quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Francisco faz 78 anos em meio a realizações


Em um pontificado marcado por viagens e publicações, papa faz aniversário. 'É um dia normal', diz.
Papa Francisco completa 78 anos: para o pontífice, um dia 'totalmente normal, como os outros'.
CIDADE DO VATICANO – O papa Francisco celebra nesta quarta-feira (17) o seu 78º aniversário que, segundo o pontífice, é um dia “totalmente normal, como os outros”, no qual realiza a tradicional audiência pública das quartas-feiras. Na recente entrevista ao jornal argentino "La Nación", Francisco recordou a celebração deste dia em 2013, no qual três sem-abrigo se juntaram a ele, por iniciativa do esmoler pontifício.

"Foi um bom gesto e aí nasceu o mito de que tinha tomado o pequeno-almoço com os sem-abrigo, mas eu comi com todo o pessoal da casa (de Santa Marta) e os sem-abrigo estavam lá. São dessas coisas folclóricas que me colam", relatou.

Este ano, por ser dia de audiência geral e não haver missa na capela da Casa de Santa Marta, onde reside o papa, o aniversário vai ser assinalado ao almoço, “juntamente com todos os empregados”.

Jorge Mario Bergoglio foi eleito a 13 de março de 2013 como sucessor de Bento XVI, que renunciou ao pontificado, escolhendo o inédito nome de Francisco; é também o primeiro papa jesuíta na história da Igreja e o primeiro pontífice sul-americano.

Francisco nasceu em Buenos Aires, capital da Argentina, a 17 de dezembro de 1936, filho de emigrantes italianos, e trabalhou como técnico químico antes de se decidir pelo sacerdócio, no seio da Companhia de Jesus, licenciando-se em filosofia antes do curso teológico.

Ordenado padre a 13 de dezembro de 1969, Bergoglio foi responsável pela formação dos novos jesuítas e depois provincial dos religiosos na Argentina (1973-1979). João Paulo II nomeou-o bispo auxiliar de Buenos Aires em 1992 e foi ordenado bispo a 27 de junho desse ano, assumindo a liderança da diocese a 28 de fevereiro de 1998, após a morte do cardeal Antonio Quarracino.

O primaz da Argentina foi ordenado cardeal por João Paulo II em 21 de fevereiro de 2001, ano no qual foi relator da 10ª assembleia do Sínodo dos Bispos. Tem como lema 'Miserando atque eligendo', frase que evoca uma passagem do Evangelho segundo São Mateus: "olhou-o com misericórdia e escolheu-o".

Em 21 meses de pontificado, o papa Francisco visitou o Brasil, a Terra Santa, a Coreia do Sul, a Albânia, a Turquia e a cidade francesa de Estrasburgo, onde passou pelo Parlamento Europeu e o Conselho da Europa; realizou também sete viagens em Itália, incluindo uma passagem pela ilha de Lampedusa e uma homenagem no centenário no início da I Guerra Mundial.

Entre os principais documentos do atual pontificado estão a encíclica "Lumen Fidei" (A luz da Fé), que recolhe reflexões de Bento XVI, e a exortação apostólica "Evangelii Gaudium" (A alegria do Evangelho), tendo ainda iniciado um Sínodo sobre a Família, em duas sessões, com consultadas alargadas às comunidades católicas: uma extraordinária realizada em outubro deste ano, e outra ordinária, em 2015.

Francisco criou um Conselho de Cardeais, com membros dos cinco continentes, para o aconselharem no Governo da Igreja e na reforma da ‘Constituição’ do Vaticano, e aprovou legislação para regular a atividade financeira do pequeno Estado e da Santa Sé, com uma nova Secretaria para a Economia.

Após a viagem à Terra Santa, reuniu no Vaticano os presidentes de Israel e da Palestina para uma invocação pela paz, na qual participou também o patriarca ecuménico de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), Bartolomeu I, um interlocutor privilegiado do papa. Ainda este ano, Francisco visitou a sede da FAO em Roma e promoveu a assinatura de uma declaração conjunta inter-religiosa contra a escravatura.

O papa convocou ainda um Ano da Vida Consagrada, por ocasião do quinquagésimo aniversário da constituição dogmática sobre a Igreja ‘Lumen gentium’, do Concílio Vaticano II, que no capítulo VI trata dos religiosos, e do decreto ‘Perfectae caritatis’ sobre a renovação da vida religiosa.
SIR

Evangelho do Dia

Ano A - 17 de dezembro de 2014

Mateus 1,1-17

Aleluia, aleluia, aleluia.
Ó sabedoria do altíssimo, que tudo determina com doçura e com vigor: oh, vem nos ensinar o caminho da prudência!


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
1 1 Genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.
2 Abraão gerou Isaac. Isaac gerou Jacó. Jacó gerou Judá e seus irmãos.
3 Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara. Farés gerou Esron. Esron gerou Arão.
4 Arão gerou Aminadab. Aminadab gerou Naasson. Naasson gerou Salmon.
5 Salmon gerou Booz, de Raab. Booz gerou Obed, de Rute. Obed gerou Jessé. Jessé gerou o rei Davi.
6 O rei Davi gerou Salomão, daquela que fora mulher de Urias.
7 Salomão gerou Roboão. Roboão gerou Abias. Abias gerou Asa.
8 Asa gerou Josafá. Josafá gerou Jorão. Jorão gerou Ozias.
9 Ozias gerou Joatão. Joatão gerou Acaz. Acaz gerou Ezequias.
10 Ezequias gerou Manassés. Manassés gerou Amon. Amon gerou Josias.
11 Josias gerou Jeconias e seus irmãos, no cativeiro de Babilônia.
12 E, depois do cativeiro de Babilônia, Jeconias gerou Salatiel. Salatiel gerou Zorobabel.
13 Zorobabel gerou Abiud. Abiud gerou Eliacim. Eliacim gerou Azor.
14 Azor gerou Sadoc. Sadoc gerou Aquim. Aquim gerou Eliud.
15 Eliud gerou Eleazar. Eleazar gerou Matã. Matã gerou Jacó.
16 Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo.
17 Portanto, as gerações, desde Abraão até Davi, são quatorze. Desde Davi até o cativeiro de Babilônia, quatorze gerações. E, depois do cativeiro até Cristo, quatorze gerações.
Palavra da Salvação.

Comentário do Evangelho
A CRIAÇÃO CONSUMADA
O longo elenco genealógico forjado pelo evangelista para explicitar a linhagem davídica de Jesus – filho de Davi –, esconde, em suas entrelinhas, um rico filão teológico. Uma de suas vertentes é o tema da criação levada à sua plenitude com a irrupção de Jesus na história humana. A genealogia pretende ser uma releitura do Gênesis e não o resultado de uma pesquisa minuciosa a respeito dos antepassados do Messias.
O cabeçalho da genealogia é introduzido pela expressão “livro do gênesis de Jesus Cristo”. Tudo nela gira em torno do verbo “gerar”, dar vida, trazer à existência, encaminhando-se para a geração de Jesus, como ponto para onde converge todo o dinamismo da História. Nele as gerações chegam a termo. Não se dirá “Jesus gerou ...”, por se constituir o definitivo ponto de referência de tudo quanto existe.
O evangelista também serviu-se de uma rica simbologia numérica, em voga nos círculos rabínicos da época, para alcançar seu objetivo. O número quatorze multiplicado por três corresponde a quarenta e dois, ou seja, seis vezes sete. Na aritmética teológica hebraica, o número seis indicava imperfeição, carência. Ele corresponderia aos seis dias da criação. Competia ao Messias Jesus inaugurar o sétimo dia para levar a criação à plenitude.
Na concepção de Jesus, a presença do Espírito Santo, comparável ao vento que soprava sobre as águas por ocasião do primeiro gênesis, completa o simbolismo: em Jesus tem início a criação nova e verdadeira. É a criação consumada!

OraçãoPai, que a presença de teu Filho Jesus, na História, leve à plenitude a obra de tua criação, fazendo desabrochar, em cada coração humano, o amor para o qual foi criado.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês) 
Leitura
Gênesis 49,2.8-10
Leitura do livro do Gênesis.
Naqueles dias, Jacó chamou seus filhos e disse: 49 2 “Ajuntai-vos e ouvi, filhos de Jacó. Escutai Israel, vosso pai.
8 Judá, teus irmãos te louvarão. Pegarás pela nuca os inimigos; os filhos de teu pai se prostrarão em tua presença.
9 Filhote de leão, Judá: voltas trazendo a caça, meu filho. Dobra-se, deita-se como um leão; como uma leoa: quem o despertará?
10 Não se apartará o cetro de Judá, nem o bastão de comando dentre seus pés, até que venha aquele a quem pertence por direito, e a quem devem obediência os povos”.
Palavra do Senhor.
Salmo 71/72
Nos seus dirás a justiça florirá
e a paz em abundância, para sempre.

Daí ao rei vossos poderes, Senhor Deus,
vossa justiça ao descendente da realeza!
Com justiça ele governe o vosso povo,
com eqüidade ele julgue os vossos pobres.

Das montanhas venha a paz a todo o povo,
e desça das colinas a justiça!
Este rei defenderá os que são pobres,
os filhos dos humildes salvará.

Nos seus dias a justiça florirá
e grande paz, até que a lua perca o seu brilho!
De mar a mar estenderá o seu domínio,
e desde o rio até os confins de toda a terra!

Seja bendito o seu nome para sempre!
E que dure como o sol sua memória!
Todos os povos serão nele abençoados,
todas as gentes cantarão o seu louvor!
Oração
Ó Deus, criador e redentor do gênero humano, quisestes que o vosso Verbo se encarnasse no seio da Virgem. Sede favorável à nossa súplica, para que o vosso Filho unigênito, tendo recebido nossa humanidade, nos faça participar da sua vida divina. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Liturgia Diária

DIA 17 DE DEZEMBRO - QUARTA-FEIRA

III SEMANA DO ADVENTO
(ROXO, PREFÁCIO DO ADVENTO II – OFÍCIO DO DIA)

Antífona de entrada:
Alegrem-se os céus e exulte a terra, porque o Senhor nosso Deus virá e terá compaixão dos pequeninos (Is 49,13).
Oração do dia
Ó Deus, criador e redentor do gênero humano, quisestes que o vosso Verbo se encarnasse no seio da Virgem. Sede favorável à nossa súplica, para que o vosso Filho unigênito, tendo recebido nossa humanidade, nos faça participar da sua vida divina. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Gênesis 49,2.8-10)
Leitura do livro do Gênesis.
Naqueles dias, Jacó chamou seus filhos e disse: 49 2 “Ajuntai-vos e ouvi, filhos de Jacó. Escutai Israel, vosso pai.
8 Judá, teus irmãos te louvarão. Pegarás pela nuca os inimigos; os filhos de teu pai se prostrarão em tua presença.
9 Filhote de leão, Judá: voltas trazendo a caça, meu filho. Dobra-se, deita-se como um leão; como uma leoa: quem o despertará?
10 Não se apartará o cetro de Judá, nem o bastão de comando dentre seus pés, até que venha aquele a quem pertence por direito, e a quem devem obediência os povos”.
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 71/72
Nos seus dirás a justiça florirá
e a paz em abundância, para sempre.

Daí ao rei vossos poderes, Senhor Deus,
vossa justiça ao descendente da realeza!
Com justiça ele governe o vosso povo,
com eqüidade ele julgue os vossos pobres.

Das montanhas venha a paz a todo o povo,
e desça das colinas a justiça!
Este rei defenderá os que são pobres,
os filhos dos humildes salvará.

Nos seus dias a justiça florirá
e grande paz, até que a lua perca o seu brilho!
De mar a mar estenderá o seu domínio,
e desde o rio até os confins de toda a terra!

Seja bendito o seu nome para sempre!
E que dure como o sol sua memória!
Todos os povos serão nele abençoados,
todas as gentes cantarão o seu louvor!
Evangelho (Mateus 1,1-17)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Ó sabedoria do altíssimo, que tudo determina com doçura e com vigor: oh, vem nos ensinar o caminho da prudência!


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
1 1 Genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.
2 Abraão gerou Isaac. Isaac gerou Jacó. Jacó gerou Judá e seus irmãos.
3 Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara. Farés gerou Esron. Esron gerou Arão.
4 Arão gerou Aminadab. Aminadab gerou Naasson. Naasson gerou Salmon.
5 Salmon gerou Booz, de Raab. Booz gerou Obed, de Rute. Obed gerou Jessé. Jessé gerou o rei Davi.
6 O rei Davi gerou Salomão, daquela que fora mulher de Urias.
7 Salomão gerou Roboão. Roboão gerou Abias. Abias gerou Asa.
8 Asa gerou Josafá. Josafá gerou Jorão. Jorão gerou Ozias.
9 Ozias gerou Joatão. Joatão gerou Acaz. Acaz gerou Ezequias.
10 Ezequias gerou Manassés. Manassés gerou Amon. Amon gerou Josias.
11 Josias gerou Jeconias e seus irmãos, no cativeiro de Babilônia.
12 E, depois do cativeiro de Babilônia, Jeconias gerou Salatiel. Salatiel gerou Zorobabel.
13 Zorobabel gerou Abiud. Abiud gerou Eliacim. Eliacim gerou Azor.
14 Azor gerou Sadoc. Sadoc gerou Aquim. Aquim gerou Eliud.
15 Eliud gerou Eleazar. Eleazar gerou Matã. Matã gerou Jacó.
16 Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo.
17 Portanto, as gerações, desde Abraão até Davi, são quatorze. Desde Davi até o cativeiro de Babilônia, quatorze gerações. E, depois do cativeiro até Cristo, quatorze gerações.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
A CRIAÇÃO CONSUMADA
O longo elenco genealógico forjado pelo evangelista para explicitar a linhagem davídica de Jesus – filho de Davi –, esconde, em suas entrelinhas, um rico filão teológico. Uma de suas vertentes é o tema da criação levada à sua plenitude com a irrupção de Jesus na história humana. A genealogia pretende ser uma releitura do Gênesis e não o resultado de uma pesquisa minuciosa a respeito dos antepassados do Messias.
O cabeçalho da genealogia é introduzido pela expressão “livro do gênesis de Jesus Cristo”. Tudo nela gira em torno do verbo “gerar”, dar vida, trazer à existência, encaminhando-se para a geração de Jesus, como ponto para onde converge todo o dinamismo da História. Nele as gerações chegam a termo. Não se dirá “Jesus gerou ...”, por se constituir o definitivo ponto de referência de tudo quanto existe.
O evangelista também serviu-se de uma rica simbologia numérica, em voga nos círculos rabínicos da época, para alcançar seu objetivo. O número quatorze multiplicado por três corresponde a quarenta e dois, ou seja, seis vezes sete. Na aritmética teológica hebraica, o número seis indicava imperfeição, carência. Ele corresponderia aos seis dias da criação. Competia ao Messias Jesus inaugurar o sétimo dia para levar a criação à plenitude.
Na concepção de Jesus, a presença do Espírito Santo, comparável ao vento que soprava sobre as águas por ocasião do primeiro gênesis, completa o simbolismo: em Jesus tem início a criação nova e verdadeira. É a criação consumada!

OraçãoPai, que a presença de teu Filho Jesus, na História, leve à plenitude a obra de tua criação, fazendo desabrochar, em cada coração humano, o amor para o qual foi criado.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês) 
Sobre as oferendas
Santificai, ó Deus, as oferendas da vossa Igreja e concedei que, por estes sagrados mistérios, sejamos restaurados com o pão do céu. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão:
Eis que vem o desejado de todas as nações: ele encherá de glória a casa do Senhor (Ag 2,8).
Depois da comunhão
Saciados com os vossos dons divinos, nós vos pedimos, ó Deus todo-poderoso, que possamos realizar o nosso desejo de brilhar diante de Cristo que se aproxima como lâmpadas acesas pelo vosso Espírito. Por Cristo, nosso Senhor.

Confraternização de Fim de Ano

Convidamos todos os paroquianos, pastorais, movimentos, comunidades, amigos e colaboradores a participarem da festa de confraternização de fim de ano da nossa Paróquia Nossa Senhora das Candeias.

A festa será realizada no dia 20 de dezembro, sábado, a partir das 21h. Para participar é necessário comprar o convite na Secretaria Paroquial por R$100,00 (Mesa).
Não deixe de participar com a sua família deste momento de descontração que reunirá todos os amigos da nossa Paróquia.
Confraternização de Fim de Ano
Dia: 20 de dezembro
Horário: A partir das 21h
Local: Clube das Águias
Convites: R$ 100,00 (Mesa

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Arquidiocese promove Natal da população em situação de rua nesta segunda-feira



Pascom 232Um dia para celebrar e marcar o encerramento das atividades da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de Olinda e Recife. Para isso, nada melhor do que se confraternizar com quem aqueles que são o alvo de todo o trabalho realizado pelo grupo. Pelo quinto ano consecutivo será promovido o Natal da População em Situação de Rua. O evento será nesta segunda-feira, 15.
Após três anos no claustro da Basílica Nossa Senhora do Carmo no bairro de Santo Antônio, centro do Recife, o ‘Natal’ muda de local. Este ano será no Cais da Alfândega no trecho entre a Ponte Maurício de Nassau e o Shopping Paço Alfândega. As atividades começam às 14h e seguem até às 19h30.
Na programação estão previstas ações voltadas para a cidadania, saúde, cultura e espiritualidade. A primeira parte do evento contará com emissão de documentos (RG e CTPS), cadastramento no Bolsa Família, exames de HIV, Sífilis e Coleta para B.K. (para diagnóstico de Tuberculose), aferição de pressão arterial e glicose, Escovódromo e exame de prevenção de câncer bucal e vacinação. Além de serviços como corte de cabelo, higienização das unhas e lanche. Além de atividades lúdicas, apresentações culturais entre elas, Maracatu e de teatro. As crianças terão uma atenção especial. Para elas haverá atividades recreativas entre as 16h e 19h.
Pascom 197O arcebispo metropolitano, Dom Fernando Saburido, participará às 18h. O religioso fará momento de oração e espiritualidade. Logo após, será servido o jantar. Cerca de 800 kits de higiene pessoal será entregue aos adultos e brinquedos para as crianças.
O Natal dos moradores de rua é uma realização da Igreja, por meio da Comissão Arquidiocesana de Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz. Entretanto, o evento conta com o apoio de entidades governamentais e não governamentais.

PROGRAMAÇÃO
Serviços (das 14h às 17h)
RG,CTPS, cadastramento bolsa família, exames HIV, Sífilis e Coleta para BK, aferição de pressão, aferição de glicose, Escovódromo e exame prevenção de câncer bucal, vacinação, atividades lúdicas, apresentações diversas, corte cabelo, higienização das unhas, lanche.
Das 17h às 19h30
17h – Apresentações (maracatu, teatro O Caminho)
18h – Momento de Espiritualidade - Dom Fernando
18h30 – Jantar e distribuição de presentes

Da Assessoria de Comunicação AOR

A evangelização para a paz


Passados mais de 2 mil anos do nascimento de Jesus, a Igreja o apresentpela violência.
É preciso que a Igreja seja a anunciadora da mensagem de Cristo.
Por Dom Messias dos Reis Silveira*

O final do ano vai chegando. Um clima natalino vai se difundindo entre todas as pessoas e meios. O comércio se movimenta para atender aos presenteadores que buscam simbolismos para entregá-los às pessoas amadas. Todo esse ritmo acelerado envolto em um clima de muita alegria está fundado naquele que o Profeta Isaias chamou de “Príncipe da paz” (Is 9,5). O dom da paz veio, se fez carne e habitou entre nós (Cf Jo 1,14). Jesus trabalhou para a implantação de uma cultura da paz na sociedade. Após a sua morte, tendo ressuscitado, ele entregava com ternura o dom da paz especialmente aos que estavam desesperançados.

Passados mais de 2 mil anos do nascimento do Divino Salvador, a Igreja o apresenta para a sociedade, marcada por muitas violências, certa de que Ele é a nossa paz (Cf Ef 2,14). Chegando ao final do ano começam a se moverem de novo as portas de entrada para o Natal despertando a humanidade para que se deixe de novo ser visitada pelo grande mistério de Deus que gera a paz.

A Igreja no Brasil, no embalo da mística da preparação para o Natal, realiza a Campanha de Evangelização, neste ano com o tema “Cristo é nossa paz” (Ef 2,14). Evangelizar para a paz é uma necessidade urgente, pois crescem variadas expressões de violências em todos os setores da sociedade. Não se pode negar que estamos num tempo de crises que se expressa no ambiente familiar onde os pais não conseguem transmitir valores para os filhos e em variados setores da sociedade. Até mesmo o sentido de família passa por crise ao se encontrar diante de novas estruturas e desafios que reclamam para si o significado de família. A crise adentra o mundo da juventude que vive sem rumo, sem saber se terá um futuro garantido profissionalmente. É grande o número de jovens que se encontra mergulhado na pobreza. Existe no mundo econômico uma busca intensa pelo lucro levando o ser humano a ser tratado em vista do consumo. A Democracia está fragilizada, pois até mesmo a liberdade religiosa sofre ataques em determinadas regiões.

É preciso que a Igreja em saída (EG 20) com alegria seja a grande anunciadora da mensagem de Jesus marcando a saciedade com o dom da paz.
CNBB, 12-12-2014.
*Dom Messias dos Reis Silveira é bispo de Uruaçu (GO).

´Não é cristão viver o Natal com consumismo´


'Nunca percam a esperança no futuro', destacou o papa Francisco durante homilia em Roma.
Por Giacomo Galeazzi

"Não é cristão viver o Natal com a angústia do consumismo.há tantas pessoas que não sabem agradecer a Deus. Sempre buscam algo para se lamentar", afirmou o papa Francisco, durante a homilia da missa na paróquia romana de San Giuseppe all'Aurelio.

"Eu conhecia uma freira, longe daqui esta freira era boa, trabalhava, mas a sua vida era se lamentar pelas tantas coisas que aconteciam, tanto que a chamavam de 'Madre Lamentela'. Um cristão não pode viver assim, sempre buscando se lamentar. 'Mas eu não tenho isso, ou eu não tenho aquilo', não é cristã", continuou o papa.

A visita à igreja de San Giuseppe all'Aurelio, na Via Boccea, é a sexta visita pastoral do Papa Francisco a uma paróquia da diocese de Roma. A quinta a uma paróquia da cidade, porque, há alguns meses, uma das visitas foi fora da cidade, a uma igreja na cidade de Gudonia Montecelio. Além das seis visitas pastorais, há ainda outras três visitas a paróquias a título privado: a Prima Porta, para admirar o presépio; a Gregorio VII para se encontrar com as vítimas da máfia; por fim, à Basílica de Santa Maria in Trastevere, para encontrar a Comunidade de Santo Egídio.

"Oração, ação de graças e ajuda aos outros: assim chegaremos ao Natal do 'Ungido', isto é, de Cristo, 'ungido' pela graça. Que Nossa Senhora nos acompanhe nesse caminho rumo ao Natal e à alegria. Ah sim, por favor, a alegria."

De acordo com Francisco, "faz mal encontrar cristãos com a cara amargurada, com aquela cara inquieta da amargura, que não está em paz. Nunca um santo ou uma santa tinha a cara fúnebre, nunca: sempre os santos têm o rosto da alegria, ou, ao menos, nos sofrimentos, o rosto da paz".

"No sofrimento máximo, o martírio de Jesus, ele tinha um rosto de paz e se preocupava com os outros, com a mãe, com João, com os outros."

Além disso, "as crianças choram, fazem barulho, vão daqui e dali. Mas me incomoda muito quando na igreja uma criança chora, e há quem diga que ela deve ir para fora. O choro da criança é a voz de Deus: nunca os expulsem da igreja", disse Francisco, encontrando-se com as famílias das crianças batizadas no último ano. "O seu pranto é a melhor pregação", acrescentou o pontífice.

"'Ah, padre, nós fazemos um belo almoço [paroquial]': mas essa não é a alegria cristã de que falamos hoje", assegura Bergoglio. A alegria "nos leva também a fazer festa, é verdade, mas é outra coisa. E por isso a Igreja quer nos levar a entender o que é essa alegria cristã".

"O apóstolo Paulo aos Tessalonicenses diz: 'Irmãos, sejam sempre alegres'. E como podemos ser alegres? Ele diz: 'Rezem ininterruptamente, em tudo deem graças'. Encontramos a alegria cristã na oração e também no dar graças ao Senhor pelas tantas coisas belas."

Para ter essa alegria cristã, "primeiro, rezar e, segundo, dar graças". E "como faço para dar graças? Lembre a sua vida e pense em tantas coisas boas que a vida lhe deu".

Sublinhou o papa: "'Mas, padre, é verdade, mas recebi tantas coisas ruins'. Concordo, mas pense nas coisas boas: 'Eu tive uma família cristã, pais cristãos, graças a Deus trabalho, a minha família não passa fome, estamos todos saudáveis. Temos tantas coisas para dar graças, e isso nos habitua à alegria".

Outra dimensão que nos ajuda a ter a alegria é "levar aos outros o alegre anúncio".

Nós "somos cristãos, e isso vem de Cristo, e Cristo significa ungido: nós somos ungidos, o Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me consagrou com a unção". Cristão significa ungido, porque "nos leva a fazer o alegre anúncio aos miseráveis, a enfaixar as chagas, a libertar os escravos, a promulgar o ato de graça do Senhor".

Essa é "a vocação dos cristãos: ir ao encontro dos outros, àqueles que estão em necessidade, sejam materiais, sejam espirituais, tantas pessoas que têm angústia por causa dos problemas familiares". Isto é, "levar a paz, levar o óleo de Jesus, que faz tão bem e consola as almas".

Francisco se encontrou com um grupo de 40 Roms do Campo Nômade que se encontra na Via Tenuta Piccirillo, no ex-acampamento Green Riber em Prima Porta. "A Igreja está perto de vocês, é sempre acolhedora, especialmente esta paróquia. Estejam sempre perto da Igreja. Não percam a esperança."

Essas famílias, uma das quais é composta por 18 pessoas, foram "adotadas" pela paróquia de San Giuseppe all'Aurelio. No discurso "de esperança e encorajamento" que o pontífice pronunciou de improviso, também o convite aos Rom de "buscarem o trabalho e a integração, sem nunca se desesperar".

"Nunca percam a esperança no futuro. Agradeço a vocês pela acolhida que me deram", disse Bergoglio, que depois cumprimentou (muitas vezes com um abraço) cada um dos Rom presentes e os voluntários da Comunidade de Santo Egídio que os ajudam.
Vatican Insider, 14-12-2014.
Tradução é de Moisés Sbardelotto.