domingo, 8 de fevereiro de 2015

A VOCAÇÃO E A MISSAO DO PADRE - Paróquia Nossa Senhora das Candeias - ano B 2015


Considerando a onda de clericalismo que ainda afeta boa parte de nossas comunidades católicas, precisamos dizer, logo de início, que a vocação e a missão do padre situam-se numa dinâmica de "um ministério entre os ministérios" (Doc 62, CNBB). Sua vocação não é a de ser a "síntese dos ministérios", mas o "ministério da síntese" (Doc 62, CNBB). Não é uma vocação para o "monopólio do ministério", mas um chamado para animar a multiplicidade de ministérios na comunidade eclesial.
Isso significa que a vocação e a missão do presbítero não podem ser vistas de forma isolada, mas no conjunto de uma Igreja que em si é toda ministerial, ou seja, chamada ao serviço em seu próprio interior e na relação com toda a humanidade.
De uma forma positiva poderíamos dizer que a vocação do presbítero é a de representar "Cristo enquanto chefe e sacerdote, portanto a de ser guia espiritual para a valorização de todos os carismas, e de pastor, para orientar todo o povo de Deus de modo que ele se sinta participante de uma co-responsabilidade missionária.

1 -CHAMADO A SER SINAL DE UNIDADE DA COMUNIDADE

a) Chamado a ser sinal de Cristo-cabeça

Ser representação de Cristo chefe, pastor e sacerdote significa ser sinal do Cristo cabeça no meio da comunidade. A Igreja, koinonia de pessoas, não é necessariamente um grupo acéfalo. Cristo, como diz Paulo, é a cabeça da Igreja, ou seja, aquele que faz com que o Corpo, "em sua inteireza, bem ajustado e unido por meio de toda junta e ligadura, com a operação harmoniosa de cada uma das suas partes", realize "o seu crescimento para a sua própria edificação no amor" (Ef 4,16). Cabe afirmar aqui que o presbítero não é nem poderá ser jamais a cabeça. 
Somente Cristo é a cabeça. Além disso, sua vocação e sua missão consistem em fazer com que a ekklesíaseja, de fato, um corpo, no sentido explicado. "Portanto o padre é chamado a um ministério presidencial, que é representação de Cristo cabeça e sacerdote e que lhe confere uma graça particular para harmonizar os diversos carismas do povo de Deus, de modo que este se realize como povo sacerdotal (cf. 1Pd 2,9-10)".

b) Chamado a promover a pluralidade na unidade do Corpo

É função do presbítero "vigiar" - no sentido bíblico da expressão - para que a comunidade cristã não seja mutilada da riqueza da pluralidade, mas, como todo verdadeiro corpo, seja algo diversificado, cheio da variedade de membros e de serviços. Cabe ao presbítero a responsabilidade de lembrar sempre a todo o povo de Deus que "o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira" (Jo 15,4).

O serviço de junção e de ligadura deve ser de tal forma flexível que permita a mobilidade dos membros, como acontece num corpo. Ligadura não pode ser jamais confundida com imobilização, "placa de gesso" ou "atadura" que impede que os membros realizem com naturalidade seus movimentos.

2. CHAMADO A DESCOBRIR OS CARISMAS PRESENTES NA COMUNIDADE

É tarefa primordial dos presbíteros despertar, discernir, cultivar e acompanhar todas as vocações. Nesse serviço, sua participação é de fundamental importância. No II Congresso Internacional das Vocações, realizado em Roma em 1981, chegou-se a falar desse serviço às vocações como de um ministério fundamental para a vida dos presbíteros.

No documento conclusivo, os congressistas pedem aos presbíteros que não se deixem vencer pelas dificuldades, mas, inspirados pela fé, realizem com alegria e entusiasmo o serviço de animação vocacional. Naquela ocasião, os participantes do congresso lembravam que o trabalho vocacional dos presbíteros se dá em quatro vertentes inseparáveis:

1° anúncio da Palavra que convoca a comunidade;
2° abertura capaz de animar as pessoas, especialmente os jovens, na busca de valores autênticos, capazes de dar sentido à vida;
3° testemunho, com o qual o presbítero move outras pessoas por seu exemplo de vida;
4° capacidade de saber reconhecer os sinais de vocação presentes em determinadas pessoas e de explicitamente convocá-las para o seguimento de Jesus, por meio de uma vocação específica.

3. CHAMADO A PASTOREAR

Sua vocação é pastorear a comunidade, ou seja, conhecer profundamente as pessoas e dar sua vida por elas. A razão de ser do pastor é o rebanho, para o qual ele existe e é destinado. Pastorear é seu ofício.

a) Chamado a conhecer as pessoas

"Eu sou o bom pastor: conheço minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai"(Jo 10,14-15). Conhecer significa, acima de tudo, procurar ter um relacionamento de profunda comunhão, deixar-se modelar, deixar-se arrastar, deixar-se consumir pêlos outros.

b) Chamado a dar a vida pela humanidade

O cardeal Martini afirma que a beleza do grande pastor Jesus "está no
amor com o qual entrega a si mesmo à morte por cada uma das suas ovelhas e estabelece com cada uma delas uma relação direta e pessoal de ntensíssimo amor". O próprio Cristo afirma isso com grande clareza: "Eu dou a minha vida pelas minhas ovelhas" (Jo 10,15). 
Nessa perspectiva, levemos afirmar que faz parte da vocação e da missão do presbítero sua disponibilidade para estar totalmente a serviço do povo de Deus, de tal forma que, se necessário, ele deve dar a vida por aqueles e aquelas que integram a comunidade pela qual ele é responsável.
A disposição total em querer "dar a vida por suas ovelhas" (Jo 10,11) leve ser um critério fundamental no momento de discernir a vocação daquele que deve agir in persona Chrísti. Esse agir que, segundo alguns, caracteriza o específico da missão do presbítero, não pode ficar reduzido à dimensão sacramental.

4. CHAMADO A FORMAR COMUNIDADES A PARTIR DO ALTAR

As reflexões feitas até agora nos ajudam a entender que a vocação do presbítero é essencialmente serformador de comunidades. Toca a ele a missão significativa de reunir pela Palavra e pela celebração dos sacramentos, especialmente pela Eucaristia, o povo de Deus.

a) Vocacionado a ser ministro da Palavra de Deus

Como "a fé depende da pregação e a pregação é o anúncio da palavra de Cristo" (Rm 10,17), pode-se deduzir que a vocação e a missão específica do presbítero é fazer essa Palavra chegar a todas as pessoas de boa vontade, provocando a conversão, condição primeira para o seguimento de Jesus (cf. Mc 1,15).

b) Vocacionado a ministrar os sacramentos

O presbítero é vocacionado a ser, por excelência, ministro dos sacramentos. Todavia é no ato de presidir a celebração da Eucaristia que sua vocação e sua missão se tornam mais explícitas. De fato, é por meio da presidência da Eucaristia, e a partir dela, que o presbítero realiza seu múnus de pastor, estimulando, discernindo e valorizando todos os carismas da comunidade, fazendo que tudo venha a convergir no bem comum e na solidariedade. 
Pela presidência da Eucaristia, o presbítero se torna sinal visível e efícazao Cristo pastor de sua Igreja. Na presidência da celebração eucarística, temos a imagem visível do específico do ministério presbiteral. Nela fica bem claro que a vocação e a missão do presbítero é harmonizar todos os carismas que o Espírito vai suscitando na porção do povo de Deus que ele coordena.

5. A DIFERENÇA ENTRE O PRESBÍTERO DIOCESANO E O CONSAGRADO PRESBÍTERO

A diferença entre o presbítero diocesano e o consagrado presbítero não é apenas de ordem jurídica ou prática, mas de ordem teológica. O presbítero diocesano, como vimos, possui a vocação e a missão específicas de representar Cristo cabeça e pastor da Igreja diante da comunidade. 
O consagrado presbítero, antes de ser representante de Cristo diante da comunidade, é chamado - em razão de sua vocação primeira que é a vida consagrada - a representar a comunidade toda ela carismática diante dos ministros ordenados. Por causa da consagração assumida pêlos votos públicos ou privados, o consagrado presbítero é vocacionado acima de tudo a "um autêntico ministério profético, falando em nome de Deus a todos, também aos pastores da Igreja". 
A ele é pedido que ofereça à Igreja e à humanidade "o seu testemunho, com a ousadia do profeta que não tem medo de arriscar a própria vida". Conseqüentemente, o exercício de seu ministério presbiteral deverá estar subordinado ao exercício profético de sua consagração, que é sua vocação principal, originária.
Não se entra na vida consagrada para a realização da vocação presbiteral. Entra-se tão somente pararesponder ao chamamento divino que convoca um grupo minoritário de pessoas para ser, na comunidade eclesial e na sociedade, sinal profético e escatológico do Reino de Deus. Portanto o consagrado presbítero tem uma vocação própria, uma índole própria que não pode, de forma alguma, ser confundida com a do presbítero diocesano que será tratada no próximo tema.
Para aprofundar:

- Doc 62, CNBB - Missão e ministérios dos cristãos leigos e leigas
- José Lisboa - Nossa resposta ao amor - Teologia das vocações específicas, Editora Loyola

Textos para meditar:

Mt 9, 35-38; 10, 9-10; 26, 26-28; 28,18 Mc 14, 22-24; 16, 14-16 Lc 10,1-7; 22, 14-20 Jo 10, 10-18; 20, 19-23 Ef4, 11-12
1 Cor 1,17; 1Cor4,1  -2 Tm 1,6 1 Pd 5,2-4


         Pastoral litúrgica  

sábado, 7 de fevereiro de 2015

31ª FESTA DE NOSSA SENHORA DAS CANDEIAS



















31ª FESTA DE NOSSA SENHORA DAS CANDEIAS

      ž DIA 07 DE FEVEREIRO (SÁBADO)

“A FAMÍLIA CRISTÃ, COMUNIDADE A SERVIÇO DO HOMEM E DA SOCIEDADE”

8h – Atividade da Pastoral da Juventude

8h – Manhã Solidária
16h30 – Celebração Eucarística com as crianças
17h30 – Terço 
18h20 – Vésperas
19h – Celebração Eucarística


Pregador: Padre Gleiber Dantas
20h – Atração Cultural
Noiteiros: Comissão paroquial de pastoral Bíblico Catequética; Pastoral Catequética; Pais das crianças e jovens da Catequese e da Crisma; Legião de Maria; Ex-alunos da Escola teológica; Famílias que recebem o oratório de Nossa Senhora das Candeias.

31ª FESTA DE NOSSA SENHORA DAS CANDEIAS


Nossa missão com o próximo


A conversão a Cristo exige disposição para gastar tempo com os nossos semelhantes.
Quem se dispuser a segui-Lo, encontrará o equilíbrio.para a vida.
Por Dom Alberto Taveira Corrêa*

O Livro de Jó é uma preciosa meditação a respeito da condição humana nesta terra, permeada pela pergunta provocante a respeito do mistério do sofrimento. Uma das constatações feitas pelo personagem, em cujo lugar poderíamos estar todos nós, é a rapidez com que corre o tempo e a fragilidade do dia a dia. “Se me deito, penso: Quando poderei levantar-me? E, ao amanhecer, espero novamente a tarde e me encho de sofrimentos até o anoitecer. Meus dias correm mais rápido do que a lançadeira do tear e se consomem sem esperança” (Jó 7, 4-6). O tempo nos escapa velozmente pelos dedos, pelo que deve ser valorizado e aproveitado adequadamente. Que remédio temos para a correria interna e externa na qual fomos mergulhados? Como dar valor permanente aos frágeis gestos e atitudes que preenchem nosso dia a dia? Como dar sentido novo às agendas de todo tipo que se multiplicam, com os alertas cotidianos para o compromisso que se segue?

Nosso Salvador, Jesus Cristo, entrou nas estruturas humanas e no ritmo de vida da Palestina de seu tempo. Percorreu estradas, lagos e montanhas, encontrou pessoas e se deparou com uma imensa diversidade de situações. Todos foram tocados pela sua presença e ninguém passou em vão ao seu lado. Seu amor redentor consola, reanima, impulsiona. Morto e Ressuscitado, continua presente na Igreja! Basta experimentar o silêncio eloquente do Sacrário. Quantas lágrimas, exclamações, sorrisos e gratidão são desfiados diante de nossos Tabernáculos! Mas vale abrir o Evangelho e verificar como, de forma muito prática, Jesus conseguia trabalhar tanto e estar sempre “inteiro” diante das pessoas, fossem estas as mais pecadoras ou as mais simples, como fez com as crianças.

O Evangelista São Marcos descreve a jornada de Jesus (Cf. Mc 1, 29-39). Deixemos que seja nosso guia, ao acompanharmos o percurso feito pelo Senhor. Pela manhã, vai à Sinagoga, onde liberta um homem do demônio. Traz um “ensinamento novo, e com autoridade”. Em seguida, junto com Tiago e João, é hóspede na casa de Simão e André, onde se achava de cama, com febre, a sogra de Simão. Jesus não perde tempo! Aproxima-se, tomando-a pela mão, levantou-a, a febre a deixou, e ela se pôs a servi-los. Certamente a convivência em torno da mesa terá sido recheada de alegria e gratidão, tempo gasto com os outros! Ao anoitecer, depois do pôr do sol, levavam a Jesus todos os doentes e os que tinham demônios e a cidade inteira se ajuntou à porta da casa. Curava as pessoas e expulsava os demônios. De madrugada, ainda estava bem escuro, Jesus vai a um lugar deserto para rezar. Quando os discípulos o encontram, abre-lhes novos horizontes de missão, noutros lugares, pelas aldeias da redondeza, para proclamar a Boa Nova. Qualquer pessoa pode confrontar o programa de atividades de Jesus com a própria rotina de trabalho. Para reencontrar o equilíbrio necessário, superando a tentação de superficialidade oferecida pela correria, saibamos acolher as propostas do Senhor.

Faz bem estar radicalmente rompido com a maldade e com o pecado. Nenhuma concessão à corrupção à mentira e a iniquidade. Tal objetivo limpa a nossa vista ao começar cada dia, desintoxicando o relacionamento com o próximo. Mesmo quando não temos a missão de expulsar demônios formalmente, exorcizar é enfrentar corajosamente nossas conversões adiadas. Mas também prodigalizar ânimo e consolação, perdão, denúncia do mal. Nasce a alegria em quem se libertou do demônio! E o melhor exorcismo está na boca de quem sabe bendizer!

Na companhia de Jesus e sustentados pela sua graça, o dia não passe sem alguma iniciativa gratuita do bem, de forma especial pelos mais sofredores e marginalizados, como o Senhor fez com a Sogra de Simão. Viver para si envenena nosso coração e nosso tempo! Além disso, nossa conversão a Cristo exige disposição para gastar tempo com os outros. Talvez nossas refeições venham a demorar mais e ser mais humanas, para a elas acrescentar um pouco de conversa e convivência! Basta verificar o quanto nos sentimos bem nos encontros familiares mais longos, ou a refeição com amigos queridos. Não é desperdício de tempo!

O cair da tarde de Jesus foi magnífico, com uma fila de gente machucada pela vida e pelas enfermidades. Todos eram levados a ele e em todos ficava a marca de seu amor. Nossa vida tem também grandes chances de maior equilíbrio e sentido, se crescer nossa sensibilidade pelas necessidades alheias. Ampliar o horizonte para a sociedade e para as possibilidades que nos foram concedidas para fazer o bem! Aqui entram em cena os dons e carismas concedidos a cada cristão. Viver apenas para se enriquecer, ou a busca desenfreada do prazer e dos destaques na sociedade esvazia a alma. O Evangelho suscite em todos nós uma revisão do projeto de vida que orienta nossas opções!

De madrugada, podemos encontrar Jesus em oração! Sem o tempo para Deus, a escuta da Palavra do Senhor, o fecundo silencia, a abertura da alma para as alturas, não é possível ter uma vida equilibrada. Quem vive apenas da herança da formação cristã recebida em tenra idade, ou das orações feitas no passado, gasta depressa os presentes recebidos e se esvazia logo.

Enfim, Jesus nos faz olhar para as aldeias, cidades, metrópoles ou multidões que aguardam nosso zelo missionário. Cristão que se faz discípulo verdadeiro se transforma imediatamente em missionário! Abram-se os horizontes e cada pessoa descubra seu modo de servir no anúncio corajoso do Evangelho. Há muitos tesouros escondidos no coração das pessoas e que podem transformar-se em serviço ao Reino de Deus. Que ninguém se exclua do apelo que vem de Deus!

As respostas para os dilemas da correria ou do sofrimento humano não estão escritas num código de conduta, mas se encontram em alguém, Jesus Cristo! Quem se dispuser a segui-lo, encontrará o sadio equilíbrio para a vida e arregaçará as mangas para servir a Deus e ao próximo. Esta é a chave da realização. Mãos à obra!
CNBB, 06-02-2015
*Dom Alberto Taveira Corrêa é arcebispo de Belém do Pará (PA).

Evangelho do Dia

Ano B - 07 de fevereiro de 2015

Marcos 6,30-34

Aleluia, aleluia, aleluia.
Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem (Jô 10,27


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
6 30 Os apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-lhe tudo o que haviam feito e ensinado.
31 Ele disse-lhes: Vinde à parte, para algum lugar deserto, e descansai um pouco. Porque eram muitos os que iam e vinham e nem tinham tempo para comer.
32 Partiram na barca para um lugar solitário, à parte.
33 Mas viram-nos partir. Por isso, muitos deles perceberam para onde iam, e de todas as cidades acorreram a pé para o lugar aonde se dirigiam, e chegaram primeiro que eles.
34 Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque era como ovelhas que não têm pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas.
Palavra da Salvação.

Comentário do Evangelho
OVELHAS SEM PASTOR 
As multidões não davam sossego a Jesus e aos discípulos. Era-lhes difícil encontrar tempo e lugar para estarem a sós com o Mestre, e descansar das fadigas da missão. Às vezes, nem tinham tempo para comer, tal era o afluxo de gente. Quando sabiam que Jesus estava se dirigindo para algum lugar, corriam para lá, chegando antes dele. Era como se fossem ovelhas em busca de um pastor.
A situação de abandono do povo sensibilizava profundamente Jesus. Daí o extremo interesse com que as pessoas ouviam Jesus falar, e a ânsia de serem beneficiadas por ele. E sempre encontravam acolhida por parte do Mestre.
A atitude de Jesus estava em estreita relação com o serviço ao Reino, para o qual fora enviado. Esse Reino comportava a Boa Nova de libertação para os pobres, e deveria devolver aos seus corações a esperança há muito perdida pelo descaso com que eram tratados. A Jesus competia, por assim dizer, re-humanizá-los, tirando-os da marginalização a que foram relegados, e abrir-lhes uma perspectiva de vida para além de suas dores e sofrimentos.
O Mestre apresentou-se como líder deste grande movimento de recuperação da dignidade humana, dando atenção ao povo sofrido e propondo-lhe o Reino como ideal.

 
Leitura
Hebreus 13,15-17.20-21
Irmãos, 13 15 por ele ofereçamos a Deus sem cessar sacrifícios de louvor, isto é, o fruto dos lábios que celebram o seu nome .
16 Não negligencieis a beneficência e a liberalidade. Estes são sacrifícios que agradam a Deus!
17 Sede submissos e obedecei aos que vos guiam (pois eles velam por vossas almas e delas devem dar conta). Assim, eles o farão com alegria, e não a gemer, que isto vos seria funesto.
20 E o Deus da paz que, no sangue da eterna aliança, ressuscitou dos mortos o grande pastor das ovelhas, nosso Senhor Jesus, 21 queira dispor-vos ao bem e vos conceder que cumprais,a sua vontade, realizando ele próprio em vós o que é agradável aos seus olhos, por Jesus Cristo, a quem seja dada a glória por toda a eternidade. Amém!
Palavra do Senhor.
Salmo 22/23
O Senhor é o pastor que me conduz,
não me falta coisa alguma.


O Senhor é o pastor que me conduz;
não me falta coisa alguma.
Pelos prados e campinas verdejantes
ele me leva a descansar.
Para as águas repousantes me encaminha
e restaura as minhas forças.

Ele me guia no caminho mais seguro,
pela honra do seu nome.
Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,
nenhum mal eu temerei.
Estais comigo com bastão e com cajado,
eles me dão a segurança!

Preparais à minha frente uma mesa,
bem à vista do inimigo;
com óleo vós ungis minha cabeça,
e o meu cálice transborda.

Felicidade e todo bem hão de seguir-me
por toda a minha vida;
e, na casa do Senhor, habitarei
pelos tempos infinitos.
Oração
Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Liturgia Diária

DIA 7 DE FEVEREIRO - SÁBADO

IV SEMANA DO TEMPO COMUM
(VERDE – OFÍCIO DO DIA)

Antífona de entrada:
Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome e nos gloriemos em vosso louvor (Sl 105,47)
Oração do dia
Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Hebreus 13,15-17.20-21)
Irmãos, 13 15 por ele ofereçamos a Deus sem cessar sacrifícios de louvor, isto é, o fruto dos lábios que celebram o seu nome .
16 Não negligencieis a beneficência e a liberalidade. Estes são sacrifícios que agradam a Deus!
17 Sede submissos e obedecei aos que vos guiam (pois eles velam por vossas almas e delas devem dar conta). Assim, eles o farão com alegria, e não a gemer, que isto vos seria funesto.
20 E o Deus da paz que, no sangue da eterna aliança, ressuscitou dos mortos o grande pastor das ovelhas, nosso Senhor Jesus, 21 queira dispor-vos ao bem e vos conceder que cumprais,a sua vontade, realizando ele próprio em vós o que é agradável aos seus olhos, por Jesus Cristo, a quem seja dada a glória por toda a eternidade. Amém!
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 22/23
O Senhor é o pastor que me conduz,
não me falta coisa alguma.


O Senhor é o pastor que me conduz;
não me falta coisa alguma.
Pelos prados e campinas verdejantes
ele me leva a descansar.
Para as águas repousantes me encaminha
e restaura as minhas forças.

Ele me guia no caminho mais seguro,
pela honra do seu nome.
Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,
nenhum mal eu temerei.
Estais comigo com bastão e com cajado,
eles me dão a segurança!

Preparais à minha frente uma mesa,
bem à vista do inimigo;
com óleo vós ungis minha cabeça,
e o meu cálice transborda.

Felicidade e todo bem hão de seguir-me
por toda a minha vida;
e, na casa do Senhor, habitarei
pelos tempos infinitos.
Evangelho (Marcos 6,30-34)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem (Jô 10,27


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
6 30 Os apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-lhe tudo o que haviam feito e ensinado.
31 Ele disse-lhes: Vinde à parte, para algum lugar deserto, e descansai um pouco. Porque eram muitos os que iam e vinham e nem tinham tempo para comer.
32 Partiram na barca para um lugar solitário, à parte.
33 Mas viram-nos partir. Por isso, muitos deles perceberam para onde iam, e de todas as cidades acorreram a pé para o lugar aonde se dirigiam, e chegaram primeiro que eles.
34 Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque era como ovelhas que não têm pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
OVELHAS SEM PASTOR 
As multidões não davam sossego a Jesus e aos discípulos. Era-lhes difícil encontrar tempo e lugar para estarem a sós com o Mestre, e descansar das fadigas da missão. Às vezes, nem tinham tempo para comer, tal era o afluxo de gente. Quando sabiam que Jesus estava se dirigindo para algum lugar, corriam para lá, chegando antes dele. Era como se fossem ovelhas em busca de um pastor.
A situação de abandono do povo sensibilizava profundamente Jesus. Daí o extremo interesse com que as pessoas ouviam Jesus falar, e a ânsia de serem beneficiadas por ele. E sempre encontravam acolhida por parte do Mestre.
A atitude de Jesus estava em estreita relação com o serviço ao Reino, para o qual fora enviado. Esse Reino comportava a Boa Nova de libertação para os pobres, e deveria devolver aos seus corações a esperança há muito perdida pelo descaso com que eram tratados. A Jesus competia, por assim dizer, re-humanizá-los, tirando-os da marginalização a que foram relegados, e abrir-lhes uma perspectiva de vida para além de suas dores e sofrimentos.
O Mestre apresentou-se como líder deste grande movimento de recuperação da dignidade humana, dando atenção ao povo sofrido e propondo-lhe o Reino como ideal.

 

Oração 
Espírito de sensibilidade, dá-me um coração que se deixe tocar pelo anseios dos pobres e saiba colocar-se a serviço deles.
 

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Sobre as oferendas
Para vos servir, ó Deus, depositamos nossas oferendas em vosso altar; acolhei-as com bondade, a fim de que se tornem o sacramento da nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão:
Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão! (Sl 30,17s).
Depois da comunhão
Renovados pelo sacramento da nossa redenção, nós vos pedimos, ó Deus, que este alimento da salvação eterna nos faça progredir na verdadeira fé. Por Cristo, nosso Senhor.