segunda-feira, 6 de julho de 2015

Liturgia Diária

DIA 6 DE JULHO - SEGUNDA-FEIRA

XIII SEMANA DO TEMPO COMUM *
(VERDE – OFÍCIO DO DIA)

Antífona de entrada:
Recebemos, ó Deus, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Vosso louvor se estenda, como o vosso nome, até os confins da terra; toda a justiça se encontra em vossas mãos (Sl 47,10s).
Oração do dia
Ó Deus, que pela humilhação do vosso Filho reerguestes o mundo decaído, enchei os vossos filhos e filhas de santa alegria e Dai aos que libertastes da escravidão do pecado o gozo das alegrias eternas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Gênesis 28,10-22)
Leitura do livro do Gênesis.
Naqueles dias, 28 10 Jacó, partindo de Bersabéia, tomou o caminho de Harã.
11 Chegou a um lugar, e ali passou a noite, porque o sol já se tinha posto. Serviu-se como travesseiro de uma das pedras que ali se encontravam, e dormiu naquele mesmo lugar.
12 E teve um sonho: via uma escada, que, apoiando-se na terra, tocava com o cimo o céu; e anjos de Deus subiam e desciam pela escada. No alto estava o Senhor,
13 que lhe dizia: “Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão, teu pai e o Deus de Isaac; darei a ti e à tua descendência a terra em que estás deitado.
14 Tua posteridade será tão numerosa como os grãos de poeira no solo; tu te estenderás, para o ocidente e para o oriente, para o norte e para o meio-dia, e todas as famílias da terra serão benditas em ti e em tua posteridade.
15 Estou contigo, para te guardar onde quer que fores, e te reconduzirei a esta terra, e não te abandonarei sem ter cumprido o que te prometi.”
16 Jacó, despertando de seu sono, exclamou: “Em verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia!”
17 E, cheio de pavor, ajuntou: “Quão terrível é este lugar! É nada menos que a casa de Deus; é aqui, a porta do céu.”
18 No dia seguinte, pela manhã, tomou Jacó a pedra: sobre a qual repousara a cabeça e a erigiu em estela, derramando óleo sobre ela.
19 Deu o nome de Betel a este lugar, que antes se chamava Luz.
20 Jacó fez então este voto: “Se Deus for comigo, se ele me guardar durante esta viagem que empreendi, e me der pão para comer e roupa para vestir,
21 e me fizer voltar em paz casa paterna, então o Senhor será o meu Deus.
22 Esta pedra da qual fiz uma estela será uma casa de Deus, e pagarei o dízimo de tudo o que me derdes.”
Palavra do Senhor.
 
Salmo responsorial 90/91
Vós sois meu Deus, no qual confio inteiramente.

Quem habita ao abrigo do Altíssimo
e vive à sombra do Senhor onipotente
diz ao Senhor: “Sois meu refúgio e proteção,
sois o meu Deus, no qual confio inteiramente”.

Do caçador e do seu laço ele te livra.
Ele te salva da palavra que destrói.
Com suas asas haverá de proteger-te,
com seu escudo e suas armas, defender-te.

“Porque a mim se confiou, hei de livrá-lo
e protegê-lo, pois meu nome ele conhece.
Ao invocar-me, hei de ouvi-lo e atendê-lo,
e a seu lado eu estarei em suas dores”.
 
Evangelho (Mateus 9, 18-26)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar, pelo Evangelho, a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
9 18 Falava ele ainda, quando se apresentou um chefe da sinagoga. Prostrou-se diante dele e lhe disse: "Senhor, minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe-lhe as mãos e ela viverá".
19 Jesus levantou-se e o foi seguindo com seus discípulos.
20 Ora, uma mulher atormentada por um fluxo de sangue, havia doze anos, aproximou-se dele por trás e tocou-lhe a orla do manto.
21 Dizia consigo: "Se eu somente tocar na sua vestimenta, serei curada".
22 Jesus virou-se, viu-a e disse-lhe: "Tem confiança, minha filha, tua fé te salvou". E a mulher ficou curada instantaneamente.
23 Chegando à casa do chefe da sinagoga, viu Jesus os tocadores de flauta e uma multidão alvoroçada. Disse-lhes:
24 "Retirai-vos, porque a menina não está morta; ela dorme". Eles, porém, zombavam dele. 25 Tendo saído a multidão, ele entrou, tomou a menina pela mão e ela levantou-se.
26 Esta notícia espalhou-se por toda a região.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
A FAMA DE JESUS
            Os milagres realizados por Jesus faziam-no conhecido e sua fama se espalhava cada vez mais. Entre outros, a ressurreição de uma menina, cuja morte era tida como certa, e a cura de uma mulher vítima de uma hemorragia renitente não eram fatos corriqueiros. Seria impossível, para quem os presenciasse,  guardar segredo.
            A propagação da fama de Jesus fazia-o correr o risco de ser tomado como um milagreiro. Esse tipo de gente tem o dom de atrair multidões para si. Os críticos poderiam considerá-lo como um impostor, sem escrúpulos de enganar as pessoas. Os impostores fazem-se rodear de crédulos que, ingenuamente, deixam-se levar por artimanhas. A fama podia também fazer Jesus passar por mago. Os magos exercem fascínio sobre as pessoas, com sua capacidade de iludi-las. A fama, portanto, podia ser perigosa para a imagem de Jesus e levar as pessoas a tomá-lo por aquilo que não era.
            O conhecimento de Jesus, por meio de sua fama, seria insuficiente. Seria apenas o primeiro passo de um longo percurso que se concluiria com a adesão à pessoa dele. A fama é apenas um ouvir dizer. Para conhecer Jesus, era necessário ir além e estabelecer com ele um contato pessoal, deixando-se tocar, profundamente, por ele. Desta sintonia é que brota o discipulado. Aí é que se conhece, de maneira correta, aquele Jesus que realiza milagres.

Oração
            Senhor Jesus, faze-me sintonizar sempre mais contigo, de modo a reconhecer-te como a mão amorosa de Deus fazendo o bem à humanidade.
 

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).
 
Sobre as oferendas
Possamos, ó Deus, ser purificados pela oferenda que vos consagramos; que ela nos leve, cada vez mais, a viver a vida do vosso reino. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão:
Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! (Sl 33,9)
Depois da comunhão
Nós vos pedimos, ó Deus, que, enriquecidos por essa tão grande dádiva, possamos colher os frutos da salvação sem jamais cessar vosso louvor. Por Cristo, nosso Senhor.


MEMÓRIA FACULTATIVA

SANTA MARIA GORETTI
(VERMELHO – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

Oração do dia:
Ó Deus, fonte de inocência e pureza, que ornastes Maria Goretti, ainda adolescente, com a graça do martírio e a coroastes no combate pela virgindade, dai-nos, por sua intercessão, guardar sempre os vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Sobre as oferendas:
Aceitai, ó Deus, nossa humilde homenagem na comemoração da virgem santa Maria Goretti e concedei-nos, por esta oblação puríssima, manter acesa em nossos corações a chama do vosso amor. Por Cristo, nosso Senhor.
Depois da comunhão:
Nutridos pelo pão do céu, imploramos, ó Deus, vossa clemência, para que, alegrando-nos com a festa de santa Maria Goretti, possamos alcançar perdão para os nossos pecados, graça e proteção para nossas vidas e finalmente a glória eterna. Por Cristo, nosso Senhor.
Santo do Dia / Comemoração (SANTA MARIA GORETTI):
Maria Goretti, humilde camponesa, nasceu em 16 de outubro de 1890 na cidade de Corinaldo, província de Ancona, Itália. Seus pais, Luiz e Assunta, criavam os sete filhos em meio à penúria de uma vida de necessidades, mas dentro dos preceitos ditados por Jesus Cristo. A menina Maria, por ser a mais velha, cresceu cuidando dos irmãos pequenos em casa, enquanto os pais labutavam no campo. Uma de suas irmãs, mais tarde, tornou-se freira franciscana. As dificuldades financeiras eram tantas que a família migrou de povoado em povoado até fixar-se num povoado inóspito chamado Ferrieri. Nessa localidade, a família passou a residir na mesma propriedade de João Sereneli, ancião de sessenta anos de idade que tinha dois filhos, Gaspar e Alexandre, este com dezoito anos de idade. Assim, todos trabalhavam na lavoura enquanto a jovem Maria cuidava da casa e dos irmãos pequenos. Desse modo, Maria nunca pôde estudar, mas ao lado da família sempre freqüentou a igreja. Ela só estudou o catecismo para fazer a primeira comunhão, aos doze anos de idade, um ano após a morte de seu pai. Quando isto ocorreu, o senhor João, compadecido, manteve tudo como estava, contando apenas com a viúva para o trabalho na lavoura. Porém o problema era seu filho Alexandre, que passara a assediar Maria. Apesar da pouca idade, ela era bonita e bem desenvolvida, já atraindo os olhares masculinos. Como recusasse todas as aproximações do rapaz, este se irritou ao extremo. Até que, no dia 5 de julho de 1902, ele perdeu a razão e a tragédia aconteceu. Naquele dia, Alexandre trabalhava ao lado de Assunta quando inventou um pretexto, deixou a lavoura. Foi para o lar dos Goretti portando uma barra de ferro com ponta afiada, sabia que Maria estaria sozinha e indefesa. Primeiro insinuou, depois exigiu, por fim ameaçou a jovem de morte se não satisfizesse seus desejos. Mesmo temendo o pior, Maria resistiu dizendo que aquilo era um pecado mortal. Alexandre, transtornado por não alcançar seu intento, passou a golpear violentamente o corpo da menina. Ela ainda foi levada com vida a um hospital, após ser vitimada com quatorze perfurações. E teve tempo de perdoar seu agressor, pedindo a sua mãe e seus irmãos que fizessem o mesmo, por amor a Jesus. Maria Goretti morreu no dia seguinte ao ataque, no dia 6 de julho de 1902. Quanto a Alexandre, foi preso, quase linchado e condenado a trabalhos forçados. Porém, depois de vinte e sete anos de prisão, foi solto por bom comportamento. Depois de ir a Corinaldo pedir perdão à mãe de Maria Goretti, ingressou num convento capuchinho, onde viveu sua sincera conversão até morrer. Muitos milagres passaram a acontecer por intercessão da pequena menina virgem. A fé na sua santidade cresceu e espalhou-se de tal forma no mundo cristão que, em 1950, ela foi canonizada. Na solenidade, estava presente a sua mãe Assunta, então com oitenta e quatro anos, ao lado de quatro de seus filhos e Alexandre Sereneli, o agressor sinceramente convertido. O papa Pio XII declarou santa Maria Goretti padroeira das virgens cristãs. Até hoje continuam as romarias ao Santuário de Nossa Senhora das Graças, em Nettuno, onde se encontra a sepultura da santa, há dez quilômetros do povoado onde tudo aconteceu.

Papa Francisco reza com fiéis equatorianos


O papa Francisco saiu, neste domingo (5) à noite, da Nunciatura Apostólica, onde está hospedado em Quito, para rezar na rua com os fiéis que ali faziam vigília.

"Vou abençoá-los para que descansem e deixem dormir os vizinhos", disse, de acordo com vários relatos no Twitter.

Francisco rezou o Pai Nosso e voltou a entrar na sede da Nunciatura, mas deixou as pessoas felizes e emocionadas.

Imagens nas redes sociais mostram o papa com os braços abertos aos fiéis que estavam à sua frente, em uma aparente quebra do rigoroso protocolo que se aplica a esse tipo de situação.

O chefe da Igreja Católica vai permanecer no Equador até quarta-feira (8), seguindo depois para a Bolívia e o Paraguai.
Agência Brasil

sábado, 4 de julho de 2015

Recorde a caminhada da Renovação Carismática no seio da Igreja


Fiel reza na Praça São Pedro - ANSA
04/07/2015 11:06

Cidade do Vaticano (RV) – O encontro do Papa com milhares de membros da Renovação Carismática, na sexta-feira (03/07), na Praça São Pedro, recorda o caminho que o Movimento percorreu no seio da Igreja. Ao longo da sua história, a Igreja tem presenciado o surgimento de muitos movimentos de “renovação”, em muitos dos quais “irrompe a vitalidade pentecostal da Igreja”. Trata-se de um desejo da presença criadora e libertadora do Espírito.
O Concílio Vaticano II teve o mérito de recolher e direcionar vozes proféticas do século XIX, que buscaram redescobrir a integridade e o ministério da Igreja, bem como movimentos na primeira metade do século XX, que tiveram o intuito de “renovar a vida da Igreja e dos batizados, a partir de um retorno às origens cristãs".
Concílio Vaticano II
Para seu promotor, o Papa João XXIII, o Concílio, também qualificado como “Concílio do Espírito Santo” deveria ser uma "abertura" e uma autêntica renovação da Igreja. Com efeito, o “Concílio Vaticano II foi um verdadeiro Pentecostes, embora a dimensão carismática jamais tenha deixado de existir na realidade e na consciência eclesial.
São João XXIII estava ciente de que a Igreja necessitava de um novo pentecostes: “Agora, podemos dizer que o Concílio, indicando a sua fé no carisma, fez um gesto profético e preparou os cristãos para acolher a Renovação Carismática que está se espalhando pelos cinco Continentes”.
De fato, ainda não havia passado um ano do término do Concílio, quando, em 1966, começou a despontar o fenômeno religioso atualmente chamado “Renovação Carismática”.
Renovação Carismática no Brasil
No Brasil, a Renovação Carismática teve origem na cidade de Campinas (SP), com os sacerdotes Haroldo Joseph Rahm e Eduardo Dougherty. Daí, o movimento expandiu-se rapidamente pela maioria dos Estados brasileiros, a partir dos anos 1970.
Padre Haroldo foi o responsável em divulgar a Renovação para muitos dos que se tornariam líderes. A adesão de Padre Jonas Abib, logo no início, deu um grande impulso à Renovação, a partir de Lorena (SP). Naquele ano, começava-se a fazer Experiências de Oração no Espírito Santo. Entre os diversos movimentos, encontrava-se também a Comunidade Canção Nova.
Assim, a partir de 1980, a Renovação Carismática consolidou-se institucionalmente, espalhando-se por todo o território nacional. Entretanto, foi somente a partir de 1990 que aconteceu a grande "explosão" da Renovação Carismática, que atingiu milhões de brasileiros. Atualmente, a Renovação Carismática encontra-se presente em todos os Estados e no Distrito Federal. (MT)

Fonte:
http://br.radiovaticana.va/news/2015/07/04/caminhada_da_renova%C3%A7%C3%A3o_carism%C3%A1tica_na_igreja/1155871

Sob o signo da unidade, Papa encontra os Carismáticos


Papa no meio da multidão no encontro com a RCC - AFP
04/07/2015 08:39

Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre encontrou, na tarde desta sexta-feira (04/07), na Praça São Pedro, no Vaticano, mais de 30 mil membros da Renovação Carismática, que se reúnem para a sua 38ª Convocação. Tratou-se de um encontro de oração e cantos, espiritualidade e evangelização, que contou com a presença de representantes das Comunidades Cristãs de todo o mundo.
Ao chegar à Praça São Pedro, muito ovacionado, o Santo Padre deu continuação ao encontro, com uma oração ecumênica espontânea, junto com os milhares de Carismáticos e de Representantes de algumas Confissões Religiosas:
“Pai, enviai-nos o Espírito Santo, para que nos ensine tudo aquilo que Jesus nos transmitiu; dai-nos a memória daquilo que ele nos disse; enviai-nos o Espírito Santo, que Jesus nos prometeu. Ele nos guiará rumo à unidade. Senhor Jesus, vós pedistes para todos nós a graça da unidade, nesta Igreja que é vossa e não nossa e que a história dividiu. Jesus, ajudai-nos a caminhar rumo à unidade ou a uma diversidade reconciliada. Senhor, vós cumpris sempre o que prometestes. Dai a unidade  todos os cristãos”.
A seguir, após ouvir os testemunhos e experiências de alguns membros do Movimento Carismático, o Bispo de Roma passou ao seu discurso, ao qual, como sempre, fez acréscimos espontâneos.
O único insubstituível na Igreja, frisou o Papa, é o Espírito Santo; o único Senhor é Jesus! As divisões entre os cristãos, portanto, são um contra testemunho: “A unidade dos cristãos è obra do Espírito Santo e devemos rezar juntos. É um ecumenismo espiritual, um ecumenismo de oração”.
Por outro lado, disse o Pontífice, a realidade atual e os nossos mártires nos unem em um único “ecumenismo de sangue”, recordando os 23 egípcios que foram decapitados, há poucos meses, em uma praia da Líbia: “Se o inimigo nos une na morte, quem somos nós para dividir-nos na vida?”
Depois, referindo-se às palavras do Cardeal Léon-Joseph Suenens, grande promotor, protetor e incentivador da Renovação  Carismática, que a definiu o Movimento como “fluxo de graça”, o Papa exortou a agir: “O rio deve perder-se no oceano; se parar, se corrompe”. Da mesma forma, se esta corrente de graça não acabar no oceano de Deus, se torna obra do maligno, o “pai da mentira”.
No entanto, o Papa afirmou que foi um grande erro chamar a Renovação Carismática como “Movimento”, porque ela não tem um fundador, mas inclui uma grande variedade de realidades:
“É uma corrente de graças, um sopro renovado do Espírito a todos os membros da Igreja, leigos, religiosos, sacerdotes e bispos. É um desafio para todos nós. Ninguém faz parte da Renovação, mas ela faz parte de nós, com o pacto de que aceitemos a graça que nos oferece”.
Esta obra soberana do Espírito, destacou o Papa, suscitou homens e mulheres renovados na Igreja; depois de terem recebido a graça no Batismo, no Espírito, deram vida a associações, comunidades ecumênicas, escolas de formação e de evangelização, congregações religiosas, comunidade de ajuda aos pobres e necessitados.
No entanto, explicou o Santo Padre, também na Igreja seria conveniente que “todos os serviços prestados tenham um vencimento no tempo”. Neste sentido, convidou os presentes a investir “nas relações artesanais diárias” e não “nos grandes encontros” que, muitas vezes são passageiros.
Por fim, antes de conceder sua Bênção Apostólica aos milhares de Carismáticos, presentes na Praça São Pedro, o Bispo de Roma exortou a tomar em mãos a Bíblia e, com a Palavra de Deus, irem pelo mundo pregar a Boa Nova que Jesus nos deixou: “Preguem aos pobres, marginalizados, cegos, enfermos, encarcerados e a todos os homens e mulheres. Que o Senhor os acompanhe nesta missão, sempre com o Evangelho no bolso e a Bíblia na mão”. (MT)

Fonte:
http://br.radiovaticana.va/news/2015/07/04/o_papa_encontra_os_carism%C3%A1ticos_sob_o_signo_da_unidade/1155944

Vaticano conclui no Brasil investigação sobre possível milagre atribuído a Madre Teresa


São João Paulo II e a Beata Madre Teresa na Índia, em 1986 - AFP
04/07/2015 09:49

Santos (RV) – A Congregação para a Causa dos Santos concluiu as investigações locais sobre o possível milagre atribuído à intercessão de Beata Madre Teresa de Calcutá para a cura inexplicável de um homem em Santos (SP), em meados de 2008.
O caso da cura milagrosa em Santos – que poderá determinar a canonização de Madre Teresa – chegou ao Vaticano no início deste ano e logo foi considerado válido por apresentar elementos contundentes para a instauração de um processo. Tanto que a fase diocesana do tribunal vaticano aconteceu entre 19 e 26 de junho, na diocese de Santos.
Fatos evidentes
O Promotor de Justiça no processo local, Padre Caetano Rizzi, afirmou que tudo aconteceu muito rapidamente porque os fatos são evidentes.
“Ouvimos diversas testemunhas, ouvimos o possível miraculado. Foi um processo longo, intenso, com muitas audiências e muito trabalho. Mas a graça de Deus nos faz chegar a conclusão de que não temos aqui uma palavra para explicar o que aconteceu. Está sendo um processo muito rápido porque os fatos são evidentes”, explicou
O Delegado episcopal vaticano para o tribunal local, Monsenhor Robert Sarno, explica que agora, antes do possível milagre ser levado até o conselho médico da Congregação para a Causa dos Santos, ele precisa ser analisado por dois médicos autônomos indicados pela Congregação.
Fase Vaticana
“Eles devem emitir uma opinião se existe uma explicação científica para a imediata e instantânea cura da pessoa. Se um deles afirma que sim, então o caso vai para a análise do conselho médico da Congregação que vai avaliar o possível milagre com base nos depoimentos das testemunhas e na documentação médica do caso”.
Após esta análise, caso os médicos deem uma posição afirmativa sobre a autenticidade do milagre, o caso passa para o conselho teológico da Congregação que deverá analisar os elementos teológicos do possível milagre.
“Podemos demonstrar que, no momento em que a intercessão da Beata Madre Teresa de Calcutá foi pedida, as condições do doente mudaram inexplicavelmente? Se os teólogos apresentarem uma resposta afirmativa para esta pergunta, o caso passa para a análise dos bispos e cardeais da Congregação. Se eles considerarem que o milagre não tem explicação científica – comprovado pelos médicos e concedido por Deus por meio de Madre Teresa de Calcutá e aprovado pelo Conselho Teológico –, então eles encaminharão seu parecer positivo ao Papa que é o único que tem autoridade para julgar o caso”. (RB)

Fonte
http://br.radiovaticana.va/news/2015/07/04/vaticano_termina_investiga%C3%A7%C3%A3o_no_brasil_sobre_poss%C3%ADvel_/1155952

Em primeiro discurso como Papa emérito, Bento XVI fala da música


O Papa emérito discursa na manhã deste sábado (04/07) em Castelgandolfo - OSS_ROM
04/07/2015 11:37

Cidade do Vaticano (RV) – Pela primeira vez desde que se tornou Papa emérito, em 28 de fevereiro de 2013, a voz de Bento XVI voltou a ser registrada oficialmente pela Rádio Vaticano, neste sábado (04/7).
Bento XVI agradeceu, na Residência Pontifícia de Castel Gandolfo, ao Cardeal-arcebispo de Cracóvia, Dom Stanisław Dziwisz, que lhe conferiu dois títulos de Doutorado “honoris Causa” em nome dos reitores da Academia Musical de Cracóvia e da Pontifícia Universidade João Paulo II, instituída por Bento XVI em 19 de junho de 2009.
Esta condecoração, disse o Cardeal Dziwisz, “representa a gratidão destas duas instituições pela grande estima que Bento XVI sempre nutriu para com São João Paulo II. Em segundo lugar, pelo seu serviço Pontifício e pela grande herança da sua doutrina e benevolência”.
Papa emérito lembra São João Paulo II
Por sua vez, o Papa emérito expressou seu vivo apreço e reconhecimento pela Condecoração a ele conferida, que reforça  sua profunda ligação com a Polônia, pátria do grande santo João Paulo II, do qual foi íntimo colaboração por longos anos e sobre o qual disse: “Sem ele, o meu caminho espiritual e teológico nem pode ser imaginado. Com o seu exemplo vivo, ele nos ensinou que a alegria da grande música sacra pode caminhar de mãos dadas com a participação comum da sacra liturgia, como também a alegria solene e a simplicidade da humilde celebração da fé”.
A música para Bento XVI
Aqui, Bento XVI perguntou: “O que é, enfim, a música? De onde provém e para onde leva?” E respondeu focalizando três fontes da música: a experiência do amor, a experiência da tristeza e o encontro com o divino. A poesia, o canto e a música nasceram da dimensão do amor, de uma nova dimensão da vida e de um toque amoroso de Deus. E acrescentou: “A qualidade da música depende da pureza e da grandeza do encontro com o divino, com a experiência do amor e da dor. Quanto mais esta experiência for pura e verdadeira, tanto mais pura e grande será a música, que dela nasce e se desenvolve”.
Falando de sua experiência pessoal, o Papa emérito afirmou que “no âmbito das culturas e das religiões mais diferentes encontramos uma grande arquitetura, pinturas e esculturas, mas também uma grande música. Contudo, em nenhum outro âmbito cultural há uma grandeza musical que possa se comparada com aquela nascida no âmbito da fé.
Música e Igreja
A música ocidental, explicou Bento XVI, é uma coisa única e incomparável com outras culturas, e apresentou como exemplo, Bach, Händel, Mozart, Beethoven, Bruckner: “A música ocidental supera sobremaneira o âmbito religioso e eclesial. Todavia, ela encontra a sua fonte mais profunda na liturgia e no encontro com Deus. A resposta da grande e pura música ocidental desenvolveu-se no encontro com Deus, que, na liturgia, se torna presente em Jesus Cristo”.
Bento XVI concluiu seu pronunciamento dizendo que “as duas universidades, que lhe conferiram este Doutorado “honoris causa” representa uma contribuição essencial, para que o grande dom da música, que provém da tradição da fé, não se dissipe”. (MT) 
Fonte:
http://br.radiovaticana.va/news/2015/07/04/condecora%C3%A7%C3%A3o_de_bento_xvi_a_m%C3%BAsica_e_a_liturgia/1155983

Os santos, nossos intercessores


Deus, e unicamente Ele, é a fonte de todas as bênçãos e graças.
Por Dom Adelar Baruffi*
No mês de junho acabamos de festejar alguns santos estimados por todos os católicos: Santo Antônio, São Luiz, São João Batista, São Pedro e São Paulo. Mas, qual o sentido da intercessão dos santos e da Virgem Maria? Quem nos concede as graças de que necessitamos: Deus ou os santos?
Deus amor é fonte de todas as graças
Deus, e unicamente Ele, é a fonte de todas as bênçãos e graças. Deus Pai Criador nos acompanha com seu amor providente todos os dias de nossa vida, nos momentos felizes e também nas nossas dificuldades. De muitos modos, Deus manifesta sua graça, o seu amor por nós. Quem procura ler sua vida com os olhos da fé, verá que a mão protetora de Deus sempre esteve e está presente, orientando, fortalecendo, preservando, cuidando, libertando e curando.
Como as graças de Deus chegam até nós?
A Igreja foi constituída por Jesus Cristo como mediadora e dispensadora deste olhar amoroso de Deus pela humanidade. Por isso, os sacramentos da Igreja nos comunicam o amor de Deus nos diversos momentos de nossa vida: desde o nascer até partir deste mundo, nos momentos de sofrimento ou de alegria. No cotidiano da vida, Deus sempre está presente com sua graça!
A ação de Deus em nossa vida, porém, não se limita aos sacramentos. Todos os cristãos batizados formam uma grande família. Estamos, pela mesma fé que professamos, unidos em Cristo. Somos um em Cristo e, por Ele, com o Pai e o Espírito Santo. Esta comunhão que formamos é tão grande, que nem a morte tem o poder de dissolver. Por isso, todo o bem que um cristão realiza, faz a Igreja e a humanidade inteira ser melhor. Ou não é verdade que a vida de Madre Teresa de Calcutá, Dom Hélder Câmara, São João Paulo II e tantos outros, fizeram bem ao mundo inteiro? Por isso, podemos e devemos ajudar e rezar, interceder, pedir a Deus pelos outros, pelos que mais sofrem e precisam da graça de Deus. Isto enquanto ainda estamos vivos, neste mundo.
E os santos e a Virgem Maria, podem ser intercessores e nos ajudar?
Esta comunhão que une todos os batizados em Jesus Cristo, vivos e já falecidos, chamamos de comunhão dos santos. Quando lemos a história dos santos vemos que eles fizeram o bem a tantas pessoas em sua missão neste mundo. Eles já intercediam, ajudavam, pediam a Deus pelos outros quando ainda viviam. A Igreja acredita que ao partirem deste mundo, porque são santos, são acolhidos por Deus para estarem para sempre junto dele. Mas eles não são Deus e não substituem a Deus. Estão junto de Deus e continuam a amar como fizeram quando estavam neste mundo. Por isso, podem interceder pelas necessidades dos fiéis que a eles recorrem. Não são eles, os santos e a Virgem Maria, que nos dão as graças, mas sempre Deus. Eles nunca tomam o lugar único e insubstituível de Jesus Cristo, “que está à direita de Deus e intercede por nós” (Rm 8,34). Eles acolhem nossa súplica, nossas preces, e as apresentam a Deus. Por isso, é bom pedir a intercessão, a ajuda, dos santos e de Nossa Senhora, para que estes as apresentem a Deus.
Santa Teresinha, antes de morrer disse: “Passarei meu céu fazendo bem na terra”. E São Domingos: “Não choreis! Ser-vos-ei mais útil após a minha morte e ajudar-vos-ei mais eficazmente do que durante a minha vida”.
CNBB 02-07-2015
*Dom Adelar Baruffi é bispo de Cruz Alta (RS).