Este blog tem como objetivo divulgar as atividades da Paróquia Nossa Senhora das Candeias - Av. Ulisses Montarroyos, 6375 Candeias 54460-280 Jab. dos Guararapes – PE Tel./Fax.: 3478.0162 Ereção: 25.03.1984 e Instalação: 25.08.1984 Pároco: Pe. Paulo Sérgio Vieira Leite E-mail: pascom.candeias@gmail.com secretariaparoquialcandeias@gmail.com
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Conselho Pastoral
Pe. Paulo convida todos os membros do Conselho Pastoral para a reunião hoje dia 05 de agosto às 19h30 no salão paroquial.
HORÁRIO DE MISSAS:
Segunda-feira 19h00 missas só
quando houver agendamento
Terça-feira 19h30 (matriz)
Quarta-feira – 08h00 (matriz)
Quarta-feira – 19h00 missas só quando houver agendamento
Primeira
Sexta-feira do mês – 08h00 (matriz)
Segunda Sexta-feira do mês 19h30 (Carolinas)
Terceira Sexta-feira do mês – 19h30 (na Orla)
Quarta Sexta-feira do mês 19h30 (Com. N. S. das
Graças)
Sábados – 17h30 (Com. Senhora Rainha – Catamarã)
Sábados – 19h00 (matriz)
Domingo – 17h00 Santo Antônio (Barra de Jangada)
Domingos – 07h00 – 10h00 – 19h00 (matriz)
ATENDIMENTO COM O PADRE (confissões, direcionamento espiritual,
aconselhamento,etc): Às terças-feiras: 20h15, após a missa Às quartas-feiras após a missa das 08h e às
19h30 – nesse horário é necessário o agendamento com o padre ou na
secretaria Às quintas–feiras às 21h,
após a missa. Final de semana: Sábados: após a missa das 19h (se não houver
casamento)
Domingos: após a missa das 10h, exceto no 2º domingo, e após a missa das
19h
HORÁRIO DA SECRETARIA:
De terça a sexta das 08h00 às 12h00
e das 14h00 às 16h30min
Aos sábados das 08h00 às 11h30min
ENDEREÇO:
Av. Ulisses Montarroyos, nº 6375
CEP 54.460-280
Candeias – Jaboatão dos Guararapes
FONE: (81)34780162 – (34693674)
Email: secretariaparoquialcandeias@gmail.com
Ministrantes unidos em vocação e por lenços coloridos
Peregrinos levaram lenços coloridos na Praça São
Pedro, segundo o país de proveniência - ANSA
PARTILHA:
Cidade
do Vaticano (RV) – A tarde de terça-feira (4) na Praça São Pedro é marcada por
um forte calor romano, com mais de 35°C, e por uma multidão de ministrantes,
provenientes de 23 países, entre eles, da Itália, França, Portugal, Hungria e
até do Brasil. Cerca de 10 mil coroinhas e acólitos estão participando da
Peregrinação Internacional, que acontece a cada 5 anos em Roma.
Antes
do encontro com o Papa, a Praça São Pedro se uniu num grande coral colorido,
com vozes entoadas por diferentes timbres e nacionalidades dos ministrantes,
entre crianças, jovens e adultos. Duas horas de música, inclusive interpretadas
por bandas de diversos países, numa concentração que antecipou a audiência com
o Santo Padre, para as Vésperas em alemão, húngaro, francês e italiano –
línguas dos grupos mais numerosos.
Ao
chegar na Praça, com o papa móvel em meio à multidão e levando de carona duas
crianças, Papa Francisco foi recebido por coroinhas, acólitos e sacerdotes
emocionados, empolgados e visivelmente recompensados pela presença do Papa
Francisco na Peregrinação Internacional.
Além
das Vésperas, um momento direcionado à oração e introspecção em meio a tanta
festa dos ministrantes em Roma, o presidente da Organização Internacional, Dom
Ladislav Nemet, se manifestou aos participantes e também ao Papa no “coração da
Igreja Universal para celebrar o serviço dos ministrantes, a união com Cristo,
a vocação de fazer sempre o bem”.
Na
saudação de Dom Nemet ao Pontífice, um ministrante da Ucrânia foi conduzido a
entregar um lenço – igual àquele que cada um usa no encontro, colorido, e que
tem escrito o lema da peregrinação, extraído do profeta Isaías: “Eis-me aqui,
envia-me!”.
“Os
nossos ‘lenços de peregrinos’ têm cores diferentes; são coloridos como os
nossos países de proveniência. Coloridos como a nossa vida nas nossas casas.
Alguns de nós têm uma vida particularmente difícil. Os nossos amigos
ministrantes da Ucrânia se encontram hoje a dever conviver com o terror da
guerra no país deles”, explicou Dom Nemet.
Já o
lenço que foi colocado no Santo Padre era branco, da cor da paz, como símbolo
da união de todos os ministrantes presentes na Praça São Pedro.
(AC)
Papa aos ministrantes: uma academia de educação na fé e na caridade
Papa Francisco em momento de selfie
na Praça São Pedro - AP
PARTILHA:
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa
Francisco ingressou na Praça São Pedro, fazendo o tradicional giro com o
papamóvel entre os jovens, a quem agradeceu pela presença, “desafiando o sol
romano de agosto”. Em seu pronunciamento, o Papa pediu aos Acólitos e
coroinhas que se convertam em missionários e não se fechem em si mesmos, mas
que partilhem a alegria e a misericórdia de Deus com os demais.
Os ministrantes - como o Profeta
Isaías citado pelo Papa Francisco como modelo e fonte inspiradora da
peregrinação – “são pequenos e frágeis, mas com a ajuda de Jesus são revestidos
com a força para realizar uma grande viagem na vida”:
“Também o profeta Isaías descobre esta
verdade, ou seja, que Deus purifica as suas intenções, perdoa os seus pecados,
cura o seu coração e torna-o idôneo para realizar uma tarefa importante: levar
a palavra de Deus ao povo, tornando-se instrumento da presença e da
misericórdia divina. Isaías descobre que, ao colocar-se confiadamente nas mãos
do Senhor, toda a sua existência se transforma”.
Como Isaías, também vocês – exortou o
Papa – devem descobrir a infinita grandeza de Deus, que nos criou e nos quis,
mas também devem fazer-se próximos e aprender a esperar, pacientemente, a
resposta à sua iniciativa que é sempre a primeira. Mas vocês são mais
afortunados do que o profeta, disse o Papa:
“Na Eucaristia e nos outros Sacramentos
experimentais a proximidade íntima de Jesus, a doçura e a eficácia da sua
presença. Não encontrais Jesus colocado num trono, alto, sublime e
inalcançável, mas no pão e no vinho eucarísticos, e a sua palavra não faz
vibrar os umbrais das portas, mas as cordas do coração”.
E se “não opusermos resistência” –
continuou o Papa - Deus, como fez Isaías, “tocará os nossos lábios com
amor misericordioso, tornando-nos idôneos para acolhê-lo e levá-lo aos irmãos.
E é este o nosso chamado:
“Assim como Isaías, também nós somos
convidados a não ficar fechados em nós mesmos, guardando a nossa fé num
depósito subterrâneo ao qual acudimos nos momentos difíceis. Somos chamados, ao
contrário, a compartilhar a alegria de reconhecermos-mos eleitos e salvos pela
misericórdia de Deus, para sermos testemunhas de que a fé é capaz de dar nova
direção aos nossos passos; que ela nos torna livres e fortes para estarmos
disponíveis e idôneos para a missão”.
“Ministrantes missionários: assim nos
quer Jesus!” – disse o Papa. "E quanto mais estareis próximos do altar,
mais vos lembrareis de conversar com Jesus na oração diária, mais vos
alimentareis da Palavra e do Corpo do Senhor, e sereis muito mais capazes de ir
até ao próximo, levando como dom aquilo que recebestes, dando com entusiasmo a
alegria que vos foi dada". E o Santo Padre conclui com um agradecimento:
“Obrigado pela vossa disponibilidade de
servir o altar do Senhor, tornando este serviço uma academia de educação na fé
e na caridade ao próximo. Obrigado também por terdes começado a responder ao
Senhor, como o profeta Isaías: «Eis-me aqui, envia-me»”.
Acompanhe a íntegra da homilia do Papa Francisco desta terça-feira (4), em ocasião da
Peregrinação Internacional dos Ministrantes que está sendo realizada em Roma:
"Queridos Ministrantes, Boa Tarde.
Agradeço a vossa presença numerosa que
desafiou o sol romano de agosto. Agradeço o Bispo Dom Nemet, vosso Presidente,
pelas palavras com que introduziu este encontro. Saístes de vários Países para
fazer a vossa peregrinação a Roma, lugar do martírio dos Apóstolos Pedro e
Paulo. É significativo ver que a proximidade e familiaridade com Jesus
Eucaristia no serviço do altar, torna-se também uma oportunidade para abrir-se
aos outros, para caminhar juntos, de escolher metas de compromisso e encontrar
as forças para alcançá-las. É fonte de verdadeira alegria reconhecer-se pequeno
e fraco, mas sabendo que, com a ajuda de Jesus, podemos ser revestidos de força
e realizar uma grande viagem na vida com Ele.
O profeta Isaías também descobre esta
verdade, ou seja, que Deus purifica as suas intenções, perdoa os seus pecados,
cura o seu coração e torna-o idôneo para realizar uma tarefa importante: levar
a palavra de Deus ao povo, tornando-se instrumento da presença e da
misericórdia divina. Isaías descobre que, ao colocar-se confiadamente nas mãos
do Senhor, toda a sua existência se transforma.
A passagem bíblica que ouvimos fala-nos
justamente sobre isso. Isaías tem uma visão, que lhe faz perceber a majestade
do Senhor, mas, ao mesmo tempo, mostra-lhe como Deus, embora se revele,
permanece distante.
Isaías descobre, com assombro, que é
Deus quem dá o primeiro passo, não esqueçamos disso, que é Deus que dá o
primeiro passo e se aproxima em primeiro lugar; Isaías percebe que a ação
divina não é impedida pelas suas imperfeições pessoais, mas que somente a
benevolência divina é capaz de torná-lo idôneo para a missão, transformando-o
numa pessoa totalmente nova e, portanto, capaz de responder ao chamado de Deus
e dizer: «Eis-me aqui, envia-me» (Is 6,8).
Hoje, sois mais afortunados do que o
profeta Isaías. Na Eucaristia e nos outros sacramentos experimentais a
proximidade íntima de Jesus, a doçura e a eficácia da sua presença. Não
encontrais Jesus colocado num trono, alto, sublime e inalcançável, mas no pão e
no vinho eucarísticos, e a sua palavra não faz vibrar os umbrais das portas,
mas as cordas do coração. Assim como Isaías, cada um vós também descobre que
Deus, mesmo tornando-se próximo em Jesus e inclinando-se por amor a vós, sempre
permanece imensamente maior e para além da nossa capacidade de compreender a
sua íntima essência. Como Isaías, vós também fazeis a experiência de que a
iniciativa é sempre de Deus, pois é Ele que vos criou e desejou. É Ele quem, no
batismo, tornou-vos novas criaturas e é sempre Ele que espera pacientemente
pela resposta à sua iniciativa e que oferece o perdão a todos os que pedem-No
humildemente.
Se não resistimos à sua ação Ele vai
tocar os nossos lábios com a chama do seu amor misericordioso, como fez com o
profeta Isaías, e isso nos tornará idôneos para recebê-Lo e levá-Lo aos nossos
irmãos. Como Isaías, nós também somos convidados a não ficar fechados em nós
mesmos, guardando a nossa fé num depósito subterrâneo ao qual acudimos nos
momentos difíceis. Somos chamados, ao contrário, a compartilhar a alegria de
reconhecermos-nos eleitos e salvos pela misericórdia de Deus, para sermos
testemunhas de que a fé é capaz de dar nova direção aos nossos passos; que ela
nos torna livres e fortes para estarmos disponíveis e idôneos para a missão (Is
6,8).
Como é bom descobrir que a fé faz-nos
sair de nós mesmos, do nosso isolamento e, justamente porque somos colmados com
a alegria de ser amigos de Cristo Senhor, ela nos dirige aos outros,
tornando-nos naturalmente missionários!
Queridos ministrantes missionários,
quanto mais estareis próximos do altar, mais vos lembrareis de conversar com
Jesus na oração diária, mais vos alimentareis da Palavra e do Corpo do Senhor,
e sereis muito mais capazes de ir até ao próximo, levando como dom aquilo que
recebestes, dando com entusiasmo a alegria que vos foi dada.
Obrigado pela vossa disponibilidade de
servir o altar do Senhor, tornando este serviço uma academia de educação na fé
e na caridade ao próximo. Obrigado também por terdes começado a responder ao
Senhor, como o profeta Isaías: «Eis-me aqui, envia-me»."
Francisco: casais de segunda união fazem parte da Igreja
O Papa abraça menina na audiência
desta quarta-feira. Francisco disse que as crianças são as que mais sofrem
diante das separações - REUTERS
05/08/2015
10:40
PARTILHA:
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa
retomou nesta quarta-feira (5/8), na Sala Paulo VI, as Audiências gerais após
um mês de pausa. Francisco prosseguiu com o tema da Família cujo contexto,
desta vez, foi forjado a partir de uma nova questão sobre as “famílias
feridas”.
O Pontífice convidou a refletir como se
pode cuidar das pessoas que, diante do “irreversível fracasso” do casamento,
partiram para uma segunda união. “Estas pessoas não foram absolutamente
excomungadas – não foram excomungadas – e não devem absolutamente ser tratadas
como tal: elas fazem sempre parte da Igreja”, disse o Papa.
Olhar de mãe
“A Igreja bem sabe que tal situação
contradiz o Sacramento cristão. Todavia, o seu olhar de mestra parte sempre de
um coração de mãe; um coração que, animado pelo Espírito Santo, procura sempre
o bem e a salvação das pessoas. É por isso que a Igreja sente o dever, ‘pelo
amor da verdade’, de ‘discernir bem as situações’”, afirmou Francisco.
Olhar dos filhos
O Papa recordou ainda que, se a questão
das segundas uniões passa a ser observada a partir da percepção dos filhos – um
grande número de crianças e adolescentes que são os que mais sofrem, destacou o
Papa –, torna-se ainda mais urgente “desenvolver nas nossas comunidades uma
verdadeira acolhida das pessoas que vivem tais situações”, exortou o Pontífice.
“Como poderíamos recomendar a estes
pais que façam tudo para educar os filhos à vida cristã, dando a eles exemplo
de uma fé convicta e vivida, se os mantivéssemos longe da vida da comunidade?”,
questionou Francisco.
“Não devemos adicionar outros pesos
além daqueles que os filhos, nestas situações, já devem carregar” prosseguiu o
Papa, afirmando ainda que “é importante que eles sintam a Igreja como mãe
atenta a todos, sempre disposta a escuta e ao encontro”.
Igreja no tempo
Francisco também disse que, nas últimas
décadas, a Igreja não ficou “insensível” e “preguiçosa” em relação à questão
das segundas uniões graças ao aprofundamento levado adiante pelos Pastores e
confirmado pelos seus predecessores.
“Cresceu muito a conscientização de que
é necessária uma fraterna e atenciosa acolhida, no amor e na verdade, aos
batizados que estabeleceram uma nova convivência após o fracasso do matrimônio
sacramental”, destacou Francisco.
Por fim, afirmando que a Igreja deve
estar com as portas sempre abertas, o Papa convidou todos os cristãos a imitar
o exemplo do Bom Pastor colaborando com Ele nos cuidados às famílias feridas.
Nossa Senhora
Antes de conceder a Bênção Apostólica,
o Papa rezou uma Ave Maria em homenagem a Nossa Senhora Salus Popoli Romani
(Salvação do Povo Romano) celebrada hoje e venerada na Igreja de Santa Maria
Maior, em Roma. Este é o primeiro templo dedicado no Ocidente a Nossa Senhora,
onde o Papa constuma rezar sempre que parte e retorna de suas viagens
apostólicas internacionais. (RB)
Caminho: um desfio para o ser humano
O caminho que leva à vida requer vontade, capacidade de renúncia e doação de si.
Por Dom José Alberto Moura*
Achar o caminho do tesouro escondido é um desfio para todo ser humano. Pegar o rumo errado leva à decepção, apesar dos atrativos que podem surgir no percurso. Estes podem ser deliciosos, mas fugazes e nos desviam do objetivo da caminhada. Por isso, é preciso conhecer bem o itinerário de nossa trilha existencial, para não fazermos dos meios estimulantes o objetivo da existência. Muitos o fazem e ficam na ilusão de terem conquistado o ideal buscado na vida. Os ídolos do prestígio, da manifestação de poder e de ser superior aos outros, do acúmulo de bens materiais e do bem estar buscados nos prazeres de modo lícito e ilícito são fortes. Mas tudo na vida é fugaz. A última palavra para a realização humana não está nos ídolos. Precisamos ver e assumir a vida com o ideal mais elevado. Sem a realização do projeto de Deus não conseguimos alcançar o grande tesouro da vida plenamente realizada, já na terra e na eternidade.
Diante dos problemas e das barreiras e até incompreensões e oposições humanas, podemos ter a tentação de desânimo. Foi o que o profeta Elias sentiu. Até pediu a Deus para morrer. É evidente que não queremos morrer e sim resolver os problemas para viver mais tranquilamente. Por isso mesmo Deus mandou um anjo dizer a Elias para comer e continuar sua missão (Cf. 1 Reis 19,4-8). De fato, ele o fez de modo maravilhoso. Realizou muitos prodígios para o povo perceber e seguir o verdadeiro Deus e não os ídolos, que não são capazes de dar vida realizadora ao ser humano. Em verdade, a glória deste mundo de ídolos é efêmera. Não adianta construir e viver em mansões, ter um verdadeiro império financeiro, ser reconhecido como pessoa importante, ter grande grau de sabedoria humana; se tudo não for conquistado com honestidade e para servir a coletividade, rui por terra. É só vir uma doença ou a morte e a vanglória é carcomida.
O caminho que leva à vida é mais estreito e exigente. Requer treinamento da vontade, capacidade de renúncia e doação de si, altruísmo, solidariedade para com os que são deixados de lado e compromisso com o bem comum. Paulo lembra que é necessário superar “toda amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias” (Efésios 4,31). Ele nos convida a sermos imitadores de Deus, vivendo no amor, com oblação e sacrifício.
É bom lembrar que não temos condição de achar o tesouro da realização na vida sozinhos. Com união e solidariedade somos estimulados e temos força necessária para superarmos os obstáculos. Tantas pedras, buracos, altos e baixos, barreiras a cada passo e até inimigos e oposição encontramos. Mesmo nossos limites e fraquezas pessoais nos dificultam. Por isso, caminhando unidos somos capazes de carregar o fardo existencial e atingiremos mais facilmente o objetivo de nosso esforço. Tomamos o cuidado para não cairmos na tentação dos instintos, que nos impelem para o que é mais cômodo e podemos entrar num beco sem saída. A subida para atingirmos o ideal da caminhada pode nos cansar, mas o atrativo do tesouro nos dá ânimo. A altivez de caráter é o grande instrumento para mostrarmos nossa idoneidade moral e passarmos pelo pedágio da cobrança social. Alimentados pela força do amor de Deus somos capazes de tolerar as incompreensões e mostrarmos o valor de nossa missão!
Achar o caminho do tesouro escondido é um desfio para todo ser humano. Pegar o rumo errado leva à decepção, apesar dos atrativos que podem surgir no percurso. Estes podem ser deliciosos, mas fugazes e nos desviam do objetivo da caminhada. Por isso, é preciso conhecer bem o itinerário de nossa trilha existencial, para não fazermos dos meios estimulantes o objetivo da existência. Muitos o fazem e ficam na ilusão de terem conquistado o ideal buscado na vida. Os ídolos do prestígio, da manifestação de poder e de ser superior aos outros, do acúmulo de bens materiais e do bem estar buscados nos prazeres de modo lícito e ilícito são fortes. Mas tudo na vida é fugaz. A última palavra para a realização humana não está nos ídolos. Precisamos ver e assumir a vida com o ideal mais elevado. Sem a realização do projeto de Deus não conseguimos alcançar o grande tesouro da vida plenamente realizada, já na terra e na eternidade.
Diante dos problemas e das barreiras e até incompreensões e oposições humanas, podemos ter a tentação de desânimo. Foi o que o profeta Elias sentiu. Até pediu a Deus para morrer. É evidente que não queremos morrer e sim resolver os problemas para viver mais tranquilamente. Por isso mesmo Deus mandou um anjo dizer a Elias para comer e continuar sua missão (Cf. 1 Reis 19,4-8). De fato, ele o fez de modo maravilhoso. Realizou muitos prodígios para o povo perceber e seguir o verdadeiro Deus e não os ídolos, que não são capazes de dar vida realizadora ao ser humano. Em verdade, a glória deste mundo de ídolos é efêmera. Não adianta construir e viver em mansões, ter um verdadeiro império financeiro, ser reconhecido como pessoa importante, ter grande grau de sabedoria humana; se tudo não for conquistado com honestidade e para servir a coletividade, rui por terra. É só vir uma doença ou a morte e a vanglória é carcomida.
O caminho que leva à vida é mais estreito e exigente. Requer treinamento da vontade, capacidade de renúncia e doação de si, altruísmo, solidariedade para com os que são deixados de lado e compromisso com o bem comum. Paulo lembra que é necessário superar “toda amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias” (Efésios 4,31). Ele nos convida a sermos imitadores de Deus, vivendo no amor, com oblação e sacrifício.
É bom lembrar que não temos condição de achar o tesouro da realização na vida sozinhos. Com união e solidariedade somos estimulados e temos força necessária para superarmos os obstáculos. Tantas pedras, buracos, altos e baixos, barreiras a cada passo e até inimigos e oposição encontramos. Mesmo nossos limites e fraquezas pessoais nos dificultam. Por isso, caminhando unidos somos capazes de carregar o fardo existencial e atingiremos mais facilmente o objetivo de nosso esforço. Tomamos o cuidado para não cairmos na tentação dos instintos, que nos impelem para o que é mais cômodo e podemos entrar num beco sem saída. A subida para atingirmos o ideal da caminhada pode nos cansar, mas o atrativo do tesouro nos dá ânimo. A altivez de caráter é o grande instrumento para mostrarmos nossa idoneidade moral e passarmos pelo pedágio da cobrança social. Alimentados pela força do amor de Deus somos capazes de tolerar as incompreensões e mostrarmos o valor de nossa missão!
CNBB 03-08-2015.
*Dom José Alberto Moura é arcebispo de Montes Claros (MG).
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