terça-feira, 20 de agosto de 2013

Curso de Comunicação para Bispos será realizado em Jaboatão dos Guararapes


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Restam apenas 20 vagas para o Curso de Comunicação para Bispos que será realizado de 4 a 8 de novembro, em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife. O evento é destinado exclusivamente ao episcopado brasileiro, com assessoria da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB. Os bispos terão a oportunidade de aprender a teoria e a prática das novas mídias sociais digitais. O convite é aberto a todos os bispos que desejam refletir sobre os desafios da evangelização no contexto da cultura gerada pelas novas tecnologias. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail ou telefone: (61) 2103.8366 – comsocial@cnbb.org.br
O evento contará com a participação do presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, dom Claudio Maria Celli, que tem sido um dos grandes incentivadores do processo de formação dos bispos na cultura midiática para a evangelização. A assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, Ir. Élide Fogolari, comenta que “as novas tecnologias vêm provocando uma cultura acelerada em toda a sociedade e também na Igreja. Desejamos que o episcopado possa entender como comunicar com a comunidade presente na Igreja através da cultura massiva e da cultura digital”.
Teoria e práticaA novidade será a metodologia de trabalho composta por teoria e prática, com painéis voltados ao diálogo e revisão de teorias comunicacionais da era digital na cultura da evangelização e participação efetiva nos laboratórios, para praticar e conhecer as técnicas de produção em jornal, impresso e online, programas de rádio, internet e mídias sociais digitais. Os painéis e as práticas laboratoriais contarão com assessoria de professores e especialistas da comunicação. “O curso será bem elementar para a criação de conta de e-mail, configuração da parte estética e visual dos correios eletrônicos. Além disso, serão oferecidas dicas práticas de cada ferramenta, como as mídias sociais digitais, entre elas o facebook, modos de compartilhamento, de integração e interatividade”, explica o assessor da RIIBRA (Rede de Informática da Igreja no Brasil), padre Clóvis Andrade Melo.
Cultura midiáticaO tema central do curso será “Comunicação e evangelização na era digital: uma abordagem teórico-prática” e o objetivo é refletir sobre as práticas e os desafios da evangelização no contexto da cultura gerada pelas novas tecnologias. “Ninguém está fora da sociedade em rede. Então a Comissão deseja ajudar os bispos a perceberem a importância da presença efetiva e afetiva nas redes sociais. Não é considerar apenas o modismo das novas tecnologias, mas como meios de expressão e de existência”, ressalta padre Clóvis.

Fonte: CNBB

Dom Antônio Fernando Saburido

Bom Samaritano (Lc 10,25-37): estudo literário



(Foto: Reprodução)
Para uma interpretação sensata e libertadora do episódio-parábola do Bom Samaritano (Lc 10,25-37) é preciso, entre vários exercícios, fazer um estudo literário do texto. Eis o que segue.

1 - Estudo literário do texto

O texto de Lc 10,25-37 está organizado em duas partes de tamanhos diferentes com estruturas literárias com várias equivalências, conforme se segue:

1ª parte (Lc 10,25-28) - 2ª parte (Lc 10,29-37)

Pergunta do escriba - Pergunta do escriba

Contrapergunta de Jesus - Jesus narra um episódio paradigmático

O escriba cita a lei - Contrapergunta de Jesus e Resposta do escriba

Diretiva de Jesus - Diretiva de Jesus.

As palavras “próximo” e “fazer” são duas colunas-mestras no texto. Percebe-se uma ênfase sobre o outro, um desinstalar-se de si mesmo e uma defesa forte de uma prática libertadora, de ação concreta. Sinalizam que uma postura misericordiosa implica um sair de si mesmo, um arregaçar as mangas e colocar mãos à obra. Não basta ter boas intenções.

Na segunda parte (Lc 10,29-37) temos o episódio-parábola propriamente dito (Lc 10,30-35) e a sua aplicação (Lc 10,36-37). Nos versículos 25-27 encontramos a primeira questão levantada pelo escriba e alguns textos bíblicos do Primeiro Testamento que apareceram para iluminar a questão, em um diálogo profundamente educativo (Dt 6,5 e Lv 19,18).

No versículo 28, Jesus responde citando, implicitamente, um texto de Lv 18,5: “Faça isso e viverás”. Importante observar que Jesus não diz “terá vida eterna”, mas diz “viverás”. Em outros termos, o Jesus de Lucas quer provocar conversão nos discípulos e discípulas que estavam olhando para o céu esquecendo-se de abraçar os desafios do aqui e do agora, na terra. Olhe para o “aqui e agora!” Eis o caminho que leva à vida em plenitude.

2 - Introdução (Lc 10,25-28)

Nos evangelhos encontramos basicamente dois tipos de perguntas dirigidas a Jesus. Uma é a pergunta feita pelos marginalizados e excluídos, que pedem para andar, para voltar a enxergar, para serem curados, para serem saciados. Com a vida ameaçada aqui e agora, eles clamam por vida aqui e agora. O outro tipo de pergunta dirigida a Jesus nos evangelhos é aquela feita por pessoas ricas, as quais já têm o aqui e agora assegurados e estão preocupadas com o pós-morte. Nesse grupo se insere a pergunta de Lc 10,25: “Mestre, que coisa devo fazer para herdar a vida eterna?”

A pergunta sobre o caminho para alcançar a “vida eterna”, feita por um “escriba”, aparece também em Lc 18,18 na boca de um rico notável. O evangelista tem a finalidade de reforçar a importância do decálogo como caminho para a vida plena. À primeira vista, parece que estamos diante de duas tradições diferentes ou em face de episódios distintos do ministério de Jesus.

“Amar a Deus” é uma das constantes características de todo o corpo deuteronomístico  e está intimamente interligada com “amar o próximo”. Não existe um amor integral a Deus se falta amor ao próximo a partir do outro mais injustiçado. O caminho que leva a Deus passa necessariamente pelo próximo. Dedicar-se a Deus e ao próximo são duas faces da mesma medalha e é significativo que Dt 6,5 e Lv 19,18 estejam em Lc 10,27 como uma “leitura” da lei que revela a íntima ligação entre amar a Deus e amar o próximo: “O que está escrito na lei? Como tu lês?” (Lc 10,26).

3 - Episódio-parábola do bom samaritano (Lc 10,29-35)

A própria forma estilística do episódio-parábola é profundamente relevante. Com repetição progressiva, somente na terceira vez chega-se a um desfecho favorável. Isso cria um suspense e prende a atenção do leitor. E é de fácil memorização, o que se revela tremendamente pedagógico em uma cultura com um alto índice de iletrados, onde predominava a oralidade.

Em Lc 10,29, com a pergunta do escriba “Quem é meu próximo?”, estabelece-se a conexão de Lc 10,25-28 com Lc 10,29-37. Na segunda parte (Lc 10,29-37), Jesus não responde imediatamente, mas acrescenta o episódio-parábola e indica a importância que deu ao escriba, que lhe perguntou. A lei apresenta uma resposta mais direta, enquanto o episódio-parábola interroga e interpela, o que é muito mais incômodo. Jesus não dava respostas prontas. Ao não responder diretamente e ao contar um episódio-parábola, Jesus agiu pedagogicamente, visando tornar o escriba um próximo. Jesus não o excluiu a priori, mas empreendeu uma caminhada pedagógica que visava promover a conversão do escriba.

4 - Conclusão do relato (Lc 10,36-37)

Jesus, depois de contar o episódio-parábola, retomou o diálogo com o escriba redimensionando completamente a pergunta feita no versículo 29: “Quem é o meu próximo?” Jesus perguntou: “Em sua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” (Lc 10,36). Essa nova pergunta redimensiona completamente a forma de entender a relação com o próximo. A relação se dará não mais a partir de mim mesmo, mas sim a partir do outro, e principalmente do outro que sofre por ser injustiçado.

Para o sacerdote e o levita, o homem semimorto havia-se transformado em um obstáculo, enquanto para o samaritano esse mesmo homem caído à beira do caminho transformou-se em motivo para proximidade. O sacerdote e o levita não apenas ignoraram o homem semimorto, mas foram-lhe indiferentes, distanciaram-se e contornaram o “obstáculo”. De outro modo, o escriba, mesmo evitando pronunciar a palavra samaritano, reconhece o samaritano como referência a seguir (Lc 10,37). Jesus, com dois imperativos — Vá e faça!—, convida o escriba a ser um discípulo do “bom samaritano”, o que pode causar desconforto, pois normalmente pensa-se que só se pode ser discípulo de Jesus.

Gilvander Moreira é frei e padre carmelita. Mestre em Exegese Bíblica pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma. Assessor da Comissão Pastoral da Terra (CPT), do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI), do Serviço de Animação Bíblica (SAB) e Via Campesina. Autor de alguns livros: Compaixão-misericórdia, uma espiritualidade que humaniza (Ed. Paulinas, 1996), Lucas e Atos, uma teologia da História (Ed. Paulinas, 2004) e co-autores de vários livros do CEBI. 

Francisco: 'Fé e violência são incompatíveis'


Pontífice pede aos fiéis que continuem a rezar pela paz no Egito.

A paz de Cristo não é “neutralidade” nem  “compromisso a todo o custo”: seguir Jesus “inclui renunciar ao mal, ao egoísmo e escolher o bem, a verdade, a justiça, inclusive quando isto requer sacrifício e renúncia aos próprios interesses”, disse o papa Francisco no Ângelus do último domingo (18), recitado na praça de São Pedro na presença de muitíssimos fiéis.

Quando Jesus diz que veio "trazer divisão", realçou o pontífice,  "não é que Ele queira dividir os homens entre si, ao contrário”; Ele indica o critério: “viver para si mesmo, ou viver para Deus e para os outros; ser servido ou servir; obedecer ao próprio eu, ou obedecer a Deus”.  Disto deduz-se, frisou, que não pode ser autorizado o uso  da força para defender a fé. “Fé e violência são incompatíveis” e, explicou o Papa, “a verdadeira força do cristão é a força da verdade e do amor, que inclui a renúncia a qualquer violência”.

O Pontífice, que depois da recitação do Ângelus exortou a rezar pelas vítimas do naufrágio de uma embarcação nas Filipinas e pela paz no Egito, recordou que  seguir Jesus “significa participar” porque a fé não é um adorno: significa “escolher Deus como critério-base da vida”.

“Viver a fé – explicou o Papa na meditação – não é enfeitar a vida com um pouco de religião, como se fosse um bolo decorado com o glacê. Não, a fé não é isto”. Depois da vinda de Jesus, prosseguiu, “não nos podemos comportar como se não conhecêssemos Deus”. De fato, “Deus tem um rosto concreto, tem um nome: Deus é misericórdia, Deus é fidelidade, é vida que se doa a todos nós”.

Está em sintonia com a meditação do Ângelus dominical também o tweet que o Papa lançou na manhã de segunda-feira, 19 de Agosto: “Não podemos ser cristãos a tempo parcial. Se Cristo está no centro da nossa vida, Ele está presente em tudo o que fazemos”. E precisamente hoje o account italiano do Pontífice superou um milhão de followers. São 8.600.000 as pessoas que seguem o Papa através da plataforma digital,  conectando-se aos nove canais linguísticos de @Pontifex.
L’Observatore Romano, 20-08-2013.

A revolução de uma verdadeira teologia da mulher


O significado da Assunção não se refere apenas às mulheres na Igreja, mas ilumina, e não apenas simbolicamente, a ambivalente figura da mulher: onipotente, mas também submissa.

Assunção de Maria: ambivalência da mulher mediterrânea.
Por Emma Fattorini

O papel da mulher e a sua "dignidade" na Igreja devem ser compreendidos e exaltados. O papa Francisco falou isso aos fiéis na praça de Castel Gandolfo, antes de recitar o Ângelus na Solenidade da Assunção. "Compreendidos e exaltados", ainda na viagem ao Brasil ele havia falado da necessidade de uma verdadeira "teologia da mulher": referências, passagens, mas muito importantes.

O fato de retomá-las no dia de Ferragosto tem um significado todo particular. Na antiguidade, as Feriae eram uma celebração da fertilidade e da maternidade, de origem oriental, a deusa-mãe Sira, padroeira do trabalho dos campos, prerrogativas que, ao longo dos séculos, a tradição popular atribuiu à Virgem Maria.

Mas, em Ferragosto, não se celebra uma das tantas festas dedicadas à Nossa Senhora, mas sim a festa muito especial da Assunção, o último dogma mariano declarado por Pio XII em 1950. E por que seria tão especial? Carl Gustav Jung o explicou muito bem em um texto, que se tornou importante para a história das mulheres no Ocidente.

O fundador da psicologia profunda, baseada nos símbolos e nos arquétipos de origem protestante, no livro Resposta a Jó, escrevia: "O dogma da Assunção de Maria ao céu é o acontecimento religioso mais importante da era moderna depois da Reforma". Porque era, segundo Jung, o evento simbolicamente mais importante para a história das mulheres modernas, para a sua emancipação e o seu reconhecimento.

Para Jung, o fato de que o único ser humano já assunto ao céu, antes do fim dos tempos, além do filho de Deus, era uma mulher representava uma revolução no imaginário coletivo e um reconhecimento do enorme poder. No limite da onipotência e, portanto, da heresia, porque corria o risco de equiparar perigosamente demais a mãe, somente mulher e totalmente humana, ao filho, homem, sim, mas também filho de Deus.

Um belo emaranhado teológico e histórico. Tanto que, na história da Igreja, os movimentos assuncionistas tiveram uma vida muito difícil, porque, entre outras tantas razões, corriam o risco de dilatar demais as prerrogativas de Nossa Senhora e, assim, das mulheres.

Creio, portanto, que é de grande relevância que o Papa Francisco, escolha uma ocasião tão significativa para falar do novo papel da mulher e para celebrar o 25º aniversário da Carta Apostólica Mulieris dignitatem, de João Paulo II, sobre a dignidade e a vocação da mulher.

O significado da Assunção não se refere apenas às mulheres na Igreja, mas ilumina, e não apenas simbolicamente, a ambivalente figura da mulher mediterrânea: onipotente – para Jung, a Assunção era o retorno a uma deusa feminina –, mas também submissa. Muito poderosa como mãe, mas também subalterna ao homem-marido. Uma natureza muito frágil e muito forte, a da mulher mediterrânea, diferente da emancipada mulher protestante.

É importante voltar a essas raízes profundas da identidade feminina contemporânea diante do crescimento da violência contra as mulheres. É daí que devemos recomeçar, todos e todas. A sensibilidade ao feminicídio cresce a cada dia, e estamos contentes com isso. Os movimentos das mulheres estão em alerta permanente, as deputadas e as senadoras, todas, têm trabalhado com um empenho extraordinário; mais recentemente, o decreto do governo italiano vai estabelecer procedimentos urgentes.
Tudo isso nos deixa justamente orgulhosas. O "mas" que se segue obrigatoriamente a essas observações fala justamente de prevenção. Mas nenhuma prevenção é mais eficaz do que recomeçar da força das mulheres mediterrâneas, e não somente da sua fraqueza. Porque hoje é a sua força que assusta, quando desaparecem os contrapesos que a cultura ocidental masculina tinha posto de pé, a fim de chegar a um acordo com ela e de fazer dela o fruto de um relacionamento amoroso. Nesse sentido, as culturas religiosas podem ser valiosas aliadas das mulheres e da sua capacidade de construir bons relacionamentos.
L'Unità, 17-08-2013.

domingo, 18 de agosto de 2013

Dia Municipal da Família e Semana Missionária são celebrados com Missa


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O arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, presidirá na próxima terça-feira, 20, Missa em Ação de Graças pelo Dia Municipal da Família, instituído pela Prefeitura do Recife. Além de comemorar a data, a celebração marca também o encerramento da Semana Nacional da Família vivenciada nas 112 paróquias da arquidiocese entre os dias 11 e 17 de agosto. Durante este período foi refletido o tema “Transmissão e Educação da Fé Cristã na Família”. A Missa será na Igreja Madre de Deus no bairro do Recife a partir das 20h.
O Dia Municipal da Família foi uma iniciativa da Pastoral Familiar da Arquidiocese de Olinda e Recife levada à Câmara Municipal do Recife através de proposição do vereador Josenildo Sinésio e aprovada pelos vereadores. Desde de 2012, o Recife celebra a data. O projeto deve ser aprovado em outras cidades da Região Metropolitana do Recife. Já está sendo estudada pelos municípios de Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Paulista e Escada.

Missa pelo Dia Municipal da Família
Local: Igreja Madre de Deus
Rua da Madre de Deus, s/n – Recife Antigo
Dia: 20 de agosto de 2013
Horário: 20h
Da Assessoria de Comunicação AOR

Arquidiocese começa a receber doações para construir a Fazenda da Esperança Padre Antônio Henrique


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Um sonho de R$ 4,4 milhões começou a ser construído efetivamente nesta sexta-feira, 16. O projeto arquitetônico da Fazenda da Esperança Padre Antônio Henrique foi apresentado a empresários, imprensa, políticos e representantes de outras religiões. O objetivo foi firmar parcerias para que a primeira unidade da Arquidiocese de Olinda e Recife saia do papel o mais rápido possível, e assim, possa salvar vidas de jovens dependentes químicos. Alguns acordos já foram iniciados pelas construturas Moura Dubeux e Paulo Miranda, e pela Ademi-PE que se comprometeram em angariar recursos.
Em uma área de três hectares, localizada em Muribequinha, Jaboatão dos Guararapes, será erguido o complexo formado por um refeitório, uma oficina, uma capela, estacionamento, uma quadra poliesportiva e três casas. A ideia é que a fazenda acolha inicialmente cerca de 40 rapazes, mas que durante o funcionamento novos espaços sejam construídos. “Toda a fazenda será construída levando em consideração as características locais, e tendo como inspiração o restabelecimento da unidade e da experiência de família”, explicou a arquiteta Lilia Campelo, que há 15 anos projeta unidades da Fazenda da Esperança.
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O refeitório para cerca de 150 pessoas, será utilizado para receber diariamente todos os recuperandos da Fazenda no horário do almoço, bem como seus familiares e visitantes mensalmente, e nas diversas comemorações ao longo do ano. Na cozinha central serão feitas as refeições principais, liberando os recuperandos para os diversos trabalhos na Fazenda. A capela, também destinada aos familiares e visitantes, terá celebração diária, no final de cada dia. Além disso, haverá a área de convívio externa, em forma de praça central, possibilitando momentos de descontração e lazer ao ar livre.
Durante a apresentação do projeto, Toni Menezes, ex-recuperando da Fazenda da Esperança, contou um pouco da sua experiência. De família rica, Toni se entregou ao vício das drogas depois do suicídio do pai. “Cheguei a gastar R$ 500 mil em drogas. Mas, em 2010 entrei para a Fazenda da Esperança sem saber se poderia ser curado. Com esforço e oração diária eu consegui”, relembrou. “Agradeço tudo que a Fazenda da Esperança fez por mim. Ela vai no fundo da espiritualidade de cada um, coisa que outras clínicas não conseguem fazer”, acrescentou.
Impossibilitado de participar da apresentação, o fundador da Fazenda da Esperança, frei Hans Stapel, enviou um vídeo agradecendo a mobilização da Arquidiocese na construção de sua primeira unidade. “Que bom saber que tem tanta gente querendo contribuir com este projeto. Lamento não estar com vocês hoje, mas estarei em breve na inauguração desta fazenda”, afirmou.
Dom Fernando Saburido tem esperanças de que a fazenda seja construída o mais rápido possível. “Muito bom ver que tem pessoas dispostas a ajudar. Acredito que a Fazenda da Esperança vai ser um grande bem, não apenas para recuperar os jovens do vício das drogas, mas também, na evangelização de famílias inteiras, dando um novo sentido a vida dessas pessoas”, declarou.
Para ajudar na construção da Fazenda da Esperança qualquer pessoa pode fazer uma doação à conta:
Banco do Brasil
Agência: 3108-9
Conta Corrente: 32892-8
Da Assessoria de Comunicação AOR