sábado, 14 de novembro de 2015

Convicções cristãs


A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus segundo Marcos 13,24-32.
Por José Antonio Pagola*
Pouco a pouco iam morrendo os discípulos que tinham conhecido Jesus. Os que ficavam acreditavam Nele sem o ter visto. Celebravam a sua presença invisível nas eucaristias, mas quando veriam Seu rosto cheio de vida? Quando se cumpriria o seu desejo de encontrar-se com Ele para sempre?
Continuavam a recordar com amor e com fé as palavras de Jesus. Eram seu alimento naqueles tempos difíceis de perseguição. Mas, quando poderiam comprovar a verdade que encerravam? Não iriam esquecendo-se pouco a pouco? Passavam os anos e não chegava o Dia Final tão esperado, que podiam pensar?
O discurso apocalíptico que encontramos em Marcos quer oferecer algumas convicções que hão de alimentar sua esperança. Não devemos entendê-lo em sentido literal, mas procurando descobrir a fé contida nessas imagens e símbolos que hoje nos resulta tão estranha.
Primeira convicção: A história apaixonante da Humanidade chegará um dia ao seu fim
O 'sol' que assinala a sucessão dos anos apagar-se-á. A 'lua' que marca o ritmo dos meses já não brilhará. Não haverá dias e noites, não haverá tempo. Também, 'as estrelas cairão do céu', a distância entre o céu e a terra se apagará, já não haverá espaço. Esta vida não é para sempre. Um dia chegará a Vida definitiva, sem espaço nem tempo. Viveremos no Mistério de Deus.
Segunda convicção: Jesus voltará e seus seguidores poderão ver por fim seu desejado rosto: 'verão vir o Filho do Homem'
O sol, a lua e os astros apagar-se-ão, mas o mundo não ficará sem luz. Será Jesus quem iluminará para sempre pondo verdade, justiça e paz na história humana tão escrava hoje de abusos, injustiças e mentiras.
Terceira convicção: Jesus irá trazer consigo a salvação de Deus
Vem com o poder grande e salvador do Pai. Não se apresenta com aspecto ameaçador. O evangelista evita falar aqui de juízos e condenações. Jesus vem a 'reunir seus escolhidos', os que esperam com fé a sua salvação.
Quarta convicção: As palavras de Jesus 'não passarão'
Não perderão a sua força salvadora. Seguirão alimentando a esperança dos seus seguidores e o alento dos pobres. Não caminhamos em direção ao nada e ao vazio. Espera-nos o abraço com Deus.
Instituto Humanitas Unisinos
*José Antonio Pagola, teólogo espanhol.

Evangelho do Dia

B - 14 de novembro de 2015

Lucas 18,1-8

Aleluia, aleluia, aleluia.
Pelo evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo (2Ts2,14).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 18 1 Jesus propôs aos seus discípulos uma parábola para mostrar que é necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo.
2 “Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava pessoa alguma.
3 Na mesma cidade vivia também uma viúva que vinha com freqüência à sua presença para dizer-lhe: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário’.
4 Ele, porém, por muito tempo não o quis. Por fim, refletiu consigo: ‘Eu não temo a Deus nem respeito os homens;
5 todavia, porque esta viúva me importuna, far-lhe-ei justiça, senão ela não cessará de me molestar’”.
6 Prosseguiu o Senhor: “Ouvis o que diz este juiz injusto?
7 Por acaso não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que estão clamando por ele dia e noite? Porventura tardará em socorrê-los?
8 Digo-vos que em breve lhes fará justiça. Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?”
Palavra da Salvação.
 

Comentário do Evangelho
O DEFENSOR DOS POBRES
A parábola da viúva corajosa, disposta a fazer valer os seus direitos contra tudo e contra todos, visa a instruir os discípulos a rezar sempre, sem desanimar jamais.
Qual é a imagem de Deus e a imagem do ser humano orante, nela veiculadas?
De acordo com a tradição bíblica, Deus é o defensor dos pobres e injustiçados, seus eleitos. O Deuteronômio proclama que "Deus faz justiça ao órfão e à viúva; e ama o estrangeiro, dando-lhe alimento e veste". Embora sua justiça tarde em manifestar-se, ela se manifestará na certa.
O orante é, fundamentalmente, o indigente, privado de qualquer apoio externo, e que conta somente com a proteção divina, de maneira resoluta, mas sem fatalismo nem acomodação. Sabe o que espera de Deus e tem plena certeza de que obterá. Posicionando-se contra todas as forças adversas, o orante vai em frente, sem deixar sua fé esmorecer. Antes, a adversidade torna-o cada vez mais obstinado em alcançar o fim almejado.
Para a comunidade perseguida, a parábola era um incentivo para seguir adiante, embora a intervenção divina tardasse a acontecer. O silêncio de Deus não pode ser tomado como omissão ou desprezo por seus eleitos. No momento oportuno, a justiça será feita.

 
Leitura
Sabedoria 18,14-16; 19,6-9
Leitura do livro da Sabedoria.
18 14 Porque, quando um profundo silêncio envolvia todas as coisas, e a noite chegava ao meio de seu curso,
15 vossa palavra todo-poderosa desceu dos céus e do trono real, e, qual um implacável guerreiro, arremessou-se sobre a terra condenada à ruína.
16 De pé, ela tudo encheu de morte, e, pisando a terra, tocava os céus.
19 6 É que toda a criação, obedecendo às vossas ordens, foi remodelada em sua natureza, para que vossos filhos fossem conservados ilesos.
7 Foi vista uma nuvem cobrir o acampamento, e a terra seca surgir do que tinha sido água, um caminho viável formar-se no mar Vermelho, e um campo verdejante emergir das ondas impetuosas.
8 Por aí passou toda ela, a nação dos que vossa mão protegia, e que viram singulares prodígios.
9 Iam como cavalos conduzidos à pastagem, e saltavam como cordeiros, glorificando-vos a vós, Senhor, seu libertador.
Palavra do Senhor.
Salmo 104/105
Lembrai-vos sempre as maravilhas do Senhor!

Cantai, entoai salmos para ele,
publicai todas as suas maravilhas!
Gloriai-vos em seu nome que é santo,
exulte o coração que busca a Deus!

Matou na própria terra os primogênitos,
a fina flor de sua força varonil.
Fez sair com ouro e prato o povo eleito,
nenhum doente se encontrava em suas tribos.

Ele lembrou-se de seu santo juramento,
que fizera a Abraão, seu servidor.
Fez sair com grande júbilo o seu povo,
e seus eleitos, entre gritos de alegria.

 
Oração
Deus de poder e misericórdia, afastai de nós todo obstáculo para que, inteiramente disponíveis, nos dediquemos ao vosso serviço. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Convocação para a Assembleia Arquidiocesana de Pastoral


PROCLAMAS MATRIMONIAIS

14 e 15 de novembro de 2015


COM O FAVOR DE DEUS E DA SANTA MÃE A IGREJA, QUEREM SE CASAR:





  • CLODOALDO ALVES DE SALES
E
DAIANE JOYCE ROMA MIRANDA


  • SÉRGIO JORGE RAMOS FILHO
E
FERNANDA SOUGEY ANDRADE SILVA


  • CASSIANO RICARDO SILVA SANTANA
E
JOYCE APOLINARIA DO NASCIMENTO




                       Quem souber algum impedimento que obste à celebração destes casamentos está obrigado em consciência a declarar.
                                                                  

domingo, 8 de novembro de 2015

Doação de sangue

Pedimos aos paroquianos doação de sangue para um jovem chamado Guilherme Antonio da Silva Brandão que está no Hospital Osvaldo Cruz. As doações deverão ser feitas no HEMOPE de qualquer tipo de sangue, para serem encaminhadas para o hospital Osvaldo Cruz em nome do Guilherme.

O desprendimento que dignifica


Estamos colocando o que somos e temos a serviço do Senhor, de seu reino?
Evangelho de Marcos 12, 38-44

Neste domingo o evangelho apresenta-nos Jesus sentado diante do Tesouro do Templo olhando a multidão que deposita moedas no Tesouro.

E o texto continua com o comentário sobre os diferentes tipos de depósitos. Há muitos ricos que depositam muito dinheiro, e num momento determinado chega uma viúva pobre que deposita somente duas pequenas moedas.

Esta realidade impressiona Jesus, que chama seus discípulos para dizer-lhes o “valor” do depósito da viúva, porque era tudo o que ela tinha.

Acompanhamos esta narrativa com nossa imaginação. Jesus sentado e junto com Ele olhamos o grupo de pessoas que passam e fazem sua oferta.

Possivelmente o rosto daqueles que depositavam muito resplandecia porque achavam-se importantes, realizando uma grande dádiva.

Outro esforça-se para que sua “grande oferta” seja patente porque acredita que cumpria a Lei de Deus mais do que outros... ou para que fique evidente que “era mais generoso para com Deus”.

Talvez no interior de Jesus ecoem vários textos vividos e ouvidos, como por exemplo o profeta Oseias: “quero amor e não sacrifícios, conhecimento de Deus mais do que holocaustos” (Os 6,6).



No meio das pessoas aproxima-se timidamente uma mulher que com inibição põe duas pequenas moedas. Ela está sozinha, mal vestida. É duplamente marginalizada pela sociedade da época porque é viúva e pobre.

Qual é seu nome? Não sabemos; não interessa a ninguém, mas ela não passa despercebida para Jesus, a ponto de fazê-la de exemplo para seus discípulos/as.

O que tanto lhe chama a atenção? Com certeza não é a quantia da oferta: "duas pequenas moedas, que valiam uns poucos centavos".

É que Jesus tem outra lógica para olhar os acontecimentos, não tem uma visão gananciosa, nem mercantilista. Ele vê além das aparências e descobre a generosidade e o desprendimento dessa pobre mulher que entrega tudo o que tinha.

O evangelho a apresenta como exemplo, com uma importante similitude com o texto da viúva de Sarepta que foi lido na primeira leitura. Ali há uma viúva e um filho que não têm nada para comer, somente um pouco de farina e de óleo.

Mas esta mulher viúva responde ao pedido do profeta Eliase cozinha-lhe o que ele pede: um pão, que era sua única e última comida!

Nessa época havia uma grande seca e a morte dizimava os lares, e logo chegaria até ela e seu filho. No entanto confia nas palavras do profeta.

São duas mulheres que deram tudo o que elas e outros precisavam para ajudar aos que mais necessitam porque confiam em Deus!

Há pessoas que dão o que lhes sobra, outras dão para aliviar suas consciências, outras porque dessa maneira são reconhecidas pela sociedade.

"Quem são hoje esses órfãos e pobres que dão tudo o que têm para que as pessoas que estão ao seu redor não sofram mais, não passem mais fome?"

Pessoas que têm sua riqueza e segurança em Deus! Mulheres livres, generosas, que vivem o espírito de pobreza do Reino. Aqueles que se deixam conduzir pelo amor, pela sensibilidade dos que padecem ao seu redor.

"Bem-aventurados os pobres porque deles é o reino dos céus" (Mt 5,3).
Uma das discípulas de Jesus do século XX dizia: "O amor, para ser verdadeiro, tem de doer. Não basta dar o supérfluo a quem necessita, é preciso dar até que isso nos machuque".
Isso deve ao menos nos questionar: estamos colocando o que somos e temos a serviço do Senhor, de seu reino?

Oração

Dar-me sem contar,
sem dar um jeitinho
em plenitude,
a Deus, e a meus irmãos,
e Deus me tomará
sob sua proteção.
Ele me tomará
e passarei ileso
no meio das dificuldades.

Evangelho do Dia

B - 08 de novembro de 2015

Marcos 12,38-44 ou 41-44

Aleluia, aleluia, aleluia.
Felizes os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5,3).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
Naquele tempo, 12 38 disse Jesus: “Guardai-vos dos escribas que gostam de andar com roupas compridas, de ser cumprimentados nas praças públicas
39 e de sentar-se nas primeiras cadeiras nas sinagogas e nos primeiros lugares nos banquetes.
40 Eles devoram os bens das viúvas e dão aparência de longas orações. Estes terão um juízo mais rigoroso”.
41 Jesus sentou-se defronte do cofre de esmola e observava como o povo deitava dinheiro nele; muitos ricos depositavam grandes quantias.
42 Chegando uma pobre viúva, lançou duas pequenas moedas, no valor de apenas um quadrante.
43 E ele chamou os seus discípulos e disse-lhes: “Em verdade vos digo: esta pobre viúva deitou mais do que todos os que lançaram no cofre,
44 porque todos deitaram do que tinham em abundância; esta, porém, pôs, da sua indigência, tudo o que tinha para o seu sustento”.
Palavra da Salvação.

Comentário do Evangelho
A GENEROSIDADE LOUVADA
O contraste entre a oferta dos ricos e a da pobre viúva foi sublinhado, de propósito, por Jesus. Dois gestos, materialmente idênticos, escondiam diferenças significativas. A oferta do rico, maior em quantidade, não tinha a qualidade da oferta da viúva: a primeira provinha do supérfluo, a segunda da penúria e significava abrir mão do próprio sustento. A generosidade do rico revelou exibição, enquanto a da viúva tinha a consistência de um gesto feito de coração.
A observação de Jesus deixava transparecer sua simpatia e predileção pelos pobres. A humildade e simplicidade destes tornavam-nos abertos para Deus, a ponto de se esquecerem de si mesmos e de suas necessidades materiais. A total confiança na misericórdia divina levava-os a se mostrarem desapegados mesmo daquilo que lhes era necessário para sobreviver.
Desta maneira, os pobres mostravam-se mais predispostos a acolher o Reino de Deus. Por não estarem apegados aos bens materiais, deixavam espaço aberto para Deus se tornar Senhor de suas vidas. Jesus dava-se conta de como a pobreza gerava liberdade, possibilitando a ação do Reino.
Louvando o gesto daquela pobre viúva, Jesus denunciava o daqueles que acreditavam poder comprar a benevolência divina com esmolas generosas.

 
Leitura
1 Reis 17,10-16
Leitura do primeiro livro dos Reis.
17 10 Elias pôs-se a caminho para Sarepta. Chegando à porta da cidade, viu uma viúva que ajuntava lenha. Chamou-a e disse-lhe: “Por favor, vai buscar-me um pouco de água numa vasilha para que eu beba”.
11 E indo ela buscar-lhe a água, gritou-lhe Elias: “Traze-me também um pedaço de pão”.
12 “Pela vida de Deus”, respondeu a mulher, “não tenho pão cozido: só tenho um punhado de farinha na panela e um pouco de óleo na ânfora; estava justamente apanhando dois pedaços de lenha para preparar esse resto para mim e meu filho, a fim de o comermos, e depois morrermos”.
13 Elias replicou: “Não temas; volta e faze como disseste; mas prepara-me antes com isso um pãozinho, e traze-mo; depois prepararás o resto para ti e teu filho.
14 Porque eis o que diz o Senhor, Deus de Israel: ‘a farinha que está na panela não se acabará’, e a ânfora de azeite não se esvaziará, até o dia em que o Senhor fizer chover sobre a face da terra”.
15 A mulher foi e fez o que disse Elias. Durante muito tempo ela teve o que comer, e a sua casa, e Elias.
16 A farinha não se acabou na panela nem se esgotou o óleo da ânfora, como o Senhor o tinha dito pela boca de Elias.
Palavra do Senhor.
Salmo 145/146
Bendize, minha alma, bendize ao Senhor!

O Senhor é fiel para sempre,
fez justiça aos que são oprimidos;
ele dá alimento aos famintos,
é o Senhor quem liberta os cativos.

O Senhor abre os olhos aos cegos,
o Senhor faz erguer-se o caído;
o Senhor ama aquele que é justo.
É o Senhor quem protege o estrangeiro,
quem ampara a viúva e o órfão,
mas confunde os caminhos dos maus.

O Senhor reinará para sempre!
Ó Sião, o teu Deus reinará
para sempre e por todos os séculos!
 
Oração
Deus de poder e misericórdia, afastai de nós todo obstáculo para que, inteiramente disponíveis, nos dediquemos ao vosso serviço. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.