quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Liturgia Diária

DIA 9 DE OUTUBRO - QUINTA-FEIRA

XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM *
(VERDE – OFÍCIO DO DIA)

Antífona da entrada: Senhor, tudo está em vosso poder e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós fizestes todas as coisas: o céu, a terra e tudo o que eles contêm; sois o Deus do universo! (Est 1,9ss)
Oração do dia
Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis, no vosso imenso amor de Pai, mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a nossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Gálatas 3,1-5)
Leitura da carta de São Paulo aos Gálatas.
3 1 Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou a vós, ante cujos olhos foi apresentada a imagem de Jesus Cristo crucificado?
2 Apenas isto quero saber de vós: recebestes o Espírito pelas práticas da lei ou pela aceitação da fé?
3 Sois assim tão levianos? Depois de terdes começado pelo Espírito, quereis agora acabar pela carne?
4 Ter feito tais experiências em vão! Se é que foi em vão!
5 Aquele que vos dá o Espírito e realiza milagres entre vós, acaso o faz pela prática da lei, ou pela aceitação da fé?
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial Lc 1
Bendito seja o Senhor Deus de Israel, 
Porque a seu povo visitou e libertou! 

Fez surgir um poderoso salvador
Na casa de Davi, seu servidor,
Como falara pela boca de seus santos,
Os profetas desde os tempos mais antigos.

Para salvar-nos do poder dos inimigos
E da mão de todos quantos nos odeiam.
Assim mostrou misericórdia a nossos pais,
Recordando a sua aliança.

E o juramento a Abraão, o nosso pai,
De conceder-nos que, libertos do inimigo,
A ele nós sirvamos sem temor,
Em santidade e em justiça diante dele,
Enquanto perdurarem nossos dias.
Evangelho (Lucas 11,5-13)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Abri-nos, ó Senhor, o coração para ouvirmos a palavra de Jesus! (At 16,14)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 11 5 disse Jesus aos seus discípulos: "Se alguém de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães,
6 pois um amigo meu acaba de chegar à minha casa, de uma viagem, e não tenho nada para lhe oferecer’;
7 e se ele responder lá de dentro: ‘Não me incomodes; a porta já está fechada, meus filhos e eu estamos deitados; não posso levantar-me para te dar os pães’;
8 eu vos digo: no caso de não se levantar para lhe dar os pães por ser seu amigo, certamente por causa da sua importunação se levantará e lhe dará quantos pães necessitar.
9 E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.
10 Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá.
11 Se um filho pedir um pão, qual o pai entre vós que lhe dará uma pedra? Se ele pedir um peixe, acaso lhe dará uma serpente?
12 Ou se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á porventura um escorpião?
13 Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem".
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
A ORAÇÃO CONFIANTE
O modo como a pessoa reza depende da imagem de Deus que traz no coração. Quanto mais correta for esta imagem, mais disposição terá para a oração, e mais confiante e perseverante esta será.
A primeira parábola ensina como a pessoa de fé sabe a quem recorrer, sem se importar com as circunstâncias. Aquele que crê, tem absoluta certeza de ser atendido, mesmo devendo esperar.
Jesus apresenta o Pai como quem jamais decepciona aos que recorrem a ele. Ao pedir, a pessoa recebe; ao buscar, encontra; ao bater, abre-se-lhe a porta. De maneira nenhuma, existe frustração.
É próprio do Pai manifestar seu imenso amor a todos os seus filhos. Da comparação com o modo de agir dos pais da Terra, deduz-se a atitude do Pai do Céu. Se um pai, por pior que seja, jamais frustra as expectativas de seu filho, dando-lhe coisas ruíns, quando lhe pede coisas boas, quanto mais o fará Pai celeste!
Jesus indica qual é o dom principal que devemos pedir ao Pai: o Espírito Santo. E quem se dirige a ele, pedindo esse dom, pode estar certo de que será atendido. A bondade do Pai é insuperável. Jamais um ser humano poderá superar sua misericórdia.

Oração
Espírito de confiança em Deus, dá-me a graça de perseverar na oração, certo de que o Pai atenderá, com bondade, os meus anseios profundos.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Sobre as oferendas
Acolhei, ó Deus, nós vos pedimos, o sacrifício que instituístes e, pelos mistérios que celebramos em vossa honra, completai a santificação dos que salvastes. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Bom é o Senhor para quem confia nele, para aquele que o procura (Lm 3,25).
Depois da comunhão
Possamos, ó Deus onipotente, saciar-nos do pão celeste e inebriar-nos do vinho sagrado, para que sejamos transformados naquele que agora recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.


MEMÓRIA FACULTATIVA

SÃO DIONÍSIO
(BRANCO – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

Oração do dia: Ó Deus, que mandastes são Dionísio e seus companheiros anunciar aos gentios a vossa glória e os fortalecestes no martírio, concedei que, seguindo seu exemplo, saibamos nos desprender das glórias do mundo sem temer as suas ciladas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Sobre as oferendas: Recebei, Pai santo, as nossas oferendas na comemoração dos vossos santos mártires e dai-nos a graça de não vacilar ao proclamarmos nossa fé. Por Cristo, nosso Senhor.
Depois da comunhão: Ó Deus, que, de modo admirável, manifestastes em vossos mártires o mistério da cruz, concedei que, fortalecidos por este sacrifício, possamos seguir fielmente a Cristo e participar na Igreja da obra de salvação. Por Cristo, nosso Senhor.
Santo do Dia / Comemoração (SÃO DIONÍSIO):
O santo Dionísio, popularmente conhecido como o são Dênis de Paris, que é comemorado neste dia, foi durante muito tempo venerado como único padroeiro de França, até surgir santa Joana d'Arc para dividir com ele a grande devoção cristã do povo daquele país. De origem italiana, ele era um jovem missionário enviado pelo papa Fabiano para evangelizar a antiga Gália do norte no ano 250, portanto no século III. Formou, então, a primeira comunidade católica em Lutécia, atual Paris, sendo eleito o seu primeiro bispo. Alguns anos depois, teria sofrido o martírio, sendo decapitado no local hoje conhecido como Montmartre, isto é, "Colina do Mártir". Ao lado do bispo Dênis, o sacerdote Rústico e o diácono Eleutério, seus companheiros, também testemunharam sua fé cristã. Sobre o seu túmulo em Montmartre, mais tarde, foi edificada uma basílica, junto à qual, no ano 630, o rei Dagoberto fundou uma abadia. Até esses monges acabaram sofrendo com o efeito de uma enorme confusão que se fez entre este mártir e outros dois Dionísios: o Areopagita, discípulo de são Paulo, e o célebre escritor de Alexandria. Mas esses religiosos foram citados indevidamente. A estranha e rebuscada confusão que se fez em torno da figura do santo bispo Dênis envolvia nitidamente essas três figuras distintas, que viveram em épocas diferentes, mas que foram unidas num único personagem, o santo celebrado hoje. Contava-se que o mártir original, ou seja, o bispo Dênis de Paris, foi enviado à Gália francesa pelo papa são Clemente I no fim do século I. Por isso ele começou a ser identificado com a figura de Dionísio Areopagita, discípulo do apóstolo Paulo, comemorado no dia 3 de outubro. Por isso, também, passou a ser confundido com um homônimo da Alexandria, autor de uma famosa coletânea de escritos místicos, que desde o século V vinha sendo erroneamente atribuída ao discípulo Areopagita. Não bastasse toda essa confusão, são Dionísio, ou Dênis, segue sendo aclamado pela mais antiga tradição cristã francesa, que o venera como um mártir cefalóforo, ou seja, carregador de cabeça. E assim ele chegou aos nossos dias sendo o bispo mártir que havia carregado a própria cabeça decepada até o local onde deveria ser enterrado. No caso, a Abadia de Saint-Denis, em Paris, local onde, tradicionalmente, todos os reis da França foram enterrados.

Evangelho do Dia

Ano A - 09 de outubro de 2014

Lucas 11,5-13

Aleluia, aleluia, aleluia.
Abri-nos, ó Senhor, o coração para ouvirmos a palavra de Jesus! (At 16,14)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 11 5 disse Jesus aos seus discípulos: "Se alguém de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães,
6 pois um amigo meu acaba de chegar à minha casa, de uma viagem, e não tenho nada para lhe oferecer’;
7 e se ele responder lá de dentro: ‘Não me incomodes; a porta já está fechada, meus filhos e eu estamos deitados; não posso levantar-me para te dar os pães’;
8 eu vos digo: no caso de não se levantar para lhe dar os pães por ser seu amigo, certamente por causa da sua importunação se levantará e lhe dará quantos pães necessitar.
9 E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.
10 Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá.
11 Se um filho pedir um pão, qual o pai entre vós que lhe dará uma pedra? Se ele pedir um peixe, acaso lhe dará uma serpente?
12 Ou se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á porventura um escorpião?
13 Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem".
Palavra da Salvação.

Comentário do Evangelho
A ORAÇÃO CONFIANTE
O modo como a pessoa reza depende da imagem de Deus que traz no coração. Quanto mais correta for esta imagem, mais disposição terá para a oração, e mais confiante e perseverante esta será.
A primeira parábola ensina como a pessoa de fé sabe a quem recorrer, sem se importar com as circunstâncias. Aquele que crê, tem absoluta certeza de ser atendido, mesmo devendo esperar.
Jesus apresenta o Pai como quem jamais decepciona aos que recorrem a ele. Ao pedir, a pessoa recebe; ao buscar, encontra; ao bater, abre-se-lhe a porta. De maneira nenhuma, existe frustração.
É próprio do Pai manifestar seu imenso amor a todos os seus filhos. Da comparação com o modo de agir dos pais da Terra, deduz-se a atitude do Pai do Céu. Se um pai, por pior que seja, jamais frustra as expectativas de seu filho, dando-lhe coisas ruíns, quando lhe pede coisas boas, quanto mais o fará Pai celeste!
Jesus indica qual é o dom principal que devemos pedir ao Pai: o Espírito Santo. E quem se dirige a ele, pedindo esse dom, pode estar certo de que será atendido. A bondade do Pai é insuperável. Jamais um ser humano poderá superar sua misericórdia.

Oração
Espírito de confiança em Deus, dá-me a graça de perseverar na oração, certo de que o Pai atenderá, com bondade, os meus anseios profundos.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Leitura
Gálatas 3,1-5
Leitura da carta de São Paulo aos Gálatas.
3 1 Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou a vós, ante cujos olhos foi apresentada a imagem de Jesus Cristo crucificado?
2 Apenas isto quero saber de vós: recebestes o Espírito pelas práticas da lei ou pela aceitação da fé?
3 Sois assim tão levianos? Depois de terdes começado pelo Espírito, quereis agora acabar pela carne?
4 Ter feito tais experiências em vão! Se é que foi em vão!
5 Aquele que vos dá o Espírito e realiza milagres entre vós, acaso o faz pela prática da lei, ou pela aceitação da fé?
Palavra do Senhor.
Salmo Lc 1
Bendito seja o Senhor Deus de Israel, 
Porque a seu povo visitou e libertou! 

Fez surgir um poderoso salvador
Na casa de Davi, seu servidor,
Como falara pela boca de seus santos,
Os profetas desde os tempos mais antigos.

Para salvar-nos do poder dos inimigos
E da mão de todos quantos nos odeiam.
Assim mostrou misericórdia a nossos pais,
Recordando a sua aliança.

E o juramento a Abraão, o nosso pai,
De conceder-nos que, libertos do inimigo,
A ele nós sirvamos sem temor,
Em santidade e em justiça diante dele,
Enquanto perdurarem nossos dias.
Oração
Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis, no vosso imenso amor de Pai, mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a nossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Comissão promove o 5º Encontro Arquidiocesano de Comunicação em novembro




33“A comunicação da Igreja no Brasil à luz do diretório de comunicação na era da cultura digital”. Este é o tema do 5º Encontro Arquidiocesano de Comunicação, que será realizado nos próximos dias 7 e 8 de novembro. O evento terá a assessoria dos membros da Comissão Episcopal para a Comunicação Social da CNBB, irmã Élide Fogolari e o padre Clóvis Andrade de Melo. O encontro acontecerá no Centro Pastoral Padre Romeu, na Paróquia da Torre.
A programação começa na sexta-feira, dia 7, às 19h com a apresentação em vídeo do Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil seguida de um debate. No sábado, o encontro terá início às 8h com um momento de oração e seguirá até as 18h.
Durante todo o dia, os assessores se revezarão em apresentações temáticas que são abordadas pelo documento aprovado neste ano pela CNBB. Os temas vão desde a espiritualidade do comunicador à missão da Pastoral da Comunicação (Pascom) na Igreja, passando pela integração da Pascom com outras pastorais como a catequese e a liturgia.
InscriçõesPara participar do encontro, os interessados deverão se inscrever e garantir uma das vagas. As fichas de inscrição estão disponíveis na sede da Cúria Metropolitana, no bairro das Graças, Zona Norte do Recife. Até o dia 31 deste mês, os coordenadores da Pascom nos vicariatos realizarão mutirão de inscrições. A taxa custa R$ 10 e dará direito a lanche, almoço e material didático.
Diretóriodiretrio-1O Documento número 99 da CNBB é composto por dez capítulos, que tratam dos diferentes conteúdos da comunicação, são eles: 1. Comunicação e Igreja no mundo em mudanças, 2. Teologia da Comunicação, 3. Comunicação e vivência da fé, 5, Ética e Comunicação, 6. O protagonismo dos leigos na comunicação evangelizadora, 7. A Igreja e mídia, 8. Igreja e mídias digitais, 9. Políticas de comunicação e 10. Comunicação na Igreja: a atuação da Pascom. Em cada capítulo, além das reflexões apresentadas, são oferecidas pistas de ação para a formação, articulação, produção e espiritualidade da comunicação.
O Diretório é destinado aos responsáveis que atuam na comunicação eclesial e nas relações com a sociedade. O texto oferece conteúdos com referenciais comunicacionais, sociológicos, éticos, políticos, teológicos e pastorais.
Serviço5º Encontro Arquidiocesano de ComunicaçãoTema: “A comunicação da Igreja no Brasil à luz do diretório de comunicação na era da cultura digital”
Data: 7 e 8 de novembro
Local: Centro Pastoral Padre Romeu, Praça da Torre
Inscrições: Cúria Metropolitana – Av. Rui Barbosa, 409, Graças
Taxa de inscrição: R$ 10
Informações: 3453.4958 / 3271.4270

Da Assessoria de Comunicação AOR

Informação

A Paróquia Nossa Senhora das Candeias informa que o Encontro de Noivos aqui na Matriz que estava agendado para o próximo dia 26 de outubro (domingo) foi antecipado para o sábado, dia 25, por motivo das eleições do 2º Turno. Portanto  o encontro começará a partir das 14 horas do sábado dia 25 de outubro, até às 21 horas.

O que esperar do Sínodo sobre a família?


Pelas colaborações que já chegaram ao Vaticano, fica evidente a importância da família no mundo contemporâneo.
Por Dom Murilo S.R. Krieger*

As últimas décadas viram renascer na Igreja a realização periódica de sínodos – assembleias de bispos de todo o mundo, presididas pelo papa. Os bispos se reúnem para tratar de assuntos ou problemas concernentes à Igreja universal. Das propostas de um sínodo nasce uma “exortação apostólica”, que passa a iluminar a ação pastoral de dioceses e fieis.

Em outubro do ano passado, o papa Francisco convocou uma Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, com o tema: “Os desafios pastorais da família, no contexto da evangelização”. Ela será realizada em duas etapas: a primeira, que começou nesta terça-feira (7), no Vaticano, avaliará e aprofundará os dados e as sugestões recebidas do mundo todo, em relação ao tema proposto. A segunda, em 2015, com um maior número de participantes, refletirá sobre as temáticas então abordadas, para elaborar uma lista de proposições.

Pelas colaborações e propostas que já chegaram ao Vaticano, de todas as partes do mundo, ficaram evidentes tanto a importância da família como as dificuldades que ela enfrenta, especialmente por causa do contraste entre os valores propostos pela Igreja a respeito do matrimônio e da família, e a situação social e cultural diversificada em todo o planeta. Nossa sociedade é dominada por uma cultura hedonista, relativista, materialista e individualista. Espalham-se concepções que levam a uma excessiva liberalização dos costumes e a uma fragilidade das relações interpessoais. É comum a rejeição de escolhas definitivas, passando a dominar a cultura do descarte e do provisório.

Recentemente, o papa Francisco lembrou uma observação do apóstolo Paulo aos cristãos de Roma: "Não vos conformeis com este mundo, mas deixai-vos transformar, renovando o vosso modo de pensar, para poder discernir a vontade de Deus” (Rm 12,2). Vivemos no mundo totalmente inseridos na realidade social e cultural do nosso tempo, e com razão; mas isso traz o risco de que nos tornemos "mundanos", o risco de que "o sal perca o sabor", como diria Jesus, ou seja, perca a novidade que lhe vem do Senhor e do Espírito Santo. Em vez disso, deveria ser o contrário: quando nos cristãos permanece viva a força do Evangelho, essa força pode transformar os critérios de juízo, os valores determinantes, os pontos de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida” (31.08.14).

O questionário em preparação ao Sínodo procurou colher elementos para a revitalização da família. Das sugestões que constam no “instrumento de trabalho”, que servirá de base para os debates, destaco as seguintes: buscar novas formas de transmitir os ensinamentos da Igreja sobre o matrimônio e a família; renovar nossa linguagem sobre a família, particularmente sobre o conceito de “lei natural”, para tornar os valores do Evangelho compreensíveis aos nossos contemporâneos; promover uma pastoral capaz de estimular a participação da família na sociedade; insistir no envolvimento do pai e da mãe, tanto na educação dos filhos como nos trabalhos domésticos; ressaltar a importância da oração em família, a leitura comum da Escritura, a bênção da mesa, a recitação do Rosário, a participação familiar na vida sacramental, na Eucaristia dominical e nos sacramentos da iniciação cristã, a vivência do sacramento da reconciliação e a devoção mariana; ocupar-se das famílias que vivem situações de crise e de “stress”; incentivar a participação da família em movimentos e associações; valorizar a preparação dos noivos; acompanhar os separados, divorciados e divorciados recasados, pois sofrem por não poderem se confessar e comungar, por não compreederem as razões da Igreja para essa proibição; dar as razões para a não aceitação, por parte da Igreja, de uniões entre pessoas do mesmo sexo etc.

Como podem perceber, esse Sínodo sobre a Família tem grandes desafios pela frente. Maior, portanto, é nossa obrigação de acompanhá-lo com orações, pois, como lembra o Salmista: “Se o Senhor não construir a casa, é inútil o cansaço dos pedreiros” (Sl 127/126,1).
CNBB, 07-10-2014.
*Dom Murilo S.R. Krieger é arcebispo de São Salvador da Bahia (BA) e Primaz do Brasil.

Outubro: a Mãe acolhe e reenvia!


'Há mais felicidade em dar do que em receber' (At 20,35)
Por Domingos Sávio da Silva*

Em sua singela Imagem, a Mãe Aparecida sempre nos cativa o olhar, o coração. Mas, na Novena e Festa, a cada ano, é quase uma atração mágica: o sonho de todos é estar pessoalmente em seu Santuário. Se nos for impossível, não nos desgrudamos d’Ela pela Televisão, Rádio ou Internet.

É gratificante celebrar a quem amamos! E nós A amamos! É a Mãe, que nos dá emergir, brotar para a vida da graça! Somos, existimos, aqui estamos porque o Criador Onipotente, podendo – por Si mesmo e sozinho – ter feito tudo e na máxima perfeição, quis não prescindir d’Ela, de Sua maternidade para nos chamar à Sua divina vida! Filhos de Deus, filhos de Maria como Jesus, Filho d’Ele e Filho d’Ela!

“Eis tua Mãe!” Sim, celebrá-La é reacender saudades imorredouras do primeiro sacrário que nos acolheu para a vida! Ela tão santa, tão de Deus desde a concepção, e com quanto amor nos acolheu, nos afagou a nós nascidos na sujeira, na condição mortal de pecadores! E com quanto amor, sempre acreditou em nós, salvos por Seu Filho! Por piores que estivéssemos sendo, sempre confiou em que podíamos um dia deixar de ser joio e nos tornar trigo nos celeiros do Pai! De fermentados pela maldade, um dia sermos sal da terra!

Novena e Festa, tempo de nos redescobrirmos pecadores, como novas espadas a traspassar o coração da Mãe! Novo sangramento que, porém, nos faz embeber de Seu amor! Tempo de reacreditarmos que nossa vida é outra, que pode ser outra, que, quais filhos Seus e à Sua semelhança, podemos igualmente ser santos!

Padroeira e Rainha! Então, Alguém grande no Reino dos céus! E que, já na pequenez, na pobreza de Sua Imagem, ensina-nos o único caminho que nos leva a essa sublimidade: “Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve, e quem quiser ser o primeiro entre vós seja o escravo de todos” (Mc 10,43b-44).

Um dia, alguns discípulos, impensadamente e embalados pela exultação da festa, quiseram perpetuar o júbilo: “É bom estarmos aqui...”! Certamente também nós, de bom gosto, perenizaríamos a Novena e Festa pelo ano todo, pela vida inteira. Contudo, Ela, a Serva, acolhe-nos na festa, mas igualmente nos reenvia para o dia a dia da família, da comunidade, da cidadania. Sim, é ali que trilhamos o desgastante caminho da grandeza no Reino. E, como toda mãe, sonha-nos e nos quer grandes como Si mesma, e cada vez maiores, príncipes ou princesas pelo serviço!

Como ninguém, a Mãe Aparecida, ao final da Novena e Festa, poderia reendereçar a nós esta verdadeira provocação ou desafio que São Paulo atribui ao próprio Jesus: “Há mais felicidade em dar do que em receber” (At 20,35). É bom estardes comigo, mas é incomparavelmente melhor partirdes para o campo da doação, da construção do Reino; fazei-vos grandes!

Também pela presença de vossos filhos bispos, vindos das mais diversas distâncias do Brasil, experimentai, ó Mãe, toda a nossa Pátria a vosso redor! E neles e em todos nós, vede representantes da inteira humanidade: sim, essa é a dimensão de vossa maternidade, da família que vosso Filho vos confiou!

E, neste ano, plantai no coração de todos, principalmente dos que mais sofrem, que a dor e até a morte têm sentido. E sentido até divino, redentor, se vividas nas pegadas de vosso Filho e nosso Irmão que viveu e divinizou também os mistérios dolorosos de nossa existência! Têm sentido se vividas por amor, se existe alguém por quem vivê-las e enfrentá-las.

Mãe, acolhei-nos em vossa Novena e Festa! Reenviai-nos fortalecidos na fé, na esperança, no amor serviçal para o dia a dia da vida! Fazei-nos grandes no Reino, como Vós, Amém!
A12, 04-10-2014.
*Domingos Sávio da Silva, C.Ss.R. é padre

Francisco entre favoritos a Nobel da Paz


Pontífice concorre a prêmio juntamente com Malala. Anúncio deve ser feito em 10 de outubro.
Oslo, Noruega - O comitê norueguês responsável pela entrega do Nobel irá anunciar na próxima sexta-feira (10), em evento em Oslo, o vencedor do prêmio da Paz. Entre o 278 nomes indicados, papa Francisco e a jovem ativista paquistanesa Malala Yousafzai estariam entre os principais candidatos ao reconhecimento. O ex-analista dos Serviços Secretos dos EUA Edward Snowden e o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, também concorrem ao prêmio.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, também foi considerado por conta de seu papel na tentativa de evitar uma ação militar contra o governo de Bashar al Assad, na Síria. Seu papel negativo diante da crise política na Ucrânia, no entanto, diminuiu suas chances de ganhar o Nobel.

 
SIR/ANSA