quarta-feira, 13 de maio de 2015

Liturgia Diária

DIA 13 DE MAIO - QUARTA-FEIRA

VI SEMANA DA PÁSCOA *
(BRANCO – OFÍCIO DO DIA)

Antífona de entrada:
Senhor, eu vos louvarei entre os povos, anunciarei vosso nome aos meus irmãos, aleluia! (Sl 17,50; 21,23)
Oração do dia
Ó Deus, ao celebrarmos solenemente a ressurreição do vosso filho, concedei que nos alegremos com todos os santos quando ele vier na sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Atos 17,15.22-18,1)
Leitura dos Atos dos apóstolos.
17 15 Os que conduziam Paulo levaram-no até Atenas. De lá voltaram e transmitiram para Silas e Timóteo a ordem de que fossem ter com ele o mais cedo possível.
22 Paulo, em pé no meio do Areópago, disse: “Homens de Atenas, em tudo vos vejo muitíssimo religiosos.
23 Percorrendo a cidade e considerando os monumentos do vosso culto, encontrei também um altar com esta inscrição: ‘A um Deus desconhecido’. O que adorais sem o conhecer, eu vo-lo anuncio!
24 O Deus, que fez o mundo e tudo o que nele há, é o Senhor do céu e da terra, e não habita em templos feitos por mãos humanas.
25 Nem é servido por mãos de homens, como se necessitasse de alguma coisa, porque é ele quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas.
26 Ele fez nascer de um só homem todo o gênero humano, para que habitasse sobre toda a face da terra. Fixou aos povos os tempos e os limites da sua habitação.
27 Tudo isso para que procurem a Deus e se esforcem por encontrá-lo como que às apalpadelas, pois na verdade ele não está longe de cada um de nós.
28 Porque é nele que temos a vida, o movimento e o ser, como até alguns dos vossos poetas disseram: Nós somos também de sua raça...
29 Se, pois, somos da raça de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra lavrada por arte e gênio dos homens.
30 Deus, porém, não levando em conta os tempos da ignorância, convida agora a todos os homens de todos os lugares a se arrependerem.
31 Porquanto fixou o dia em que há de julgar o mundo com justiça, pelo ministério de um homem que para isso destinou. Para todos deu como garantia disso o fato de tê-lo ressuscitado dentre os mortos”.
32 Quando o ouviram falar de ressurreição dos mortos, uns zombavam e outros diziam: “A respeito disso te ouviremos outra vez”.
33 Assim saiu Paulo do meio deles.
34 Todavia, alguns homens aderiram a ele e creram: entre eles, Dionísio, o areopagita, e uma mulher chamada Dâmaris; e com eles ainda outros.
18 1 Depois disso, saindo de Atenas, Paulo dirigiu-se a Corinto.
Palavra do Senhor.

 
Salmo responsorial 148
Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.

Louvai o Senhor Deus nos altos céus,
louvai-o no excelso firmamento!
Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o,
louvai-o, legiões celestiais!

Reis da terra, povos todos, bendizei-o,
e vós, príncipes e todos os juízes;
e vós, jovens, e vós moças e rapazes,
anciãos e criancinhas, bendizei-o!

Louvem o nome do Senhor, louvem-no todos,
porque somente o seu nome é excelso!
A majestade e esplendor de sua glória
ultrapassam em grandeza o céu e a terra.

Ele exaltou seu povo eleito em poderio,
ele é o motivo de louvor para os seus santos.
é um hino para os filhos de Israel,
este povo que ele ama e lhe pertence.
 
Evangelho (João 16,12-15)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Rogarei ao meu Pai e ele há de enviar-vos um outro paráclito, que há de permanecer eternamente convosco (Jo 14,16).


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
16 12 Assim falou Jesus: “Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora.
13 Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão.
14 Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará.
15 Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse: Há de receber do que é meu, e vo-lo anunciará”.
Palavra da Salvação.
 
Comentário ao Evangelho
AS COISAS QUE HÃO DE VIR
            O Espírito da Verdade tem, junto aos discípulos de Jesus, várias funções. Entre elas, a função didática e a função profética.
            No nível didático, o Espírito instruirá os discípulos a respeito da verdade plena. Não se trata de uma revelação paralela à de Jesus, nem complementar. Movidos pelo Espírito, os discípulos serão capazes de atingir um nível, até então desconhecido, de compreensão dos ensinamentos do Mestre. Obterão uma sabedoria não quantitativa mas sim qualitativamente  superior, pelo fato de, com a ajuda do Espírito, estarem capacitados a dar um testemunho convincente de sua adesão a Jesus. O Espírito revela-se aos discípulos no contexto da experiência de vida, por conseguinte, de conhecimento existencial, prático.
            No nível profético, ele lhes anunciará as coisas que hão de vir. Exclui-se, aqui, todo tipo de previsão exata do futuro, de modo que os discípulos pudessem se precaver. O Espírito irá ajudá-los a conhecer melhor o que significa Jesus para cada momento da história humana. É uma ajuda na linha do discernimento, da interpretação dos fatos, da disposição humana para acolher o Mestre Isto possibilitará ao discípulo caminhar com segurança, sem correr o risco de ser enganado. Afinal, vendo-se pressionado pelo mundo, estará sempre correndo o risco de dar um passo em falso. O Espírito revela-lhe por onde caminhar.
 

Oração
            Pai, que o Espírito me ensine toda a verdade e me revele as coisas que hão de vir, para que eu possa enveredar, com toda segurança, pelo caminho que é Jesus.
 

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).
 
Sobre as oferendas
Ó Deus, que, pelo sublime diálogo deste sacrifício, nos fazeis participar de vossa única e suprema divindade, concedei que, conhecendo vossa verdade, lhe sejamos fiéis por toda a vida. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão:
Diz o Senhor: Fui eu que vos escolhi do mundo e enviei para produzirdes fruto e o vosso fruto permaneça, aleluia! (Jo 15,16.19)
Depois da comunhão
Ó Deus de bondade, permanecei junto ao vosso povo e fazei passar da antiga à nova via aqueles a quem concedestes a comunhão nos vossos mistérios. Por Cristo, nosso Senhor.


MEMÓRIA FACULTATIVA

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA
(BRANCO – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

Oração do dia:
Ó Deus, que vos dignastes alegrar o mundo com a ressurreição do vosso Filho, concedei-nos por sua mãe, a virgem Maria, o júbilo da vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Sobre as oferendas:
Festejando a virgem Maria, nós vos trazemos, ó Deus, nossas oferendas. Venha em nosso socorro o vosso filho feito homem, que se ofereceu na cruz em oblação puríssima. Por Cristo, nosso Senhor.
Depois da comunhão:
Ó Deus, confirmai em nossos corações os mistérios da fé, para que, proclamando o filho da virgem verdadeiro Deus e verdadeiro homem, cheguemos à felicidade eterna pelo poder da sua ressurreição salvadora. Por Cristo, nosso Senhor.
Santo do Dia / Comemoração (NOSSA SENHORA DE FÁTIMA):
No dia 5 de maio de 1917, o mundo ainda vivia os horrores da Primeira Guerra Mundial, então o papa Bento XV convidou todos os católicos a se unirem em uma corrente de orações para obter a paz mundial com a intercessão da Virgem Maria. Oito dias depois ela respondeu à humanidade através das aparições em Fátima, Portugal. Foram três humildes pastores, filhos de famílias pobres, simples e profundamente católicas, os mensageiros escolhidos por Nossa Senhora. Lúcia, a mais velha, tinha dez anos, e os primos, Francisco e Jacinta, nove e sete anos respectivamente. Os três eram analfabetos. Contam as crianças que brincavam enquanto as ovelhas pastavam. Ao meio-dia, rezaram o terço. Porém rezaram à moda deles, de forma rápida, para poder voltar a brincar. Em vez de recitar as orações completas, apenas diziam o nome delas: "ave-maria, santa-maria" etc. Ao voltar para as brincadeiras, depararam com a Virgem Maria pairando acima de uma árvore não muito alta. Assustados, Jacinta e Francisco apenas ouvem Nossa Senhora conversando com Lúcia. Ela pede que os pequenos rezem o terço inteirinho e que venham àquele mesmo local todo dia 13 de cada mês, desaparecendo em seguida. O encontro acontece pelos sete meses seguintes. As crianças mudam radicalmente. Passam a rezar e a fazer sacrifícios diários. Relatam aos pais e autoridades religiosas o que se passou. Logo, uma multidão começa a acompanhar o encontro das crianças com Nossa Senhora. As mensagens trazidas por ela pediam ao povo orações, penitências, conversão e fé. A pressão das autoridades sobre os meninos era intensa, pois somente eles viam a Virgem Maria e depois contavam as mensagens recebidas, até mesmo previsões para o futuro, as quais foram reveladas nos anos seguintes e, a última, o chamado "terceiro segredo de Fátima", no final do segundo milênio, provocando o surgimento de especulações e histórias fantásticas sobre seu conteúdo. Agora divulgado ao mundo, soube-se que previa o atentado contra o papa João Paulo II, ocorrido em 1981. Na época, muitos duvidavam das visões das crianças. As aparições só começaram a ser reconhecidas oficialmente pela Igreja na última delas, em 13 de outubro, quando sinais extraordinários e impressionantes foram vistos por todos no céu, principalmente no disco solar. Poucos anos depois, os irmãos Francisco e Jacinta morreram. A mais velha tornou-se religiosa de clausura, tomando o nome de Lúcia de Jesus, e permaneceu sem contato com o mundo por muitos anos. O local das aparições de Maria foi transformado num santuário para Nossa Senhora de Fátima. Em 1946, na presença do cardeal representante da Santa Sé e entre uma multidão de católicos, houve a coroação da estátua da Santíssima Virgem de Fátima. Em 13 de maio de 1967, por ocasião do aniversário dos cinqüenta anos das aparições de Fátima, o papa Paulo VI foi ao santuário para celebrar a santa missa a mais de um milhão de peregrinos que o aguardavam, entre eles irmã Lúcia de Jesus, a pastora sobrevivente, que viu e conversou com Maria, a Mãe de Deus. Esta mensagem de Fátima foi um apelo à conversão, alertando a humanidade para não travar a luta entre o bem e o mal deixando Deus de lado, pois não conseguirá chegar à felicidade, pois, ao contrário, acabará destruindo-se a si mesma. Na sua solicitude materna, a Santíssima Virgem foi a Fátima pedir aos homens para não ofender mais a Deus Nosso Pai, que já está muito ofendido. Foi a dor de mãe que a fez falar, pois o que estava em jogo era a sorte de seus filhos. Por isso ela sempre dizia aos pastorzinhos: "Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas".

Quando a missão é cumprida


Para tanto, é preciso estimular a construção de tudo o que favorece o sentido pleno da vida.
Por Dom Paulo Mendes Peixoto*
Celebramos a Festa da Ascensão do Senhor, momento culminante de Jesus Cristo em sua missão salvadora. A volta de Cristo para o Pai significa "missão cumprida", ficando agora, nas mãos dos cristãos, a continuidade do processo histórico da salvação. Isso toma corpo quando o Senhor mesmo diz aos apóstolos: "Ide e evangelizai, e estarei sempre convosco" (cf. 28,19-20).
O cumprimento da missão acontece na vida concreta da comunidade cristã, naquilo que faz acontecer o bem para as pessoas. É o que pede a Campanha da Fraternidade deste ano, falando de Igreja e Sociedade. O objetivo principal é a construção de tudo que favorece o sentido pleno da vida em nosso país. Para isto, temos que investir na formação de agentes, instrumentos de transformação.
Em Uberaba, nos locais de unidade de saúde, estão sendo realizadas Assembleias para dar consciência aos participantes do valor da Conferência Municipal de Saúde, que vai acontecer na data de 19 a 21 de junho. É necessário apresentar propostas para melhorar a saúde no Município, no Estado e na União. Também para escolher delegados que deverão participar da referida Conferência.
Não podemos dizer de “missão cumprida” se não damos atenção a esses momentos importantes que acontecem perto de nós, principalmente em nosso bairro. Não ficar egoisticamente fechados no mundo individualista. As organizações são importantes, mas temos que participar e dar a nossa contribuição.
É determinante enfatizar e enfrentar a luta do poder do bem contra o poder do mal. Não deve ser o contrário, dando mais destaque à força do mal. O aumento da violência não pode ocasionar desânimo na luta por grandes mudanças na sociedade. Cada pessoa deve fazer a sua parte na construção do bem.
Em tudo dito acima é importante pensar na unidade. Por isto é celebrada a Semana de Oração pela Unidade dos cristãos. O momento não é de ficar olhando para o alto a fim de encontrar Cristo ressuscitado, mas encontrá-lo no irmão que sofre ao nosso lado, oferecendo a ele, de forma fraterna, as condições necessárias para sua sobrevivência e dignidade.
*Dom Paulo Mendes Peixoto é arcebispo de Uberaba.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Meu Dia com Deus

DIA 12 DE MAIO - TERÇA-FEIRA

Ouça: 
Evangelho do Dia: (João 16,5-11)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu hei de enviar-vos o Espírito da verdade; ele vos conduzirá a toda a verdade (Jo 16,7.
13).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
16 5 Disse Jesus: “Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: ‘Para onde vais?’
6 Mas porque vos falei assim, a tristeza encheu o vosso coração.
7 Entretanto, digo-vos a verdade: convém a vós que eu vá! Porque, se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei.
8 E, quando ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do juízo.
9 Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em mim.
10 Ele o convencerá a respeito da justiça, porque eu me vou para junto do meu Pai e vós já não me vereis;
11 ele o convencerá a respeito do juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado”.
Palavra da Salvação.
 
Meditando o Evangelho
O ENVIO DO PARÁCLITO
            O envio do Paráclito estava condicionado à volta de Jesus para junto do Pai. Sua ação, em favor da comunidade dos discípulos, seria a continuação da de Jesus. Por isso, enquanto o Mestre esteve fisicamente junto dos discípulos, a presença do Paráclito não se revelava  tão necessária como haveria de acontecer no futuro.
            Um aspecto importante da ação do Paráclito estaria voltado contra o mundo, resumo de tudo quanto se opõe a Jesus e ao Reino anunciado por ele. O Espírito será o executor da sentença divina contra o mundo fechado para Deus. Agindo assim, colocará a salvo os discípulos de Jesus.
            O Paráclito condenará o mundo, por três motivos:
            Por ter-se fechado na incredulidade, rejeitando o Filho de Deus. É o pecado por excelência, raiz de toda ação má, por consistir no fechamento para o amor. Mais grave que o ateísmo, enquanto tal, são suas conseqüências sociais.
            Por ter-se fechado na injustiça. A volta de Jesus para o Pai teria iria evidenciar os feitos malvados do mundo, para submetê-lo ao juízo divino.
            Por ter-se tornado merecedor de castigo. A opção do mundo leva-o a confrontar-se com o juízo de Deus, o qual não abrandará sua severidade, quando se tratar de punir os que se recusaram a acolher seu Filho enviado.

 
Oração
            Espírito enviado pelo Filho, para condenar rigorosamente o mundo, abre meus olhos para que eu não caia em suas ciladas perversas.
 

Reforçando os laços da família


Existe, na vida das pessoas, algo que possa suplantar ou substituir o papel da família?
Por Dom Odilo Pedro Scherer*

No próximo mês de outubro, reunir-se-á novamente, em Roma, a assembléia geral do Sínodo dos Bispos, convocada pelo papa Francisco para refletir sobre “a vocação e a missão da família na Igreja e na sociedade contemporânea”.
Os preparativos já estão em andamento: as Conferências Episcopais, em todos os países, estão recolhendo reflexões e contribuições para o tema. Os representantes dos bispos também já estão sendo escolhidos pelas respectivas Conferências. Do Brasil, foram escolhidos 4, na recente assembléia geral da CNBB, em abril passado.
Em geral, a família é vista hoje como uma instituição em crise. De fato, ela é atingida em cheio pela crise mais ampla da diluição dos valores e referenciais do comportamento e pelas drásticas mudanças culturais. Sinais disso são o casamento fragilizado, pelo qual já não se tem um apreço tão elevado como em outros tempos; novas propostas de convivência entre homem e mulher tendem a sobrepor-se ao modelo convencional de casamento e família.
Mas também as competências próprias da família estão em processo de mudança, como a distribuição dos papéis do casal no casamento; a procriação e a educação da prole, sempre consideradas inerentes ao casamento e à família, já nem sempre são vistas assim; o papel educador da família enfrenta muitas dificuldades, impostas até pelas condições sociais e econômicas e pelo ritmo envolvente da vida. Da mesma forma, as relações de cuidado entre as pessoas da família tendem a ser sufocadas cada vez mais por pesadas cargas burocráticas e pelas exigências da vida econômica. Penso nas crianças na escola o dia inteiro, mas longe do contato com os pais; ou nos doentes, entregues aos cuidados da previdência social, mas privados dos afetos familiares.
Não há dúvida que a família atravessa uma crise acentuada e, a muitos, o modelo tradicional desta instituição já não parece mais responder às condições da cultura contemporânea. Vem, então, a tentação de apregoar a falência da família tradicional e de buscar novos modelos de família, com uniões livres e descompromissadas, provisórias e até múltiplas; também as relações entre pessoas do mesmo sexo vão sendo propostas como novas formas de casamento e família. E não é raro que se veja na família um “problema”, mais que um recurso e uma possibilidade. Dela se espera o tudo e o nada, a solução de todos os problemas ou a fonte de todos os males.
Não pretendo ter a resposta para todos os questionamentos feitos à família tradicional. Mas tenho a convicção de que ela continua sendo uma instituição valiosa e insubstituível para a pessoa e a comunidade humana. Os defeitos e problemas da comunidade familiar são decorrentes das limitações e condicionamentos das pessoas que a integram. Cada um contribui com suas qualidades e defeitos. Não há família perfeita, como não há família sem valores. E não existe solução cabalística para todos os problemas familiares. As realidades humanas têm a medida e o alcance da própria condição humana.
A questão é saber se, na vida das pessoas, existe algo que possa suplantar ou substituir o papel da família? Sinceramente, não creio que haja. Portanto, é preciso continuar com a família que temos, fazendo tudo o que nos cabe para torná-la a melhor possível. A família é um enorme recurso no convívio e pode proporcionar ao ser humano a realização de suas naturais aspirações: companhia e experiência da alteridade; afetos, intimidade, amor, partilha e senso de pertença, cuidado, apoio nas fragilidades e limitações, aceitação sem reservas, alegria e esperança.
A família precisa ser valorizada por aquilo que ela é e pode oferecer às pessoas e à sociedade. Um dos aspectos fundamentais da vida familiar é a comunicação entendida interação entre pessoas, mais que o uso de recursos técnicos. A realidade familiar não é feita de unidades justapostas e fechadas sobre si: ela nasce e existe por um fato de comunicação de pessoas, da sintonia de afetos, de projetos compartilhados e de esforços somados; são pessoas que fazem viver e se completam num processo essencial de comunicação, que nem sempre é verbal.
O papa Francisco fala a importância e necessidade dessa comunicação vital na sua Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações, celebrado na Igreja no dia 17 de maio próximo: na família aprendemos a comunicar. A criança comunica ainda no ventre da mãe, com os afetos que se transmitem mesmo antes do nascimento. No seio da família, acontece a interação, a acolhida, a reciprocidade e o confronto com as diferenças; aprendem-se as linguagens verbais e simbólicas. Na família também se transmitem os códigos de valores que orientam a vida inteira e ajudam a decifrar os muitos sinais e mensagens que a existência vai propondo.
A família é fruto da comunicação e, ao mesmo tempo, padrão de comunicação. Mas ela corre hoje o risco de se tornar vítima dos novos e poderosos recursos de comunicação. Pode acontecer que os membros da família reunidos ao redor da mesa, ou na sala de estar, já não conversam nem se comunicam de pessoa a pessoa: cada qual navega distante pelas vias da Internet e, quem sabe, procura algum interlocutor invisível ou imaginário, sem mais conseguir sintonizar com quem está a seu lado, fechando-se cada vez mais sobre si mesmo...
Não é sintomático que o casamento e a família começam a se deteriorar quando a boa comunicação de pessoa a pessoa deixa de existir? Nada contra esses fantásticos recursos técnicos: tudo depende do uso que deles fazemos, para que favoreçam a aproximação das pessoas, e não promovam seu isolamento. Que tal, menos internet e mais conversa nos encontros familiares? O dia das mães poderia ser um dessas ocasiões de intensa comunicação de pessoas, que na vida em família.
CNBB, 11-05-2015.
*Dom Odilo Pedro Scherer é cardeal e arcebispo de São Paulo (SP).

Evangelho do Dia

B - 12 de maio de 2015

João 16,5-11

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu hei de enviar-vos o Espírito da verdade; ele vos conduzirá a toda a verdade (Jo 16,7.
13).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
16 5 Disse Jesus: “Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: ‘Para onde vais?’
6 Mas porque vos falei assim, a tristeza encheu o vosso coração.
7 Entretanto, digo-vos a verdade: convém a vós que eu vá! Porque, se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei.
8 E, quando ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do juízo.
9 Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em mim.
10 Ele o convencerá a respeito da justiça, porque eu me vou para junto do meu Pai e vós já não me vereis;
11 ele o convencerá a respeito do juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado”.
Palavra da Salvação.
 

Comentário do Evangelho
O ENVIO DO PARÁCLITO
            O envio do Paráclito estava condicionado à volta de Jesus para junto do Pai. Sua ação, em favor da comunidade dos discípulos, seria a continuação da de Jesus. Por isso, enquanto o Mestre esteve fisicamente junto dos discípulos, a presença do Paráclito não se revelava  tão necessária como haveria de acontecer no futuro.
            Um aspecto importante da ação do Paráclito estaria voltado contra o mundo, resumo de tudo quanto se opõe a Jesus e ao Reino anunciado por ele. O Espírito será o executor da sentença divina contra o mundo fechado para Deus. Agindo assim, colocará a salvo os discípulos de Jesus.
            O Paráclito condenará o mundo, por três motivos:
            Por ter-se fechado na incredulidade, rejeitando o Filho de Deus. É o pecado por excelência, raiz de toda ação má, por consistir no fechamento para o amor. Mais grave que o ateísmo, enquanto tal, são suas conseqüências sociais.
            Por ter-se fechado na injustiça. A volta de Jesus para o Pai teria iria evidenciar os feitos malvados do mundo, para submetê-lo ao juízo divino.
            Por ter-se tornado merecedor de castigo. A opção do mundo leva-o a confrontar-se com o juízo de Deus, o qual não abrandará sua severidade, quando se tratar de punir os que se recusaram a acolher seu Filho enviado.

 
Leitura
Atos 16,22-34
Leitura dos Atos dos Apóstolos.
16 22 O povo insurgiu-se contra eles. Os magistrados mandaram arrancar-lhes as vestes para açoitá-los com varas.
23 Depois de lhes terem feito muitas chagas, meteram-nos na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança.
24 Este, conforme a ordem recebida, meteu-os na prisão inferior e prendeu-lhes os pés ao cepo.
25 Pela meia-noite, Paulo e Silas rezavam e cantavam um hino a Deus, e os prisioneiros os escutavam.
26 Subitamente, sentiu-se um terremoto tão grande que se abalaram até os fundamentos do cárcere. Abriram-se logo todas as portas e soltaram-se as algemas de todos.
27 Acordou o carcereiro e, vendo abertas as portas do cárcere, supôs que os presos haviam fugido. Tirou da espada e queria matar-se.
28 Mas Paulo bradou em alta voz: “Não te faças nenhum mal, pois estamos todos aqui”.
29 Então o carcereiro pediu luz, entrou e lançou-se trêmulo aos pés de Paulo e Silas.
30 Depois os conduziu para fora e perguntou-lhes: “Senhores, que devo fazer para me salvar?”
31 Disseram-lhe: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família”.
32 Anunciaram-lhe a palavra de Deus, a ele e a todos os que estavam em sua casa.
33 Então, naquela mesma hora da noite, ele cuidou deles e lavou-lhes as chagas. Imediatamente foi batizado, ele e toda a sua família.
34 Em seguida, ele os fez subir para sua casa, pôs-lhes a mesa e alegrou-se com toda a sua casa por haver crido em Deus.
Palavra do Senhor.

 
Salmo 137/138
Ó Senhor, me estendeis o vosso braço e me ajudais.

Ó Senhor, de coração eu vos dou graças,
porque ouvistes as palavras dos meus lábios1
Perante os vossos anjos vou cantar-vos
e ante o vosso templo vou prostrar-me.

Eu agradeço vosso amor, vossa verdade,
porque fizestes muito mais que prometestes;
naquele dia em que gritei, vós me escutastes
e aumentastes o vigor da minha alma.

Estendereis o vosso braço em meu auxílio
e havereis de me salvar com vossa destra.
Completai em mim a obra começada;
ó Senhor, vossa bondade é para sempre!
eu vos peço: não deixeis inacabada
esta obra que fizeram vossas mãos.
 
Oração
Ó Deus, que o vosso povo sempre exulte pela sua renovação espiritual. alegrando-nos hoje porque adotados de novo como filhos de Deus, esperemos confiantes e alegres o dia da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Liturgia Diária

DIA 12 DE MAIO - TERÇA-FEIRA

VI SEMANA DA PÁSCOA *
(BRANCO – OFÍCIO DO DIA)

Antífona de entrada:
Alegremo-nos, exultemos e demos glória a Deus, porque o Senhor todo-poderoso tomou posse do seu reino, aleluia! (Ap 19,7.6)
Oração do dia
Ó Deus, que o vosso povo sempre exulte pela sua renovação espiritual. alegrando-nos hoje porque adotados de novo como filhos de Deus, esperemos confiantes e alegres o dia da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Atos 16,22-34)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.
16 22 O povo insurgiu-se contra eles. Os magistrados mandaram arrancar-lhes as vestes para açoitá-los com varas.
23 Depois de lhes terem feito muitas chagas, meteram-nos na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança.
24 Este, conforme a ordem recebida, meteu-os na prisão inferior e prendeu-lhes os pés ao cepo.
25 Pela meia-noite, Paulo e Silas rezavam e cantavam um hino a Deus, e os prisioneiros os escutavam.
26 Subitamente, sentiu-se um terremoto tão grande que se abalaram até os fundamentos do cárcere. Abriram-se logo todas as portas e soltaram-se as algemas de todos.
27 Acordou o carcereiro e, vendo abertas as portas do cárcere, supôs que os presos haviam fugido. Tirou da espada e queria matar-se.
28 Mas Paulo bradou em alta voz: “Não te faças nenhum mal, pois estamos todos aqui”.
29 Então o carcereiro pediu luz, entrou e lançou-se trêmulo aos pés de Paulo e Silas.
30 Depois os conduziu para fora e perguntou-lhes: “Senhores, que devo fazer para me salvar?”
31 Disseram-lhe: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família”.
32 Anunciaram-lhe a palavra de Deus, a ele e a todos os que estavam em sua casa.
33 Então, naquela mesma hora da noite, ele cuidou deles e lavou-lhes as chagas. Imediatamente foi batizado, ele e toda a sua família.
34 Em seguida, ele os fez subir para sua casa, pôs-lhes a mesa e alegrou-se com toda a sua casa por haver crido em Deus.
Palavra do Senhor.

 
Salmo responsorial 137/138
Ó Senhor, me estendeis o vosso braço e me ajudais.

Ó Senhor, de coração eu vos dou graças,
porque ouvistes as palavras dos meus lábios1
Perante os vossos anjos vou cantar-vos
e ante o vosso templo vou prostrar-me.

Eu agradeço vosso amor, vossa verdade,
porque fizestes muito mais que prometestes;
naquele dia em que gritei, vós me escutastes
e aumentastes o vigor da minha alma.

Estendereis o vosso braço em meu auxílio
e havereis de me salvar com vossa destra.
Completai em mim a obra começada;
ó Senhor, vossa bondade é para sempre!
eu vos peço: não deixeis inacabada
esta obra que fizeram vossas mãos.
 
Evangelho (João 16,5-11)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu hei de enviar-vos o Espírito da verdade; ele vos conduzirá a toda a verdade (Jo 16,7.
13).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
16 5 Disse Jesus: “Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: ‘Para onde vais?’
6 Mas porque vos falei assim, a tristeza encheu o vosso coração.
7 Entretanto, digo-vos a verdade: convém a vós que eu vá! Porque, se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei.
8 E, quando ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do juízo.
9 Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em mim.
10 Ele o convencerá a respeito da justiça, porque eu me vou para junto do meu Pai e vós já não me vereis;
11 ele o convencerá a respeito do juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado”.
Palavra da Salvação.
 
Comentário ao Evangelho
O ENVIO DO PARÁCLITO
            O envio do Paráclito estava condicionado à volta de Jesus para junto do Pai. Sua ação, em favor da comunidade dos discípulos, seria a continuação da de Jesus. Por isso, enquanto o Mestre esteve fisicamente junto dos discípulos, a presença do Paráclito não se revelava  tão necessária como haveria de acontecer no futuro.
            Um aspecto importante da ação do Paráclito estaria voltado contra o mundo, resumo de tudo quanto se opõe a Jesus e ao Reino anunciado por ele. O Espírito será o executor da sentença divina contra o mundo fechado para Deus. Agindo assim, colocará a salvo os discípulos de Jesus.
            O Paráclito condenará o mundo, por três motivos:
            Por ter-se fechado na incredulidade, rejeitando o Filho de Deus. É o pecado por excelência, raiz de toda ação má, por consistir no fechamento para o amor. Mais grave que o ateísmo, enquanto tal, são suas conseqüências sociais.
            Por ter-se fechado na injustiça. A volta de Jesus para o Pai teria iria evidenciar os feitos malvados do mundo, para submetê-lo ao juízo divino.
            Por ter-se tornado merecedor de castigo. A opção do mundo leva-o a confrontar-se com o juízo de Deus, o qual não abrandará sua severidade, quando se tratar de punir os que se recusaram a acolher seu Filho enviado.

 

Oração
            Espírito enviado pelo Filho, para condenar rigorosamente o mundo, abre meus olhos para que eu não caia em suas ciladas perversas.
 

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).
 
Sobre as oferendas
Concedei, ó Deus, que sempre nos alegremos por estes mistérios pascais, para que nos renovem constantemente e sejam fonte de eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão:
Era preciso que Cristo padecesse e ressurgisse dos mortos para entrar na sua glória, aleluia! (Lc 24,46.26)
Depois da comunhão
Ouvi, ó Deus, as nossas preces, para que o intercâmbio de dons entre o céu e a terra, trazendo-nos a redenção, seja um auxílio para a vida presente e nos conquiste a alegria eterna. Por Cristo, nosso Senhor.


MEMÓRIA FACULTATIVA

NEREU, AQUILES E PANCRÁCIO
(VERMELHO – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

Oração do dia:
Ó Deus, ao proclamarmos o glorioso testemunho dos santos mártires Nereu, Aquiles e Pancrácio, concedei-nos experimentar em nossa vida sua intercessão junto de vós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Sobre as oferendas:
Recebei, Pai santo, as nossas oferendas na comemoração dos vossos santos mártires e dai-nos a graça de não vacilar ao proclamarmos nossa fé. Por Cristo, nosso Senhor.
Depois da comunhão:
Ó Deus, que, de modo admirável, manifestastes em vossos mártires o mistério da cruz, concedei que, fortalecidos por este sacrifício, possamos seguir fielmente a Cristo e participar na Igreja da obra de salvação. Por Cristo, nosso Senhor.
Santo do Dia / Comemoração (PANCRÁCIO):
As catacumbas romanas atraem devotos e turistas de todo o mundo. Ali estão enterrados os santos dos primeiros anos do catolicismo. Entre eles, do adolescente Pancrácio, com as inscrições confirmando o seu martírio. Pancrácio nasceu em Roma, filho de pais cristãos, nobres, ricos e amigos do imperador Diocleciano. Órfão, ainda muito criança foi morar com um tio chamado Dionísio. Com o seu apoio conseguiu estudar em Roma, indo morar na mesma casa onde fazia seu retiro o papa Marcelino, que respeitava Pancrácio por sua modéstia, doçura, piedade e profunda fé. Mas como a perseguição de Diocleciano não dava tréguas a cristão nenhum, Pancrácio, então com catorze anos de idade, e seu tio Dionísio foram denunciados e levados a júri. O tio foi imediatamente morto. Pancrácio ainda mereceu uma certa consideração do imperador. Afinal, estava na flor da idade e era filho de alguém que havia sido seu amigo. Diocleciano tentou envolver Pancrácio com promessas, astúcias e, finalmente, ameaças. Nada deu resultado. Como o adolescente respondia a tudo afirmando que não temia a morte, pois a levaria direto a Deus, o imperador perdeu a paciência e mandou logo decapitá-lo. Era o dia 12 de maio de 304. O seu túmulo se encontra numa das estradas mais famosas de Roma, a Via Aurélia, no cemitério de Ottavilla, onde, no século VI, o papa Símaco mandou erguer uma igreja em sua homenagem, existente até hoje. Há muitas outras igrejas em louvor a são Pancrácio na Itália, França, Inglaterra e Espanha, onde seu culto se difundiu. A ele também foram dedicados os mosteiros de Roma, fundado por são Gregório Magno, e o de Londres, fundado por santo Agostinho de Canterbury. A fama de santidade de são Pancrácio se espalhou e sua devoção é muito intensa até hoje. Ele é o padroeiro dos enfermos na Itália, padroeiro dos trabalhadores na Espanha e padroeiro da Juventude da Ação Católica na América Latina.  

COMUNIDADE CHAMA





DIA 13 DE MAIO DE 2015 -   DIAS DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA -

 ENCONTROS DOS CENÁCULOS DE MARIA DA COMUNIDADE CHAMA - INICIO COM A SANTA MISSA ÀS 19H30M SEGUINTE DA REZA DO TERÇO - NA IGREJA MATRIZ


DIA 17 DE MAIO DE 2015 - DOMINGO

XI REAVIVAR COM MARIA ;
INICIO 08H00 - ABERTURA
PALESTRA COM O PREGADOR ALEXANDRE OLIVEIRA - COMUNIDADE CANÇÃO NOVA
SHOWS - MINISTERIO DE MUSICA CHAMA
16H00 - CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA COM O BISPO AUXILIAR DOM ANTONIO TOURINHO