O MANDAMENTO QUE CONDUZ À VIDA ETERNA 

    1ª leitura: (Dt 30,10-14) O mandamento de Deus não está fora de nosso alcance – Deus tomou Israel seu povo, não por este ser importante, mas por amor e fidelidade à sua promessa (Dt 7,7-8). O amor de Deus para Israel não tem explicação, mas tem consequências: Israel deve amar a Deus com todas as suas forças (Dt 6,4-5). Deve escutar sua voz e não afastar-se de suas orientações; e, quando isso acontecer, deve “voltar” (30,10). Israel diz que a Lei é difícil. Javé responde que não: não é coisa de outro mundo (30,11-13). Está perto, ao alcance de quem ama a Deus (30,14). * Cf. Jr 31,33; Br 3,15-29; Rm 10,6-8.

    2ª leitura: (Cl 1,15-20) Hino cristológico – Cl responde à introdução de falsas doutrinas na comunidade. Alguns ensinam que além de Cristo se devem venerar também outros seres transcendentes (espíritos: cf. o sincretismo brasileiro). É difícil ser livre! Por isso, Paulo realça o lugar central exclusivo de Cristo. A redenção por sua vida, dada até a morte, só a compreenderemos bem quando conscientes de que ele é também o criador. Ele assume nossa vida e nosso mundo não por fora, mas por dentro. No íntimo do ser homem, ele vive a plenitude de ser Deus. Quando todos chegarem a essa plenitude, a criação estará completa. * 1,15-18a cf. Sb 7,26; 8,22-23; Rm 8,29; Hb 1,3; Jo 1,1-3; Ef 1,22-23 * 1,18b-20 cf. 1Cor 15,20; Cl 2,9; Rm 5,10; 2Cor 5,18; Ef 1,10.

    Evangelho: (Lc 10,25-37) O grande mandamento; a parábola do Bom Samaritano – Lc 10,26–11,13 apresenta três exigências fundamentais do ser cristão: 1) o grande mandamento do amor a Deus e ao próximo (10,25-37): 2) o “único necessário” (10,38-42); 3) a oração autêntica (11,1-13). – 10,25-37 responde à pergunta do caminho da vida eterna. A resposta é: amar Deus e o próximo. Depois, o escriba pergunta quem é seu próximo. A resposta de Jesus revoluciona suas categorias: o próximo não é um arbitrário “objeto de caridade”; é todo homem: o estranho que me ajuda, deus que vem até mim. * 10,25-28 cf. Mt 22,35-40; Mc 12,28-31; Dt 6,5; Lv 19,18; 18,5. 
    ***   ***   *** 
    Um bom conselho vale mais que o ouro. Para os teólogos deuteronomistas (séc. VIII-VI a.C.), a Lei de Moisés era um inigualável tesouro de sabedoria, um rumo seguro para a vida, em todas as circunstâncias. Para tê-la sempre diante dos olhos, deviam colocá-la numa faixa, na testa (Dt 6,8; cf. Ex 13,9 etc.). Os deuteronomistas enfrentavam um tempo de afrouxamento em Israel, mais ou menos como nós, hoje. A quem achava as orientações de Deus, na Lei, bastante difíceis, Dt responde: “Não é verdade. A Lei não é coisa do outro mundo, ninguém a precisa procurar no céu ou no inferno” (1ª leitura). “Ela está perto de ti”. De fato, mais perto do que na faixa da testa, dificilmente poderia estar. Mas não é só naquela faixa que ela está perto. Ela é uma palavra viva, lembrada continuamente pelos próprios profetas, que viviam no meio do povo.
    Um especialista da Lei, no tempo de Jesus, procurava, na multidão de prescrições, saber o que devia fazer para herdar a vida eterna, a vida da era vindoura, do Reino que Deus estabeleceria no mundo para sempre (pois é assim que se concebia a vida eterna) (evangelho). Jesus o remete à Lei ensinada por Moisés. Pergunta o que aí se encontra. O escriba responde: amar Deus acima de tudo, e o próximo como a si mesmo. “É isso mesmo que deves fazer”, responde Jesus. Novamente: não é coisa do outro mundo!

    Mas o especialista da Lei é também especialista em subterfúgios. “Quem é meu próximo?” Todos nós estamos de acordo que devemos amar nosso próximo. Mas quem é ele? Minha velha tia rica, prestes a ceder sua herança, ou meu empregado, com cuja família nada tenho a ver?
    Como argumentar não adiante, Jesus conta uma história. Um homem cai em mãos de ladrões. Passa um sacerdote, mas não tem tempo para parar, pois deve celebrar um sacrifício. Passa um especialista das leis de pureza (um levita); este tem medo de sujar as mãos com o sangue do homem que ficou semimorto na beira da estrada. Passa, depois, um inimigo, um samaritano, talvez um concorrente do homem que foi assaltado. E este cuida do homem às suas próprias custas. E agora, Jesus pergunta não mais quem é o próximo a quem se deve fazer obras caritativas, mas quem é o próximo do homem que foi assaltado. A inversão da pergunta é significativa, porque o especialista da Lei é obrigado a responder que um vil samaritano é próximo de um judeu assaltado. Para todos nós, isso significa: eu sou próximo de quem eu encontro no meu caminho, chamado à solidariedade com ele.
    Ao analisar o texto, mostram-se detalhes mais significativos ainda. O samaritano “comiserou-se”, “aproximou-se”; uma linguagem que poderia ser aplicada ao próprio Deus. Deus comiserou-se do homem e tornou-se se próximo, e salvou-o às suas próprias custas: custou a vida de seu Filho. O próximo, “aquele que comiserou do homem” (Lc 10,37), é Deus mesmo. “Vai e então não precisarás mais perguntar que é teu próximo e terás a vida eterna, porque desde já estarás vivendo a vida de Deus mesmo".

    Gostamos muito de escolher nossos próximos. Está errado. Somos próximos de quem encontramos; e este, então, é automaticamente nosso próximo também. Talvez ele pertença a um mundo bem diferente do nosso, mas é nosso próximo, porque nós fomos colocados perto dele.

    A 2ª leitura é uma das obras-primas do N.T. A ideia principal é a unidade da ordem da criação e da redenção, em Cristo. Cristo é a cabeça da redenção, assumindo a todos na sua glória, porque ele é também a cabeça da criação. O hino de Cl 1,15-20 expressa isso em termos que lembram firmemente o prólogo de João e os textos que falam da Sabedoria como hipóstase unida a Deus desde antes da criação do mundo (Pr 8; Eclo 24; Sb 7). A figura da Sabedoria que preside à criação, identificada com Cristo, é combinada com a imagem paulina de Cristo, cabeça da Igreja, que é seu corpo. No pensamento bíblico, todo o corpo participa da realidade de seu princípio vital (no caso, a cabeça). No sacrifício e na glória de Cristo, assume-se todos o universo na reconciliação com Deus. A “plenitude” (termo helenístico-gnóstico, indicando o “uno”, ou seja, o ser perfeito) mora nele: a plenitude de Deus, englobando todos os seus filhos. 

    AMOR AO PRÓXIMO – SOLIDARIEDADE 

    Os profetas de Israel teceram os mais sublimes elogios à Lei de Deus. Aliás, o termo “lei” traduz mal o que a Bíblia hebraica chama a torah; melhor seria traduzir por “instrução” ou “ensinamento”. Era um caminho de vida (1ª leitura). Mesmo assim, havia quem achasse a Lei complicada e procurasse um resumo ou pelo menos um mandamento-chave que por assim dizer resumisse a Lei. A pergunta foi feita também a Jesus, e ele respondeu, sem hesitar: “Amar da Deus com todas as forças e ao próximo como a si mesmo” (evangelho). O amor ao próximo é o dever número um do cristão. S. Paulo (Gl 5,13) e S. Tiago (Tg 2,8) resumem toda a moral cristã neste único mandamento. S. João nos diz que é impossível amar a Deus sem amar ao irmão (1Jo 4,21). Não se pode amar ao Pai sem amar os filhos. Mas o que é amar? E quem são nossos próximos?

    Depois de interpelar Jesus a respeito do primeiro mandamento, o mestre da Lei pergunta quem é o próximo. Jesus não lhe dá uma resposta direta. Conta-lhe a história do bom samaritano. Os judeus não consideravam os samaritanos como “próximos”, como candidatos à sua solidariedade. Eram inimigos de sua comunidade. Os membros da comunidade judaica, a esses era preciso “amá-los como a si mesmo” (Lv 19,18), e o mesmo valia com relação aos estrangeiros vivendo no meio dos judeus (Lv 19,35). Mas os samaritanos não. Ora, exatamente um samaritano torna-se solidário com um judeu jogado à beira da estrada, depois que dois ilustres “próximos” judeus, um sacerdote e um levita, deram uma volta para não se incomodar com o compatriota assaltado...

    Jesus não respondeu diretamente ao mestre da lei, porque a questão não é descobrir quem é e quem não é próximo. Coração generoso se torna próximo de qualquer um que precisa; a melhor maneira de ter amigos é ser amigo. A questão também não é teórica, mas prática. Na prática esquecemos a parábola de Jesus e fazemos como o sacerdote e o levita: afastamo-nos do necessitado, mesmo se pertence à nossa comunidade, e não “nos aproximamos” dele. Tornar-se próximo é ser solidário. Somos solidários com os que vivem na margem da estrada de nossa sociedade? Mesmo quando damos uma esmola a um coitado, não é para nos desviarmos dele? “Vai e faze a mesma coisa”... Imitar o samaritano exige solidariedade, assumir a vida do outro, não se livrar dele. Torná-lo um irmão, pois este é o sentido verdadeiro da palavra “próximo”.

    Como está a solidariedade nesse tempo em que a doutrina da competição, do lucro e do proveito ilimitado solapou o tecido social, as relações de gratuidade entre as pessoas?

    (O Roteiro Homilético é elaborado pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

Quem é o meu próximo?

Seguir o Salvador é ver no outro, em todo outro, o meu próximo, o meu irmão em Jesus

'Cristo não está longe de nós: está aqui, sob os nossos olhos'
Por Marcel Domergue
Em princípio, “próximo” refere-se ao espaço: está próximo quem se encontra na proximidade.  Apurando mais: está próximo quem não está distante, também alguém de quem não nos mantemos distantes. Logo se vê que não se trata apenas de espaço, mas de uma atitude mental. Até mesmo as relações de parentesco não são suficientes: numa família, podemos ter uns que são mais próximos e, outros, mais afastados, afetiva ou geograficamente.

Quando o doutor da Lei pergunta a Jesus “Quem é o meu próximo?”, fala como se “o próximo” fosse algo dado previamente, como se fosse possível identificá-lo a partir de certos princípios: de origem, nacionalidade, religião, raça, nível cultural...

A parábola do Samaritano nos obriga a mudar de perspectiva. “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó”. “Certo homem”, não importa quem. Seria um Judeu? O texto não diz, mas, supondo que sim em virtude da geografia (descia de Jerusalém para Jericó), o sacerdote e o levita que passam por seu caminho são seus compatriotas, seus “próximos”. Notemos que estes dois personagens são especialistas da Lei e que a questão posta no começo do relato refere-se precisamente à Lei. Uma Lei que permanece aberta para além dela mesma, pois não diz quem é este próximo a quem é preciso amar como a si mesmo.

Aquele que se aproxima

O próximo não nos é dado, pois, por antecipação. Quem foi o próximo do homem ferido? Aquele que se aproximou dele. Antes, nenhum dos dois era próximo um do outro. De agora em diante, o ferido poderá amar o Samaritano como a si mesmo, uma vez que este último tornou-se próximo dele. Como vemos, tornar-se próximo é uma tarefa a ser cumprida, é fruto de um deslocamento.

Os dois parceiros se transformaram em próximos. O que se aposta nesta parábola é considerável. De fato, ao se por em cena um doutor da Lei que busca determinar a condição a ser preenchida para se obter a vida eterna, colocando à frente os dois mandamentos que se fazem um só e recapitulam o Decálogo sem que dele façam parte (o primeiro, tirado do Deuteronômio 6,5 e o segundo do Levítico 19,18), o relato nos situa em pleno judaísmo, na religião do reino do Sul (tribo de Judá).

Sendo este um universo em grande parte estranho à Samaria, o reino do Norte. Ao escolher um Samaritano como exemplo de quem cumpre o que deve ser feito para “receber em herança a vida eterna” (v. 25), Jesus nos faz compreender que o acesso a Deus não é uma questão de etiqueta religiosa, nem mesmo de pertencimento a algum grupo determinado, mesmo sendo este o detentor de uma verdade incontestável. O amor, que é a presença de Deus, pode nascer não importa onde, não importa de quem. Sob a condição de não se lhe por qualquer obstáculo. Admiremos a audácia de Jesus que ousa prescrever a um doutor da Lei imitar um Samaritano.

Para além da parábola

Podemos, é claro, nos demorar um pouco mais na solicitude do Samaritano, em como ele toma o ferido a seu encargo, na recomendação remunerada que faz ao dono da pensão, etc. Mas um detalhe pode nos alertar: o Samaritano voltará. Ora quem é que nos tomou a seu encargo e voltará para completar a sua obra senão o próprio Cristo? Mas este tipo de reflexão ultrapassa com certeza a lição mais direta da parábola. Não tem importância, deixemo-nos segui-la! Este homem ferido pelos assaltantes e jogado meio morto no fosso da estrada somos nós. Destroçados, sem forças, incapazes de nos levantar.

Mas eis que temos aqui o Cristo que para nós é, de certo modo, estrangeiro por excelência. Veio tomar sobre si toda a nossa desgraça e fazê-la sua, veio nos curar. Irá bem mais longe que o Samaritano, pois assumirá o nosso mal em seu próprio corpo. Invertamos os papéis: eis aí Jesus, despojado, prisioneiro, faminto, ferido e derrubado no fosso da estrada. Está aí discretamente, à margem do caminho que pode ser percorrido sem que se atente para a sua presença, sem que se o veja. E nós, vamos nos fazer em seu próximo? Lembremos Mateus 25,34-45: “Tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era um sem teto e me acolhestes”.

Como a lei da caridade (1ª leitura) que, estando tão próxima, é inútil ir buscá-la mais longe, uma vez que em nosso coração é que reside. O Cristo não está longe de nós: está aqui, sob os nossos olhos, nos fossos que cavamos e nas cruzes que erguemos.
Croire, 07-2013.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Liturgia Diária

DIA 4 DE JULHO - QUINTA-FEIRA

XIII SEMANA DO TEMPO COMUM *
(VERDE – OFÍCIO DO DIA)

Antífona da entrada: Povos todos, aplaudi e aclamai a Deus com brados de alegria (Sl 46,2).
Oração do dia
Ó Deus, pela vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas brilhe em nossas vidas a luz da vossa verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Gênesis 22,1-19)
Leitura do livro do Gênesis.
22 1 Depois disso, Deus provou Abraão, e disse-lhe: “Abraão!” “Eis-me aqui”, respondeu ele.2 Deus disse: “Toma teu filho, teu único filho a quem tanto amas, Isaac; e vai à terra de Moriá, onde tu o oferecerás em holocausto sobre um dos montes que eu te indicar.”
3 No dia seguinte, pela manhã, Abraão selou o seu jumento. Tomou consigo dois servos e Isaac, seu filho, e, tendo cortado a lenha para o holocausto, partiu para o lugar que Deus lhe tinha indicado. 4 Ao terceiro dia, levantando os olhos, viu o lugar de longe. 5 “Ficai aqui com o jumento, disse ele aos seus servos; eu e o menino vamos até lá mais adiante para adorar, e depois voltaremos a vós.”
6 Abraão tomou a lenha do holocausto e a pôs aos ombros de seu filho Isaac, levando ele mesmo nas mãos o fogo e a faca. E, enquanto os dois iam caminhando juntos, 7 Isaac disse ao seu pai: “Meu pai!” “Que há, meu filho?” Isaac continuou: “Temos aqui o fogo e a lenha, mas onde está a ovelha para o holocausto?” 8 “Deus, respondeu-lhe Abraão, providenciará ele mesmo uma ovelha para o holocausto, meu filho.” E ambos, juntos, continuaram o seu caminho.
9 Quando chegaram ao lugar indicado por Deus, Abraão edificou um altar; colocou nele a lenha, e amarrou Isaac, seu filho, e o pôs sobre o altar em cima da lenha. 10 Depois, estendendo a mão, tomou a faca para imolar o seu filho. 11 O anjo do Senhor, porém, gritou-lhe do céu: “Abraão! Abraão!” “Eis-me aqui!” 12 “Não estendas a tua mão contra o menino, e não lhe faças nada. Agora eu sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu próprio filho, teu filho único.” 13 Abraão, levantando os olhos, viu atrás dele um cordeiro preso pelos chifres entre os espinhos; e, tomando-o, ofereceu-o em holocausto em lugar de seu filho.
14 Abraão chamou a este lugar "o Senhor providenciará", de onde se diz até o dia de hoje: “Sobre o monte o Senhor providenciará.”
15 Pela segunda vez chamou o anjo do Senhor a Abraão, do céu, 16 e disse-lhe: “Juro por mim mesmo, diz o Senhor: pois que fizeste isto, e não me recusaste teu filho, teu filho único, eu te abençoarei. 17 Multiplicarei a tua posteridade como as estrelas do céu, e como a areia na praia do mar. Ela possuirá a porta dos teus inimigos, 18e todas as nações da terra desejarão ser benditas como ela, porque obedeceste à minha voz.”
19 Abraão voltou então para os seus servos, e foram juntos para Bersabéia, onde fixou sua residência.
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 114/115
Andarei na presença de Deus,
junto a ele, na terra dos vivos.


Eu amo o Senhor, porque ouve
o grito da minha oração.
Inclinou para mim seu ouvido
no dia em que eu o invoquei.

Prendiam-me as cordas da morte,
apertavam-me os laços do abismo;
invadiam-me angústia e tristeza,
eu então invoquei o Senhor:
“Salvai, ó Senhor, minha vida!”

O Senhor é justiça e bondade,
nosso Deus é amor-compaixão.
É o Senhor quem defende os humildes:
eu estava oprimido, e salvou-me.

Libertou minha vida da morte,
enxugou de meus olhos o pranto
e livrou os meus pés do tropeço.
Andarei na presença de Deus,
junto a ele na terra dos vivos.
Evangelho (Mateus 9,1-8)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou essa reconciliação (2Cor 5,19).


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
9 1 Jesus tomou de novo a barca, passou o lago e veio para a sua cidade.
2 Eis que lhe apresentaram um paralítico estendido numa padiola. Jesus, vendo a fé daquela gente, disse ao paralítico: "Meu filho, coragem! Teus pecados te são perdoados."
3 Ouvindo isto, alguns escribas murmuraram entre si: "Este homem blasfema."
4 Jesus, penetrando-lhes os pensamentos, perguntou-lhes: "Por que pensais mal em vossos corações?
5 Que é mais fácil dizer: ‘Teus pecados te são perdoados’, ou: ‘Levanta-te e anda?’
6 Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra o poder de perdoar os pecados: Levanta-te” - disse ele ao paralítico -, “toma a tua maca e volta para tua casa."
7 Levantou-se aquele homem e foi para sua casa.
8 Vendo isto, a multidão encheu-se de medo e glorificou a Deus por ter dado tal poder aos homens.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
PERDÃO E CURA
A declaração de que os pecados do homem paralítico estavam perdoados causou espanto nos adversários de Jesus. Parecia-lhes ser uma ofensa a Deus o que ouviam. Como alguém, no caso Jesus, tinha a ousadia de usurpar um poder divino? O gesto de Jesus era inaceitável para eles. Não passava de uma autêntica blasfêmia.
Jesus não se dobrou a esta interpretação maldosa e errada de sua ação. E se declarou capaz de fazer algo ainda mais divino: curar a paralisia daquele homem. Demonstrando seu poder de curar, Jesus manifestou sua condição de Filho do homem, revestido com poderes conferidos pelo Pai, para agir em nome do Pai. Jesus, que perdoou os pecados daquele homem, também o libertou de sua limitação física. Portanto, ao agir, Jesus não se prevalece de um poder que não lhe pertence. Ele não é um inimigo de Deus. Antes, é o instrumento escolhido por Deus para que a humanidade se beneficiasse da ação divina de perdoar os pecados e curar as pessoas de seus males.
O duplo gesto de Jesus dá-se na mais total fidelidade a Deus, sem que lhe seja feita concorrência ou que seus poderes sejam usurpados. Contemplar os gestos poderosos de Jesus correspondia a ver Deus prodigalizando a humanidade com seus bens. Porém, os inimigos de Jesus se recusavam a curvar-se diante da evidência.

Oração

Senhor Jesus, que eu contemple nos teus gestos poderosos a prodigalidade do amor do Deus derramado sobre a humanidade.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).
Sobre as oferendas
Ó Deus, que nos assegurais os frutos dos vossos sacramentos, concedei que o povo reunido para vos servir corresponda à santidade dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Bendize, ó minha alma, ao Senhor e todo meu ser, seu santo nome! (Sl 102,1)
Depois da comunhão
Ó Deus, o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, que oferecemos em sacrifício e recebemos em comunhão, nos transmitam uma vida nova, para que, unidos a vós pela caridade que não passa, possamos produzir frutos que permaneçam. Por Cristo, nosso Senhor.


MEMÓRIA FACULTATIVA

SANTA ISABEL DE PORTUGAL
(BRANCO – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

Oração do dia: Ó Deus, autor da paz e da caridade, que destes à santa Isabel de Portugal a graça de reconciliar os desunidos, concedei-nos, por sua intercessão, trabalhar pela paz, para que possamos ser chamados filhos de Deus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Sobre as oferendas: Recebei, ó Pai, os dons do vosso povo, para que, recordando a imensa misericórdia do vosso Filho, sejamos confirmados no amor a Deus e ao próximo, a exemplo dos vossos santos. Por Cristo, nosso Senhor.
Depois da comunhão: Tendo participado com alegria do banquete da salvação, nós vos pedimos, ó Pai, que, imitando a caridade de santa Isabel de Portugal, participemos com ela da vossa glória. Por Cristo, nosso Senhor.
Santo do Dia / Comemoração (SANTA ISABEL DE PORTUGAL):
Isabel nasceu na Espanha, em 1271. Entre seus antepassados estão muitos santos, reis e imperadores. Era filha de Pedro II, rei de Aragão, que, no entanto, era um jovem príncipe quando ela nasceu. Sem querer ocupar-se com a educação da filha, o monarca determinou que fosse cuidada pelo avô, Tiago I, que se convertera ao cristianismo e levava uma vida voltada para a fé. Sorte da pequena futura rainha, que recebeu, então, uma formação perfeita e digna no seguimento de Cristo. Tinha apenas doze anos quando foi pedida em casamento por três príncipes, como nos contos de fadas. Seu pai escolheu o herdeiro do trono de Portugal, dom Dinis. Esse casamento significou para Isabel uma coroa de rainha e uma cruz de martírio, que carregou com humildade e galhardia nos anos seguintes de sua vida. Isabel é tida como uma das rainhas mais belas das cortes espanhola e portuguesa; além disso, possuía uma forte e doce personalidade, era também muito inteligente, culta e diplomata. Ela deu dois filhos ao rei: Constância, que seria no futuro rainha de Castela, e Afonso, herdeiro do trono de Portugal. Mas eram incontáveis as aventuras extraconjugais do rei, tão conhecidas e comentadas que humilhavam profundamente a bondosa rainha perante o mundo inteiro. Ela nunca se manifestava sobre a situação, de nada reclamava e a tudo perdoava, mantendo-se fiel ao casamento em Deus, que fizera. Criou os filhos, inclusive os do rei fora do casamento, dentro dos sinceros preceitos cristãos. Perdeu cedo a filha e o genro, criando ela mesma o neto, também um futuro monarca. Não bastassem essas amarguras familiares, foi vítima das desavenças políticas do marido com parentes, e sobretudo do comportamento de seu filho Afonso, que tinha uma personalidade combativa. Depois, ainda foi caluniada por um cortesão que dela não conseguiu se aproximar. A rainha muito sofreu e muito lutou até provar inocência de forma incontestável. Sua atuação nas disputas internas das cortes de Portugal e Espanha, nos idos dos séculos XIII e XIV, está contida na história dessas cortes como a única voz a pregar a concórdia e conseguir a pacificação entre tantos egos desejosos de poder. Ao mesmo tempo que ocupava o seu tempo ajudando a amenizar as desgraças do povo pobre e as dores dos enfermos abandonados, com a caridade da sua esmola e sua piedade cristã. Ergueu o Mosteiro de Santa Clara de Coimbra para as jovens piedosas da corte, O mosteiro cisterciense de Almoste e o santuário do Espírito Santo em Alenquer. Também fundou, em Santarém, o Hospital dos Inocentes, para crianças cujas mães, por algum motivo, desejavam abandonar. Com suas posses sustentava asilos e creches, hospitais para velhos e doentes, tratando pessoalmente dos leprosos. Sem dúvida foi um perfeito símbolo de paz, do seu tempo. Quando o marido morreu, em 1335, Isabel recolheu-se no mosteiro das clarissas de Coimbra, onde ingressou na Ordem Terceira Franciscana. Antes, porém, abdicou de seu título de nobreza, indo depositar a coroa real no altar de São Tiago de Compostela. Doou toda a sua imensa fortuna pessoal para as suas obras de caridade. Viveu o resto da vida em pobreza voluntária, na oração, piedade e mortificação, atendendo os pobres e doentes, marginalizados. A rainha Isabel de Portugal morreu, em Estremoz, no dia 4 de julho de 1336. Venerada como santa, foi sepultada no Mosteiro de Coimbra e canonizada pelo papa Urbano VIII em 1665. Santa Isabel de Portugal foi declarada padroeira deste país, sendo invocada pelos portugueses como "a rainha santa da concórdia e da paz".

Abertas as Inscrições para o VI Congresso Regional de Humanização e Pastoral da Saúde


VI Congresso

O VI Congresso Regional de Humanização e Pastoral da Saúde acontece de 26 à 28 de julho de 2013 no Santuário dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, Caxitu – Conde/PB. O evento tem como tema Pastoral da Saúde e o Meio Ambiente e lema Ser Agente de Transformação no Mundo Rural e Urbano. Realizado pela Pastoral da Saúde Ne 2 e Pastoral da Saúde da Paraíba.
O objetivo é reunir agentes de pastoral e profissionais de saúde para debater e apresentar propostas relevantes na área e ajudar na organização e criação da Pastoral da Saúde nas dioceses do Regional Nordeste 2 da CNBB . O encontro conta com a participação de vários palestrantes e conferencistas renomados no cenário nacional quando o assunto é saúde.
As inscrições para o VI Congresso Regional de Humanização e Pastoral da Saúde são limitadas e estão abertas até o dia 30 de junho. Para inscrever-se basta preencher o formulário que se encontra no sitepastoraldasaudene2.org.br, efetuar o pagamento através de deposito bancário e enviar a Secretaria Executiva da Pastoral da Saúde na Rua da Harmonia, 367, bairro de Casa Amarela, Recife – PE ou por e-mail: contato@pastoraldasaudene2.org.br. As inscrições também podem ser efetuadas presencialmente na secretaria da Pastoral da Saúde.
Valores para Inscrição

MINICURSO na tarde do sábado (27/07) será gratuito para todo participante inscrito até o dia 30 de junho de 2013.
OUVINTE
Agente, estudantes (até a graduação) e religiosos – R$50,00
Profissionais – R$100,00
HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO
Agente, estudantes (até a graduação) e religiosos – R$170,00
Profissionais – R$220,00
 ALIMENTAÇÃO
Agente, estudantes (até a graduação) e religiosos – R$130,00
Profissionais – R$180,00
Dados bancário para deposito do pagamento do VI CongressoBanco do Brasil
Agência: 2802-9
Conta Corrente: 100010-1
Fonte: Assessoria de Comunicação Pastoral da Saúde NE 2

Juventude faz vigília neste sábado no Colégio São Luís


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No clima da Semana Missionária e da Jornada Mundial da Juventude, os jovens são convidados a participarem da Vigília dos Jovens Adoradores neste sábado (6.7), a partir das 21h, no Colégio São Luís, nas Graças. A adoração seguirá até às 7h do domingo, quando será encerrada com a missa presidida pelo Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido. Após a celebração, será dado o pontapé inicial para a I Copa Arquidiocesana de futsal masculino.
Vigília dos Jovens Adoradores
Onde: Colégio Marista São Luís
Av. Rui Barbosa, 1.104, Graças – Recife – PE
Quando: 6/7 de julho
Horário: a partir das 21h
Informações: juventudeaor@gmail.com
Fonte: Comunicação Juventude AOR

Religiosos têm até hoje para se cadastrar e concelebrar com Papa em Aparecida


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(Arce)bispos, padres e diáconos que desejarem concelebrar com Papa Francisco no Santuário Nacional de Aparecida, em 24 de julho, devem ser cadastrados junto à Secretaria de Pastoral do Santuário. O cadastramento é obrigatório, devendo ser feito até o dia 04 de julho.
Não há limite no número de religiosos que vão concelebrar com o Papa. As credenciais deverão ser retiradas na Secretaria de Pastoral entre os dias 13 e 23 de julho.
A orientação da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) é para que arce(bispos) façam o comunicado a todo o clero. Os telefones disponíveis para cadastramento são (12) 3104-1693 e 3104-1696, devendo ser informados os dados pessoais dos religiosos.
No momento da inscrição, a secretaria informa que os arce(bispos) deverão trazer mitra branca, solidéu e túnica no dia da celebração. Os padres deverão trazer túnica ou alva própria.
Em entrevista no programa Bem-vindo Romeiro, da TV Aparecida, Dom Darci Nicioli, bispo auxiliar da arquidiocese, reforçou que os romeiros e devotos não precisarão se cadastrar para participarem da missa.
“É só chegar ao Santuário Nacional e ficar à vontade, como acontece normalmente nos fins de semana. A estrutura do Santuário é muito grande, então estamos preparadíssimos para fazer uma grande festa com o Santo Padre”, afirmou o bispo.

Fonte: Portal A12

Arquidiocese une esporte e oração através de campeonato de futsal


Copa Arquidiocesana 2

Ajudar a formar hábitos para manter o bem estar, a saúde física e espiritual e evangelizar através do esporte. Estes são alguns dos objetivos da recém criada Pastoral do Esporte da Arquidiocese de Olinda e Recife. A ideia foi de alguns seminaristas durante viagem à Juazeiro do Norte (CE). O sonho já começa a ganhar status de realidade. No próximo dia 7 de julho, o grupo promove a 1ª Copa Arquidiocesana de Futsal Masculino.
A competição será realizada no Colégio Marista São Luís, no bairro das Graças, Zona Norte do Recife. Participarão 20 times composto por jovens das paróquias que compõem a arquidiocese.
A programação terá início às 7h com a celebração da Missa presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom Fernando Saburido. O religioso também dará o pontapé inicial da partida. “É uma ideia muito interessante e bonita. Temos, sobretudo, que aproveitar estes momentos para evangelizar e levar Jesus para este mundo dos esportes que está muito presente na vida da juventude. Esta é a cara jovem da Igreja. Temos que evangelizar com alegria”, ressalta o religioso.
A Pastoral do Esporte é uma fato novo. Ela existe em poucas dioceses e paróquias do Brasil. A referência no país é o grupo da Arquidiocese do Rio de Janeiro.
Nova Imagem
Um dos fundadores da Pastoral do Esporte da Arquidiocese de Olinda e Recife, o seminarista Elvis Caio, destaca o caráter evangelizador e educativo do projeto. “Além de resgatar o valor da oração na vida dos jovens, queremos transmitir conhecimentos, disciplina e integração entre os jovens”, disse. Os seminaristas prometem não parar no campeonato de futsal. Há planos para o futuro. O grupo pretende promover corrida e passeio ciclístico.
O campeonato também faz parte da preparação para a Jornada Mundial da Juventude, que ocorrerá entre os dias 23 e 28 de julho, no Rio de Janeiro. A Pastoral do Esporte integra a Comissão Arquidiocesana de Pastoral para a Juventude.
Esporte e a Igreja – O papa João Paulo II foi esportista na juventude e durante seu pontificado estimulou a prática de esportes. Ele instalou na Igreja um departamento específico. O setor foi criado em 2004, às vésperas das Olimpíadas, realizada na cidade de Atenas, na Grécia. A finalidade do setor era de alavancar um processo de resgate da função do esporte na evangelização. O Pontifício Conselho para os Leigos preparou em 2005 a primeira edição do Seminário Internacional sobre o Esporte, realizado em Roma. O encontro contou com a participação de representantes de 18 países.
Vigília – No clima da Semana Missionária e da Jornada Mundial da Juventude, os jovens são convidados a participarem da Vigília dos Jovens Adoradores neste sábado, 6, a partir das 21h, no Colégio São Luís, nas Graças. A adoração seguirá até às 7h do domingo, quando será encerrada com a missa presidida pelo arcebispo de Olinda e Recife.
A Semana Missionária será realizada entre os dias 16 e 20 de julho. A arquidiocese acolherá peregrinos de seis países. Jovens da Alemanha, Espanha, Estados Unidos, França, México e Polônia estarão vivenciando a realidade local. Pessoas de outros estados também estarão na cidade.
Divididos em três grupos, os franceses serão maioria com 97 peregrinos, sendo sete sacerdotes e dois seminaristas. Os alemães vêm na sequência com 36 peregrinos, sendo cinco sacerdotes. A proposta é que eles vivam intensamente a realidade local antes de irem para o Rio de Janeiro, para a JMJ.
PROGRAMAÇÃO
7h – Santa Missa
8h – Cadastramento dos atletas
9h – Abertura dos jogos
12h – Intervalo para almoço
13h – Retorno dos Jogos
16h30 – Premiação do Campeão
1ª Copa Arquidiocesana de Futsal Masculino
Local:
 Colégio Marista São Luís
Avenida Rui Barbosa, 1104 – Graças
Dia: 7 de julho de 2013
Horário: a partir das 7h
Da Assessoria de Comunicação AOR