sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O fogo da Palavra


Algumas formas de divisão são intoleráveis. Mas algumas pazes também, quando se trata de um silêncio cúmplice que evita decisões dolorosas que se impõem. O verbo latino que deu origem à nossa palavra decisão, significa cortar, dividir. Jesus não traz a paz no sentido de que a sua palavra, se nós a ouvimos verdadeiramente, nos obriga a decidir, a cortar a favor ou contra o que ela exige de nós.

Por Raymond Gravel
Hoje, mais uma vez, somos convidados a seguir Cristo, como discípulos, mensageiros, portadores e portadoras da sua Palavra. Desde o 13º domingo, nós nos encontramos no caminho para Jerusalém, e, a cada semana, o Evangelho de Lucas nos ensina o que quer dizer seguir Cristo. Nas últimas semanas, aprendemos que para seguir Cristo é preciso estar livre, desfazer-se de tudo o que nos impede de prosseguir no caminho da vida, de olhar para frente, que a missão não nos pertence; estamos a serviço da missão, que é preciso nos tornar próximos dos outros, sem nenhuma discriminação, que em nossas celebrações a Palavra é primeira, que a oração nos torna responsáveis pelo que dizemos e pedimos, que devemos ser ricos de coração e não em celeiros, e que somos servos responsáveis. Essas são as exigências para sermos cristãos, e ainda não acabou... Hoje, as exigências nos levam ainda mais longe...

O fogo

“Eu vim trazer fogo à terra, e como desejaria que já estivesse aceso!” (Lc 12,49). O que isto quer dizer? Eu li comentários de exegetas que veem nesse fogo uma espécie de purificação, uma distinção entre o bem e o mal. Pessoalmente, não concordo com esta interpretação. Prefiro a interpretação da Bíblia TOB que explica, em uma nota de rodapé, que se trata do batismo do Espírito e do fogo inaugurado no Pentecostes. Lembrem-se desse relato de Lucas, no livro dos Atos dos Apóstolos, em que no dia do Pentecostes, línguas de fogo descem sobre todos os presentes... E o que esse fogo provocou neles? Tornou-os capazes de sair a público e falar uma linguagem que todos podiam compreender. É, portanto, a linguagem do Amor, porque é a única linguagem que podemos compreender em todas as línguas.

E este Amor se expressa, em primeiro lugar, na Palavra com “P” maiúsculo, e se torna um gesto, uma ação, na sequência. Não existe o ditado que diz que é preciso dar mãos à Palavra? Todo o Evangelho fala do Amor: um Amor incondicional e total da parte de um Deus que é reconhecido através do homem e da mulher e que se serviu de Jesus de Nazaré, que se tornou o Cristo e Senhor Ressuscitado. Recordemos as mensagens relatadas pelos evangelistas e que provêm do Cristo ressuscitado: a acolhida do outro, sobretudo dos mais fracos, o perdão em toda a sua gratuidade, a partilha com os mais pobres, trabalhar por mais justiça, mais igualdade, mais dignidade... Como discípulos, temos que espalhar esse Amor, esse fogo, e nós somos capazes disso, porque somos habitados pelo Espírito de Cristo desde o Pentecostes, e diria mesmo que desde a noite da Páscoa e mesmo desde a cruz da Sexta-feira Santa.

A própria Palavra é um fogo! Recordemo-nos do profeta Jeremias, não no trecho de hoje, mas no capítulo 20, versículos 7 a 9, onde Jeremias diz, em relação à Palavra que devia proclamar: “Quando eu pensava: ‘Não me lembrarei dele, já não falarei em seu Nome’, então isto era em meu coração como um fogo devorador... Estou cansado de suportar, não posso mais!”. Isso era mais forte que ele, o profeta devia proclamar a Palavra imperiosamente.

O batismo

“Devo receber um batismo, e como me angustio até que esteja consumado!” (Lc 12,50). O que também isso quer dizer? De que batismo o Jesus de Lucas , que é o Cristo da Páscoa, está falando? Do batismo que é um mergulho, mergulho na morte, não para ficar aí, mas para ressuscitar. É o mistério pascal que é evocado por Lucas, num momento da história em que as perseguições aos cristãos são moeda corrente.

É evidente que isso faz referência à morte e ressurreição de Jesus, porque é o mesmo sentido do batismo cristão. Não é apenas um batismo na água que purifica, mas também um batismo que é um mergulho na morte de Cristo para ressuscitar com ele. É esse batismo que nós recebemos como cristãos e é por esse batismo que nós devemos viver como discípulos de Cristo, como ressuscitados, como Cristos da Páscoa. Quer sejamos homens ou mulheres, brancos, amarelos ou negros, heterossexuais ou homossexuais ou transgêneros, pequenos ou grandes, somos todos e todas chamados a viver como Cristo, porque fomos mergulhados em sua morte e ressurreição com ele. São Paulo, na carta aos Gálatas, diz: “Pois todos vós, que fostes batizados em Cristo, vos vestistes de Cristo. Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher; pois todos vós sois um só em Cristo Jesus” (Gl 3,27-28).
E esse batismo dá todo o sentido ao resto do Evangelho de hoje.

A divisão e a decisão

“Pensais que vim para estabelecer a paz sobre a terra? Não, eu vos digo, mas a divisão” (Lc 12,51). Eu li um exegeta que dizia que esta Palavra o chocava muito. Como pode Jesus, que nos fala de paz e de amor, ao mesmo tempo dizer que veio semear a cizânia em nosso mundo? Mas não é isto que esta Palavra quer dizer. Gérard Sindt escreve: “Algumas formas de divisão são intoleráveis. Mas algumas pazes também, quando se trata de um silêncio cúmplice que evita decisões dolorosas que se impõem. O verbo latino que deu origem à nossa palavra decisão, significa cortar, dividir. Jesus não traz a paz no sentido de que a sua palavra, se nós a ouvimos verdadeiramente, nos obriga a decidir, a cortar a favor ou contra o que ela exige de nós”.

Na época em que Lucas escreve o seu evangelho, a decisão de ser cristão, de seguir Cristo, semeava a divisão, a controvérsia, a perseguição, inclusive nas famílias. Mais ainda hoje, na nossa Igreja, não há divisão no seio mesmo daqueles que dizem seguir Cristo? Há, certamente, divisões que persistem entre cristãos de diferentes denominações, mas esse não é meu objetivo; eu falo das divisões dentro da nossa Igreja católica romana. Há mais que diversidade; há ruptura entre a hierarquia e os fiéis. O que fazer para decidir e para cortar? Impor os dogmas contra vento e maré? Excluir todos aqueles e todas aquelas que não pensam como as autoridades romanas? Aplicar as regras com o rigor exigido?

É desta maneira que se agia antes da chegada do novo Papa, o Papa Francisco, e vemos no que isso dá: uma Igreja que se esvazia cada vez mais, uma Igreja a ponto de morrer, uma Igreja em fase terminal. Isso ocorreu por que não se tomou as decisões corretas? O que fazer então? Talvez retomando os evangelhos e aprendendo as mensagens de Cristo que os evangelhos nos ensinam, possamos reencontrar um sopro novo, uma lufada de ar fresco, uma brisa de esperança. É o que o Papa Francisco está fazendo: uma grande limpeza não apenas na Cúria romana, mas também na própria estrutura da nossa Igreja. Pela primeira vez, ele nos fala de pastoral. Ele não recorda a todo momento a doutrina; essa nós conhecemos... Ele nos diz como fazer pastoral, ali onde estamos com os dois pés. Pessoalmente, isso me faz muito bem, e não estou sozinho. Eu ouvi muitas pessoas que se afastaram da Igreja há um bom tempo e que me disseram que esse Papa os interpela profundamente. Faz bem ouvir isso.

Recordemos que nesse domingo em que se celebra o Orgulho Gay, não é normal, nem evangélico que se exclua esta parcela da população, simplesmente porque eles têm uma orientação sexual diferente da maioria, mas uma orientação que eles não escolheram e que eles procuram assumir da melhor maneira possível, sempre guardando a fé e a esperança cristã. “Quem sou eu para julgar os homossexuais?”, disse o Papa Francisco, no avião que o levava de volta para Roma após a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. É evidente que os homossexuais, assim como os heterossexuais não são perfeitos... Mas uns e outros são convidados a amar na fidelidade e no respeito da dignidade de uns e outros. O que está acontecendo na Rússia e em muitos países, e mesmo aqui em Quebec e no Canadá, onde se dá provas de discriminação, violência, desprezo e exclusão em relação aos homossexuais, é inaceitável e isso deve ser denunciado por toda a população, inclusive pelos cristãos. Temos de dizer não à homofobia. Para mim é uma decisão que vai semear a divisão, escusado será dizer, mas é uma decisão que o evangelho me inspira. Será também uma prova de fidelidade aos ensinamentos de Jesus.
Réflexions de Raymond Gravel,18-08-2013.

O papel feminino nas religiões


Freiras assistem a missa: 'por uma teologia das mulheres'.
Por Emma Klein
O papa Francisco pediu que a Igreja crie uma teologia mais profunda das mulheres, embora ele tenha descartado a ordenação de mulheres. Mas como o cristianismo e as outras religiões podem estabelecer papéis para as mulheres que não as lancem como cidadãs de segunda classe? O judaísmo poderia apontar o caminho? Onde as mulheres se posicionam nas religiões do mundo hoje?

A partir dos recentes desdobramentos, pronunciamentos e eventos, emerge um quadro muito complexo. Não menos complexa é a posição das mulheres dentro do judaísmo, uma das menores, em termos numéricos, religiões do mundo.

Judaísmo

Até o século XIX, quando o movimento da Reforma no judaísmo surgiu na Alemanha, a Ortodoxia prevaleceu, e as mulheres, com exceção de algumas poucas figuras históricas, foram confinadas à casa e, dentro da sinagoga, à galeria das senhoras ou atrás de um mechitza ou divisória – muitas vezes uma cortina.

A lógica por trás dessa separação, derivada do período do Talmude e da Mishná, o comentário oral sobre a Torá, ou Lei, era que uma mulher e o seu corpo poderiam distrair os homens e levar a pensamentos impuros durante a oração.

Nas Escrituras hebraicas, havia mais do que algumas poucas mulheres proeminentes, não menos importantes as quatro "matriarcas" Sara, Rebeca, Lia e Raquel; a profetisa e irmã de Moisés e Aarão, Miriam; e Débora, a juíza e profetisa. A moabita convertida Rute, a ancestral do rei Davi, e Ester, a esposa judaica do monarca persa Assuero, também desempenham papéis importantes na tradição judaica.

Com as várias conquistas e expulsões às quais o povo hebreu foi submetido, e a posterior extensa história de perseguição, a Ortodoxia judaica se tornou mais rigoroso, afetando, dentre outros aspectos, o papel das mulheres no culto. Uma mulher excepcional nos tempos talmúdicos foi Bruriá. Filha e esposa de rabinos proeminentes, ela foi citada como uma "sábia".

Mais tarde na história, duas mulheres atuaram na qualidade de rabinas, sem ordenação formal. Uma delas era Asenath Barzani, no século XVII, que atuou como rabina entre os judeus curdos, e a segunda foi Hannah Rachel Verbermacher que era rabina em uma comunidade hassídica na Europa Oriental no século XIX.

No entanto, a probabilidade de haver uma rabina ortodoxa no nosso tempo, até muito recentemente, era algo praticamente impossível de se contemplar. E a Ortodoxia ainda é a maior facção em Israel, França e Reino Unido. Nos Estados Unidos, entretanto, onde a população judaica de cerca de seis milhões é quase tão grande quanto a de Israel, a Ortodoxia é um bloco minoritário; a maioria dos judeus norte-americanos praticantes pertencem a comunidades conservadoras ou reformadas.

É provavelmente por causa do status de minoria da Ortodoxia norte-americana que um desenvolvimento marcante ocorreu nos últimos anos. Trata-se do surgimento de um seminário ortodoxo em Nova York, onde as mulheres são preparadas para a ordenação. O seminário é conhecido como Yeshivat Maharat – yeshiva é a palavra hebraica para seminário, e maharat é o acrônimo das palavras hebraicas que significam "mestre da lei e da espiritualidade judaicas".

A reitora do seminário, Raba Sara Hurwitz, foi ordenada por dois rabinos ortodoxos. No entanto, o fato de ela se chamar "rabina" – a versão feminina de "Rabino" – causou tanta indignação entre muitos membros da comunidade ortodoxa que, como um compromisso, foi acordado que uma graduada do seminário seria chamada de "maharat".

Três mulheres se formaram no seminário no mês passado e já foram contratadas por congregações em Montreal e em Washington, servindo ao lado de rabinos homens. No entanto, um educador pioneiro de meninas ortodoxas, que estava entre o público da cerimônia de formatura, comentou que o título de "maharat" é como se formar na faculdade de medicina e não ser autorizado a se chamar de médico.

Embora essas mulheres, em alguns casos, serão líderes espirituais de comunidades, elas vão continuar enfrentando várias restrições sob a lei judaica ortodoxa. Elas vão se sentar separadamente durante as celebrações, não terão a permissão de ler a Torá e não serão contadas em um minyan – o quorum de 10 fiéis necessários para a recitação de certas orações, incluindo o Kaddish, que é muitas vezes referida como a oração do enlutado.

O conceito de minyan vem do relato bíblico da tentativa de Abraão de salvar Sodoma e Gomorra da destruição. Conta-se que Abraão fez um pacto com a Divindade de que, se ele pudesse encontrar 10 homens justos, as cidades não seriam destruídas. Ele foi incapaz de encontrar o quórum necessário.

Fora dos EUA, houve algum progresso, embora limitado. Em Israel, pela primeira vez, houve duas mulheres na comissão de 11 membros para supervisionar as eleições para o rabinato-chefe realizada no fim de julho. E um grupo de mulheres israelenses foi aos tribunais para tentar forçar as autoridades ortodoxas a permitir que elas se tornem supervisoras do kashrut – o processo para garantir que os produtos alimentares e os restaurantes sejam kosher.

Na Grã-Bretanha, houve muitas rabinas nos movimentos reformados e liberais, entre elas a baronesa Julia Neuberger e a rabina Laura Janner-Klausner, atual presidente do Movimento para Reformar o Judaísmo. No entanto, o movimento Masorti, ou conservador, no Reino Unido ainda não tem nenhuma mulher rabina.

O mais significativo em Londres, em Israel e em Toronto, assim como em algumas cidades norte-americanas, é um desenvolvimento recente conhecido como "Parceria minyan", um termo usado pela Aliança Feminista Ortodoxa Judaica para descrever um grupo de oração que está em conformidade com as restrições da lei judaica ortodoxa, embora permita que uma parte dos serviços sejam liderados por mulheres, assim como por homens.

Também houve alguns serviços ortodoxos apenas para mulheres, por exemplo para ler o rolo de Ester, que é recitado todos os anos na festa de Purim, que comemora a salvação do povo judeu na Pérsia do complô para destruí-los, instigado por Hamã, o vizir real do marido de Ester, o rei Assuero. No entanto, a "parceria minyan" certamente é um avanço com relação a um grupo de oração apenas para mulheres. Não surpreendentemente, ela tem enfrentado críticas consideráveis por parte de muitas pessoas da comunidade ortodoxa.

Budismo
Em algumas religiões do mundo, tem havido um reconhecimento substancial da importância das mulheres. O Dalai Lama, por exemplo, disse que ficaria muito feliz se o seu sucessor fosse uma mulher, e atualmente há no Tibete uma lama budista mulher, Khandro Rinpoche, que, aos dois anos de idade, foi reconhecida por um importante líder espiritual budista como a reencarnação de uma lama do sexo feminino nascida no século XIX.

Anglicanismo

Já o arcebispo de Canterbury, Justin Welby, também expressou a sua convicção de que uma mulher, um dia, irá ocupar o seu papel e foi franco no seu apoio às bispas mulheres. Apesar da surpreendente derrota das bispas mulheres medida pelo voto dos membros leigos do Sínodo Geral no ano passado, o assunto está de volta à agenda, e pensa-se que a aprovação final poderia ser dada à nova legislação até o fim de 2015.

Catolicismo

Quanto à Igreja Católica, o papa Francisco, em sua coletiva de imprensa improvisada no avião papal retornando do Rio no dia 28 de julho, repetiu o ensino "definitivo" de João Paulo II de que a porta está fechada para a ordenação de mulheres. No entanto, ele disse que a Igreja precisa de uma teologia das mulheres mais profunda, indicando que Maria é mais importante do que os Apóstolos. Ele acrescentou: "Agora ela é coroinha, agora ela lê a Leitura, é a presidente da Cáritas... Mas há mais! (…) A mulher, na Igreja, é mais importante do que os bispos e os padres".

Islã

No Islã, homens e mulheres geralmente celebram separadamente. As mulheres geralmente não são autorizadas a liderar orações mistas. Mais uma vez, os Estados Unidos são o país onde as mulheres muçulmanas têm se tornado mais proeminente no culto, e há várias comunidades em que as mulheres lideram orações mistas.

Embora seja improvável que as mulheres serão ordenadas em breve como imãs, há uma estudiosa islâmica afro-americana, Amina Wadud, que tem sido chamado de Imã Amina Wadud. Certamente, em muitos países muçulmanos, fora da esfera religiosa, a capacidade da mulher para a autoexpressão é muito reprimida.

Hinduísmo

No hinduísmo, embora muitas deidades femininas sejam cultuadas, o papel da mulher é geralmente visto de uma forma bastante tradicional, como a figura-chave na facilitação da continuidade da linhagem familiar. De fato, o aspecto machista da religião hindu ficou bastante claro para mim recentemente, quando eu fiquei sabendo que o filhos de 10 anos da minha vizinha hindu, ela mesma uma médica ginecologista, foi obrigado a atuar como o presidente oficiante da cerimônia de cremação do seu avô em Londres e, mais tarde, na cerimônia de espalhar as cinzas no rio Ganges, porque ele era o único descendente masculino direto.

Se eu puder terminar com uma nota pessoal, eu devo dizer que há um ritual judaico que eu estou determinada a levar a cabo e que alguns rabinos ortodoxos não permitem que as mulheres o realizem. Trata-se da recitação do Kadish. Composto em sua maior parte em aramaico, com exceção da exortação da paz com a qual ele conclui, trata-se basicamente de uma exaltação do nome do Todo-Poderoso e não contém nada que se refira à tristeza ou à morte. No entanto, o fato de ele ser recitado juntamente à morte de um parente próximo explica por que muitas vezes ele é visto como uma oração do enlutado.

Recitar o Kadish tem sido de grande importância para mim desde a prematura morte do meu amado irmão há 13 anos. Eu recitava a oração em uma sinagoga Masorti praticamente todos os sábado de manhã durante 11 meses. Isso me deu força e, quando chegou a hora de parar, eu experimentei uma enorme sensação de perda. Desde então, em cada yartzeit – o aniversário da sua morte –, eu recito o Kadish por ele novamente. Tornou-se um dia muito importante.
The t, 10-08-2013.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Paróquia Nossa Senhora das Candeias informa:



Dia 20/8 - REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO    
                 PASTORAL

               ÀS 20H Matriz  (continuidade à anterior s/  Plano de Pastoral)








Dia 24/8 - ASSEMBLEIA PAROQUIAL

               DAS 08 ÀS 12h  - Matriz - todos  movimentos, pastorais etc. aberta para quem quiser participar. A inscrição será de R$ 2,00.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Tu me seduziste, Senhor, e eu me deixei seduzir


Que eu prossiga no meu esforço de 'Fazer-me tudo para todos’.
Por Padre Geovane Saraiva*

No dia 14 de agosto de 1988, ao lado da igreja matriz de Nossa Senhora de Nazaré, na minha terra natal, Capistrano – Ceará, numa celebração campal, recebi a ordenação presbiteral, pela imposição das mãos do nosso querido e saudoso Dom Aloísio, Cardeal Lorscheider. Neste ano de 2013, ao completar 25 anos de ministério sacerdotal, gostaria agradecer ao bom Deus, numa profunda gratidão, especialmente, através das pessoas com as quais fui sacerdote, além de procurar ser irmão e amigo.

Logo no início, além do meu lema escolhido: “Tu me seduziste, Senhor, e eu me deixei seduzir” (Jr 20, 7), guardei na mente e no coração o lema de São Francisco de Sales, grande místico e mestre na escola de espiritualidade: “Fazer-se tudo para todos’”. Tenho consciência de que, nestes 25 anos padre, poderia ter feito muito mais. Mas ao mesmo tempo, como diz tão bem Charles Chaplin: “a vida me ensinou a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi (...)”, dádiva de Deus.

Quero me dirigir ao bom povo da paróquia São Pio X, início de minha vida de padre como Vigário Paroquial - Bairro Pan Americano, por poucos meses. Já em primeiro de janeiro de 1989 assumi a função de Pároco da Paróquia de São Francisco de Assis, no Bairro Dias Macedo, permanecendo ali por 11 anos. Na Paróquia da Paz, como Vigário Paroquial, fundei o Apostolado da Oração, implantei a Pastoral Vocacional, colaborei com o Encontro de Casais com Cristo (ECC) e ainda estive presente nas Comunidades da Mãe-Rainha - Varjota, no Campo do América e na Trilha do Senhor, sem esquecer a Conferência de São Vicente de Paulo.

Agradecido, igualmente, me volto para o bom povo da Parquelândia, por ter me acolhido desde o dia 30 de novembro de 2003, nesta comunidade Paroquial de Santo Afonso. Não posso esquecer jamais as queridas Irmãs Carmelitas do Carmelo Santa Teresinha de Fortaleza, com minha presença para celebrar a eucaristia, ao mesmo tempo em que experimentei uma generosa acolhida da parte delas. Agradeço também as Irmãs Doroteias, nos seis anos em que fui Capelão das mesmas. Por onde passei, dentro das minhas limitações, pude contribuir, procurando animar os desanimados, na esperança de que somos peregrinos do absoluto em meio às coisas passageiras, a caminho do definitivo, da glória futura, da vida junto de Deus.

Nunca esqueço este belíssimo pensamento de Dom Helder: "É graça divina começar bem, graça maior é persistir na caminhada, mas a graça das graças é não desistir nunca". E é a partir do pastor dos empobrecidos que gostaria de registrar também, como ação de graças ao bom Deus, nossa simples e humilde lavra literária, credenciando-me integrar à Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará (ALMECE) e à Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza (AMLEF). Além de tornar-me cidadão de Fortaleza, ainda fui condecorado com três Medalhas, a saber: Boticário Ferreira, De Defesa dos Direitos Humanos Dom Helder Câmara (da Câmara Municipal de Fortaleza) e Dom Helder Câmara, o Artesão da Paz (da ALMECE).

Não posso esquecer neste Ano da Fé (11/10/2012–24/11/2013) a pessoa de Maria, mulher “feliz porque acreditou”, nas palavras do Papa Paulo VI, ao encerrar o Concílio Vaticano II, no dia 08 de dezembro de 1965: “Enquanto encerramos o Concílio Ecumênico, nós festejamos Maria Santíssima, mãe de Deus e, por isso, como outra vez dissemos, Mãe de Deus e nossa mãe espiritual. Maria Santíssima, a imaculada, isto é, a inocente, a estupenda, a perfeita; isto é, a Mulher, a verdadeira Mulher ideal e real ao mesmo tempo; a criatura na qual a imagem de Deus se espelha com limpidez absoluta, sem nenhuma turbação, como sucede, pelo contrário, em todas as criaturas humanas”.

Espero contar com a oração, a amizade e a solidariedade do todos, neste ano dos meus 25 anos padre aqui na Arquidiocese de Fortaleza, para que “seduzido” por Deus, prossiga no meu esforço de “Fazer-me tudo para todos’”, parafraseando São Francisco de Sales.
*Padre da Arquidiocese de Fortaleza, escritor, membro da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza, da Academia de Letras dos Municípios do Estado Ceará (ALMECE) e vice-presidente da Previdência Sacerdotal - Pároco de Santo Afonso - geovanesaraiva@gmail.com.

O elogio da bondade


A bondade não se prega, nem se ensina, nem se impõe. A bondade se contagia.

Quem é bondoso, cria um clima de bondade. E isso muda a vida.
Por José María Castillo
O que mais me impressiona no papa Francisco é a sua bondade. A bondade não é fazer "o bem". É mais do que isso. Porque, afinal de contas, o que significa fazer o bem? Isso depende de quem dita o que é bom e o que é mau. Na Espanha, até 1975, era ruim votar nos governantes. E o que era bom era ficar calado e se submeter. A partir do dia em que se aprovou a vigente Constituição Espanhola, é bom ir votar, ao passo que é ruim não tomar parte ativa e se comprometer em melhorar a gestação da "coisa pública", segundo o que cada um pensa e dentro dos limites que a Constituição e a ética da gente decente permitem.

A bondade é sempre uma forma de alguém se relacionar com os demais. Há uma prova muito simples para ver até onde vai a bondade de uma pessoa. Há tempo, eu já disse: "o espelho do comportamento ético não é a própria consciência, mas o rosto daqueles que vivem comigo. Quando este rosto expressa paz, esperança, alegria e felicidade, porque meu comportamento gera tudo isto, então é evidente que minha conduta é eticamente correta".
A bondade não se prega, nem se ensina, nem se impõe. A bondade se contagia. Aquele que é bondoso, cria um clima de bondade. E isso muda a vida. A de uma pessoa e a dos outros. Ser sempre bondoso, reconhecer os próprios limites e as próprias contradições. Somente assim poderemos, passando ou não a crise, vivermos melhor. E nos sentiremos melhor.
Já sei que isso não é a panaceia universal. Seria ingênuo pensar que apenas com a "benevolência" o mundo se ajeita. Não. Entre outras razões, porque a bondade carrega consigo o não ficar calado e passivo quando se vê o sofrimento, e muito sofrimento, dos mais frágeis. Em tais condições, aquele que se cala não se distingue por sua bondade, mas por sua covardia, por seu medo, por interesses inconfessáveis. Isto não é bondade. Dá vergonha de ver, sofrer e até pensar nisto.
De qualquer modo, e aconteça o que acontecer, não nos cansemos jamais de ser bons, sempre orientados e guiados pela mais desconcertante bondade. Porque, é um fato, a bondade é o que mais nos assusta e até nos desconcerta.
Teología Sin Censura, 13-08-2013.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Papa envia benção aos brasileiros pela Semana Nacional da Família


PapaFrancisco29052013

O Papa Francisco enviou uma benção apostólica para os fiéis, comunidades e paróquias que participam, no Brasil, da Semana Nacional da Família. A programação, que começou neste domingo, 11, vai até 17 de agosto, faz a reflexão do tema “Transmissão e Educação da Fé Cristã na Família”. O evento é animado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB.
A seguir, a íntegra da mensagem do Papa Francisco:
Vaticano, 6 de agosto de 2013
Queridas famílias brasileiras,
Guardando vivas no coração as alegrias que me foram proporcionadas durante a recente visita ao Brasil, me sinto feliz em saudá-las por ocasião da Semana Nacional da Família, cujo tema é “A transmissão e a educação da fé cristã na família”, encorajando os pais nessa nobre e exigente missão que possuem de ser os primeiros colaboradores de Deus na orientação fundamental da existência e a segurança de um bom futuro. Para isso, “é importante que os pais cultivem as práticas comuns de fé na família, que acompanhem o amadurecimento de fé dos filhos” (Carta Enc. Lúmem Fidei, 53). Neste sentido, os pais são chamados a transmitir, tanto por palavras como, sobretudo pelas obras, as verdades fundamentais sobre a vida e o amor humano, que recebem uma nova luz da Revelação de Deus. De modo particular, diante da cultura do descartável, que relativiza o valor da vida humana, os pais são chamados a transmitir aos seus filhos a consciência de que esta deva sempre ser defendida, já desde o ventre materno, reconhecendo ali um dom de Deus e garantia do futuro da humanidade, mas também na atenção aos mais velhos, especialmente aos avós, que são a memória viva de um povo e transmissores da sabedoria da vida. Fazendo votos de que vocês, queridas famílias brasileiras, sejam o mais convincentes arautos da beleza do amor sustentado e alimentado pela fé e como penhor de graças do Alto, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, a todos concedo a Benção Apostólica.
Fonte: Canção Nova

PROCLAMAS MATRIMONIAIS

10 e 11 de agosto de 2013


COM O FAVOR DE DEUS E DA SANTA MÃE A IGREJA, QUEREM SE CASAR:


·        LENILDO OLIVEIRA ARAÚJO
E
MARIA RAFAELA GOMES DE ARAÚJO

·        RAPHAEL QUEIROZ DA SILVA
E
RAFAELLY PADILHA DEQUEIROZ

·        MANUEL ALEJANDRO BULL CÓRDOVA
E
NAYANA TENÓRIO

·        ALEX CLAYTON DE BRITO OLIVEIRA
E
BRUNA SOARES DO VALLE

·        SERGIO MONTE VIEIRA DA CUNHA FILHO
E
EDUARDA RAMOS SOARES ALVES PINTO

·        JOÃO RENAN DE ALMEIDA
E
MARIA CAROLINA DA SILVA MOURA

·        KLAUS LUDWIG  SCHILLING MACIEL
E
ANDRESSA MARIA AMORIM ANJOS

BRUNO FERRAZ FERREIRA
E
MARCELA MARQUES DE AZEVEDOMAIA


  Quem souber algum impedimento que obste à celebração destes casamentos está obrigado em   consciência a declarar.