sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A fé nunca é um fato particular


A proibição de adorar a Deus é o sinal de uma “apostasia geral”, é a grande tentação que procura  convencer os cristãos a empreender “um caminho mais racional e tranquilo”, obedecendo “às ordens dos poderes mundanos” que pretendem reduzir “a religião a um fato particular”. Não querem sobretudo que Deus seja adorado “com confiança e fidelidade”. Foi precisamente contra esta tentação que o papa Francisco advertiu na missa celebrada nessa quinta-feira (28), na capela de Santa Marta.

Como de costume, o pontífice inspirou-se na liturgia da Palavra que "nos faz pensar nos últimos dias, no tempo final, no fim do mundo, no tempo da vinda final de nosso Senhor Jesus Cristo". De fato, explicou, "na vida de cada um de nós, temos tentações. Muitas. O demônio impele-nos a não ser fiéis ao Senhor. Às vezes fortemente". Como quando Jesus disse a Pedro: “o demônio queria joeirá-lo como o trigo. Muitas vezes tivemos esta tentação e, como pecadores, caímos”. Mas na liturgia, disse o papa, hoje "fala-se da tentação universal, da provação universal, do momento no qual toda a criação do Senhor estará diante desta tentação entre Deus e o mal, entre Deus e o príncipe deste mundo".

De resto, prosseguiu, "com Jesus o demônio começou a fazer esta experiência no início da sua vida, no deserto, procurando convencê-lo   a empreender outro caminho, mais racional e tranquilo, e menos perigoso. No fim fê-lo ver a sua intenção: se tu me adorares dar-te-ei isto!  Procurava ser o deus de Jesus”.  E o próprio Jesus, afirmou o papa, depois “teve muitas provações na sua vida pública: insultos, calúnias” ou quando se apresentaram diante dele de modo hipócrita “para o pôr à prova”. Também “no final da sua vida foi posto à prova  na cruz pelo príncipe deste mundo: “mas se és o Filho de Deus desce e  acreditaremos!”“. Eis que, continuou o Pontífice, Jesus se depara “outra vez com a prova de optar por outra via de salvação”. Mas, a ressurreição de Jesus chegou através da via “que o Pai queria e não por aquela que o príncipe deste mundo desejava”.

Na liturgia de hoje, disse o papa,  “a Igreja faz-nos pensar no fim deste mundo, porque ele acabará. A fachada deste mundo desaparecerá”. E há uma palavra no Evangelho “que nos impressiona bastante: todas estas coisas acontecerão”.  Mas até quando devemos esperar? A resposta que o Evangelho de Lucas (20, 21-28) nos dá é: “enquanto os tempos dos pagãos não se realizarem”. E de fato, disse o papa, “também os pagãos têm um tempo de plenitude”: o kairós dos pagãos. “Eles – repetiu – têm um kairós que será este, o triunfo final: Jerusalém espezinhada” e, lê-se no Evangelho, “haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas, e na terra angústia dos povos em ansiedade pelo fragor do mar e das ondas, enquanto os homens morreram por causa do medo e pela expectativa do que acontecerá na terra. Os poderes dos céus de fato estarão invertidos”.

Praticamente “é a calamidade”, frisou o papa. “Mas quando Jesus fala desta calamidade noutro trecho, diz-nos que será uma profanação do templo, da fé e do povo. Será a abominação, a desolação da abominação (Daniel 9, 27). O que significa? Será como o triunfo do príncipe deste mundo, a derrota de Deus. Parece que ele, naquele momento final de calamidade, apoderar-se-á deste mundo”, tornando-se assim o “dono do mundo”.

A palavra de Deus recorda-nos, prosseguiu o papa, como “os cristãos que sofrem tempos de perseguições, de proibição de adoração, são uma profecia daquilo que acontecerá a todos”. Mas precisamente em  momentos como este, isto é quando os tempos dos pagãos se  realizarem, “erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação  está próxima”. Com efeito, explicou o bispo de Roma “o triunfo, a vitória de Jesus Cristo é levar a criação ao Pai no final dos tempos”.

Mas não devemos temer. O papa repetiu a promessa de Deus  que “nos pede fidelidade e paciência. Fidelidade como Daniel, que foi fiel ao seu Deus e adorou a Deus até ao fim. E paciência, porque os cabelos da nossa cabeça não cairão, assim prometeu o Senhor”. E concluiu exortando a refletir, sobretudo esta semana, sobre “esta apostasia geral que se chama proibição de adoração”. E a  perguntarmo-nos: “Eu adoro o Senhor? Adoro Jesus   Cristo o Senhor? Ou faço o jogo do príncipe deste mundo e adoro a meias? Adorar até ao fim com confiança e fidelidade é a graça que devemos pedir”.
L'Osservatore Romano, 29-11-2013.

A Igreja Católica e a educação

O catolicismo se interessa pelo desenvolvimento do homem todo e de todos os homens.


Biblioteca da Escola Superior da Dom Helder Câmara: fonte de crescimento humanitário espiritual. (Foto: Arquivo)
A educação integral da pessoa humana faz parte indissociável da missão evangelizadora da Igreja. Porque colabora com o desenvolvimento humano de forma integral, ela tem sido reconhecida como Mestra em questões de humanidade. Como prosseguidora e atualizadora da   obra de Cristo que "veio para que todos tenham vida e a tenham plenamente". (Jo.10,10), a Igreja existe para evangelizar, ou seja, para anunciar Jesus Cristo. A partir da prática humanitária de Jesus, no dizer de Paulo VI, a Igreja deve interessar-se no desenvolvimento do homem todo e de todos os homens.

A palavra de Cristo "Tudo o que fizerdes ao menor de meus irmãos é a mim que estareis fazendo" (Mt.25,22) indica a caridade como uma atividade ampla, através de meios que favoreçam aos homens e mulheres seu desenvolvimento integral, seja na saúde física, seja na capacidade intelectual, seja na responsabilidade de criar reais condições para a convivência social pacifica, solidária, justa, tendo consciência da transcendência da vida humana.

Nesse sentido, na história, encontramos a presença da Igreja na linha de frente do desenvolvimento intelectual, já no início do cristianismo com o surgimento vários autores competentes, com o fim de responder à perseguição física e intelectual dos quatro primeiros séculos, que usaram de seus recursos de estudo e pesquisa para argumentar de forma consistente, através da razão a sustentabilidade da fé cristã. Exemplifiquemos com Irineu de Lion, com seus "Adversus Haereses", Policarpo, Tertuliano, Cirilo de Alexandria, Jerônimo, o biblista, Ambrósio, Basílio, João Crisóstomo, o grande Santo Agostinho de Hipona e outros.

Na Idade Média, compreendida entre o ano 476, quando se deu a queda do Império Romano do ocidente e o ano 1453, queda de Constantinopla, no Oriente, erroneamente e preconceituosamente apresentada como idade das trevas, revela luminosas novidades no campo do estudo. É aí que surgem as Universidades, originadas pelas mãos da Igreja Católica, ao lado das catedrais e dos mosteiros, se transformando em extraordinários centros do saber que atravessariam os séculos e chegariam até nossos tempos como sistema ainda insuperado do conhecimento, da pesquisa, da formação de profissionais e construtores da vida social.

O caráter social das escolas que já existiam junto às igrejas paroquiais, catedrais e mosteiros, recebendo não só gente da classe nobre, mas também dos meios populares e pobres, perdura ao surgirem as universidades. A primeira universidade fundada foi a de Bologna, no centro da Itália, no ano de 1158. Em 1200, ela já contava com cerca de 10 mil estudantes de toda a Europa.

A segunda foi a Sorbone, de Paris, nascida da escola episcopal de Notre Dame, cujo início se deu em 1170, iniciativa do Padre Sorbon, confessor do rei São Luis IX, da França. Entre tantos nomes de destaque, nesta escola se formaram Tomás de Aquino, Inácio de Loyola e Francisco Xavier.   

Hoje, em todo o mundo há milhares de escolas católicas e centenas de universidades que têm sido responsáveis pela graduação de um imenso número de profissionais, pensadores e cientistas. Elas são fonte de crescimento humanitário  espiritual. No centro da vida acadêmica católica, além do altíssimo nível formativo que pretendem ter, as escolas católicas oferecem aos alunos e suas comunidades o maior conhecimento de Jesus Cristo, homem e Deus verdadeiros, salvador da humanidade.
A12, 26-12-2013.
* Dom Gil Antônio Moreira é arcebispo metropolitano de Juiz de Fora.

Alegria do evangelho


O Papa Francisco reaviva a recuperação de sentidos genuínos na vivência do Evangelho
O Papa Francisco define ainda mais nitidamente o horizonte norteador da Igreja Católica neste tempo com a sua recém-publicada Exortação Apostólica, intitulada “A alegria do Evangelho”.  Obviamente, trata-se de uma exortação que nasce da “escuta”, na dinâmica da vida da Igreja e do que é próprio da graça de Deus. O Papa Francisco, com frescor próprio do coração de pastor enraizado no chão latino-americano, reaviva, com singularidades, a recuperação de sentidos genuínos na vivência do Evangelho. O conhecimento da Exortação do Papa é determinante na compreensão e no tratamento do mais importante desafio da Igreja Católica na contemporaneidade: a insubstituível tarefa de anunciar o Evangelho no mundo atual.

Ao falar sobre alegria, um capítulo determinante da vida e um interesse comum a todos os corações, é imprescindível compreender que o Evangelho de Jesus Cristo não é um simples conjunto conceitual alternativo para aprendizagem, ou simples referência quando necessário. A alegria do Evangelho é duradoura.  Enche o coração dos que, no cotidiano, vivenciam a experiência do encontro pessoal com Jesus Cristo. Trata-se de uma alegria que não é como muitas outras, que seduzem, mas são passageiras e não têm força para resgatar o vazio interior, o isolamento e a tristeza. O Papa Francisco adverte que o grande risco do mundo contemporâneo, com a oferta múltipla e opressora de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração acomodado e avarento, da busca doentia de prazeres superficiais.

Não é possível encontrar uma alegria verdadeira e duradoura quando a vida interior se fecha nos seus próprios interesses. Isto impede a escuta de Deus e faz morrer o entusiasmo de se fazer o bem. Um risco que, sublinha o Papa Francisco, pode atingir também aos que creem e praticam a fé. Um cenário que pode ser constatado quando são encontradas pessoas descontentes, ressentidas, amargas e incapacitadas para cultivar sonhos e projetos, necessários para conduzir a vida na direção da sua estatura própria de dom de Deus. A alegria, necessidade natural do coração humano, expressão de vida vivida com dignidade, vem com o anúncio, conhecimento, experiência e testemunho do Evangelho de Jesus Cristo.

A Igreja, que tem a missão de promover a experiência dessa alegria duradoura tem que estar em movimento, isto é, sempre a caminho. Cada membro, tomando a iniciativa de sair e ir ao encontro, deve renunciar às comodidades e acolher o desafio da mudança, da renovação, numa atitude permanente de conversão. É preciso ter coragem de mudar, de ousar novas respostas, em todos os campos da sociedade, dinâmicas e projetos. No caminho contrário, corre-se o risco de se tornar um instrumento inócuo no serviço e no anúncio da fonte inesgotável dessa alegria.

Por isso, diz o Papa Francisco, a Igreja está desafiada por uma exigência de renovação improrrogável. Para se adequar a esta necessidade, é preciso reconhecer os muitos desafios postos pelo mundo contemporâneo. A consideração das diferentes culturas urbanas, com um conhecimento mais aprofundado de suas dinâmicas, interesses, linguagens e configurações, tem a propriedade de mostrar o caminho novo que fará a renovação da Igreja. O Papa Francisco sublinha que na atual cultura dominante, o primeiro lugar está ocupado por aquilo que é exterior, imediato, visível, veloz, superficial e provisório. O real dá lugar à aparência. Constata-se uma deterioração de valores culturais, com a assimilação de tendências eticamente fracas. Esse processo de renovação e  trabalhosa tarefa de ajudar o mundo a encontrar no Evangelho a fonte perene de alegria duradoura supõe, sem negociação, a coragem e a perseverança no dizer “não” a uma economia da exclusão, “não” à nova idolatria do dinheiro, que dá ao mercado a força de governar e não  a de servir, gerando perversidades inadmissíveis. “Não” a todo tipo de iniquidade que gera violência, “não” ao egoísmo mesquinho e ao pessimismo estéril.

É hora de compreender e testemunhar a dimensão social da fé, como força e instrumento de uma nova “escuta” prioritária dos pobres, trabalhando para respeitar o povo, de muitos rostos e necessidades. Convida-nos o Papa Francisco a buscar, corajosamente, novas configurações organizacionais, institucionais e pessoais, apoiados na certeza daquilo que, luminosamente, está na alegria do Evangelho.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo O arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, é doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma (Itália) e mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico, em Roma (Itália). Membro da Congregação do Vaticano para a Doutrina da Fé. Dom Walmor presidiu a Comissão para Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), durante os exercícios de 2003 a 2007 e de 2007 a 2011. Também exerceu a presidência do Regional Leste II da CNBB - Minas Gerais e Espírito Santo. É o Ordinário para fiéis do Rito Oriental residentes no Brasil e desprovidos de Ordinário do próprio rito. Autor de numerosos livros e artigos. Membro da Academia Mineira de Letras. Grão-chanceler da PUC-Minas.

Evangelho do dia

Ano C - 29 de novembro de 2013

Lucas 21,29-33

Aleluia, aleluia, aleluia.
Levantai vossa cabeça e olhai, pois a vossa redenção se aproxima! (Lc 21,28)


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Jesus 21 29 acrescentou ainda esta comparação: "Olhai para a figueira e para as demais árvores.
30 Quando elas lançam os brotos, vós julgais que está perto o verão.
31 Assim também, quando virdes que vão sucedendo estas coisas, sabereis que está perto o Reino de Deus.
32 Em verdade vos declaro: não passará esta geração sem que tudo isto se cumpra.
33 Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão".
Palavra da Salvação.

Comentário do Evangelho
A LIÇÃO DA FIGUEIRA
Os cristãos são admoestados a se manterem em contínuo estado de vigilância em relação à história, uma vez que ela está sendo fermentada pelas realidades escatológicas. Urge, pois, perceber como nela se manifestam os sinais do fim.
A mensagem de Jesus nada tem a ver com os apocalipses da época, reservados a um grupo restrito de iniciados. Jesus ensina publicamente, sem a preocupação de selecionar seus ouvintes. Embora só os discípulos o compreendam, sua doutrina deve ser anunciada a todos os povos. Basta abrir-se para ele, para entender o conteúdo de seus ensinamentos.
A figueira e as demais árvores foram empregadas para ilustrar a parábola da escatologia. Vendo-as frutificar, é possível afirmar, sem perigo de engano, que o verão se aproxima. Igualmente, pode-se declarar que algo de novo estará acontecendo na história, quando a morte ceder lugar à vida, a escravidão abrir espaço para a liberdade, a injustiça for sobrepujada pela justiça, o ódio e a inimizade forem vencidos pelo amor e pela reconciliação.
Este germinar de esperança é um sinal evidente da presença do Filho do Homem, fazendo a escatologia acontecer. Chegará um tempo de plenitude. Este, porém, está sendo preparado pela aproximação paulatina daquilo que todos esperamos.

Oração
Espírito de atento discernimento, dá-me olhos para perceber os sinais da aproximação do Senhor, cuja libertação vai, pouco a pouco, concretizando-se na nossa história.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Leitura
Daniel 7,2-14
Leitura da profecia de Daniel.
Eu, Daniel, 7 2 via, no transcurso de minha visão noturna, os quatro ventos do céu precipitarem-se sobre o Grande Mar.
3 Surgiram das águas quatro grandes animais, diferentes uns dos outros.
4 O primeiro parecia-se com um leão, mas tinha asas de águia. Enquanto o olhava, suas asas foram-lhe arrancadas, foi levantado da terra e erguido sobre seus pés como um homem, e um coração humano lhe foi dado.
5 Apareceu em seguida outro animal semelhante a um urso; erguia-se sobre um lado e tinha à boca, entre seus dentes, três costelas. Diziam-lhe: "Vamos! Devora bastante carne!" 6 Depois disso, vi um terceiro animal, idêntico a uma pantera, que tinha nas costas quatro asas de pássaro; tinha ele também quatro cabeças. O império lhe foi atribuído.
7 Finalmente, como eu contemplasse essas visões noturnas, vi um quarto animal, medonho, pavoroso e de uma força excepcional. Possuía enormes dentes de ferro; devorava, depois triturava e pisava aos pés o que sobrava. Ao contrário dos animais precedentes, ostentava dez chifres.
8 Como estivesse ocupado em observar esses chifres, eis que surgiu, entre eles outro chifre menor, e três dos primeiros foram arrancados para dar-lhe lugar. Este chifre tinha olhos idênticos aos olhos humanos e uma boca que proferia palavras arrogantes.
9 Continuei a olhar, até o momento em que foram colocados os tronos e um ancião chegou e se sentou. Brancas como a neve eram suas vestes, e tal como a pura lã era sua cabeleira; seu trono era feito de chamas, com rodas de fogo ardente.
10 Saído de diante dele, corria um rio de fogo. Milhares e milhares o serviam, dezenas de milhares o assistiam! O tribunal deu audiência e os livros foram abertos.
11 Olhei então, devido à balbúrdia causada pelos discursos arrogantes do chifre, olhei até o momento em que o animal foi morto, seu corpo subjugado e a fera jogada ao fogo.
12 Quanto aos outros animais, o domínio lhes foi igualmente retirado, mas a duração de sua vida foi fixada até um tempo e uma data.
13 Olhando sempre a visão noturna, vi um ser, semelhante ao filho do homem, vir sobre as nuvens do céu: dirigiu-se para o lado do ancião, diante de quem foi conduzido.
14 A ele foram dados império, glória e realeza, e todos os povos, todas as nações e os povos de todas as línguas serviram-no. Seu domínio será eterno; nunca cessará e o seu reino jamais será destruído.
Palavra do Senhor.
Salmo Dn 3
Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!

Montes e colinas, bendizei o Senhor!
Plantas da terra, bendizei o Senhor!
Mares e rios, bendizei o Senhor!

Fontes e nascentes, bendizei o Senhor!
Baleias e peixes, bendizei o Senhor!

Pássaros do céu, bendizei o Senhor!
Feras e rebanhos, bendizei o Senhor!
Oração
Levantai, ó Deus, o ânimo dos vossos filhos e filhas, para que, aproveitando melhor as vossas graças, obtenham de vossa paternal bondade mais poderosos auxílio. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Paróquias rendem graças a Virgem da Conceição


Em Pernambuco, dezembro também é mariano. Fiéis aguardam com ansiedade o último mês e a cada ano a devoção aumenta. Neste período, eles recorrem ao doce e materno olhar de Nossa Senhora da Conceição. A Arquidiocese de Olinda e Recife possui sete paróquias dedicadas à Mãe de Deus. Cinco delas no Recife (Casa Amarela, Beberibe, Iputinga, Barro e Mangueira) e duas na Região Metropolitana (Olinda e Moreno). Os novenários começam nesta semana.

MORRO DA CONCEIÇÃO – CASA AMARELA
1467302_624541060942607_1313280091_nA mais conhecida e tradicional festividade em honra de Nossa Senhora da Conceição encontra-se no Morro de mesmo nome, no bairro de Casa Amarela, Zona Norte do Recife. Milhares de pessoas sobem o Morro para agradecer e pedir graças pela intercessão de Maria. A festa chega a 109ª edição e traz o tema “Maria Modelo da Fé”, recordando o Ano da Fé (2012-2013) proclamado pelo então papa Bento XVI. As comemorações tem início nesta sexta-feira, 29, com a Procissão da Bandeira cuja concentração será no Sítio da Trindade, Zona Norte do Recife, às 17h, com saída prevista para as 18h. A caminhada vai seguir pela Estrada do Arraial até a Rua Padre Lemos, vira à direita na Rua Pedro Allain cruza a Avenida Norte e sobe o Morro da Conceição pela Rua Itaquatiara, por onde os ônibus sobem.  Logo após a procissão, será realizada a Missa de abertura oficial da festa, no Morro da Conceição, presidida pelo bispo emérito da Diocese de Nazaré da Mata – PE, Dom Jorge Tobias.
A Festa de Nossa Senhora da Conceição homenageará este ano a Irmã Maria Apolônia de Carvalho, por ser uma mulher de fé e pelos serviços prestados a comunidade católica através do Apostolado da Oração da Arquidiocese de Olinda e Recife e a Rádio Olinda por ser uma Instituição de fé e pela atividade na radiodifusão e comunicação pernambucana. Elas receberão a homenagem em missa solene no próximo domingo, dia 01.
Em 2013, a Festa será marcada pelo gesto concreto da construção da Igreja de São José Operário, que terá sede na Rua Alto José Bonifácio, no bairro de mesmo nome, Zona Norte do Recife. Entre os dias 30 de novembro e 8 de dezembro, alguns padres estarão durante todo o dia recebendo os fiéis para confissão.
O novenário segue até o dia 8 de dezembro. Sete Missas serão celebradas (0h, 2h, 4h, 6h, 8h, 10h e 18h). A Procissão do Andor com a imagem da santa sairá do Forte do Brum e seguirá até o Morro. O arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, presidirá a Missa Solene de encerramento das festividades.
Mais informações podem ser obtidas no blog http://festamorrodaconceicao.blogspot.com.br e na fanpage da Festa do Morro.

Paróquia Nossa Senhora da ConceiçãoPraça da Conceição, 174 – Casa Amarela – Morro da Conceição – Recife
Tel.: (81)3268-9255

BEBERIBE 
Com o tema “Minha Igreja, minha casa?”, a Paróquia de Beberibe celebra Novenário em honra da padroeira. A festa começa nesta quinta-feira, 28, a partir das 18h, com carreata com a Bandeira saindo da Comunidade Nossa Senhora das Graças, no bairro de Dois Unidos. Na Igreja Matriz, os fiéis participam do Ofício de Nossa Senhora e da Missa. Durante a celebração, o administrador paroquial, frei Rosivaldo Torres, abençoará a imagem da padroeira que foi restaurada.
A programação durante as festividades iniciam sempre às 18h30 com o Ofício da Imaculada Conceição. A Celebração Eucarística ocorre em seguida e terá a presidência de sacerdotes convidados. Nos fins de semana (29 e 30 de novembro, 01, 06, 07 e 08 de dezembro) haverá louvor após as Missas. O frei Damião Silva e banda realizam show no dia 6 de dezembro.
“Uma história de amor e devoção há mais de IV séculos”, no dia 8 de dezembro, a Igreja Matriz abre as portas com o nascer do dia. A programação será intensa. A primeira Missa começa às 5h.  A Alvorada Festiva está marcada para às 6h30. O café comunitário será às 8h. O arcebispo metropolitano, Dom Fernando Saburido, presidirá a Solene Celebração Eucarística às 9h. A Missa será transmitida pelas rádios Olinda AM e Clube FM. O Ofício da Imaculada Conceição será meditado em três momentos às 8h, 12h e 15h. Haverá Adoração ao Santíssimo Sacramento a partir das 14h. A procissão sairá às 16h e percorrerá as avenidas Presidente Kennedy, Perimetral, Beberibe até chegar à Praça da Convenção. A Missa com a Bênção do Santíssimo Sacramento começa às 18h.
Frei Rosivaldo Torres e Ministério Soul Discípulo iniciam louvor às 20h. Já às 20h30, a cantora Adriana fará show de encerramento.
Paróquia Nossa Senhora da Conceição
Praça da Convenção, 107 – Beberibe – Recife
Tel.: (81) 3449-0521

MORENO
1455135_620175478045614_301869319_nNa cidade de Moreno, Região Metropolitana do Recife, a Festa de Nossa Senhora da Conceição tem início nesta quinta-feira, 28. A programação começou logo cedo com Missa às 7h. A Procissão da Bandeira sairá às 18h30 da residência do casal José Roberto e Silvânia Cristina (Rua Joaquim Nabuco, 272, ABC). Em seguida, administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padre Deonilson Nogueira, presidirá a Celebração Eucarística. O tema que será refletido é “Bendita és tu entre as mulheres!”
A programação da festa contempla momentos de missão e participação dos jovens. Entre os dias 29 de novembro e 7 de dezembro, as atividades serão Missa às 7h em uma das capelas da paróquia. Haverá missão envolvendo a juventude às 9h e às 14h. Já às 18h30, uma procissão sairá da comunidade contemplada com a ação missionária até a Igreja Matriz onde será celebrada a Missa. No domingo, 1 de dezembro, a procissão sairá às 18h30 da Capela Nossa Senhora das Graças, comunidade da Inabi. Durante o Novenário, haverá Missa dedicada às crianças e Casamento Comunitário.
No dia, 8, Solenidade da Imaculada Conceição de Maria, haverá três Missas (7h, 10h e 18h). A Missa das 10h também será em comemoração pelos sete anos das Irmãs Ursulinas na cidade. O celebrante será o vigário episcopal do Vicariato Recife Norte 2, monsenhor Sérgio Monteiro. Os devotos seguirão em procissão com a imagem da padroeira de Moreno às 16h30. O percurso será feito pelas principais ruas do município. A Missa Solene de encerramento das festividades será às 18h. Preside a celebração o vigário episcopal do Vicariato Vitória e pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Moreno, monsenhor Maurício Diniz.
Mais informações através do Facebook da paróquia.

Paróquia Nossa Senhora da Conceição
Av. Sofrânio Portela, 3503 – Centro - Moreno
Tel.:  (81) 3535-3233

CIDADE TABAJARA – OLINDA
tabajara2Os fiéis da Cidade Tabajara, em Olinda, celebram a 29ª Festa de Nossa Senhora da Conceição. Este ano  as comemorações tem um motivo especial.  No dia 31 de maio deste ano, a comunidade foi elevada à paróquia. Este é o primeiro ano das comemorações em honra de Nossa Senhora após a instalação canônica. As festividades têm início nesta sexta-feira, 29, com a Procissão da Bandeira saindo da residência do casal Flávio Nunes e Daniela Barbosa (Rua Tabaiares, 82). Em seguida, Missa presidida pelo pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Janga, padre Fábio Paz. Diariamente haverá celebração da Santa Missa às 19h presidida por padres convidados.
O dia 8 de dezembro começa com a Missa da Aurora às 4h. Após a celebração, os devotos são convidados a participar do café da manhã comunitário. A Alvorada Festiva e o Ofício da Imaculada Conceição às 6h. A tradicional procissão percorrerá as ruas do bairro a partir das 16h. Em seguida, o administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, padre Anistaine Soares, presidirá a Missa de encerramento do novenário.

Paróquia Nossa Senhora da Conceição
Avenida Potiguar, 200 – Cidade Tabajara – Olinda
Tel.: 3371-9053

IPUTINGA
Paróquia Nossa Senhora da Conceição
Rua Virgínio Marques, 84 – Iputinga – Recife
Tel.: (81) 3271-4613

MANGUEIRA
Paróquia Nossa Senhora da Conceição
Rua Luiz de França da Costa Cabral, s/n – Mangueira – Recife
Tel.: (81) 3428-1825

BARRO
Paróquia Nossa Senhora da ConceiçãoRua André de Albuquerque, 68 – Barro – Recife
Tel.: 3251-1618

Da Assessoria de Comunicação AOR

No Recife, Dia de Ação de Graças será comemorado no Cais da Alfândega


ação de graçasDepois de ser realizada por cinco anos no Marco Zero, a comemoração do Dia de Ação de Graças no Recife , em 2013, será no Cais da Alfândega, no Bairro do Recife. A festa, que começará às 18h da quinta-feira (28), contará com apresentações gratuitas do Balé Ben Hur, Elba Ramalho, Padre João Carlos e Aline Barros, entre outros.
Com o objetivo de semear gratidão, confraternização e estímulo a ações sociais, os organizadores do evento pedem que os participantes levem alimentos não perecíveis para serem doados para as vítimas da seca no Sertão de Pernambuco.
“Nós estamos com a campanha Natal sem Fome para os que sofrem com a seca no Estado. Não determinamos nenhuma quantidade fixa, tragam o que puder e quanto puder”, disse o presidente do Comitê Brasileiro de Resgate do Dia Nacional de Ação de Graças, Jonas Alvarenga. É esperado que mais de 250 mil quilos de alimentos sejam arrecadados.
Também na quinta-feira, das 7h às 15h, uma equipe ligada ao movimento irá oferecer serviços de saúde e beleza na Praça da Independência, no bairro de Santo Antônio, Centro do Recife. Serão liberadas 600 senhas para o público, que terá atendimento gratuito feito por médicos, assistentes sociais, enfermeiros, cabeleireiros e professores de educação física.

Dia Nacional de Ação de Graças
Local: Cais da Alfândega – Bairro do Recife
Dia: 28 de novembro de 2013
Horário: 18h

Fonte: G1 Pernambuco

Papa recebe o Prior da comunidade ecumênica de Taizé


Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recebeu esta manhã, no Vaticano, o Prior de Taizé, Ir. Alois.

Este ano de 2013, a comunidade ecumênica dedica uma etapa especial de sua Peregrinação de Confiança através da Terra à Ásia.

De fato, o Irmão Alois deu inicio no mês de outubro a uma viagem através de vários países asiáticos, com o objetivo de escutar de modo particular os jovens do continente. Depois de uma visita à China e à Coreia do Norte, o Irmão Alois participou de encontros em Seul e em Busan, na Coreia do Sul, e a seguir na Índia, no início de novembro.

Entretanto, em toda a Europa, dezenas de milhares de jovens já estão se preparando para participar do Encontro Europeu organizado por Taizé em Estrasburgo (França), que terá lugar de 28 de dezembro a 1º de janeiro.

Estes jovens serão acolhidos por famílias francesas e alemãs da Alsácia e do Ortenau, dos dois lados do Reno.

Em Roma, no encontro europeu de Taizé do ano passado estiveram presentes mais de 40 mil jovens.

(BF)



Texto proveniente da página do site da Rádio Vaticano