terça-feira, 1 de julho de 2014

Evangelho do Dia

Ano A - 01 de julho de 2014

Mateus 8,23-27

Aleluia, aleluia, aleluia.
No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra (Sl 129,5). 


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
8 23 Jesus subiu a uma barca com seus discípulos.
24 De repente, desencadeou-se sobre o mar uma tempestade tão grande, que as ondas cobriam a barca. Ele, no entanto, dormia.
25 Os discípulos achegaram-se a ele e o acordaram, dizendo: “Senhor, salva-nos, nós perecemos!”
26 E Jesus perguntou: “Por que este medo, gente de pouca fé?” Então, levantando-se, deu ordens aos ventos e ao mar, e fez-se uma grande calmaria.
27 Admirados, diziam: “Quem é este homem a quem até os ventos e o mar obedecem?”
Palavra da Salvação.

Comentário do Evangelho
HOMENS FRACOS NA FÉ! 
A cena da tempestade acalmada retrata a vida do discípulo às voltas com as dificuldades e os desafios que sua opção comporta. Engana-se quem imagina poder seguir o Mestre Jesus na mais perfeita tranqüilidade, sem correr o risco de enfrentar perseguições e contrariedades. Nestas horas, é preciso recordar-se que ele está presente, sempre pronto a impedir que seus discípulos venham a sucumbir.
Uma leitura simbólica do texto bíblico permite-nos tirar uma lição: entrar na barca com o Mestre, corresponde a "embarcar" na vida dele.
A barca simboliza a Igreja, comunidade dos que aderiram a Jesus, dispostos a partilhar sua missão e seu destino. A tempestade aponta para as grandes crises a que a Igreja é submetida, ao longo de sua existência, de forma a provar a autenticidade da fé dos discípulos. O grito desesperado dos discípulos assemelha-se à súplica constante da Igreja, carente de proteção: "Senhor, tem piedade de nós!" A bonança do mar aponta para a paz que só ele pode dar à sua Igreja. Uma paz, porém, não isenta de toda sorte de provações, pois, seguir Jesus é escolher um caminho arriscado e tormentoso.
Sem uma fé sólida, o discípulo não tem como perseverar no seguimento do Mestre. E sentir-se-á como se estivesse sempre a ponto de perecer. Só na fé encontrará força para continuar.

Oração 
Espírito que robustece a fé, dá-me uma fé firme, que não deixe temer as provações que a condição de discípulo comporta.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Leitura
Amós 3,1-8;4,11-12
Leitura da profecia de Amós.
3 1 Ouvi, israelitas, o oráculo que o Senhor pronunciou contra vós, contra todo o povo, disse ele, que tirei do Egito.
2 Dentre todas as raças da terra só a vós conheço; por isso vos castigarei por todas as vossas iniqüidades.
3 Porventura caminharão juntos dois homens, se não tiverem chegado previamente a um acordo?
4 Rugirá por acaso o leão na floresta, sem que tenha achado alguma presa? Gritará o leãozinho no covil, se não tiver apanhado alguma coisa?
5 Cairá o pardal no laço posto no solo, se a armadilha não estiver armada? Levantar-se-á da terra o laço sem ter apanhado alguma coisa?
6 Tocará o alarme na cidade sem que o povo se assuste? Virá uma calamidade sobre uma cidade sem que o Senhor a tenha disposto?
7 (Porque o Senhor Javé nada faz sem revelar seu segredo aos profetas, seus servos.)
8 O leão ruge, quem não temerá? O Senhor Javé fala: quem não profetizará?
11 Causei no meio de vós uma confusão semelhante ao cataclismo divino de Sodoma e de Gomorra; ficastes como um tição que se tira do fogo, mas não vos voltastes para mim - oráculo do Senhor.
12 Por isso, Israel, eis o que te infligirei; e porque te farei isso, prepara-te, Israel, para sair ao encontro de teu Deus!
Palavra do Senhor.
Salmo 5
Na vossa justiça guiai-me, Senhor! 

Não sois um Deus a quem agrade a iniqüidade,
não pode o mau morar convosco;
nem os ímpios poderão permanecer
perante os vossos olhos.

Detestais o que pratica a iniqüidade
e destruís o mentiroso.
Ó Senhor, abominais o sanguinário,
o perverso e enganador.

Eu, porém, por vossa graça generosa,
posso entrar em vossa casa.
E, voltado reverente ao vosso templo,
com respeito vos adoro.
Oração
Ó Deus, pela vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas brilhe em nossas vidas a luz da vossa verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Papa aos jovens: 'devemos senso do definitivo'


Cidade do Vaticano, 01 jul (SIR) - O Papa Francisco encontrou-se com jovens da Diocese de Roma, que participam de um curso voltado à busca vocacional, no último sábado, 28. O encontro, realizado na Gruta de Lourdes junto aos Jardins Vaticanos, fez parte da vigília da Solenidade de São Pedro e São Paulo e começou a ser realizado ainda durante o pontificado de Bento XVI. Depois da saudação do Cardeal Agostino Vallini, Vigário da Diocese de Roma, o Pontífice deu as boas-vindas aos jovens.

“Agradeço-vos por esta visita, esta visita à Nossa Senhora que é tão importante na nossa vida. E Ela nos acompanha também na escolha definitiva, na escolha vocacional, porque Ela acompanhou seu filho no seu caminho vocacional que foi tão duro, tão doloroso. Ela nos acompanha sempre”, disse o Papa Francisco.

E prosseguiu afirmando que “quando um cristão me diz, não que não ama a Nossa Senhora, que não procura Nossa Senhora ou não reza a Ela, eu me sinto triste. Recordo que uma vez, faz quase 40 anos, eu estava na Bélgica em um congresso, e havia um casal de catequistas, professores universitários, com filhos, uma bela família e falava de Jesus Cristo tão bem. E num certo momento eu disse: e a devoção à Nossa Senhora? Mas nós superamos esta etapa. Nós conhecemos tanto Jesus Cristo que não temos necessidade de Nossa Senhora. E aquilo que me veio à mente e ao coração foi: pobres órfãos! É assim, não? Porque um cristão sem Nossa Senhora é órfão. Também um cristão sem a Igreja é um órfão. Um cristão precisa destas duas mulheres, duas mulheres mães, duas mulheres virgens: a Igreja e Nossa Senhora. E para fazer o teste de uma vocação cristã justa, precisam perguntar-se: como vai minha relação com estas duas mães que eu tenho?, com a Mãe Igreja e com a Mãe Maria? Este não é um pensamento de piedade, não, é teologia pura. Isto é teologia. Como vai minha relação com a Igreja, com minha Mãe Igreja, que é minha Mãe?”

E o papa Francisco também disse que "isto faz bem: não deixá-la nunca e não andaremos sozinhos. Desejo-vos um bom caminho de discernimento. Para cada um de nós o Senhor tem a sua vocação, aquele lugar onde Ele quer que nós vivamos nossa vida. Mas precisamos procurá-lo, encontrá-lo e depois continuarmos, andar em frente."

O Pontífice acrescentou aos jovens sobre o "senso do definitivo". Isto para nós, disse o papa, "é importante, porque estamos vivendo uma cultura do provisório: isto sim, mas por um tempo e para um outro tempo…Te casas? Sim, sim, mas até que dure o amor, depois cada um para sua casa uma outra vez…Um rapaz, me dizia um bispo, um jovem, um profissional jovem lhe disse: eu gostaria de ser padre, mas somente por 10 anos. É assim, é o provisório. Temos medo do definitivo. E para escolher uma vocação, uma vocação qualquer, também aquelas vocações de estado, o matrimônio, a vida consagrada, o sacerdócio, devemos escolher com uma perspectiva do definitivo. Isto se opõe à cultura do provisório. É uma parte da cultura que nós temos de viver neste tempo, mas devemos vivê-la e vencê-la."

E concluiu Francisco dizendo que "também neste aspecto do definitivo, creio que um dos que têm mais garantida sua estada definitiva é o Papa! Porque o Papa…onde terminará o papa? Ali, naquele túmulo, não?"
 
SIR

Bispo pergunta: 'Quem é Cristo para você?'


Frederico Westphalen, RS, 01 jul (SIR) - "O Senhor confia em pecadores como nós" é o título do mais recente artigo de Dom Antônio Carlos Rossi Keller, Bispo da Diocese de Frederico Westphalen, no Estado do Rio Grande do Sul. No texto, o Prelado recorda que celebramos, no último domingo, a solenidade dos dois santos fundadores da Igreja, São Pedro e São Paulo, dois santos que antes de o serem foram dois grandes pecadores, como nós.

Segundo o Bispo, Pedro e Paulo, os dois pilares da Igreja, como se costuma dizer; dois fundadores, mas sem que a iniciativa tenha sido sua, pois ambos foram chamados. Para Dom Keller, a massa de que eram feitos era a mesma - eram pessoas humanas; as origens, bem diferentes, um do grupo dos 12, conterrâneo, judeu, o outro, um perseguidor de Cristo em terras longínquas. "A Cristo, o pecado, a diferença de temperamentos e de origens, não importa. É sobre esta dupla, que à luz dos nossos critérios dificilmente aconteceria, que a Igreja começa a se construir", avalia.

O Prelado explica que desde o princípio, a Igreja é esta comunidade aberta à diferença, onde todos são chamados e têm lugar; ou seja, há diferentes maneiras de ser cristão, são muitos os caminhos e as possibilidades de seguir Cristo e o levar aos homens e mulheres do nosso tempo. Ele salienta que a Igreja é querida por Cristo como sacramento de salvação, e a sua missão é bem maior do que os seus membros, pois é através de homens e mulheres fracos que a Igreja anuncia Cristo vencedor do mal e da morte. "O Senhor confia-Se, não a puros e perfeitos, mas a pecadores como nós. Uma alegria e um dom que se tornam também uma grande missão porque nos torna¸ ainda que pecadores, corresponsáveis na missão da igreja e da construção do reino de Deus entre nós", acrescenta.

Ainda de acordo com Dom Keller, nesta celebração urge uma pergunta que exige uma resposta comprometedora: "E vós, quem dizeis que eu sou?", pergunta Jesus a Pedro. E o Prelado questiona quem é Jesus Cristo para você? Uma pergunta, que conforme ele, é incontornável. O Bispo lembra que Pedro e Paulo não lhe resistiram, deixaram-se seduzir por Alguém mais forte que eles com quem conformaram toda a sua vida. "Face a face comigo mesmo, face a face com o Senhor que no silêncio do encontro ou na azáfama da vida me fala, no mais íntimo de mim, onde ninguém pode entrar, ouvir ou espreitar, onde eu não me posso trair - que resposta Lhe dou? Quem é Cristo para mim? Contar com Ele na minha vida, onde me leva"?

Além disso, o Bispo destaca que a identidade de Pedro é confirmada pela resposta dada, pois sabendo quem é Cristo, toma consciência de quem é ele e para que serve a sua vida. Para Dom Keller, aí está o seu princípio, o seu fundamento, o sentido para o qual deve convergir a sua existência. "Hoje, se à luz do dia, das nossas relações, sob os ruídos da vida, um amigo, um colega, um vizinho, um desconhecido perguntar: Quem é Cristo para você, que lugar você Lhe dá na sua vida"?

O Prelado ressalta que da resposta encontrada e do que a nossa vida falar, virá a resposta para os outros. Ele acredita que do que realmente for a presença de Cristo em nossas vidas, dependerá continuarmos a ser, nós, pecadores, no século XXI, fundadores como Pedro e Paulo, construtores da Igreja onde não há uma só forma de ser, de estar, de celebrar, de rezar, mas onde o que conta é sabermo-nos filhos do mesmo Pai, chamados pelo mesmo Senhor, convidados a anunciar uma Boa Notícia que não é invenção nem fruto de inspiração humana. "Que São Pedro e São Paulo, tão diferentes um do outro, mas ambos chamados e seduzidos pelo amor do mesmo Deus, nos ajudem a sermos capazes de incluir, de entrar e nos mantermos em diálogo com os que são e pensam diferente de nós", conclui.
SIR

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Evangelho do Dia

Ano A - 30 de junho de 2014

Mateus 8,18-22

Aleluia, aleluia, aleluia.
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8).


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
8 18 Certo dia, vendo-se no meio de grande multidão, ordenou Jesus que o levassem para a outra margem do lago.
19 Nisto aproximou-se dele um escriba e lhe disse: “Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores”.
20 Respondeu Jesus: “As raposas têm suas tocas e as aves do céu, seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”.
21 Outra vez um dos seus discípulos lhe disse: “Senhor, deixa-me ir primeiro enterrar meu pai”.
22 Jesus, porém, lhe respondeu: “Segue-me e deixa que os mortos enterrem seus mortos”.
Palavra da Salvação.

Comentário do Evangelho
DISPOSTOS A SEGUIR JESUS
O seguimento de Jesus tem seus pré-requisitos. Além da disposição de tornar-se discípulo, é preciso saber o que o seguimento exige de cada categoria de pessoas. O Evangelho refere-se ao caso de um escriba e de um discípulo. São dois exemplos ilustrativos do que se passa com quem se predispõe a seguir Jesus.
O mestre da Lei judaica é advertido para não tomar uma decisão apressada e superficial. Talvez confundindo Jesus com os rabinos da época, não tinha consciência de um dado importante: para seguir o Mestre Jesus era preciso estar pronto para abraçar a pobreza e o despojamento. Seria ilusório escolher segui-lo, pensando em poder levar uma vida de bem-estar e segurança. As exigências da pobreza deveriam ser previamente conhecidas e aceitas.
Quanto ao discípulo, parece não ter-se dado conta das reais exigências de sua opção. Por isso, pede ao Mestre para interromper sua missão e voltar para casa, a fim de cumprir seu dever de filho, e dar uma sepultura digna a seu velho pai. O pedido não é aprovado, pois, na família, deve haver quem se preocupe em fazer este gesto de misericórdia.
Qualquer que seja a questão, Jesus pensa o discipulado como uma escolha coerente, total e radical, feita para toda a vida, e que se torna a opção fundamental do discípulo. Diante dela, tudo é relativizado, mesmo as coisas mais caras ao ser humano.

Oração
Espírito de afeição ao Reino, predispõe-me a ser discípulo de maneira radical e coerente, a ponto de relativizar tudo, mesmo aquilo que considero mais querido.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Leitura
Amós 2,6-10.13-16
Leitura da profecia de Amós.
2 6 Oráculo do Senhor: “Por causa do triplo e do quádruplo crime de Israel, não mudarei meu decreto. Porque vendem o justo por dinheiro, e o pobre por um par de sandálias,
7 porque esmagam no pó da terra a cabeça do pobre, e transviam os pequenos, porque o filho e o pai dormem com a mesma jovem, o que é uma profanação do meu santo nome,
8 porque se estendem ao pé de cada altar sobre vestes recebidas em penhor, e bebem no templo do seu Deus o vinho dos que foram multados.
9 E, todavia, fui eu que exterminei diante deles os amorreus, cuja estatura se igualava à dos cedros, e que eram fortes como os carvalhos; destruí seus frutos de cima e suas riquezas de baixo;
10 fui eu que vos tirei do Egito e vos conduzi, através do deserto, durante quarenta anos, para vos dar a posse da terra dos amorreus;
13 Pois bem! Eis que eu vos vou fazer ranger como um carro carregado de feno.
14 Não haverá mais fuga possível para o homem ágil, o forte não encontrará mais sua força, o valente não salvará sua vida,
15 o arqueiro não poderá resistir, nem o homem de pés ligeiros poderá escapar, nem o cavaleiro salvará sua vida,
16 e o mais corajoso entre os valentes fugirá nu, naquele dia” - oráculo do Senhor.
Palavra do Senhor.
Salmo 49/50
Entendei isto, todos vós que esqueceis o Senhor Deus!

“Como ousas repetir os meus preceitos
e trazer minha aliança em tua boca?
tu que odiaste minhas leis e meus conselhos
e deste as costas às palavras dos meus lábios!

Quando vias um ladrão, tu o seguias
e te juntavas ao convívio dos adúlteros.
Tua boca se abriu para a maldade
e tua língua maquinava a falsidade.

Assentado, difamavas teu irmão
e ao filho de tua mãe injuriavas.
Diante disso que fizeste, eu calarei?
Acaso pensar que eu sou igual a ti?
É disso que te acuso e repreendo
e manifesto essas coisas aos teus olhos.

Entendei isto, todos vós que esqueceis Deus,
para que eu não arrebate a vossa vida
sem que haja mais ninguém para salvar-vos!
Que me oferece um sacrifício de louvor,
este, sim, é que me honra de verdade.
A todo homem que procede retamente
eu mostrarei a salvação que vem de Deus”.
Oração
Ó Deus, pela vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas brilhe em nossas vidas a luz da vossa verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Liturgia Diária

Dia 30 de Junho - Segunda-feira

XIII SEMANA DO TEMPO COMUM *
(Verde – Ofício do Dia)

Antífona da entrada: Povos todos, aplaudi e aclamai a Deus com brados de alegria (Sl 46,2).
Oração do dia
Ó Deus, pela vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas brilhe em nossas vidas a luz da vossa verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Amós 2,6-10.13-16)
Leitura da profecia de Amós.
2 6 Oráculo do Senhor: “Por causa do triplo e do quádruplo crime de Israel, não mudarei meu decreto. Porque vendem o justo por dinheiro, e o pobre por um par de sandálias,
7 porque esmagam no pó da terra a cabeça do pobre, e transviam os pequenos, porque o filho e o pai dormem com a mesma jovem, o que é uma profanação do meu santo nome,
8 porque se estendem ao pé de cada altar sobre vestes recebidas em penhor, e bebem no templo do seu Deus o vinho dos que foram multados.
9 E, todavia, fui eu que exterminei diante deles os amorreus, cuja estatura se igualava à dos cedros, e que eram fortes como os carvalhos; destruí seus frutos de cima e suas riquezas de baixo;
10 fui eu que vos tirei do Egito e vos conduzi, através do deserto, durante quarenta anos, para vos dar a posse da terra dos amorreus;
13 Pois bem! Eis que eu vos vou fazer ranger como um carro carregado de feno.
14 Não haverá mais fuga possível para o homem ágil, o forte não encontrará mais sua força, o valente não salvará sua vida,
15 o arqueiro não poderá resistir, nem o homem de pés ligeiros poderá escapar, nem o cavaleiro salvará sua vida,
16 e o mais corajoso entre os valentes fugirá nu, naquele dia” - oráculo do Senhor.
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 49/50
Entendei isto, todos vós que esqueceis o Senhor Deus!

“Como ousas repetir os meus preceitos
e trazer minha aliança em tua boca?
tu que odiaste minhas leis e meus conselhos
e deste as costas às palavras dos meus lábios!

Quando vias um ladrão, tu o seguias
e te juntavas ao convívio dos adúlteros.
Tua boca se abriu para a maldade
e tua língua maquinava a falsidade.

Assentado, difamavas teu irmão
e ao filho de tua mãe injuriavas.
Diante disso que fizeste, eu calarei?
Acaso pensar que eu sou igual a ti?
É disso que te acuso e repreendo
e manifesto essas coisas aos teus olhos.

Entendei isto, todos vós que esqueceis Deus,
para que eu não arrebate a vossa vida
sem que haja mais ninguém para salvar-vos!
Que me oferece um sacrifício de louvor,
este, sim, é que me honra de verdade.
A todo homem que procede retamente
eu mostrarei a salvação que vem de Deus”.
Evangelho (Mateus 8,18-22)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8).


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
8 18 Certo dia, vendo-se no meio de grande multidão, ordenou Jesus que o levassem para a outra margem do lago.
19 Nisto aproximou-se dele um escriba e lhe disse: “Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores”.
20 Respondeu Jesus: “As raposas têm suas tocas e as aves do céu, seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”.
21 Outra vez um dos seus discípulos lhe disse: “Senhor, deixa-me ir primeiro enterrar meu pai”.
22 Jesus, porém, lhe respondeu: “Segue-me e deixa que os mortos enterrem seus mortos”.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
DISPOSTOS A SEGUIR JESUS
O seguimento de Jesus tem seus pré-requisitos. Além da disposição de tornar-se discípulo, é preciso saber o que o seguimento exige de cada categoria de pessoas. O Evangelho refere-se ao caso de um escriba e de um discípulo. São dois exemplos ilustrativos do que se passa com quem se predispõe a seguir Jesus.
O mestre da Lei judaica é advertido para não tomar uma decisão apressada e superficial. Talvez confundindo Jesus com os rabinos da época, não tinha consciência de um dado importante: para seguir o Mestre Jesus era preciso estar pronto para abraçar a pobreza e o despojamento. Seria ilusório escolher segui-lo, pensando em poder levar uma vida de bem-estar e segurança. As exigências da pobreza deveriam ser previamente conhecidas e aceitas.
Quanto ao discípulo, parece não ter-se dado conta das reais exigências de sua opção. Por isso, pede ao Mestre para interromper sua missão e voltar para casa, a fim de cumprir seu dever de filho, e dar uma sepultura digna a seu velho pai. O pedido não é aprovado, pois, na família, deve haver quem se preocupe em fazer este gesto de misericórdia.
Qualquer que seja a questão, Jesus pensa o discipulado como uma escolha coerente, total e radical, feita para toda a vida, e que se torna a opção fundamental do discípulo. Diante dela, tudo é relativizado, mesmo as coisas mais caras ao ser humano.

Oração
Espírito de afeição ao Reino, predispõe-me a ser discípulo de maneira radical e coerente, a ponto de relativizar tudo, mesmo aquilo que considero mais querido.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Sobre as oferendas
Ó Deus, que nos assegurais os frutos dos vossos sacramentos, concedei que o povo reunido para vos servir corresponda à santidade dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Bendize, ó minha alma, ao Senhor e todo meu ser, seu santo nome! (Sl 102,1)
Depois da comunhão
Ó Deus, o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, que oferecemos em sacrifício e recebemos em comunhão, nos transmitam uma vida nova, para que, unidos a vós pela caridade que não passa, possamos produzir frutos que permaneçam. Por Cristo, nosso Senhor.


MEMÓRIA FACULTATIVA

PROTOMÁRTIRES DE ROMA
(Vermelho – Ofício da Memória)

Oração do dia: Ó Deus, que consagrastes com o sangue dos mártires os fecundos primórdios da Igreja de Roma, dai que sua coragem no combate nos obtenha uma força inabalável e a alegria da vitória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Sobre as oferendas: Recebei, Pai santo, as nossas oferendas na comemoração dos vossos santos mártires e dai-nos a graça de não vacilar ao proclamarmos nossa fé. Por Cristo, nosso Senhor.
Depois da comunhão: Ó Deus, que, de modo admirável, manifestastes em vossos mártires o mistério da cruz, concedei que, fortalecidos por este sacrifício, possamos seguir fielmente a Cristo e participar na Igreja da obra de salvação. Por Cristo, nosso Senhor.
Santo do Dia / Comemoração (PROTOMÁRTIRES DE ROMA):
Certo dia, um pavoroso incêndio reduziu Roma a cinzas. Em 19 de julho de 64, a poderosa capital virou escombros e o imperador Nero, considerado um déspota imoral e louco por alguns historiadores, viu-se acusado de ter sido o causador do sinistro. Para defender-se, acusou os cristãos, fazendo brotar um ódio contra os seguidores da fé que se espalharia pelos anos seguintes. Nero aproveitou-se das calúnias que já cercavam a pequena e pouco conhecida comunidade hebraica que habitava Roma, formada por pacíficos cristãos. Na cabeça do povo já havia, também, contra eles, o fato de recusarem-se a participar do culto aos deuses pagãos. Aproveitando-se do desconhecimento geral sobre a religião, Nero culpou os cristãos e ordenou o massacre de todos eles. Há registros de um sadismo feroz e inaceitável, que fez com que o povo romano, até então liberal com relação às outras religiões, passasse a repudiar violentamente os cristãos. Houve execuções de todo tipo e forma e algumas cenas sanguinárias estimulavam os mais terríveis sentimentos humanos, provocando implacável perseguição. Alguns adultos foram embebidos em piche e transformados em tochas humanas usadas para iluminar os jardins da colina Oppio. Em outro episódio revoltante, crianças e mulheres foram vestidas com peles de animais e jogadas no circo às feras, para serem destroçadas e devoradas por elas. Desse modo, a crueldade se estendeu de 64 até 67, chegando a um exagero tão grande que acabou incutindo no povo um sentimento de piedade. Não havia justificativa, nem mesmo alegando razões de Estado, para tal procedimento. O ódio acabou se transformando em solidariedade. Os apóstolos são Pedro e são Paulo foram duas das mais famosas vítimas do imperador tocador de lira, por isso a celebração dos mártires de Nero foi marcada para um dia após a data que lembra o martírio de ambos. Porém, como bem nos lembrou o papa Clemente, o dia de hoje é a festa de todos os mártires, que com o seu sangue sedimentaram a gloriosa Igreja Católica Apostólica Romana.

Pastoral promove capacitação para agentes sobre Tuberculose no Cárcere


quemsomos

A Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Olinda e Recife promove no dia 9 de julho Encontro de Formação para os agentes. O tema do evento é Tuberculose no Cárcere. A responsável pela capacitação é Programa de Controle da Tuberculose da Secretaria Estadual de Saúde.
O encontro será realizado na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – Regional Nordeste 2 (CNBB NE2), no bairro da Boa Vista, área central do Recife. A formação ocorre das 8h às 11h. Mais informações com Ana Virgínia pelo telefone 8775-5066.
Encontro de Formação “Tuberculose no Cárcere
Local: Sede da CNBB NE
Rua Dom Bosco, 908 – Boa Vista- Recife
Dia: 9 de julho de 2014
Horário: 8h às 11h
Informações: 8775-5066 (Ana Virgínia)
Da Assessoria de Comunicação AOR

A Igreja como aquela que serve


Não há uma Igreja sem as pessoas que se reúnem, pois Igreja já significa convocação.
Por Luiz Carlos de Oliveira*

A Igreja já tem dois milênios de experiência de acertos e erros. Nesses longos séculos viveu épocas diferentes: Império Romano, mundo dos novos povos que são chamados bárbaros. Percorreu a Idade Média, longa o suficiente para que estes povos se estabelecessem e se formassem. Era uma Igreja dirigida por pessoas destes povos. Passou por uma longa Idade Média que gestou o mundo moderno. Foi invadida pelas belezas e problemas da Renascença. Houve o domínio da política sobre as estruturas da Igreja. Era um reino político e ao mesmo tempo Igreja de Cristo. As conseqüências foram grandes. O poder penetrou muitas esferas e muita gente o usou e o justificou. Esse assunto é muito amplo e necessita de muito conhecimento. Não basta só jogar pedras no passado, pois cada tempo tem sua maneira de pensar e deve ser entendido em seu contexto histórico. Não interessa somente acusar, mas ver os caminhos para transformamos a força do poder em um poder de servir.
O que podemos notar na Igreja é a grande quantidade de santos que souberam usar o poder para servir a Deus no anúncio do Evangelho e servir ao povo na sua dedicação. Quem seguiu Jesus foi desapegado dos bens materiais e cuidou dos necessitados, estando sempre a serviço de todos. Mesmo vivendo nos palácios, souberam viver a santidade do poder que é a capacidade de servir. Sem muita santidade torna-se impossível ter o poder sadio. Jesus disse: “Quem entre vós é o maior, torne-se como o último; e o que governa seja como o servo... Todavia, eu estou no meio de vós, como aquele que serve (Lc 22,26-27). Jesus soube ter poder. Temos as fragilidades e os pecados de cada tempo. Se estivéssemos lá não faríamos diferente. O pior é dar justificativas evangélicas ao que não tem a ver com o Evangelho de Jesus.
Como sabemos, a Igreja está sempre em conversão, por isso tem sempre que renovar estruturas humanas para viver melhor o Evangelho. Muitos reformadores quiseram renovar a Igreja, mas separando-se dela. A doença se cura no doente e não criando a desunião que é uma doença a mais. Entre os males dos tempos que grudaram no corpo dos seguidores de Jesus, está o modo como conduzir o povo de Deus. Moisés dirigia um grande povo pelo deserto. Era um povo de cabeça dura, como diz a Escritura (Ex 9,32). Ele, contudo era uma pessoa “muito humilde, mais que qualquer pessoa deste mundo” (Nm 12,3). Moisés nos mostra um caminho. Jesus tem o mesmo perfil: humildade e simplicidade. Que ganhamos com poder, autoritarismo e prepotência? Muitos se afastam por culpa deste modo de agir. Não estamos mais que deixando nos levar por nossos males pessoais e pelo mal que nos envolve. Será que o Evangelho não é suficiente para governar o povo de Deus? Se buscarmos este caminho poderemos fazer um anúncio puro do Evangelho.
Quando dizemos Igreja, no caso a católica, dizemos comunidades que formam a Igreja. Não há uma Igreja sem as pessoas que se reúnem, pois Igreja já significa convocação. Ela se faz de pessoas concretas que são as células que compõe esse Corpo. É nela que acontece a vida e se leva adiante a evangelização. É na base que se faz a renovação permanente da Igreja. O povo de Deus é sempre chamado a se organizar de modo a expressar o Evangelho. O mandamento do amor tem conseqüências práticas e penetram o modo de agir. É na base que se cria o mundo novo. Sempre dizemos que os outros devem mudar. Mudemos a nós próprios que todos serão renovados.
A12, 29-06-2014.
*Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R., é padre e missionário redentorista.