quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O que é Liturgia?

 - O que é Liturgia?   -   Informativo Litúrgico  Ano B  2015 -  pnsc.
   Paróquia  Nossa Senhora das Candeias -  31  Anos
Liturgia é a ação do Povo de Deus, reunido em Jesus Cristo, na comunhão do Espírito Santo.
É sempre uma celebração do Mistério Pascal, isto é, passagem da morte para a vida, através de sinais, gestos e palavras. A liturgia é ação de Cristo na Igreja.O ponto culminante de uma comunidade eclesial é a celebração comunitária, onde todos expressam sua fé comum; ouvem o mesmo Senhor, Salvador e Libertador; agradecem os favores de Deus; cantam as mesmas canções. Aí todos louvam a Deus e os laços do amor fortalecidos. Cresce a fraternidade e o Povo de Deus se reanima, sobretudo nos Sacramentos, para continuar a luta pela construção do Reino.

Nenhuma atividade pastoral pode realizar-se sem referencia à liturgia. Qualquer celebração tem sentido evangelizador e catequético. Toda ação pastoral terá como ponto de referencia a liturgia, na qual se celebra a memória e se proclama a atualidade do projeto de Jesus Cristo. (Conf. Doc. 38 —CNBB)

A celebração litúrgica, como a obra de Cristo Sacerdote, e da Igreja que é seu Corpo, é uma ação sagrada por excelência. Sua eficácia não é igualada por nenhuma outra ação da Igreja. (Conf. SC 7)
Quando falamos de liturgia, temos presente;
• A Missa ou Celebração Eucarística;
• Celebração dos Sacramentos (batismo, crisma, eucaristia, penitencia, unção dos enfermos, ordenação, matrimonio);
• A Celebração dos Sacramentais (bênçãos, encomendação dos mortos...)
• A Celebração da Palavra ou Culto;
• A Liturgia das Horas;
• O Ano Litúrgico.

A necessária organização litúrgica.

Todos sabemos que nenhuma atividade na comunidade funciona sem um mínimo de organização. A liturgia não foge desta nescessidade. Para que a dimensão celebrativa funcione bem. Para que haja participação de todos, se faz necessário que alguém, uma equipe pense, planeje, prepare com carinho e dedicação.

As celebrações das comunidades, das paróquias e das Dioceses precisam de um grupo de pessoas, de uma equipe ou de várias equipes que prestem esse serviço comunitário. O primeiro critério que esta equipe ou pessoas devem ter presente, é o "Querer Celebrar Bem". Celebrar de tal modo que favoreça a participação de todos os presentes.

O Grupo litúrgico de nossa Paróquia tem como objetivos norteadores os de:
Reunir e refletir melhor o verdadeiro sentido da liturgia em nossa paróquia;
Estudar e aprofundar os temas litúrgicos;
Aprimorar sempre nossas liturgias. 
E como objetivos específicos temos:
Formação de Ministros Proclamadores da Palavra;
Formar e animar equipes de Liturgia em cada pastoral;
Escolher cantos adequados ao tempo litúrgico;
Valorizar e resgatar nas celebrações os gestos de acolhida e de boas-vindas;
Promover curso de canto pastoral, Caminhar junto com a equipe de liturgia arquidiocesana;
Estudar documentos importantes da Igreja, tais como: constituição “Sacrosanctum Concilium”; Animação da Liturgia (CNBB) e outros;
Organizar um calendário paroquial de encontros de música sacra para todos os que estão envolvidos na liturgia da paróquia;

Despertar para a consciência da necessidade de uma liturgia inculturada;

Valorizar as festas de cunho religioso, devocional e popular.
   Pastoral Liturgica  pnsc.  Ano  B  2015.
  Você  é  nosso(a) convidado(a)   Participe;;

      Reunião  as  terças-feiras  as  19,30 h.

Os limites da liberdade de expressão


A convivência exige um clima de respeito mútuo para favorecer a paz.
Capa do Charlie Hebdo que traz imagem de Maomé: é preciso respeito.
Por Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena*

A liberdade de expressão é uma grande conquista da humanidade como também é a liberdade religiosa. A liberdade só é livre, se for colocada a respeito da dignidade humana. Muitos, atualmente, padecem violências e intolerâncias.

É doloroso constatar a crescente dificuldade de professar e exprimir livremente a própria religião sem pôr em risco a liberdade pessoal. Existem tantas formas silenciosas e sofisticadas de preconceito e oposição contra os cristãos e os símbolos religiosos. Os cristãos são, atualmente, o grupo religioso que padece o maior número de perseguições, devido à própria fé. Muitos suportam diariamente ofensas e vivem frequentemente em sobressalto por causa da sua procura da verdade, da sua fé em Jesus Cristo e do seu apelo sincero para que seja reconhecida a liberdade religiosa. Não se pode aceitar nada disso. Não se pode justificar a liberdade de expressão com ofensas à fé.

O direito à liberdade está radicado na própria dignidade da pessoa humana. Uma vontade, que se crê incapaz de procurar a verdade e o bem, não tem outras razões objetivas nem outros motivos para agir senão os impostos pelos seus interesses momentâneos e contingentes, não tem uma identidade a preservar e construir através de opções verdadeiramente livres e conscientes (cf. Bento XVI, Mensagem do Dia Mundial da Paz, 01.01.2011).

A liberdade é um bem fundamental e tem limites. Como bem afirmou o papa Francisco: “Todos têm não apenas o direito à liberdade de expressão, como também a obrigação de dizer o que pensam para ajudar o bem comum”. É “legítimo usar essa liberdade, mas sem ofender, sem impor, e nem matar”. “Não se pode matar em nome de Deus nem ofender a religião dos outros”. “Matar em nome de Deus é uma aberração”.

Toda pessoa deve poder exercer livremente o direito de professar e manifestar, individual ou comunitariamente, a própria religião ou a própria fé, tanto em público como privadamente, no ensino, nos costumes, nas publicações, no culto e na observância dos ritos. Não deveria encontrar obstáculos. E não se justifica qualquer ato que atente contra a dignidade humana. A convivência exige um clima de respeito mútuo para favorecer a paz.

Exigimos respeito quando estão em jogo a verdade ou a dignidade de uma experiência como a religiosa, que pertence à dimensão mais íntima e fundamental da pessoa humana. Formas de crítica exasperada ou de escárnio contra as religiões mostram uma falta de sensibilidade humana e pode constituir, em alguns casos, uma provocação inadmissível. Igualmente deploráveis são as ações violentas de protesto onde pessoas morrem, pessoas são assassinadas, prédios são incendiados e a lei da nação é desrespeitada. A violência nada tem a ver com Deus. Ele é amor.

É necessário colocar sempre, em primeiro lugar, o ser humano e seus direitos fundamentais, como o direito à vida, à assistência religiosa, à moradia, à saúde, às condições mínimas de higiene, ao trabalho, à segurança, contrasta fortemente com a nossa atualidade. Ao contrário, em nome do direito à liberdade de expressão, à liberdade religiosa e à não discriminação do semelhante, são praticados verdadeiros atentados a outros direitos humanos fundamentais. Que a liberdade de expressão e a liberdade religiosa sejam colocadas a serviço da dignidade humana.
CNBB, 21-01-2015.
*Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena é bispo de Guarabira (PB).

Evangelho do Dia

Ano B - 22 de janeiro de 2015

Marcos 3,7-12

Aleluia, aleluia, aleluia.
Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10). 


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
3 7 Jesus retirou-se com os seus discípulos para o mar, e seguia-o uma grande multidão, vinda da Galiléia.
8 E da Judéia, de Jerusalém, da Iduméia, do além-Jordão e dos arredores de Tiro e de Sidônia veio a ele uma grande multidão, ao ouvir o que ele fazia.
9 Ele ordenou a seus discípulos que lhe aprontassem uma barca, para que a multidão não o comprimisse.
10 Curou a muitos, de modo que todos os que padeciam de algum mal se arrojavam a ele para o tocar.
11 Quando os espíritos imundos o viam, prostravam-se diante dele e gritavam: Tu és o Filho de Deus!
12 Ele os proibia severamente que o dessem a conhecer.
Palavra da Salvação.

Comentário do Evangelho
ATRAÍDOS PELA AÇÃO DE JESUS
Para falar da atração exercida por Jesus, o Evangelho faz um elenco dos lugares de origem das multidões que assediavam o Mestre. Os locais mais próximos eram as cidades da Galiléia, especialmente as que ficavam à beira do lago. Este foi o palco privilegiado do ministério de Jesus. A fama de seus milagres e de seus ensinamentos deve ter chegado imediatamente aos ouvidos das populações daquela região. Até gente da capital da Judéia, Jerusalém, vinha ouvir o Mestre. Com que intenção?
Os judeus desprezavam os galileus. É bem possível que muitos tenham ido ver o galileu Jesus, movidos por preconceitos, quiçá com a intenção de "desmascará-lo". Também vinha gente do estrangeiro: da Iduméia, ao sul da Judéia, do outro lado do rio Jordão – a Transjordânia –, e das cidades fenícias de Tiro e Sídon. Todos estes lugares eram habitados por judeus que, sem dúvida, junto com estes pagãos também ficavam atraídos pelo que Jesus fazia.
O Mestre limitava-se a fazer o bem a todos, indistintamente. Ao se confrontar com a multidão, não fazia distinção de espécie alguma. Judeus ou pagãos, todos eram igualmente curados e libertados da opressão do mau espírito. Assim, o Reino de Deus deixava as marcas de sua eficácia na vida de todos que se aproximavam de Jesus. Excluía-se, apenas, quem a ele se dirigia com intenções escusas. O Mestre tinha o dom de fazer renascer no povo a vida e a esperança!

OraçãoPai, conduze-me ao teu filho Jesus, por meio do qual o Reino mostra sua eficácia em mim, fazendo a vida e a esperança renascerem em meu coração.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês) 
Leitura
Hebreus 7,25-8,6
Leitura da carta aos Hebreus.
Irmãos, 7 25 é por isso que a Jesus é possível levar a termo a salvação daqueles que por ele vão a Deus, porque vive sempre para interceder em seu favor.
26 Tal é, com efeito, o Pontífice que nos convinha: santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e elevado além dos céus, 27 que não tem necessidade, como os outros sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro pelos pecados próprios, depois pelos do povo; pois isto o fez de uma só vez para sempre, oferecendo-se a si mesmo. 28 Enquanto a lei elevava ao sacerdócio homens sujeitos às fraquezas, o juramento, que sucedeu à lei, constitui o Filho, que é eternamente perfeito.
8 1 O ponto essencial do que acabamos de dizer é este: temos um Sumo Sacerdote, que está sentado à direita do trono da Majestade divina nos céus, 2 Ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, erigido pelo Senhor, e não por homens.
3 Todo pontífice é constituído para oferecer dons e sacrifícios. Portanto, é necessário que ele tenha algo para oferecer. 4 Por conseguinte, se ele estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria, porque já existem aqui sacerdotes que têm a missão, de oferecer os dons prescritos pela lei. 5 O culto que estes celebram é, aliás, apenas a imagem, sombra das realidades celestiais, como foi revelado a Moisés quando estava para construir o tabernáculo: "Olha, foi-lhe dito, faze todas as coisas conforme o modelo que te foi mostrado no monte".
6 Ao nosso Sumo Sacerdote, entretanto, compete ministério tanto mais excelente quanto ele é mediador de uma aliança mais perfeita, selada por melhores promessas.
Palavra do Senhor.
Salmo 39/40
Eis que venho fazer, com prazer,
A vossa vontade, Senhor!


Sacrifício e oblação não quisestes,
Mas abristes, Senhor, meus ouvidos;
Não pedistes ofertas nem vítimas,
Holocaustos por nossos pecados,
E então eu vos disse: “Eis que Senhor!”

Sobre mim está escrito no livro:
“Com prazer faço a vossa vontade,
guardo em meu coração vossa lei!”

Boas novas de vossa justiça
Anunciei numa grande assembléia;
Vós sabeis: ao fechei os meus lábios!

Mas se alegre e em vós rejubile
Todo ser que vos busca, Senhor!
Digam sempre: “É grande o Senhor!”
Os que buscam em vós seu auxílio.
Oração
Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Liturgia Diária

DIA 22 DE JANEIRO - QUINTA-FEIRA

II SEMANA DO TEMPO COMUM *
(VERDE – OFÍCIO DO DIA)

Antífona de entrada:
Que toda a terra se prostre diante de vós, ó Deus, e cante louvores ao vosso nome, Deus altíssimo! (Sl 65,4)
Oração do dia
Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Hebreus 7,25-8,6)
Leitura da carta aos Hebreus. 
Irmãos, 7 25 é por isso que a Jesus é possível levar a termo a salvação daqueles que por ele vão a Deus, porque vive sempre para interceder em seu favor. 
26 Tal é, com efeito, o Pontífice que nos convinha: santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e elevado além dos céus, 27 que não tem necessidade, como os outros sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro pelos pecados próprios, depois pelos do povo; pois isto o fez de uma só vez para sempre, oferecendo-se a si mesmo. 28 Enquanto a lei elevava ao sacerdócio homens sujeitos às fraquezas, o juramento, que sucedeu à lei, constitui o Filho, que é eternamente perfeito. 
8 1 O ponto essencial do que acabamos de dizer é este: temos um Sumo Sacerdote, que está sentado à direita do trono da Majestade divina nos céus, 2 Ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, erigido pelo Senhor, e não por homens. 
3 Todo pontífice é constituído para oferecer dons e sacrifícios. Portanto, é necessário que ele tenha algo para oferecer. 4 Por conseguinte, se ele estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria, porque já existem aqui sacerdotes que têm a missão, de oferecer os dons prescritos pela lei. 5 O culto que estes celebram é, aliás, apenas a imagem, sombra das realidades celestiais, como foi revelado a Moisés quando estava para construir o tabernáculo: "Olha, foi-lhe dito, faze todas as coisas conforme o modelo que te foi mostrado no monte". 
6 Ao nosso Sumo Sacerdote, entretanto, compete ministério tanto mais excelente quanto ele é mediador de uma aliança mais perfeita, selada por melhores promessas. 
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 39/40
Eis que venho fazer, com prazer,
A vossa vontade, Senhor!

Sacrifício e oblação não quisestes,
Mas abristes, Senhor, meus ouvidos;
Não pedistes ofertas nem vítimas,
Holocaustos por nossos pecados,
E então eu vos disse: “Eis que Senhor!”

Sobre mim está escrito no livro:
“Com prazer faço a vossa vontade,
guardo em meu coração vossa lei!”

Boas novas de vossa justiça
Anunciei numa grande assembléia;
Vós sabeis: ao fechei os meus lábios!

Mas se alegre e em vós rejubile
Todo ser que vos busca, Senhor!
Digam sempre: “É grande o Senhor!”
Os que buscam em vós seu auxílio.
Evangelho (Marcos 3,7-12)
Aleluia, aleluia, aleluia. 
Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10). 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. 
3 7 Jesus retirou-se com os seus discípulos para o mar, e seguia-o uma grande multidão, vinda da Galiléia. 
8 E da Judéia, de Jerusalém, da Iduméia, do além-Jordão e dos arredores de Tiro e de Sidônia veio a ele uma grande multidão, ao ouvir o que ele fazia. 
9 Ele ordenou a seus discípulos que lhe aprontassem uma barca, para que a multidão não o comprimisse. 
10 Curou a muitos, de modo que todos os que padeciam de algum mal se arrojavam a ele para o tocar. 
11 Quando os espíritos imundos o viam, prostravam-se diante dele e gritavam: Tu és o Filho de Deus!
12 Ele os proibia severamente que o dessem a conhecer. 
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
ATRAÍDOS PELA AÇÃO DE JESUS
Para falar da atração exercida por Jesus, o Evangelho faz um elenco dos lugares de origem das multidões que assediavam o Mestre. Os locais mais próximos eram as cidades da Galiléia, especialmente as que ficavam à beira do lago. Este foi o palco privilegiado do ministério de Jesus. A fama de seus milagres e de seus ensinamentos deve ter chegado imediatamente aos ouvidos das populações daquela região. Até gente da capital da Judéia, Jerusalém, vinha ouvir o Mestre. Com que intenção? 
Os judeus desprezavam os galileus. É bem possível que muitos tenham ido ver o galileu Jesus, movidos por preconceitos, quiçá com a intenção de "desmascará-lo". Também vinha gente do estrangeiro: da Iduméia, ao sul da Judéia, do outro lado do rio Jordão – a Transjordânia –, e das cidades fenícias de Tiro e Sídon. Todos estes lugares eram habitados por judeus que, sem dúvida, junto com estes pagãos também ficavam atraídos pelo que Jesus fazia. 
O Mestre limitava-se a fazer o bem a todos, indistintamente. Ao se confrontar com a multidão, não fazia distinção de espécie alguma. Judeus ou pagãos, todos eram igualmente curados e libertados da opressão do mau espírito. Assim, o Reino de Deus deixava as marcas de sua eficácia na vida de todos que se aproximavam de Jesus. Excluía-se, apenas, quem a ele se dirigia com intenções escusas. O Mestre tinha o dom de fazer renascer no povo a vida e a esperança!

Oração
Pai, conduze-me ao teu filho Jesus, por meio do qual o Reino mostra sua eficácia em mim, fazendo a vida e a esperança renascerem em meu coração.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês) 
Sobre as oferendas
Concedei-nos, ó Deus, a graça de participar constantemente da eucaristia, pois, todas as vezes que celebramos este sacrifício, torna-se presente a nossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão:
Sabemos que Deus nos ama e cremos no seu amor (1Jo 4,16).
Depois da comunhão
Penetrai-nos, ó Deus, com o vosso Espírito de caridade, para que vivam unidos no vosso amor os que alimentais com o mesmo pão. Por Cristo, nosso Senhor.


MEMÓRIA FACULTATIVA

SÃO VICENTE 
(VERMELHO – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

Oração do dia:
Deus eterno e todo-poderoso, infundi em nossos corações o vosso Espírito, para que sejam fortalecidos pelo intenso amor que levou o diácono são Vicente a vencer os tormentos do martírio. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Sobre as oferendas:
Ó Deus de bondade, derramai a vossa bênção sobre estas oferendas e confirmai-nos na fé que são Vicente testemunhou, derramando seu sangue. Por Cristo, nosso Senhor.
Depois da comunhão:
Refeitos por esta eucaristia, concedei-nos, ó Deus, que, imitando a constância de são Vicente, possamos merecer um dia o prêmio da nossa paciência. Por Cristo, nosso Senhor.
Santo do Dia / Comemoração (SÃO VICENTE):
Vicente era natural de Huesca e pertencia a uma das mais distintas famílias da Espanha. Desde menino, foi entregue por seus pais à orientação do bispo Valério, de Saragoça, recebendo uma sólida formação religiosa e humana. Muito jovem ingressou na vida religiosa e logo foi ordenado diácono da Igreja. Depois, devido ao seu preparo intelectual e tendo o dom da palavra, foi escolhido para assistir o bispo, ficando encarregado do ministério da pregação do Evangelho. Isto porque o bispo, em virtude da idade avançada, já não tinha mais forças para exercer esta tarefa. Vicente desempenhou este cargo com total dignidade e, graças a eloqüência dos seus sermões e obras, obteve expressivos resultados para a Igreja convertendo à fé, grande número de pagãos. Neste período, iniciava a terrível perseguição decretada pelos imperadores romanos Diocleciano e Maximiano, no solo espanhol. Daciano, governador da província de Saragoça e Valência, querendo mostrar a sua lealdade e obediência aos decretos imperiais, mandou prender Valério e Vicente, ordenando que fossem levados para a prisão de Valência. Depois de processados foram condenados à morte, mas o governador mostrando uma certa clemência para o bispo muito idoso, mandou que fosse exilado. Entretanto reservou seu requinte de crueldade para Vicente, que foi barbaramente chicoteado e esfolado, tendo os nervos e músculos esmigalhados. Mas ele continuava vivo entoando hinos de louvor à Deus. Os carrascos ficaram tão espantados e assustados, que desistiram da tortura, e tiraram Vicente da cela quando então ele morreu. Era o ano 304. Segundo a tradição, Daciano mandou que seu corpo fosse atirado num terreno pantanoso, para que os animais pudessem devorá-lo, mas acabou protegido por um corvo enorme, que não permitiu que seus restos fossem tocados. Por isto, transtornado o governador mandou que o jogassem ao mar, com uma grande pedra amarrada no pescoço. O corpo de Vicente não afundou. O Senhor o conduziu à praia, onde os fiéis o recolheram e sepultaram fora dos muros da cidade de Valência. Neste lugar foi construída a belíssima Basílica dedicada à ele e que guarda suas relíquias até hoje. São Vicente, diácono, é o mártir mais célebre da Espanha e Portugal. Um século após o seu testemunho da fé no Cristo, Santo Agostinho, doutor da Igreja, lhe dedicava todos os anos neste dia uma missa. Por este motivo a Igreja manteve a sua festa nesta data.  

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

EQUIPE DE MINISTROS PROCLAMADORES DA PALAVRA

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DAS CANDEIAS
EQUIPE DE MINISTROS PROCLAMADORES DA PALAVRA.   2015   ANO  B.
         
MATRIZ.


CARLOS RENATO C. FIQUENE                                      3469.1587/ 8778.7359
EULINA M B COUTO                                                                            3469.1973
GLORRIA LUCIA  LYRA                                                    3469.9233/ 9167.1627
JANE NEVES                                                                                        9158.1513
MARINA CARLOS ARAUJO                                              3469.0525/ 9982.3167
SONIA MARINA P. SOUZA                                              3468.0620 / 9904.1302
WALDEMIR NORONHA  (VAVÁ)                                      3093.6774/ 9913.7706
ALVARO HENRIQUE FERNANDES                                 3093.5349/ 9922.8039
ANGELA  CARRIJO                                                          3468.5349 / 8745.6196
DULSANDRA BRAYNER                                                  3093.4533/ 9943.9714
EDNA SILVA ARAGÃO                                                     3469.0321/ 8712.9570
JOSE EDVALDO SILVA                                                    3469.9768 /8729.6322
MARIA DE LOURDES LYRA                                             3361.1187 /9205.8974
MARIA DA NEVES                                                            3469.2296/ 9688.6442
MAURO ALVES ARAUJO                                                 3469.9102/ 9858.0141
ALEXANDRA  PATRICIA                                                  3469.5202 /9961.0011
DIVA CARRIJO                                                                                     3473.4601
JOSEFA  ZULEIDE                                                            3469.6355/ 9142.9738
PAULO TENÓRIO                                                                                9975.0822
ROSA MARIA GONÇALVES                                             3473.0875 /8544.5704
TELMA SILVA BARBOSA                                                                    8830.2728
TEREZA MARIA LUCENA                                               3094.2588 / 9977.6565
JOSE SANTOS                                                                  9998-3308/ 3469.7777
LADEJANE GUERRA                                                                           3474.3745                 
MARCIO FEITOSA                                                                               9993-0707

   SANTO ANTONIO DE BARRA DA JANGADA.

AURENICE ELIAS DE SOUZA                                         3428.0720 / 8820.5233
CARLA MARIA ELIAS DE SOUZA                                    8741.7315/ 9489.1204
JOSE CARLOS DOS SANTOS                                         3479.5756/ 8631.8115
MARIA DAS GRAÇAS SILVA                                             3473.1958/8577.5010
ESDNA CAMPOS  SILVA                                                 3468.1545 / 9672.7096
FANTINA MARIA SILVA                                                    3478.7051/ 8750.3723
GERCINA DANTAS                                                           3478.6163/ 9247.7563
SEVERINA NEVES (NININHA)                                          8564.8485/9930.0374
JOAO CLAUDIO B. COSTA                                              8650.7008/ 3093.1003
JOSEFA GOMES NASCIMENTO                                      3469.7194/ 8716.5384
JULIANA DE ANDRADE TORRES jatgarrafinha@yahoo.com.br       9780.3692
LEDUINA SOARES COSTA                                                                 8649.4852
MARIA LINDINALVA SILVA                                              3469.6357/ 8583.3847
MARIA SOCORRO C. SILVA                                                               8604.9410
SEVRINA ROLIM  R  SILVA                                              3478.7046/8822.2415

   SÃO VICENTE  DE  PAULO.

ALAN PRISCILO                                                                3469.3175 /9507.0370
MARIA FATINA P. SILVA                                                   3469.9004/8799.5967
NILMA MOTA SANTIAGO                                                                    9223.5865
 DANIELVA GONZAGA                                                                        9837.2771

   SENHORA RAINHA.

BEATRIZ LEONCIO FEITOSA                                           9998.6290/8830.8810
MARCIA CRISTINA LEMOS                                                                 9298.8825
MARCIO FEITOSA                                                                               9993.0707
MARIA HELENA SANTOS                                                3469.1213/ 8614.0822
MARLUCE ALMEIDA SILVA                                              3473.4594/8789.4792
RAFAEL L. SILVA                                                               9797.6790/9998.6290

    PASTORAL LITÚRGICA, PAROQUIA NOSSA SENHORA DAS CANDEIAS
REUNIÃO AS TERÇAS-FEIRAS, AS 19.30 HORAS
 ANO B 2015
   VOCÊ É NOSSO (A) CONVIDADO (A).

A semana mais animadora de Francisco


A liberdade que gostamos de reivindicar é diferente da liberdade que é nossa como filhos de Deus.
Por Michael Sean Winters*O nosso notável papa há pouco terminou aquela que provavelmente foi a semana mais animadora de seu papado. As multidões no Sri Lanka e nas Filipinas bateram recordes, mas isso não é nada. O que mais surpreende é que ele mostrou os seus instintos pastorais em países que lhe eram completamente desconhecidos, e o fez com destreza e coragem. Hoje, gostaria de comentar sobre duas coisas que ele disse, e uma que ele não disse, que mostram por que este papa não só é tão querido e popular, mas também tão animador.
Não deve ser surpresa que o papa tenha falado e gesticulado a respeito dos pobres. A sua visita a um bairro carente foi algo que apenas ficamos sabendo depois que aconteceu. As imagens de seu encontro com crianças de rua num abrigo próximo da Catedral, em Manila, tocou a todos. Dirigindo-se aos jovens em Manila, e comentando sobre a leitura do Evangelho relativo a um jovem que caminha triste, o Santo Padre disse:
Vocês carecem de uma coisa. Convertam-se em mendigos. É disto que vocês carecem ainda. Aprendam a mendigar. Não é fácil compreender. Aprender como mendigar. Aprender como receber com humildade. Aprender a ser evangelizado pelos pobres, por aqueles que ajudamos, pelos doentes, órfãos, (porque) eles têm muito que nos ensinar. Eu aprendi a mendigar? Ou serei eu autossuficiente? Penso eu que não preciso de nada? Vocês sabem que vocês também são pobres? Você conhece a sua própria pobreza e a sua própria necessidade de receber? Vocês se deixam ser evangelizados por aqueles a quem servem? É isto o que os ajuda a amadurecer o seu compromisso de doar-se aos outros. Aprender como abrir a mão de sua própria pobreza”.
Aqui vemos a articulação mais forte de como ele enxerga a missão da Igreja para com os pobres:  não se trata apenas de ajudá-los nas circunstâncias materiais da vida. Não somos “bonistas” que acontecem de ir à missa. Precisamos dos pobres porque eles irão nos evangelizar. Não tenho certeza se saberia do que ele estava falando, exceto por um incidente em minha própria vida ocorrido há alguns anos. A minha companheira perguntou se nós poderíamos receber em nossa casa com um amigo que havia perdido o emprego e que também estava perdendo o apartamento. Eu conhecia esta pessoa e sabia que ela tinha se envolvido com drogas, então a única condição que coloquei foi que este amigo não trouxesse nenhuma droga para dentro de casa. Ele concordou. Mas, obviamente, algumas semanas depois, lá estava um punhado de drogas no canto do banheiro. O confrontei. Expliquei por que achei isso intolerável e ele pediu desculpas, mas o tempo todo ele se mostrava mais interessado em usar mais drogas, e não no que eu estava dizendo.
Neste encontro, percebi quão desesperador deve ser estar nesta situação como a dele, tão escravizado, não pelas drogas mas por minhas atitudes, meus comprometimentos, os meus afazeres. Não pude dizer, ao final da nossa conversa, o que pretendi falar: “Se isto acontecer de novo, terei de pedir que você saia”. Não pude fazer isso. Como ameaçar alguém assim, alguém nestas condições tão frágeis, simplesmente porque ele não consegue se conformar com minhas regras. Confesso, não me senti nada bem com a situação. Mas levar uma vida cristã não é se sentir bem, é? O Santo Padre falou contra a “colonização ideológica”. E, para muitos leitores do National Catholic Reporter, este foi o seu comentário mais bem acertado. Ele falou da “ameaça” de se redefinir o matrimônio e de não se estar aberto à vida. O Papa Francisco disse:
Enquanto muitas pessoas vivem em pobreza extrema, outras caem nas malhas do materialismo e de estilos de vida que abolem a vida familiar e as exigências mais fundamentais da moral cristã. A família está ameaçada também pelos crescentes esforços de alguns em redefinir a própria instituição do matrimônio mediante o relativismo, a cultura do efêmero, a falta de abertura à vida”.
Creio que o papa acertou na ordem: primeiro a pobreza, depois o materialismo, e então uma cultura que está imbuída com um tipo de ideias iluministas que, quando introduzidos em nossa compreensão de família, se tornam grandemente destrutivas.
Nos EUA, com o seu alto grau de divórcio, os debates sobre a redefinição do casamento civil para incluir os casais homoafetivos sendo uma ameaça civilizacional, me parecem exagerados. Faz bastante tempo desde que a nossa cultura estadunidense queria dizer por casamento aquilo que a Igreja quer dizer pelo termo matrimônio. Numa cultura mais tradicional como a das Filipinas, não tenho certeza de como questões como esta irão se desenrolar. Mas é surpreendente ver pessoas em estado de choque porque o papa ensina o que a Igreja o que ela sempre ensinou, e algo que, a até quinze anos atrás, nem mesmo a comunidade LGBT estava falando a respeito.
Continuo a acreditar que, com este papa, a mensagem da encíclica Humanae Vitae, com a sua advertência contra se ver a vida humana como algo a ser manipulado – e, portanto, algo não mais visto como um dom –, continua sendo profundamente verdadeira, mesmo se, nas circunstancias da vida dos parceiros, eles não se encontram em busca de formas para estar “aberto à vida” através da procriação. Não consegui encontrar o artigo nesta manhã, mas vi alguém contrastar o gentio, bondoso Papa Francisco com o maldoso e velho Papa Paulo II, porque Francisco disse que este ensinamento sobre a abertura à vida deve ser lidado de uma maneira pastoral, considerando a situação de cada casal. É claro que Francisco estava se referindo a Paulo II nesta passagem. Direi, repetidas vezes, até meus últimos dias: quando a história do século XX for escrita, Paulo VI será reconhecido como o maior papa do período.
Volto à “colonização ideológica”. Todos sabemos que o nosso governo e várias agências da ONU tentam fazer com que outros países adotem os nossos padrões quanto a assuntos como controle de natalidade, e em breve sobre o casamento homoafetivo, como uma condição para receber ajuda. É bastante irônico que os países com grandes emissões de gás carbônico como os EUA estejam dizendo, aos países com relativamente baixos níveis de emissão do mesmo gás, que os índices de suas populações são um problema. Isto põe de volta a questão do imperialismo. Porém, penso que qualquer pessoa minimamente coerente, de esquerda ou direita, pode reconhecer que a herança do iluminismo é uma colcha de retalhos e que as sociedades tradicionais estão dentro de seus direitos de resistir esta herança. Ontem, na missa, ouvimos durante a leitura de Coríntios:
Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?
Não poderíamos melhor resumir a postura ideológica subjacente do iluminismo do que render-se ao “vós sois de vós mesmos”. Mas como católicos, não somos de nós mesmos. Esta tensão entre os ideais iluministas e a nossa imaginação católica é delicada, às vezes capaz de frutificar em ambos os lados, mas sempre existindo esta dificuldade: a liberdade que nós ocidentais gostamos de reivindicar e celebrar é diferente da liberdade que é nossa como filhos de Deus, liberdade que somente é plenamente realizada numa autoentrega e ao nos tornarmos escravos do Senhor.
Finalmente, a coisa que ele não disse. Em Tacloban, onde o tufão deixou uma enorme devastação, o papa disse que devia se silenciar em face de um tal sofrimento e das questões que este sofrer levanta. Em Manila, depois de ouvir o testemunho de duas crianças de rua, ele falou que as lágrimas eram a única resposta que poderia lhes dar. Sempre se espera daqueles que ocupam altos cargos – papas, presidentes, primeiros-ministros – algo a dizer. Infelizmente, muitas pessoas ficam satisfeitas com as respostas simplistas, motivo pelo qual a propaganda política é, muitas vezes, eficaz. Mas o nosso maravilhoso Santo Padre reconhece que há sofrimentos que não têm resposta, aliás, que o esforço em dar uma resposta é ofensivo. O sofrimento é o outro lado do amor, melhor será dizer: a face do amor nas circunstâncias ruins; nós não podemos nem explicar o amor, e as tentativas de explicá-lo acabam roubando do amor o seu poder. Mais do que em qualquer palavra pronunciada, em seu silêncio o papa nos pediu para adentrarmos o mistério da nossa redenção, esperarmos por respostas não dele, mas de Cristo, respostas de consolo e solidariedade.
Gosto muito deste papa. O seu dom em falar com clareza permite-o alcançar as multidões nas partes mais profundas de seus corações – o que, incidentalmente, me faz sorrir quando um certo tipo de católico apresenta objeções ao Papa Francisco porque ele “é muito confuso”. A sua compreensão do poder do gesto vem não de um treinamento cênico, mas de um envolvimento poderoso com as Escrituras, entendidas como uma história de amor, amor absoluto, não como um campo de “verdades morais” e de silogismos jurídicos naturais.
Ele prega o Evangelho com tal força, mesmo quando a sua pregação reconhece ser necessário o silêncio, pois não há palavras. Quão abençoados somos nós por termos ele dirigindo a nossa Igreja neste momento da história, pedindo a todos nós, a todas as culturas e povos, para se renovarem nas águas batismais e abraçarmos sua missão, a nossa missão mais fundamental: pregar a boa nova, a boa nova aos pobres e marginalizados, uma boa nova desconfortável para os que estão confortáveis e que são afluentes; nas mãos deste papa, é a boa nova que reacende o frescor do Evangelho. É fácil ouvi-lo imaginando-se estar em Roma ou em Salonica, escutando a Pedro ou Paulo pela primeira vez.
Catholic Reporter, 19-01-2015.
*Michael Sean Winters é jornalista e escritor.