quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Missa quarta-feira de Cinzas

 Matriz 
08h e 19,30h

Barra de Jangada 
19h.

Missa na Orla 
 
sexta-feira, dia 20/02, 19h e após a missa via sacra (na orla)

Todas as sextas-feiras da quaresma a via sacra será na orla de Candeias.

Meu Dia com Deus

DIA 18 DE FEVEREIRO - QUARTA-FEIRA

Ouça: 
Evangelho do Dia: (Mateus 6,1-6.16-18)
Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai! 
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. 
Naquele tempo, 6 1 Disse Jesus: “Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu.
2 Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
3 Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita.
4 Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á.
5 Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
6 Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.
16 Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
17 Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto.
18 Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á”.
Palavra da Salvação. 
 
Meditando o Evangelho
COMO AGRADAR A DEUS
            A prática quaresmal da esmola, da oração e do jejum tem a finalidade de sintonizar-nos com a vontade do Pai, de forma a preparar-nos, da melhor maneira possível, para a celebração da Páscoa. As três práticas de piedade visam refazer nossa amizade com o Pai, enquanto discípulos de Jesus. Têm como objetivo tornar-nos agradáveis a ele. De onde a importância de serem vividas segundo as orientações dadas pelo Mestre Jesus.
            Existem maneiras incorretas de dar esmolas, rezar e jejuar. Portando, vazias e inúteis. Isto acontece com quem se serve destes atos para fazer exibição de piedade, pretendendo passar por santos aos olhos dos outros. Mas, também, com quem dá esmola de maneira mecânica, sem comprometer-se com o gesto de dar; com quem transforma a oração num amontoado de palavras, sem interioridade nem unção; com quem jejua para cumprir um preceito, embora desconheça o valor de seu gesto.
            O reverso da medalha corresponde à forma efetiva de agradar a Deus. Neste caso, a esmola será expressão da misericórdia que existe no coração de quem se faz solidário com a carência alheia; a oração consistirá mais em escutar do que em falar; o jejum corresponderá a um esforço sincero de controlar os próprios instintos e paixões, de forma a não desviarem o ser humano do caminho de Deus.
            A melhor forma de agradar a Deus será pôr em prática tudo isto no humilde escondimento.
 
Oração
            Pai, durante o tempo da Quaresma, buscarei ser agradável a ti, manifestando esta minha disposição por meio da esmola, da oração e do jejum feitos de maneira correta.

Ecumenismo na Campanha da Fraternidade


Trata-se de inspiração no desejo de Jesus: 'Que sejam um… para que o mundo creia' (Jo 17, 21).
Por Brendan Coleman Mc Donald*

O texto base na Campanha da Fraternidade de 2015 faz algumas referências oportunas ao ecumenismo. Afirma que o Concílio Vaticano ll incentivou a ação da Igreja em três campos de diálogo no mundo moderno. Cada um deles conta com um documento explícito, que expõe a orientação da Igreja para entendimento melhor da questão religiosa: o Decreto Unitatis Redintegratio sobre o ecumenismo, a Declaração Nostra Aetate sobre as relações da Igreja com as religiões não cristãs, e a Declaração Dignitatis humanae sobre a liberdade religiosa. Estes documentos são de grande relevância para a relação da Igreja com a sociedade (cf. No 76 do Texto base da CF 2015).

O ecumenismo é a realização do desejo de Jesus: “Que sejam um… para que o mundo creia” (Jo 17, 21). Jesus não quer seus discípulos divididos por doutrinas e estruturas religiosas. Estas são formas de compreender o Evangelho, e as diferenças entre elas não precisam dividir os cristãos. Cada Igreja deve contribuir para a comunhão do Povo de Deus.

Ecumenismo significa:

a) conversão de coração para reconhecer o que há de bom nas outras igrejas cristãs;

b) ficar alegre com o muito que temos em comum, em vez de ficar buscando motivo para briga;

c) procurar conhecer as outras Igrejas, sem preconceito e sem ingenuidade também;

d) colaborar com os irmãos de outras Igrejas em tudo o que ajuda o progresso do Reino de Deus;

e) tratar as outras Igrejas como gostamos que a nossa seja tratada;

f) orar pela unidade, com seriedade e ternura.

A Igreja Católica no Brasil desenvolve ações ecumênicas com o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC). Este Conselho é composto das seguintes igrejas: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil,  Igreja Cristã Reformada, Igreja Presbiteriana Unida, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, e Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia.

Os membros do CONIC estão incentivando os discípulos e discípulas missionários a desenvolverem atividades mais intensas na Semana Nacional de Oração pela Unidade dos Cristãos e na realização da Campanha da Fraternidade Ecumênica. Além do ecumenismo, que se refere ao diálogo com as Igrejas Cristãs, a Igreja Católica promove, em todo o mundo, o diálogo inter-religioso, afirmando que “nada rejeita do que há de verdade e santo nessas religiões” (cf. Nos. 78 e 79 do Texto base da Campanha da Fraternidade, 2015).

Acredito que é importante enfatizar o que o ecumenismo não é:

a) juntar todas as igrejas numa só;

b) deixar de crer no que ensina sua igreja para viver em paz com todo mundo;

c) fazer de conta que não há diferenças ou problemas entre as igrejas;

d) tentar seduzir o outro para a nossa Igreja;

e) aceitar sem crítica o que vem de outros grupos;

f) exigir que o outro se acomode às nossas doutrinas.

A Igreja Católica seguindo a orientação da Declaração Nostra Aetate, um documento do Concílio Ecumênico Vaticano ll, exorta os fiéis ao diálogo sincero com os membros das grandes religiões, sobretudo o judaísmo, o islamismo, o budismo e o hinduísmo afirmando “nada rejeita do que há de verdade e santo nessas religiões” (cf. Declaração Nostra Aetate No. 2).
A12, 06-02-2015.
*Brendan Coleman Mc Donald, C.Ss.R. é padre e assessor da CNBB Regional NE1.

Evangelho do Dia

Ano B - 18 de fevereiro de 2015

Mateus 6,1-6.16-18

Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai! 
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. 
Naquele tempo, 6 1 Disse Jesus: “Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu.
2 Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
3 Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita.
4 Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á.
5 Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
6 Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.
16 Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
17 Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto.
18 Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á”.
Palavra da Salvação. 
 

Comentário do Evangelho
COMO AGRADAR A DEUS
            A prática quaresmal da esmola, da oração e do jejum tem a finalidade de sintonizar-nos com a vontade do Pai, de forma a preparar-nos, da melhor maneira possível, para a celebração da Páscoa. As três práticas de piedade visam refazer nossa amizade com o Pai, enquanto discípulos de Jesus. Têm como objetivo tornar-nos agradáveis a ele. De onde a importância de serem vividas segundo as orientações dadas pelo Mestre Jesus.
            Existem maneiras incorretas de dar esmolas, rezar e jejuar. Portando, vazias e inúteis. Isto acontece com quem se serve destes atos para fazer exibição de piedade, pretendendo passar por santos aos olhos dos outros. Mas, também, com quem dá esmola de maneira mecânica, sem comprometer-se com o gesto de dar; com quem transforma a oração num amontoado de palavras, sem interioridade nem unção; com quem jejua para cumprir um preceito, embora desconheça o valor de seu gesto.
            O reverso da medalha corresponde à forma efetiva de agradar a Deus. Neste caso, a esmola será expressão da misericórdia que existe no coração de quem se faz solidário com a carência alheia; a oração consistirá mais em escutar do que em falar; o jejum corresponderá a um esforço sincero de controlar os próprios instintos e paixões, de forma a não desviarem o ser humano do caminho de Deus.
            A melhor forma de agradar a Deus será pôr em prática tudo isto no humilde escondimento.
 
Leitura
Joel 2,12-18
Leitura da profecia de Joel.
2 12 Por isso, agora ainda - oráculo do Senhor -, voltai a mim de todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos de luto.
13 Rasgai vossos corações e não vossas vestes; voltai ao Senhor vosso Deus, porque ele é bom e compassivo, longânime e indulgente, pronto a arrepender-se do castigo que inflige.
14 Quem sabe se ele mudará de parecer e voltará atrás, deixando após si uma bênção, ofertas e libações para o Senhor, vosso Deus?
15 Tocai a trombeta em Sião: publicai o jejum, convocai a assembléia, reuni o povo;
16 santificai a assembléia, agrupai os anciãos, congregai as crianças e os meninos de peito; saia o recém-casado de seus aposentos, e a esposa de sua câmara nupcial.
17 Chorem os sacerdotes, servos do Senhor, entre o pórtico e o altar, e digam: Tende piedade de vosso povo, Senhor, não entregueis à ignomínia vossa herança, para que não se torne ela o escárnio dos pagãos! Por que diriam eles: onde está o seu Deus?
18 O Senhor afeiçoou-se à sua terra, teve compaixão de seu povo;
Palavra do Senhor.
 
Salmo 50/51
Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos.

Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!
Na imensidão de vosso amor, purificai-me!
Lavai-me todo inteiro do pecado
e apagai completamente a minha culpa!

Eu reconheço toda a minha iniqüidade,
o meu pecado está sempre à minha frente.
Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei,
pratiquei o que é mau aos vossos olhos!

Criai em mim um coração que seja puro,
daí-me de novo um espírito decidido.
Ó Senhor, não me afasteis de vossa face
nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

Daí-me de novo a alegria de ser salvo
e confirmai-me com espírito generoso!
Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar,
e minha boca anunciará vosso louvor!
 
Oração
Concedei-nos, ó Deus todo-poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da Quaresma, para que a penitência nos fortaleça no combate contra o espírito do mal. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Liturgia Diária

DIA 18 DE FEVEREIRO - QUARTA-FEIRA

QUARTA-FEIRA DE CINZAS
JEJUM E ABSTINÊNCIA 
(ROXO, PREF. DA QUARESMA IV – OFÍCIO DO DIA DA IV SEMANA)

Antífona de entrada:
Ó Deus, vós tendes compaixão de todos e nada do que criastes desprezais: perdoais nossos pecados pela penitência porque sois o Senhor nosso Deus (Sb 11,24s.27).
Oração do dia
Concedei-nos, ó Deus todo-poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da Quaresma, para que a penitência nos fortaleça no combate contra o espírito do mal. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Joel 2,12-18)
Leitura da profecia de Joel.
2 12 Por isso, agora ainda - oráculo do Senhor -, voltai a mim de todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos de luto.
13 Rasgai vossos corações e não vossas vestes; voltai ao Senhor vosso Deus, porque ele é bom e compassivo, longânime e indulgente, pronto a arrepender-se do castigo que inflige.
14 Quem sabe se ele mudará de parecer e voltará atrás, deixando após si uma bênção, ofertas e libações para o Senhor, vosso Deus?
15 Tocai a trombeta em Sião: publicai o jejum, convocai a assembléia, reuni o povo;
16 santificai a assembléia, agrupai os anciãos, congregai as crianças e os meninos de peito; saia o recém-casado de seus aposentos, e a esposa de sua câmara nupcial.
17 Chorem os sacerdotes, servos do Senhor, entre o pórtico e o altar, e digam: Tende piedade de vosso povo, Senhor, não entregueis à ignomínia vossa herança, para que não se torne ela o escárnio dos pagãos! Por que diriam eles: onde está o seu Deus?
18 O Senhor afeiçoou-se à sua terra, teve compaixão de seu povo;
Palavra do Senhor.
 
Salmo responsorial 50/51
Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos.

Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!
Na imensidão de vosso amor, purificai-me!
Lavai-me todo inteiro do pecado
e apagai completamente a minha culpa!

Eu reconheço toda a minha iniqüidade,
o meu pecado está sempre à minha frente.
Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei,
pratiquei o que é mau aos vossos olhos!

Criai em mim um coração que seja puro,
daí-me de novo um espírito decidido.
Ó Senhor, não me afasteis de vossa face
nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

Daí-me de novo a alegria de ser salvo
e confirmai-me com espírito generoso!
Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar,
e minha boca anunciará vosso louvor!
 
Leitura (2 Coríntios 5,20-6,2)
Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios.
5 20 Portanto, desempenhamos o encargo de embaixadores em nome de Cristo, e é Deus mesmo que exorta por nosso intermédio. Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!
21 Aquele que não conheceu o pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornássemos justiça de Deus.
1 Na qualidade de colaboradores seus, exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão.
2 Pois ele diz: “Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação”. Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação.
Palavra do Senhor.
 
Evangelho (Mateus 6,1-6.16-18)
Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai! 
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. 
Naquele tempo, 6 1 Disse Jesus: “Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu.
2 Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
3 Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita.
4 Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á.
5 Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
6 Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.
16 Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
17 Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto.
18 Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á”.
Palavra da Salvação. 
 
Comentário ao Evangelho
COMO AGRADAR A DEUS
            A prática quaresmal da esmola, da oração e do jejum tem a finalidade de sintonizar-nos com a vontade do Pai, de forma a preparar-nos, da melhor maneira possível, para a celebração da Páscoa. As três práticas de piedade visam refazer nossa amizade com o Pai, enquanto discípulos de Jesus. Têm como objetivo tornar-nos agradáveis a ele. De onde a importância de serem vividas segundo as orientações dadas pelo Mestre Jesus.
            Existem maneiras incorretas de dar esmolas, rezar e jejuar. Portando, vazias e inúteis. Isto acontece com quem se serve destes atos para fazer exibição de piedade, pretendendo passar por santos aos olhos dos outros. Mas, também, com quem dá esmola de maneira mecânica, sem comprometer-se com o gesto de dar; com quem transforma a oração num amontoado de palavras, sem interioridade nem unção; com quem jejua para cumprir um preceito, embora desconheça o valor de seu gesto.
            O reverso da medalha corresponde à forma efetiva de agradar a Deus. Neste caso, a esmola será expressão da misericórdia que existe no coração de quem se faz solidário com a carência alheia; a oração consistirá mais em escutar do que em falar; o jejum corresponderá a um esforço sincero de controlar os próprios instintos e paixões, de forma a não desviarem o ser humano do caminho de Deus.
            A melhor forma de agradar a Deus será pôr em prática tudo isto no humilde escondimento.
 

Oração
            Pai, durante o tempo da Quaresma, buscarei ser agradável a ti, manifestando esta minha disposição por meio da esmola, da oração e do jejum feitos de maneira correta.
 

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
 
Sobre as oferendas
Oferecendo-vos este sacrifício no começo da Quaresma, nós vos suplicamos, ó Deus, a graça de dominar nossos maus desejos pelas obras de penitência e caridade, para que, purificados de nossas faltas, celebremos com fervor a paixão do vosso Filho. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão:
O que medita dia e noite na lei do Senhor dará seu fruto no devido tempo (Sl 1,2s)
Depois da comunhão
Ó Deus, fazei que sejamos ajudados pelo sacramento que acabamos de receber, para que o jejum de hoje vos seja agradável e nos sirva de remédio. Por Cristo, nosso Senhor.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Meu Dia com Deus

DIA 16 DE FEVEREIRO - SEGUNDA-FEIRA

Ouça: 
Evangelho do Dia: (Marcos 8,11-13)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim (Jo 14,6).


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
Naquele tempo, 8 11 vieram os fariseus e puseram-se a disputar com ele e pediram-lhe um sinal do céu, para pô-lo à prova.
12 Jesus, porém, suspirando no seu coração, disse: "Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo: jamais lhe será dado um sinal".
13 Deixou-os e seguiu de barca para a outra margem.
Palavra da Salvação.
 
Meditando o Evangelho
O PEDIDO RECUSADO
            Jesus recusou-se terminantemente a fazer exibição de seu poder taumatúrgico, para satisfazer a curiosidade alheia ou para provar, a quem se recusava aceitá-lo, sua condição messiânica. Os fariseus tentaram, sem sucesso, arrancar um milagre de Jesus nestas condições. Jesus não caiu nesta armadilha.
            São vários os motivos da recusa de Jesus. Os milagres não têm, por si mesmos, o poder de convencer ninguém e levá-lo à fé. Fazer um milagre diante dos fariseus seria perda de tempo e poderia ter o efeito de fazê-los odiar Jesus ainda mais. Os milagres pressupõem a fé e os fariseus representavam uma categoria de pessoas refratárias a Jesus e incapazes de perceber o verdadeiro significado de seu gesto. Os milagres têm como objetivo levar a salvação do Reino a quem é privado de sua saúde ou tem a vida ameaçada. Esse não era o caso dos fariseus que não estavam dispostos a abrir mão de seus preconceitos contra Jesus.
            Recusando atender o pedido dos fariseus, Jesus manifestou uma atitude de firmeza diante da tentação de um messianismo espetacular e exibicionista que mantém as pessoas cativas de seu egoísmo, sem sensibilizá-las para o amor e a misericórdia. Igualmente, a tentação de um messianismo humanamente gratificante, pelo sucesso e pelos aplausos. Jesus estava certo de que isto não correspondia ao querer do Pai.
 
Oração
Senhor Jesus, que eu jamais caia na tentação do exibicionismo e da busca do reconhecimento humano fácil, pois não é este o caminho do Pai.

Informativo Litúrgico - PNSC. 2015 ANO B

CF 2015: uma Igreja solidária, servidora e missionária 
    
A Campanha da Fraternidade está em sua 52ª edição. Os cristãos adultos, em sua maioria, sempre viveram, durante o tempo da Quaresma, este programa forte de evangelização e transformação provocado pela Campanha. Uma vez que a CF não tem como objetivo atingir apenas os cristãos, mas a toda a sociedade, podemos dizer que o nosso país, de alto a baixo, traz, em sua evolução, a marca de uma Igreja que provoca, a cada ano, uma reflexão corajosa sobre um tema social, um assunto polêmico, uma ameaça à vida, um ponto que carece de conversão. Podemos dizer que o rosto social do Brasil não seria o mesmo se não houvesse uma Igreja assim comprometida. É um fato que suscita admiração das Igrejas de outros países, e que já serviu de modelo para muitas Conferências Episcopais.
Não se pode negar, no entanto, que a Campanha da Fraternidade, nos últimos anos, tem se enfraquecido. Não porque os problemas sociais se tornaram menos graves. Houve, sim, arrefecimento de muitos grupos dedicados à pastoral social. Houve certa fadiga de lideranças que não encontraram quem as substituísse, houve o crescimento de um cristianismo de perfil emotivo e individual, em detrimento do espírito solidário e comprometido.

Salve-nos o Papa Francisco que, em oportuna hora, nos veio convidar a uma retomada da Evangelização com alegria, porém fortemente comprometida com a vida, com a justiça, com o espírito de serviço e com a paixão missionária. Seus gestos e seu pedido de uma “Igreja pobre, a serviço dos pobres” chocam e encantam o mundo a cada dia.  Retrata-o o cartaz da CF, de mão no chão, beijando um pé desnudo, retrato do próprio Cristo servidor.

Uma CF diferente das outras

A Campanha deste ano não retrata um problema social, não escolhe um segmento da sociedade, não tem objetivo de refletir sobre um assunto polêmico. É, antes, um olhar dos cristãos sobre a própria Igreja e um convite à sociedade para que conheça a Igreja e sua missão. Muito oportuno este olhar, pois estamos no ano cinquentenário do encerramento do Concílio Vaticano II, que colocou a Igreja de frente para o mundo, estabeleceu um diálogo franco com a sociedade, preparou a Igreja para enfrentar um dos períodos mais turbulentos de sua história, e avisou a todos que a Igreja queria ir além das sacristias e dos templos, queria sair em missão, sair em serviço, sair corajosamente enfrentando o cansaço, as feridas e, se preciso, o martírio para se envolver com a defesa da vida. É a Igreja “em saída” do Papa Francisco, que realiza o desejo expresso pelo Concílio, 50 anos atrás, só agora em condições de pegar estrada.

E a Campanha da Fraternidade nos coloca nessa estrada. O texto-base nos convida a olhar para o passado: como foi a presença da Igreja na sociedade, nos cinco séculos, desde os anos 1500, passando pelo Brasil Colônia, Império, República; o período da repressão militar, e a redemocratização. Considera as crises econômicas, a pobreza, a violência, o laicismo do Estado, a corrupção, os desafios e as esperanças de hoje. Uma viagem rápida pela linha do tempo, além de um olhar para a Igreja, à luz da Palavra de Deus e do Magistério recente, especialmente a Igreja do Concílio até Aparecida, nos fará entender o que quer o Papa Francisco na sua Exortação Evangelii Gaudium: uma Igreja solidária, missionária, aberta ao diálogo com o mundo, sem medo de mostrar os valores do Evangelho como caminho para a sua própria conversão e para a salvação do mundo.

Igreja e Sociedade: “Vim para servir”

O tema “Igreja e Sociedade”, embora diferente das campanhas passadas, não destoa, nem enfraquece a Campanha da Fraternidade. Não focaliza um problema social, mas vai ao encontro de todos eles, ao ter como lema a palavra de Cristo “Vim para Servir” (Mc 10,45). Que serviço é esse que todas as Igrejas têm a obrigação de realizar? Não será apenas o serviço litúrgico, as bênçãos e as novenas. Não será apenas o convívio dos almoços e jantares em festas de padroeiro ou associações e grupos que cuidam de si mesmos. Esse sonoro lema “Vim para servir” deverá colocar nossa consciência na balança, para ver, no calendário da paróquia, onde se gasta o maior esforço: na manutenção de si própria, ou na ação missionária. Vamos examinar as atas do Conselho Paroquial: os assuntos mais frequentes são de manutenção da estrutura interna ou são de busca e de serviço aos que não participam. Vamos verificar se os movimentos e associações gastam o seu tempo, e seus recursos, com os necessitados e na ação social, ou investem só em si mesmos. Conferir se, entre as inúmeras tarefas do padre, o tempo maior é reservado para o serviço misericordioso de sair em busca dos caídos, dos que necessitam da Palavra, do encorajamento, do sentido da vida.

 A identidade da Igreja de Jesus Cristo

O tema “Igreja e Sociedade” deverá clarear para todos nós, clero e leigos, a identidade própria da Igreja como presença de Cristo Servidor em meio aos homens. Essa identidade não está suficientemente clara para a sociedade, que coloca a nossa Igreja no mesmo pacote dos grupos fanáticos, ou no rentável grupo das empresas de negócios religiosos, e cujo interesse se limita aos escândalos e aos casos exóticos. Mas também não está clara a identidade da Igreja para muitos, dentro da própria Igreja, fechados em interesses pequenos de favores divinos individuais, ou de pequenos grupos que se fazem independentes e se bastam em cultivar a sua espiritualidade própria e suas atividades internas, sem ligar para uma pastoral de conjunto, nem para uma ação missionária comum, e muito menos para o cuidado daqueles cujos direitos e dignidade são negados. Uma Campanha com esse tema não pode ficar restrita ao tempo da Quaresma, mas pode ser iniciada ali sob o signo da conversão, estendendo-se por todo o ano na reflexão e aprofundamento do tema, nas diversas ocasiões de formação permanente, como preocupação dos Conselhos Regionais e Paroquiais, dos encontros de grupos e associações,  movimentos e pastorais. Quanto a isso, tomo a liberdade de sugerir alguns pontos práticos que nos possibilitem colher bons frutos dessa Campanha da Fraternidade, além de outras propostas que estão no texto-base.

1.As Paróquias tenham um grupo escolhido – como Equipe de Animação da Campanha da Fraternidade, encarregado de estudar o tema, acompanhar as iniciativas em relação à Campanha, avaliar e aproveitar os dados colhidos para fazer crescer a CF a cada ano. Esse grupo se encarregará de estender por todo o ano o estudo e reflexão do tema proposto pela CF. O encontro promovido pela diocese, sobre o tema da CF, em 31 de janeiro, pode ser reproduzido em encontros de formação, especialmente dirigidos aos Ministros, aos Catequistas, às Equipes de Liturgia, aos conselhos das comunidades e demais lideranças, motivando ações e iniciativas nas comunidades. O presente texto, publicado no BIO, poderá servir de motivação para a reflexão e formação das lideranças.

2.Que o texto base da CF/2015 seja conhecido e estudado– Junto com esse texto, a Palavra de Deus e os Documentos do Concílio podem ser úteis.  Ampliar os temas, trazê-los para o contexto das paróquias e comunidades, envolver as lideranças no estudo do tema “Igreja e Sociedade”, durante todo o ano, tudo isso fará um grande bem para os fiéis que participam de nossas paróquias.

3.A CF deve ser levada para fora da Igreja – As diversas paróquias do mesmo município podem se unir e solicitar à Câmara de Vereadores uma sessão pública extraordinária sobre o tema da Campanha. Pode preparar alguns leigos (ministros, catequistas, professores, advogados…) que tenham habilidade de proferir palestras nas escolas, nas universidades, nas entidades de classe, sobre o tema. Pode procurar espaço nos meios de comunicação locais para publicar materias e divulgar o que a comunidade realiza em benefício da sociedade.

4.É oportuno planejar e fazer valer a presença dos leigos católicos – nos conselhos municipais, no apoio às políticas públicas que tragam real benefício ao povo, nos movimentos sociais e de cidadania. É bom saber que a Igreja está ainda empenhada na coleta de assinaturas em favor da Reforma Política Democrática conforme divulgado pela CNBB.

5.Fazer um retrospecto  – de como os temas das CFs anteriores foram acolhidos nas comunidades. O que resultou depois de cada campanha? Cresceu ou diminuiu o zelo pelos pobres, pelos marginalizados? Quais os temas que deixaram uma marca positiva de consciência e de ação evangelizadora na comunidade?

6.Fazer um levantamento claro e honesto – das ações de natureza social realizadas pela Igreja local. Quais permanecem vivas, quais estão perecendo? Quais merecem ser mais motivadas? Há renovação das lideranças? A ação é aberta para a participação da comunidade, ou fechada num grupo ou movimento? Quem são aqueles de quem lavamos os pés, e quem são aqueles dos quais ainda não nos aproximamos, e podemos eleger como rostos de Cristo sofredor?

7.Os pequenos grupos de rua, grupos de reflexão e vivência – tenham em mãos o livreto sugerido pela diocese, com o CD da Leitura Orante e o texto para a Via Sacra, em número suficiente para tornar o tema da Campanha bem próximo da realidade e da vida dos cristãos. Esses grupos cresceram na Novena de Natal, muito bem acolhida, e podem crescer ainda mais na Quaresma, e depois, no Tempo Comum, com o livreto correspondente.

8.A Coleta da Solidariedade- seja bem motivada no dia 29 de março de 2015, gesto concreto da Campanha, que deve ser direcionado a projetos sociais das Paróquias e da Diocese, sob os cuidados da Caritas diocesana. A Caritas precisa ser abraçada por toda a diocese para se tornar o que ela é: o rosto social da Igreja diocesana.

9.Os religiosos e religiosas – que vivem especialmente este ano de 2015 como Ano da Vida Consagrada deverão também avaliar se o seu testemunho e seu profetismo estão sendo compreendidos pela sociedade. Suas atividades e presença na sociedade são a “comissão de frente” de uma Igreja comprometida, ousada e missionária?

10.A Campanha da Fraternidade – em si mesma pode ser repensada, neste ano, à luz do tema “Igreja e Sociedade”. Muitos começaram a questionar se vale a pena continuar com a Campanha. Para alguns, esse programa afasta os cristãos dos temas próprios da Quaresma. Para outros, esse formato já não corresponde às necessidades dos dias atuais. Em muitas igrejas, a Campanha se resumiu à exposição do cartaz e, quando muito, no ensaio do Hino da Campanha. Não estaria na hora de repensar, em nível diocesano, de que forma abraçar com mais vigor os objetivos da CF a cada ano?

Meus caros, o tema e a oportunidade da Campanha da Fraternidade, deste ano de 2015 são de excepcional atualidade. Não se trata de “mais um documento” para ser estudado e, depois, esquecido. Aliás, este período fértil que a Igreja vem vivendo, com grandes reflexões como a de Aparecida, a Evangelii Gaudium, o Documento 100, As novas Diretrizes Gerais, o documento dos Leigos, tudo isso à luz dos textos do Concílio, não retrata uma situação de confusão e tiroteio para todas as direções. Esses inúmeros efeitos motivadores são complementares. Todos eles apontam para a única direção que devemos seguir, como Igreja, nos dias de hoje. Todos apontam para Jesus Cristo servo e humilde, profético e misericordioso, que a nossa Igreja deve sempre mais encarnar. Desejo a todos uma grande e corajosa conversão quaresmal. Sobre todos invoco as bênçãos de Deus.

Por Dom João Bosco, ofm, Bispo Diocesano de Osasco


      Pastoral liturgica pnsc 2015  ano  B -     Informativo Liturgico