terça-feira, 1 de julho de 2014

Missa e Procissão de SÃO PEDRO. Na Paroquia N Sra Candeias

Missa e Procissão de SÃO PEDRO. Na Paroquia N Sra Candeias

Desporto e fraternidade na intenção de oração para o mês de julho



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O desporto é o tema da intenção universal de oração proposto por Francisco para o mês de julho: “Para que a prática do desporto seja sempre oportunidade de fraternidade e crescimento humano”.
Esses mesmos votos foram formulados pelo Pontífice na mensagem para a Copa do Mundo no Brasil.
“A minha esperança é que, além de festa do esporte, esta Copa do Mundo possa tornar-se a festa da solidariedade entre os povos. Isso supõe, porém, que as competições futebolísticas sejam consideradas por aquilo que no fundo são: um jogo e ao mesmo tempo uma ocasião de diálogo, de compreensão, de enriquecimento humano recíproco”, disse o Papa por ocasião da abertura do Mundial.
O Pontífice usou também uma gíria brasileira para defender o espírito de equipe não só no esporte, mas entre as pessoas e culturas.
“Não é só no futebol que ser ‘fominha’ constitui um obstáculo para o bom resultado do time; pois, quando somos ‘fominhas’ na vida, ignorando as pessoas que nos rodeiam, toda a sociedade fica prejudicada”, afirmou.
Já a intenção pela evangelização é: “Para que o Espírito Santo sustenha o serviço dos leigos que anunciam o Evangelho nos países mais pobres.”
Fonte: News.va

O Papa Francisco concede nova entrevista, desta vez ao jornal italiano Il Messagero



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Entrevista que o Papa Francisco concedeu recentemente ao jornal italiano Il Messagero, publicada no domingo 29 de junho, festa dos Apóstolos Pedro e Paulo. Nesta oportunidade o Santo Padre fala da realidade de Roma, do comunismo, do papel da mulher na Igreja, da corrupção e a política.
E então, na partida a Itália x Uruguai. Santo Padre, para quem torcia?
Eu, para nenhum, na verdade. Prometi à presidenta do Brasil (Dilma Rousseff), que seria neutro.
Começamos por Roma?
Você sabia que eu não conheço Roma? Veja só, eu vi a Capela Sistina pela primeira vez quando participei do Conclave que elegeu Bento XVI (2005). Nem sequer estive nos Museus. O fato é que quando era Cardeal não vinha muito frequentemente. Conheço Santa Maria Maior porque ia sempre. E depois São Lorenzo Extra Muros, onde ia para as confirmações quando estava Dom Giacomo Tantardini. Obviamente conheço Piazza Navona porque sempre me alojei na Via della Scrofa, ali ao lado”.
Há um pouco de romano no Bergoglio argentino?
Pouco e nada. Eu sou mais do Piamonte, essas são as raízes de minha família de origem. Ainda estou começando a me sentir romano. Tenho a intenção de ir visitar o território, as paróquias. Estou descobrindo pouco a pouco esta cidade. É uma metrópole muito formosa, única, com os problemas das grandes metrópoles. Uma pequena cidade possui a estrutura quase inequívoca, uma metrópole, por outro lado, compreende sete ou oito cidades imaginárias, superpostas juntas, em vários níveis. Também em níveis culturais.
Penso, por exemplo, nas tribos urbanas juvenis. Ocorre o mesmo em todas as cidades. Em novembro faremos em Barcelona um congresso dedicado precisamente à pastoral das metrópoles. Na Argentina promoveu-se intercâmbios com o México. Descobriram muitas culturas cruzadas, mas nem tanto devido às migrações, mas porque se tratavam de territórios culturais transversais, feitos de pertences próprios. Cidades dentre de uma cidade. A Igreja deve saber responder a este fenômeno.
Por que S.S. desde o começo quis sublinhar tanto as funções de Bispo de Roma?
O primeiro serviço de Francisco foi este: ser o Bispo de Roma. Todos os títulos do Papa, Pastor universal, Vigário de Cristo, etecetera, são dados ao Papa precisamente porque é Bispo de Roma. É a eleição primitiva. As consequências do Primado do Pedro. Se amanhã o Papa quisesse ser o Bispo de Tivoli, certamente me removeriam.
Há 40 anos, com o Papa Paulo VI, o Vicariato (da diocese de Roma) promoveu o congresso sobre os males de Roma. Dali saiu um quadro da cidade onde os que tinham muito tinham o melhor, e quem tinha pouco, tinha o pior. Hoje, no seu parecer, Quais são os males desta cidade?
São os das metrópoles como Buenos Aires. Estão os mais beneficiados, e aqueles que estão cada vez mais pobres. Não sabia do congresso sobre os males de Roma. Estas são perguntas muito romanas, e eu então tinha 38 anos. Sou o primeiro Papa que não participou do Concílio e, naquela época, para nós a grande luz era Paulo VI. Para mim, a Evangelii Nuntiandi, sempre será um documento pastoral insuperável.
Existe uma hierarquia de valores a ser respeitada na gestão dos assuntos públicos?
É evidente. Tutelar sempre o bem comum. A vocação para qualquer político é esta. Um conceito amplo que inclui, por exemplo, a custódia da vida humana, de sua dignidade. Paulo VI costumava dizer que a missão da política permanece como uma das mais altas da caridade. Hoje o problema da política –não falo só da Itália, mas de todos os países, pois o problema é mundial-, é que se desenvolveu, arruinado pela corrupção, pelo fenômeno dos subornos.
Lembro-me de um documento que publicaram os bispos franceses há 15 anos. Era uma carta pastoral titulada: Reabilitar a política. Confrontava precisamente este argumento. Se não houver um serviço de base, não se pode sequer entender a identidade da política.
Sua Santidade disse que a corrupção cheira a putrefação. Disse também que a corrupção social é o fruto do coração doente e não só de condições externas. Não haveria corrupção sem corações corruptos. O corrupto não tem amigos, apenas idiotas que lhe são úteis. Poderia explicar-nos melhor isso?
Falei durante dois dias seguidos sobre este tema porque comentava a leitura da Vinha de Nabor. Eu gosto de falar sobre as leituras do dia. No primeiro dia confrontei a fenomenologia da corrupção, no segundo dia sobre como acabam os corruptos. O corrupto, portanto, não tem amigos, só tem cúmplices.
Você acredita que se fala tanto de corrupção porque os meios de comunicação insistem neste tema ou porque efetivamente se trata de um mal endêmico e grave?
Não, infelizmente o fenômeno é mundial. Há chefes de estado na prisão precisamente por isso. Perguntei-me muito sobre isto, e cheguei à conclusão que muitos males crescem sobre tudo durante as mudanças de época. Estamos vivendo mais que uma época de mudanças, mas uma mudança de época. E portanto, trata-se de uma mudança de cultura, precisamente desta fase emergem coisas assim. A mudança de época alimenta a decadência moral, não só na política, mas também na vida financeira ou social.
Também os cristãos parecem não brilhar por seu testemunho…
O ambiente é o que facilita a corrupção. Não digo que todos sejam corruptos, mas acredito que é difícil permanecer honestos nesta política. Falo de todo o mundo, não só da Itália. Penso também em outros casos. Às vezes há pessoas que queriam fazer as coisas mais claras, mas depois se encontram com dificuldades, e é como se fossem fagocitados por um fenômeno endêmico, a altos níveis, transversais. Não porque seja esta a natureza da política, mas sim porque em uma mudança de época, as tensões para uma certa deriva moral se tornam fortes.

O que mais o assusta: a pobreza moral ou material de uma cidade?
Asduas me assustam. Um faminto, por exemplo, posso ajudá-lo para que não tenha mais fome, mas se tiver perdido o trabalho e não encontra outra ocupação, isso já é outra pobreza. Ele já não tem dignidade. Possivelmente possa ir à Cáritas e levar para casa um pouco de mantimentos, mas experimenta uma pobreza muito grave que arruína o seu coração. Um Bispo auxiliar de Roma me contou que muitas pessoas vão aos refeitórios populares em segredo, cheios de vergonha, e levam para casa a comida. Sua dignidade se empobreceu e vivem em um estado de prostração.
Pelas grandes ruas de Roma vê-se mulheres de apenas 14 anos, frequentemente obrigadas a prostituir-se no meio do descuido geral, enquanto que no metrô vê-se crianças mendigando. A Igreja é ainda fermento para a massa? Sente-se impotente como Bispo ante esta degradação cultural?
Sinto dor. Sinto uma enorme dor. A exploração de crianças me faz sofrer. Também na Argentina ocorre o mesmo. Para alguns trabalhos manuais se utiliza crianças porque têm as mãos menores pequenas. Mas elas também são exploradas sexualmente em hotéis. Uma vez me advertiram sobre uma rua de Buenos Aires onde havia garotinhas, prostitutas de 12 anos. Informei-me e efetivamente era sim. Isto me feriu. Mais ainda ao ver que eram abordadas por automóveis de grande cilindrada conduzidos por idosos. Podiam ser seus avós. Subiam a menina ao carro, davam-lhe 15 pesos que depois eram usados para comprar drogas, uma dose. Para mim as pessoas que fazem isto com meninas são pedófilos. Acontece também em Roma. A cidade eterna que deveria ser um farol no mundo é um espelho da degradação moral da sociedade. Penso que são problemas que se resolve com uma boa política social.
O que pode fazer a política?
Responder limpamente. Por exemplo, com os serviços sociais que permitam que as famílias entendam e tenham acompanhamento para sair de situações difíceis. O fenômeno indica uma deficiência do serviço social na sociedade.
A Igreja está trabalhando muitíssimo…
E deve continuar fazendo-o. Precisamos ajudar as famílias em dificuldade, uma tarefa árdua que requer esforço comum.
Em Roma cada vez menos jovens vão à igreja, não batizam seus filhos, não sabem nem sequer fazer o sinal da cruz. Que estratégia serviria para mudar esta tendência?
A Igreja deve sair às ruas, procurar às pessoas, ir às casas, visitar as famílias, ir às periferias. Não ser uma Igreja que só recebe, mas que oferece.
E os párocos devem então colocar chifres nas ovelhas (ndt: referindo-se a que os cristãos devem ser encorajados pelos párocos a serem mais agressivos no anúncio da Boa Nova)…
(Risadas) Obviamente. Estamos em uma época de missão há dez anos. Devemos insistir nisso.
Preocupa-lhe a cultura da não-natalidade na Itália?

Acredito que é preciso trabalhar mais pelo bem comum da infância. Pôr sobre a família um compromisso, às vezes não é suficiente com um salário, não se chega ao fim do mês. Existe o medo de perder o trabalho ou de não poder pagar mais o aluguel. A política social não ajuda. A Itália tem uma taxa de natalidade muito baixa, a Espanha também. A França vai um pouco melhor, mas também é baixa. É como se a Europa, cansou-se do papel de mãe e preferisse o de avó. Muito depende da crise econômica e não só de uma deriva cultural sobrecarregada no egoísmo e no hedonismo. O outro dia eu lia uma estatística sobre os critérios do gasto da população em nível mundial. Depois da alimentação, vestidos e remédios, três vozes necessárias, seguem a estética e os gastos com os animais domésticos.
As crianças importam menos que os animais?
Trata-se de outro fenômeno de degradação cultural. Isto é porque a relação afetiva com os animais é mais fácil, mais previsível. Um animal não é livre, enquanto que ter um filho é uma coisa complexa.
O Evangelho fala mais aos pobres ou aos ricos para convertê-los?
A pobreza está no centro do Evangelho. Não se pode entender o Evangelho sem entender a pobreza real, tendo em conta que existe também uma pobreza belíssima do espírito: ser pobre perante Deus porque Deus te preenche. O Evangelho se dirige indistintamente a pobres e ricos. E fala tanto de pobreza como de riqueza. Não condena para nada aos ricos, mas sim as riquezas quando se tornam objetos de idolatria. O deus dinheiro, o bezerro de ouro.
Sua Santidade tem fama de ser um Papa comunista, populista. A revista The Economist, que lhe dedicou uma capa, afirma que fala como Lenin. Identifica-se com isto?
Eu digo apenas que os comunistas nos roubaram a bandeira. A bandeira dos pobres é cristã. A pobreza está no centro do Evangelho. Os pobres estão no centro do Evangelho. Se olharmos Mateus 25, o protocolo sobre o qual seremos julgados: tive fome, tive sede, estive no cárcere, estive doente, nu. Ou olhemos as Bem-aventuranças, que é outra bandeira. Os comunistas dizem que tudo isto é comunista. Sim, como não, vinte séculos depois. Então quando falamos de comunistas, nós poderíamos virar e dizer: então vocês são cristãos! (risadas)
Se me permitir uma crítica…
Claro.
Você possivelmente fala pouco das mulheres e quando fala confronta o argumento só do ponto de vista maternal, a mulher esposa, a mulher mãe, etecetera. E as mulheres já dirigem estados, multinacionais, exércitos. Na Igreja, segundo você, que lugar ocupa as mulheres?
As mulheres são o mais formoso que Deus criou. A Igreja é mulher. Igreja é uma palavra feminina. Não se pode fazer teologia sem esta feminidade. Disto você tem razão, não se fala o suficiente. Estou de acordo que se deve trabalhar mais sobre a teologia da mulher. Eu já disse e se está trabalhando neste sentido.
Não entrevê uma certa misoginia de fundo?
O fato é que a mulher foi tirada de uma costela… (risadas). Brinco, eu só estava brincando. Estou de acordo que é necessário aprofundar mais na questão feminina, do contrário não se pode entender a Igreja em si mesma.
Podemos esperar de você decisões históricas, tipo uma mulher chefe de dicastério, não falo do clero…
(Risadas). Bom, muitas vezes os sacerdotes acabam sob a autoridade das beatas de igreja…
Em agosto S.S. irá a Coréia. É a porta para a China? Está apontando para a Ásia?
Irei à Ásia duas vezes em seis meses. À Coréia em agosto para encontrar aos jovens asiáticos. Em janeiro ao Sri Lanka e Filipinas. A Igreja na Ásia é uma promessa. A Coréia representa muito, tem uma história muito bonita, durante dois séculos não teve sacerdotes e o catolicismo avançou graças aos leigos. Houve também mártires. Quanto à China, trata-se de um desafio cultural grande. Maior. E depois está o exemplo de Matteo Ricci, que fez tanto bem…
Para onde está indo a Igreja de Bergoglio?
Graças a Deus não tenho nenhuma Igreja, sigo a Cristo. Não fundei nada. Do ponto de vista do estilo não mudei comparado a como eu era em Buenos Aires. Sim, possivelmente alguma coisa pequena, porque é devido, mas mudar na minha idade teria sido ridículo. Em meu programa, por outro lado, sigo o que os cardeais pediram durante as congregações gerais antes do Conclave. Vou nessa direção. O Conselho dos oito cardeais, um organismo externo, nasce daí. Haviam pedido para ajudar a reformar a Cúria. Algo por outro lado nada fácil, porque damos um passo, mas logo ocorre algo que mostra que falta isso ou aquilo, e se primeiro era um dicasterio depois se converte em quatro… Minhas decisões são o fruto das reuniões Pré-Conclave. Eu não tenho feito nada sozinho.
Isto é uma aproximação democrática…
Foram as escolhas dos cardeais. Não sei se se trata de uma aproximação democrática, diria que foi mais sinodal, ainda que esta palavra para os cardeais não seja a apropriada.
Que deseja aos romanos pela festa dos padroeiros São Pedro e Paulo?
Que continuem sendo bons. São muito simpáticos. Vejo-os nas audiências e quando vou às paróquias. Espero deles que não percam a alegria, a esperança, a fé não obstante as dificuldades. Também o ‘romanaccio’ –dialeto romano-, é bonito.
Wojtyla tinha aprendido a dizer em dialeto romano. ‘nos amemos os uns aos outros, nos ofereçamos a outros’. Você aprendeu alguma frase em romano?
Por enquanto poucas, ´Campa e fa’ campa´-viva e deixe viver- (termina o Papa com risadas).

 Fonte: ACI Digital

Misericórdia e melhor formação para católicos


O documento também faz críticas à ideia de que gênero é um construto social, como outra ameaça ao casamento.
Por Christopher Lamb

Os católicos que não seguem o ensinamento da Igreja devem ser tratados com misericórdia, mas, ao mesmo tempo, precisam ser mais bem formados sobre o seu conteúdo, afirma um novo documento divulgado nessa quinta-feira, em preparação para o Sínodo de outubro sobre a família.
Instrumentum laboris – um documento de trabalho para o Sínodo dos bispos – recolheu as respostas das conferências episcopais de todo o mundo às questões sobre temas como a comunhão para os casais divorciados em segunda união e para os casais do mesmo sexo.

O extenso documento, divulgado pelo Vaticano, reforça fortemente o ensino da Igreja sobre matrimônio e sexualidade.
As esperanças tinham se elevado no sentido de que o próximo Sínodo poderia levar a um desenvolvimento do ensino da Igreja, incluindo, por exemplo, a permissão da comunhão aos divorciados em segunda união. Mas esse documento, que servirá de base para a discussão dos bispos quando eles se encontrarem, sugere que, embora a abordagem será pastoral, o ensino da Igreja não mudará necessariamente e, ao contrário, precisa ser mais bem articulado.
Ele parece particularmente preocupado que a família está sob pressão a partir de uma grande variedade de ângulos. No Ocidente, eles são listados como hedonismo, relativismo, individualismo, transitoriedade e o desejo pela gratificação imediata, enquanto na África e em partes da Ásia são citados a poligamia e o divórcio quando uma mulher é incapaz de ter filhos. O documento também faz frequentes referências críticas à "teoria de gênero", a ideia de que gênero é um construto social, como outra ameaça ao casamento.
Ao mesmo tempo, o documento mostra uma sensibilidade aos constrangimentos financeiros – incluindo a falta de moradia adequada – que levam casais jovens a adiarem o casamento e convida a Igreja a desenvolver programas pastorais para ajudar as pessoas que se encontram em casamentos irregulares e para acolher os filhos dos gay casais.
Ele diz que falta o conhecimento do ensino da Igreja sobre o casamento entre os católicos, e que alguns clérigos se sentem despreparados para explicar o ensino sobre sexualidade, enquanto outros expressam indiferença.
Essa ignorância é especialmente evidente quando se trata da lei natural, a base filosófica do ensino da Igreja sobre matrimônio e sexualidade. Muito poucos católicos demonstraram uma compreensão do conceito, e alguns acreditam que "natural" significa "o que vem naturalmente". Também se aponta que, na evolução do Ocidente, a biologia e a neurociência argumentam que a lei natural não é "científica".
Sobre as seguintes questões polêmicas da Igreja, o documento afirma o seguinte:
Comunhão para divorciados em segunda união
Um grande número de casais divorciados em segunda união simplesmente desconhecem a sua união irregular, diz o documento, enquanto que aqueles que estão conscientes "sentem-se frustrados e marginalizados", devido ao fato de serem incapazes de receber a comunhão.
"Alguns perguntam-se por que motivo outros pecados são perdoados e este não", afirma-se. "Ou então, por que os religiosos e os sacerdotes que receberam a dispensa dos seus votos e dos ônus presbiterais podem celebrar o matrimônio, receber a comunhão, e os divorciados recasados não."
Mas o documento afirma que essas questões "põem em evidência a necessidade de uma formação e informação oportunas" .
Ao mesmo tempo, porém, o tom é pastoral com um pedido das hierarquias locais para que a Igreja possa "exercer uma misericórdia, clemência e indulgência mais amplas em relação às novas uniões" .
E continua: "Com grande misericórdia, a Igreja é chamada a encontrar formas de 'companhia' com as quais apoiar estes seus filhos num percurso de reconciliação. Com compreensão e paciência, é importante explicar que a impossibilidade de aceder aos sacramentos não significa ser excluídos da vida cristã e da relação com Deus".
Além disso, o documento envolve um consenso entre os bispos de que é preciso tornar o processo de anulação mais fácil e eficiente.
Casais do mesmo sexo
Não há nenhum indício de uma mudança na aceitação das uniões civis gays a partir de uma citação usada de um documento de 2003 que explica a oposição da Igreja a elas, escrito pelo então cardeal Joseph Ratzinger, quando ele era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
As conferências episcopais, no entanto, dizem que estão tentando encontrar uma atitude "respeitosa e não julgadora" diante dos casais gays, embora o documento aponte que não há consenso.
Ele salienta que os casais gays devem receber apoio como é "exigido de qualquer outro casal" quando procuram o batismo para o seu filho. Os filhos dos homossexuais também devem ser acolhidos "com a mesma atenção, ternura e solicitude que recebem os outros filhos."
Contracepção
O documento afirma que a grande maioria das pessoas não tem conhecimento dos "aspectos positivos" da Humanae vitae – a encíclica de Paulo VI que reitera a proibição da contracepção artificial.
"Na grande maioria das respostas recebidas evidencia-se como a avaliação moral dos diferentes métodos de regulação dos nascimentos é hoje entendida pela mentalidade comum como uma ingerência na vida íntima do casal e como um limite para a autonomia da consciência", explica-se.
Também se diz que os casais não costumam considerar o uso da contracepção como um pecado e como uma questão para a confissão (o oposto, no entanto, vale em relação ao aborto).
Humanae vitae, conclui o documento, deve ser mais conhecida nos cursos de preparação para o casamento.
Finalmente, como sinal de esperança, o documento aponta para o desejo continuado entre os jovens de se casarem e de começarem uma família.
Esse "revela-se como um verdadeiro sinal dos tempos, que pede para ser aproveitado como ocasião pastoral", afirma.
A Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre o tema "Desafios pastorais da família no contexto da evangelização" ocorre nos dias 5 a 19 de outubro e contará com a presença dos presidentes das conferências episcopais de todo o mundo. Uma Assembleia Geral Ordinária, com um maior número de bispos e participantes, ocorrerá um ano depois.
Revista The Tablet, 26-06-2014.

Liturgia Diária

DIA 1º DE JULHO - TERÇA-FEIRA

XIII SEMANA DO TEMPO COMUM
(VERDE – OFÍCIO DO DIA)

Antífona da entrada: Povos todos, aplaudi e aclamai a Deus com brados de alegria (Sl 46,2).
Oração do dia
Ó Deus, pela vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas brilhe em nossas vidas a luz da vossa verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Amós 3,1-8;4,11-12)
Leitura da profecia de Amós.
3 1 Ouvi, israelitas, o oráculo que o Senhor pronunciou contra vós, contra todo o povo, disse ele, que tirei do Egito.
2 Dentre todas as raças da terra só a vós conheço; por isso vos castigarei por todas as vossas iniqüidades.
3 Porventura caminharão juntos dois homens, se não tiverem chegado previamente a um acordo?
4 Rugirá por acaso o leão na floresta, sem que tenha achado alguma presa? Gritará o leãozinho no covil, se não tiver apanhado alguma coisa?
5 Cairá o pardal no laço posto no solo, se a armadilha não estiver armada? Levantar-se-á da terra o laço sem ter apanhado alguma coisa?
6 Tocará o alarme na cidade sem que o povo se assuste? Virá uma calamidade sobre uma cidade sem que o Senhor a tenha disposto?
7 (Porque o Senhor Javé nada faz sem revelar seu segredo aos profetas, seus servos.)
8 O leão ruge, quem não temerá? O Senhor Javé fala: quem não profetizará?
11 Causei no meio de vós uma confusão semelhante ao cataclismo divino de Sodoma e de Gomorra; ficastes como um tição que se tira do fogo, mas não vos voltastes para mim - oráculo do Senhor.
12 Por isso, Israel, eis o que te infligirei; e porque te farei isso, prepara-te, Israel, para sair ao encontro de teu Deus!
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 5
Na vossa justiça guiai-me, Senhor! 

Não sois um Deus a quem agrade a iniqüidade,
não pode o mau morar convosco;
nem os ímpios poderão permanecer
perante os vossos olhos.

Detestais o que pratica a iniqüidade
e destruís o mentiroso.
Ó Senhor, abominais o sanguinário,
o perverso e enganador.

Eu, porém, por vossa graça generosa,
posso entrar em vossa casa.
E, voltado reverente ao vosso templo,
com respeito vos adoro.
Evangelho (Mateus 8,23-27)
Aleluia, aleluia, aleluia.
No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra (Sl 129,5). 


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
8 23 Jesus subiu a uma barca com seus discípulos.
24 De repente, desencadeou-se sobre o mar uma tempestade tão grande, que as ondas cobriam a barca. Ele, no entanto, dormia.
25 Os discípulos achegaram-se a ele e o acordaram, dizendo: “Senhor, salva-nos, nós perecemos!”
26 E Jesus perguntou: “Por que este medo, gente de pouca fé?” Então, levantando-se, deu ordens aos ventos e ao mar, e fez-se uma grande calmaria.
27 Admirados, diziam: “Quem é este homem a quem até os ventos e o mar obedecem?”
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
HOMENS FRACOS NA FÉ! 
A cena da tempestade acalmada retrata a vida do discípulo às voltas com as dificuldades e os desafios que sua opção comporta. Engana-se quem imagina poder seguir o Mestre Jesus na mais perfeita tranqüilidade, sem correr o risco de enfrentar perseguições e contrariedades. Nestas horas, é preciso recordar-se que ele está presente, sempre pronto a impedir que seus discípulos venham a sucumbir.
Uma leitura simbólica do texto bíblico permite-nos tirar uma lição: entrar na barca com o Mestre, corresponde a "embarcar" na vida dele.
A barca simboliza a Igreja, comunidade dos que aderiram a Jesus, dispostos a partilhar sua missão e seu destino. A tempestade aponta para as grandes crises a que a Igreja é submetida, ao longo de sua existência, de forma a provar a autenticidade da fé dos discípulos. O grito desesperado dos discípulos assemelha-se à súplica constante da Igreja, carente de proteção: "Senhor, tem piedade de nós!" A bonança do mar aponta para a paz que só ele pode dar à sua Igreja. Uma paz, porém, não isenta de toda sorte de provações, pois, seguir Jesus é escolher um caminho arriscado e tormentoso.
Sem uma fé sólida, o discípulo não tem como perseverar no seguimento do Mestre. E sentir-se-á como se estivesse sempre a ponto de perecer. Só na fé encontrará força para continuar.

Oração 
Espírito que robustece a fé, dá-me uma fé firme, que não deixe temer as provações que a condição de discípulo comporta.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Sobre as oferendas
Ó Deus, que nos assegurais os frutos dos vossos sacramentos, concedei que o povo reunido para vos servir corresponda à santidade dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Bendize, ó minha alma, ao Senhor e todo meu ser, seu santo nome! (Sl 102,1).
Depois da comunhão
Ó Deus, o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, que oferecemos em sacrifício e recebemos em comunhão, nos transmitam uma vida nova, para que, unidos a vós pela caridade que não passa, possamos produzir frutos que permaneçam. Por Cristo, nosso Senhor.

Evangelho do Dia

Ano A - 01 de julho de 2014

Mateus 8,23-27

Aleluia, aleluia, aleluia.
No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra (Sl 129,5). 


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
8 23 Jesus subiu a uma barca com seus discípulos.
24 De repente, desencadeou-se sobre o mar uma tempestade tão grande, que as ondas cobriam a barca. Ele, no entanto, dormia.
25 Os discípulos achegaram-se a ele e o acordaram, dizendo: “Senhor, salva-nos, nós perecemos!”
26 E Jesus perguntou: “Por que este medo, gente de pouca fé?” Então, levantando-se, deu ordens aos ventos e ao mar, e fez-se uma grande calmaria.
27 Admirados, diziam: “Quem é este homem a quem até os ventos e o mar obedecem?”
Palavra da Salvação.

Comentário do Evangelho
HOMENS FRACOS NA FÉ! 
A cena da tempestade acalmada retrata a vida do discípulo às voltas com as dificuldades e os desafios que sua opção comporta. Engana-se quem imagina poder seguir o Mestre Jesus na mais perfeita tranqüilidade, sem correr o risco de enfrentar perseguições e contrariedades. Nestas horas, é preciso recordar-se que ele está presente, sempre pronto a impedir que seus discípulos venham a sucumbir.
Uma leitura simbólica do texto bíblico permite-nos tirar uma lição: entrar na barca com o Mestre, corresponde a "embarcar" na vida dele.
A barca simboliza a Igreja, comunidade dos que aderiram a Jesus, dispostos a partilhar sua missão e seu destino. A tempestade aponta para as grandes crises a que a Igreja é submetida, ao longo de sua existência, de forma a provar a autenticidade da fé dos discípulos. O grito desesperado dos discípulos assemelha-se à súplica constante da Igreja, carente de proteção: "Senhor, tem piedade de nós!" A bonança do mar aponta para a paz que só ele pode dar à sua Igreja. Uma paz, porém, não isenta de toda sorte de provações, pois, seguir Jesus é escolher um caminho arriscado e tormentoso.
Sem uma fé sólida, o discípulo não tem como perseverar no seguimento do Mestre. E sentir-se-á como se estivesse sempre a ponto de perecer. Só na fé encontrará força para continuar.

Oração 
Espírito que robustece a fé, dá-me uma fé firme, que não deixe temer as provações que a condição de discípulo comporta.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Leitura
Amós 3,1-8;4,11-12
Leitura da profecia de Amós.
3 1 Ouvi, israelitas, o oráculo que o Senhor pronunciou contra vós, contra todo o povo, disse ele, que tirei do Egito.
2 Dentre todas as raças da terra só a vós conheço; por isso vos castigarei por todas as vossas iniqüidades.
3 Porventura caminharão juntos dois homens, se não tiverem chegado previamente a um acordo?
4 Rugirá por acaso o leão na floresta, sem que tenha achado alguma presa? Gritará o leãozinho no covil, se não tiver apanhado alguma coisa?
5 Cairá o pardal no laço posto no solo, se a armadilha não estiver armada? Levantar-se-á da terra o laço sem ter apanhado alguma coisa?
6 Tocará o alarme na cidade sem que o povo se assuste? Virá uma calamidade sobre uma cidade sem que o Senhor a tenha disposto?
7 (Porque o Senhor Javé nada faz sem revelar seu segredo aos profetas, seus servos.)
8 O leão ruge, quem não temerá? O Senhor Javé fala: quem não profetizará?
11 Causei no meio de vós uma confusão semelhante ao cataclismo divino de Sodoma e de Gomorra; ficastes como um tição que se tira do fogo, mas não vos voltastes para mim - oráculo do Senhor.
12 Por isso, Israel, eis o que te infligirei; e porque te farei isso, prepara-te, Israel, para sair ao encontro de teu Deus!
Palavra do Senhor.
Salmo 5
Na vossa justiça guiai-me, Senhor! 

Não sois um Deus a quem agrade a iniqüidade,
não pode o mau morar convosco;
nem os ímpios poderão permanecer
perante os vossos olhos.

Detestais o que pratica a iniqüidade
e destruís o mentiroso.
Ó Senhor, abominais o sanguinário,
o perverso e enganador.

Eu, porém, por vossa graça generosa,
posso entrar em vossa casa.
E, voltado reverente ao vosso templo,
com respeito vos adoro.
Oração
Ó Deus, pela vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas brilhe em nossas vidas a luz da vossa verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.