quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Evangelho do dia

Ano C - 24 de outubro de 2013

Lucas 12,49-53

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu tudo considero como perda e como lixo a fim de eu ganhar Cristo e ser achado nele! (Fl 3,8s)


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 12 49 disse Jesus: “Eu vim lançar fogo à terra, e que tenho eu a desejar se ele já está aceso?
50 Mas devo ser batizado num batismo; e quanto anseio até que ele se cumpra!
51 Julgais que vim trazer paz à terra? Não, digo-vos, mas separação.
52 Pois de ora em diante haverá numa mesma casa cinco pessoas divididas, três contra duas, e duas contra três;
53 estarão divididos: o pai contra o filho, e o filho contra o pai; a mãe contra a filha, e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora, e a nora contra a sogra”.
Palavra da Salvação.

Comentário do Evangelho
FOGO E DIVISÃO
As afirmações de Jesus devem ser entendidas no contexto do linguajar da época e no âmbito de seu serviço ao Reino de Deus. Caso contrário, arriscamo-nos a tirar conclusões precipitadas, que não correspondem à sua intenção: levar os discípulos a se engajarem, de forma mais decidida, no projeto proposto por ele.
Na tradição bíblico-profética, o "fogo" era sinal do julgamento definitivo de Deus. É um elemento purificador, que consome as impurezas. Vir trazer fogo à Terra significa, pois, que a presença de Jesus tem a força de purificar o mundo da impureza do egoísmo e do pecado, permitindo que a graça e a salvação brilhem em todo seu esplendor.
O batismo tem a ver com a morte de Jesus. Ela se torna uma espécie de banho purificador donde nasce um povo novo, sem maldade. Ser batizado, portanto, torna-se um imperativo tanto na vida de Jesus quanto na dos discípulos. Ele é imprescindível para quem pretende viver a vida nova do Reino.
A divisão imposta por Jesus significa a eliminação da ilusória convivência do bem com mal, da justiça com a injustiça. Os falsos profetas são promotores desta falsa conciliação, que impede as pessoas de se decidirem, resolutamente, pelo Reino. Ninguém pode servir a dois senhores.
Transformar a falsa conciliação em tensão purificadora é tarefa de quem foi enviado a este mundo para reconduzir a humanidade à amizade plena com Deus.

Oração
Espírito que nos leva a ser resolutos, embora em meio a conflitos e tensões, torna-me capaz de decidir-me pelo Reino, e, como Jesus, viver em plena amizade com o Pai.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Leitura
Romanos 6,19-23
Leitura do livro da carta de são Paulo aos Romanos.
6 19 Vou-me servir de linguagem corrente entre os homens, por causa da fraqueza da vossa carne. Pois, como pusestes os vossos membros a serviço da impureza e do mal para cometer a iniqüidade, assim ponde agora os vossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade.
20 Quando éreis escravos do pecado, éreis livres a respeito da justiça.
21 Que frutos produzíeis então? Frutos dos quais agora vos envergonhais. O fim deles é a morte.
22 Mas agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes por fruto a santidade; e o termo é a vida eterna.
23 Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Palavra do Senhor.
Salmo 1
É feliz quem a Deus se confia!

Feliz é todo aquele que não anda
conforme os conselhos dos perversos;
que não entra no caminho dos malvados
nem junto aos zombadores vai sentar-se;
mas encontra seu prazer na lei de Deus
e medita, dia e noite, sem cessar.

Eis que ele é semelhante a uma árvore
que à beira da torrente está plantada;
ela sempre dá seus frutos a seu tempo
e jamais as suas folhas vão murchar.
Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.

Mas bem outra é a sorte dos perversos.
Ao contrário, são iguais à palha seca
espalhada e dispersada pelo vento.
Pois Deus vigia o caminho dos eleitos,
mas a estrada dos malvados leva à morte.
Oração
Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor e vos servir de todo o coração. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Maria, um exemplo a seguir


Em audiência geral, o papa Francisco fala da mãe de Jesus, modelo para a Igreja Católica.


"Como são as relações nas nossas comunidades? Tratamo-nos como irmãos e irmãs?", questiona Francisco. (Foto: Arquivo)
Uma Igreja que não anuncia Jesus é uma Igreja morta. Uma expressão forte que o papa Francisco usou na manhã de quarta-feira (23), durante a audiência geral, para afirmar um conceito que lhe está particularmente a peito: "A Igreja não é uma loja, nem uma agência humanitária, nem uma ONG”. Ela simplesmente "tem a tarefa de anunciar Cristo e o seu Evangelho a todos".

É essa Igreja, repetiu, que "não se anuncia a si mesma, se é pequena, grande, forte ou débil, mas anuncia Jesus". E tem um modelo a seguir: Maria, a "jovem judia que esperava com todo o coração a redenção do seu povo". "Maria levou consigo Jesus, quando ainda estava no seu ventre, à visita que fez a Isabel. Não lhe levou só uma ajuda material, levou-lhe muito mais: a caridade de Jesus, o amor de Jesus", afirmou.

"E qual é o amor – o papa interrogou os fiéis – que levamos aos outros?". É "o amor de Jesus, que reparte, perdoa e acompanha ou é um amor batizado, como fazemos com o vinho que parece água?"

E prosseguindo de modo improvisado, entrelaçou um diálogo com os fiéis: "Como são – perguntou – as relações nas nossas paróquias, nas nossas comunidades? Tratamo-nos como irmãos e irmãs? Ou julgamo-nos, falamos mal uns dos outros, cuidamos cada um dos próprios interesses, ou cuidamos uns dos outros?. Estas são perguntas de caridade", concluiu.

Antes de chegar à praça, o pontífice encontrou-se, na Sala Paulo VI,  com um grupo de capelães das prisões italianas, reunidos nestes dias  para um congresso em Sacrofano, nos arredores de Roma. Na circunstância, o papa Francisco pediu que se dissesse aos presos que o pontífice reza diariamente por todos eles. Depois recomendou aos capelães que levassem o seu encorajamento a cada preso, juntamente com a certeza de que Jesus está na prisão juntamente com eles, prisioneiro também ele "dos nossos egoísmos, dos nossos sistemas, de tantas injustiças, porque é fácil punir os mais débeis, mas os peixes grandes nadam livremente nas águas".

O pontífice confidenciou também que ele continua em contato telefônico com os presos que habitualmente visitava em Buenos Aires e que haure benefícios espirituais desta experiência, que – acrescentou – me faz "rezar e aproximar dos presos".
L'Osservatore Romano, 24-10-2013.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Paróquia de Candeias inicia Semana Missionária

       Uma Igreja em estado permanente de missão. Esta é a prioridade da Arquidiocese de Olinda e Recife. Meta definida por padres, religiosos e leigos na Assembleia Arquidiocesana de Pastoral realizada em fevereiro de 2010. 
       Neste mês dedicado às missões, a Paróquia Nossa Senhora das Candeias, na cidade de Jaboatão dos Guararapes põe em prática esta proposta realizando mais uma Semana Missionária. As Santas Missões populares tiveram início no último sábado, 20, e seguem até o dia 28 de outubro (domingo).
       A abertura da semana foi marcada com uma Missa de Envio na Matriz de Nossa Senhora das Candeias, presidida pelo pároco, Mons. Paulo Sérgio Vieira Leite.
       Para cada dia da semana foi programado um tema para reflexão. Na segunda-feira, 22, o tema escolhido foi: o ‘Dia da ternura e da compaixão’. 
       Entre os eventos do período missionário, estão previstas visitas às casas, oração, partilha dos acontecimentos do dia e Celebração Eucarística na Matriz e em uma de suas comunidades.
       No domingo 21 a missão foi participar da 6ª Caminhada Sim à Vida, na Orla de Boa Viagem e à noite houve celebração eucarística na matriz.
       O encerramento da Semana Missionário será no dia 28, às 19h, com a Santa Missa. Segue a programação completa a partir desta terça-feira:

Terça-Feira (23/10) – Dia das bem aventuranças e maldições de Jesus
Jesus apontou um novo estilo de vida: simples, transparente, corajosa, misericordiosa. Jesus não ficou em cima do muro, tomou partido condenando os que viviam uma vida errada e desonesta, ficou do lado dos pobres e injustiçados, a partir desse ponto lançou o convite a conversão. Nós somos abençoados ou amaldiçoados, depende da nossa prática. 
Textos bíblicos: Lc 6, 17-26; 11, 27-28; 11,37-54; 12,15-54; 12,15-23; Mc 7,5-13; Mt 5, 1-12; 7,21-23; 23,1-23; 25,31-46.
Coordenação: Vicentinos
6h30 – Despertar. Com o tocar dos sinos
6h45 – Ofício Divino
7h15 – Café da Manhã
8h – Visitas as casas: Anunciar as atividades da semana e convidar as famílias a participarem.
11h30 – Retorno oração na igreja e reza do terço
12h30 – Almoço
14h – Reunião na igreja: oração pessoal
14h30 às 17h30 – Visitas programadas: Anunciar as atividades da semana e convidar as famílias a participarem.
17h30 – Confissões
18h – Partilha: Os missionários se reunirão na igreja para partilharem os acontecimentos do dia.
18h30 – Lanche
19h30 – Celebração Eucarística Matriz e Senhora Rainha


Quarta – Feira (24/10) – Dia do amor gratuito, solidário e eficaz
Jesus rezava muito sozinho… por quê? Ele teve muita intimidade com o Pai… e nós? Precisamos de convicções profundas para seguir no caminho do bem. Nesse dia mostrar a beleza e a importância da oração pessoal. 
Textos Bíblicos: Mc 1,35.9,28-29; Mt 6.5-15.26,36-46; Lc 3,21; 4,42; 6,12-16; 9,10.18.28; 10,21-24; Jo 6, 14-15. 17,1-26.
Coordenação: Comunidade Chama
6h30 – Despertar. Com o tocar dos sinos
6h45 – Ofício Divino
7h15 – Café da Manhã
8h – Visitas programadas: Anunciar as atividades da semana e convidar as famílias a participarem.
11h30 – Retorno oração na igreja e reza do terço
12h30 – Almoço
14h – Reunião na igreja: oração pessoal
14h30 às 17h30 – Visitas programadas: Anunciar as atividades da semana e convidar as famílias a participarem.
17h30 – Confissões
18h – Partilha: Os missionários se reunirão na igreja para partilharem os acontecimentos do dia.
18h30 – Lanche
19h30 – Celebração Eucarística Matriz e Santa Terezinha

Quinta – Feira (25/10) – Dia da oração e meditação pessoalJesus resumiu seus ensinamentos em um mandamento: “Amem-se uns aos outros, assim como eu amei vocês”. Amar é querer bem, reconhecendo valores e respeitando diferenças, é doação sincera. Hoje queremos descobrir as pessoas que viveram esse amor, que defenderam o povo, que deram a vida pelo evangelho. 
Textos Bíblicos: Jo 3, 16-18; 10,1-10; 13,34-35; 15,12-17; Mc 3,1-6; Mt 20,20-28; Lc 10,25-37; 22,14-30.
Coordenação: Apostolado da Oração
6h30 – Despertar. Com o tocar dos sinos
6h45 – Ofício Divino
7h15 – Café da Manhã
8h – Visitas as casas: Anunciar as atividades da semana e convidar as famílias a participarem.
11h30 – Retorno oração na igreja e reza do terço
12h30 – Almoço
14h – Reunião na igreja: oração pessoal
14h30 às 17h30 – Visitas programadas: Anunciar as atividades da semana e convidar as famílias a participarem.
18h – Partilha: Os missionários se reunirão na igreja para partilharem os acontecimentos do dia.
18h30 – Lanche
19h30 – Celebração Eucarística Matriz (Adoração)

Sexta-Feira (26/10 – Dia do perdão e da fidelidade ao evangelho“Perdoem e serão perdoados (Lc 6,37) O perdão é uma necessidade, uma família, uma comunidade que não pratica o perdão não tem futuro. Seguir Jesus nos tempos atuais traz consigo conflitos e perseguições, a cruz. Este dia convida a viver o perdão e a assumir as conseqüências da fidelidade ao evangelho. 
Textos bíblicos: Mt 5,23-26.43-48; 18,21-35; Mc 8,31-38; Jo 15,18-21; Lc 22,39-46.
Coordenação: Comissão Missionária
6h30 – Despertar. Com o tocar dos sinos
6h45 – Ofício Divino
7h15 – Café da Manhã
8h – Visitas as casas: Anunciar as atividades da semana e convidar as famílias a participarem.
11h30 – Retorno oração na igreja e reza do terço
12h30 – Almoço
14h – Reunião na igreja: oração pessoal
14h30 às 17h30 – Visitas programadas: Anunciar as atividades da semana e convidar as famílias a participarem.
17h30 – Confissões
18h – Partilha: Os missionários se reunirão na igreja para partilharem os acontecimentos do dia.
18h30 – Lanche
19h30 – Celebração Eucarística Beira Mar

Sábado (27/10) – Dia da renovação das promessas do Batismo“Estamos chegando ao fim da Semana Missionária, é tempo de assumir os apelos descobertos. Nesse dia queremos renovar as promessas do batismo e reafirmar o valor da comunidade e nosso compromisso para ela. Também queremos louvar o valor da comunidade e nosso compromisso para ela. Também queremos louvar e rogar a Maria, discípula e missionária. 
Textos bíblicos: Jo 16,12-15; 20,19-23; Lc 3,21-22; Lc 4,14-21; At 1,6-8; 2,1-13; 5,1-6; 13,1-12; Rm 8,1-13; Gl 5,13-26.
Coordenação: Juventude e Catequese.
6h30 – Despertar. Com o tocar dos sinos
6h45 – Ofício Divino
7h15 – Café da Manhã
09h30 – Caminhada com jovens e crianças em direção a praia.
13h – Retorno à igreja.
13h – Almoço
19h – Missa (Após a missa Animação Missionária com os jovens)

Domingo (28/10)
19h – Celebração Eucarística – Encerramento

O Senhor está dentro da cela de cada detido. Seu amor paterno e materno chega a toda a parte: Papa Francisco aos capelães das cadeias


 
Imediatamente antes da audiência geral, o Papa Francisco acolheu na Sala Paulo VI, um consistente grupo de Capelães das Cadeias, em Itália. O Santo Padre pediu-lhes que fizessem chegar aos detidos uma sua saudação:

“Por favor dizei-lhes que rezo por eles, rezo ao Senhor e a Maria para que possam superar positivamente este período difícil da vida. Que não desanimem, não se fechem, porque o Senhor está próximo, não está fora da cela de cada um, mas permanece dentro”.

Podeis dizer-lhes isto – acrescentou ainda Papa Francisco, confiando aos Capelães o que deseja transmitir a cada um dos presos:
“O Senhor está dentro… Também Ele é um detido, ainda agora, pelos nossos egoísmos, pelos nossos sistemas, por tantas injustiças que levam a punir facilmente os mais débeis.Nenhuma cela está assim tão isolada que exclua o Senhor. O Senhor está ali: chora com eles, trabalha com eles, espera com eles. O Seu amor paterno e materno chega a toda a parte. Rezo para que cada um abra o coração a este amor”.

O Santo Padre concluiu este breve encontro com os Capelães das Cadeias assegurando que reza também por estes e pelo seu ministério, tão árduo e tão importante, até porque exprime uma das obras de misericórdia. “Sois sinal da proximidade de Cristo - também com os vossos gestos, com o coração - para com estes irmãos que têm necessidade de esperança”.

Maria é imagem e modelo da Igreja, na fé, na caridade e na sua perfeita união com Cristo – o Papa Francisco na audiência geral

Numa manhã cheia de sol na Praça de S. Pedro foi uma multidão de quase 100 mil peregrinos que acolheram o Papa Francisco para esta audiência geral:


“…continuando as catequeses sobre a Igreja, hoje gostaria de olhar para Maria como imagem e modelo da Igreja. Faço-o recuperando uma expressão do Concílio Vaticano II . Diz a Constituição Lumen Gentium: ‘Como já ensinava Santo Ambrósio, a Mãe de Deus, é figura da Igreja na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo’.”


A Igreja olha para a Virgem Mãe de Deus como sua figura e modelo na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo. Como filha de Israel – disse o Papa Francisco.

Assim, Maria como modelo de fé espera e crê com todo o coração na redenção do seu povo. A sua fé, porém, recebe uma luz nova quando o anjo Lhe anuncia: serás Tu a Mãe do Redentor. N’Ela tem cumprimento a fé de Israel e, neste sentido, Maria é o modelo da fé da Igreja, que toda se concentra em Jesus.


“Na simplicidade das mil ocupações e preocupações quotidianas de cada mãe, como providenciar a alimentação, a roupa, o cuidar da casa… Precisamente esta existência normal da Nossa Senhora foi o terreno onde se desenvolveu uma relação singular e um diálogo profundo entre Ela e Deus, entre Ela e o Seu Filho.”


O Papa Francisco considerou, de seguida, que Maria é modelo de caridade para a Igreja, como podemos constatar na sua visita à prima Isabel, onde mais do que uma ajuda material, Ela leva Jesus no seu seio.


“Levar Jesus naquela casa queria dizer levar a alegria, a alegria plena. Isabel e Zacarias estavam felizes pela gravidez que parecia impossível naquela idade, mas é a jovem Maria que lhes leva a alegria plena, aquela que vem de Jesus e do Espírito Santo e exprime-se na caridade gratuita, na partilha, na ajuda, na compreensão.”


E o Santo Padre lançou o desafio de a Igreja levar sempre o amor de Jesus onde quer que esteja tal como Maria levava Jesus no seu seio na visita à sua prima Isabel.


E o Papa Francisco perguntou ainda: “E nós? –- Qual é o amor que levamos aos outros? Como são as relações nas nossas paróquias, nas nossas comunidades? Tratamo-nos como irmãos e irmãs ou cada um trata da sua horta?”


Por fim – disse o Papa - Maria é modelo de união com Cristo, vivendo imersa no mistério de Deus feito homem, como sua primeira e perfeita discípula, meditando tudo no seu coração à luz do Espírito Santo para compreender e pôr em prática toda a vontade de Deus.


“Mas cada ação era cumprida sempre em união perfeita com Jesus. Esta união atinge o seu auge no Calvário: aqui une-se ao Filho no martírio do coração e na oferta da vida ao Pai para salvação da humanidade. Nossa Senhora fez mesmo a dor do Filho e aceitou com Ele a vontade do Pai, naquela obediência que trás fruto, que dá a verdadeira vitória sobre o mal e sobre a morte.”

No final da audiência o Santo Padre saudou também os peregrinos de língua portuguesa presentes na audiência, especialmente os grupos de brasileiros de Belo Horizonte, Braço do Norte e Jundiaí. A todos deu a sua Benção. (RS)

Evangelho do dia

Ano C - 23 de outubro de 2013

Lucas 12,39-48

Aleluia, aleluia, aleluia.
Vigiai, diz Jesus, vigiai, pois, no dia em que não esperais, o vosso Senhor há de vir (Mt 24,42.44).


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 12 39 disse Jesus: “Sabei, porém, isto: se o senhor soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria forçar a sua casa.
40 Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem”.
41 Disse-lhe Pedro: “Senhor, propões esta parábola só a nós ou também a todos?”
42 O Senhor replicou: “Qual é o administrador sábio e fiel que o senhor estabelecerá sobre os seus operários para lhes dar a seu tempo a sua medida de trigo?
43 Feliz daquele servo que o senhor achar procedendo assim, quando vier!
44 Em verdade vos digo: confiar-lhe-á todos os seus bens.
45 Mas, se o tal administrador imaginar consigo: ‘Meu senhor tardará a vir’, e começar a espancar os servos e as servas, a comer, a beber e a embriagar-se,
46 o senhor daquele servo virá no dia em que não o esperar e na hora em que ele não pensar, e o despedirá e o mandará ao destino dos infiéis.
47 O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes.
48 Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes. Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir”.
Palavra da Salvação.

Comentário do Evangelho
UM ALERTA PARA OS LÍDERES
A parábola do dispenseiro prudente e fiel é uma chamada de atenção para os líderes das comunidades cristãs, na perspectiva da demora em consumar-se a segunda vinda do Senhor.
O dispenseiro confiável corresponde ao líder que exerce a tarefa de coordenar a comunidade, sem extrapolar os limites de suas atribuições. No trato com os irmãos e as irmãs, sabe ser benevolente e justo, fraterno e solidário, equânime e respeitoso. Ele não cede à tentação de sentir-se superior aos demais, nem de fazer acepção de pessoas. Antes, exerce a liderança, consciente de estar a serviço do Senhor, a quem deverá prestar contas.
O dispenseiro insensato assemelha-se ao líder que tiraniza a comunidade, despreza as pessoas, e é inescrupuloso no trato com elas. Comporta-se como se fosse o senhor de seus semelhantes. Um senhor impiedoso e cruel! Os efeitos danosos de sua atitude são imediatamente sentidos pela comunidade, a qual se dispersa, desanima, perde o gosto de testemunhar sua fé.
A reação do senhor diante das duas atitudes contrastantes alerta para o destino de cada tipo de líder: quem é fiel receberá a bênção divina, em forma de herança dos bens eternos. Sua fidelidade a um projeto histórico torná-lo-á merecedor de um prêmio celeste. Já o líder tirano será punido com severidade, recebendo a mesma sorte dos ímpios, ou seja, o castigo eterno.

OraçãoEspírito de fraterna bondade, ilumina nossos líderes para que exerçam com responsabilidade a missão recebida, conscientes de que deverão prestar contas ao Pai.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Leitura
Romanos 6,12-18
Leitura do livro da carta de são Paulo aos Romanos.
6 12 Não reine, pois, o pecado em vosso corpo mortal, de modo que obedeçais aos seus apetites.
13 Nem ofereçais os vossos membros ao pecado, como instrumentos do mal. Oferecei-vos a Deus, como vivos, salvos da morte, para que os vossos membros sejam instrumentos do bem ao seu serviço.
14 O pecado já não vos dominará, porque agora não estais mais sob a lei, e sim sob a graça.
15 Então? Havemos de pecar, pelo fato de não estarmos sob a lei, mas sob a graça? De modo algum.
16 Não sabeis que, quando vos ofereceis a alguém para lhe obedecer, sois escravos daquele a quem obedeceis, quer seja do pecado para a morte, quer da obediência para a justiça?
17 Graças a Deus, porém, que, depois de terdes sido escravos do pecado, obedecestes de coração à regra da doutrina na qual tendes sido instruídos.
18 E, libertados do pecado, vos tornastes servos da justiça.
Palavra do Senhor.
Salmo 123/124
Nosso auxílio está no nome do Senhor.

Se o Senhor não estivesse ao nosso lado,
que o diga Israel neste momento;
se o Senhor não estivesse ao nosso lado
quando os homens investiram contra nós,
com certeza nos teriam devorado
no furor de sua ira contra nós.

Então as águas nos teriam submergido,
a correnteza nos teria arrastado
e, então, por sobre nós teriam passado
essas águas sempre mais impetuosas.
Bendito seja o Senhor, que não deixou
cairmos como presa de seus dentes!

Nossa alma como um pássaro escapou
do laço que lhe armara o caçador;
o laço arrebentou-se de repente,
e assim nós conseguimos libertar-nos.
O nosso auxílio está no nome do Senhor,
do Senhor que fez o céu e fez a terra!
Oração
Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor e vos servir de todo o coração. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Contemplação, proximidade e abundância: o caminho a Deus


Durante missa, papa indica as três palavras que podem facilitar a nossa compreensão sober o Pai.


Mèdica cuida de paciente, em hospital: 'Deus aproxima-se das nossas chagas e cura-as com as suas mãos'; (Foto: Arquivo)
Deus não nos salvou por decreto ou por lei; salvou-nos com a sua vida. Esse é um mistério que se deve compreender, mas a inteligência sozinha não é suficiente; aliás, procurar explicá-lo só com o uso da inteligência significa cair na loucura.
Para o entender – explicou o papa Francisco, durante a homilia da missa celebrada na manhã dessa terça-feira (22), em Santa Marta – é preciso muito mais. Naturalmente, trata-se de algo que não é fácil compreender, nem explicar. "O trecho da Carta aos Romanos que ouvimos na primeira leitura –  disse o pontífice, citando algumas passagens do capítulo 5 da epístola (12.15.17-19.20-21)  –  talvez seja um dos mais difíceis. Vê-se que o pobre Paulo tem dificuldade em proclamar isto, para o fazer entender".
Contudo, ele ajuda-nos a aproximar-nos da verdade. E, a esse propósito, o Santo Padre indicou três palavras que podem facilitar a nossa compreensão: contemplação, proximidade e abundância.
Antes de tudo a contemplação. Sem dúvida, frisou o papa, trata-se de um mistério extraordinário, a ponto que “a Igreja, quando quer dizer-nos algo sobre este mistério, usa só uma palavra: admiravelmente. Diz: Ó Deus, tu que admiravelmente criaste o mundo e mais admiravelmente  o recriaste...”.

Paulo quer fazer-nos entender exatamente isto: para compreender é necessário pôr-se de joelhos, rezar e contemplar. “A contemplação é inteligência, coração, joelhos, oração”; e pôr tudo isto junto, frisou o Bispo de Roma, significa entrar no mistério. Portanto, o que São Paulo diz a propósito da salvação e da redenção realizada por Jesus “só pode ser entendida de joelhos, na contemplação, não só com a inteligência”, porque “quando a inteligência quer explicar um mistério enlouquece sempre. Assim aconteceu na história da Igreja”.
A segunda palavra à qual o papa se referiu é "proximidade". Uma obra que Jesus realiza como um artesão, como um operário. "A imagem que me vem em mente – confidenciou o pontífice –  é  o enfermeiro ou a enfermeira que num hospital cuida das feridas uma por uma, mas com as suas mãos. Deus entra nas nossas misérias, aproxima-se das nossas chagas e cura-as com as suas mãos; e para ter mãos fez-se homem. É um trabalho de Jesus, pessoal: um homem cometeu o pecado, um homem vem curá-lo”. Porque "Deus não nos salva só mediante um decreto, com uma lei; salva-nos com ternura, com carícias, com a sua vida por nós".
A terceira palavra é “abundância”. Na carta de Paulo, repete-se diversas vezes: "Mas onde abundou o pecado, superabundou a graça". Assim entende-se também "a preferência de Jesus pelos pecadores. Acusavam-no de estar sempre com os com os pecadores.  Comer com os publicanos era um escândalo, porque no coração destas pessoas abundava o pecado. Certamente, sublinhou o Pontífice, há pessoas que não gostam de ouvir dizer que os pecadores estão mais perto do coração de Jesus, que “ele vai procurá-los, chama todos: vinde, vinde... E quando lhe pedem uma explicação, diz: mas, quem tem boa saúde não precisa de médico; vim para curar, para salvar em abundância”.
Alguns santos, recordou o papa, "dizem que um dos pecados piores é a desconfiança, não confiar em Deus. Mas como podemos não confiar num Deus tão próximo, tão bom, que prefere o nosso coração pecador? É assim, esse mistério: não é fácil compreendê-lo, não se entende bem, não se pode entender só com a inteligência. Talvez ajudar-nos-ão essas três palavras: contemplação, contemplar este mistério; proximidade, este mistério escondido nos séculos do Deus próximo, que se avizinha de nós; e abundância, um Deus que sempre vence com a superabundância da sua graça, com a sua ternura, ou – como lemos na oração inicial – com a sua riqueza de misericórdia”.
L'Osservatore Romano, 23-10-2013.