domingo, 10 de janeiro de 2016

Festa do batismo de Jesus


Neste Domingo a Igreja oferece-nos ler e meditar no relato do Batismo de Jesus.
O povo estava esperando o Messias. E todos perguntavam a si mesmos se João não seria o Messias.
Por isso, João declarou a todos: “Eu batizo vocês com água. Mas vai chegar alguém mais forte do que eu. E eu não sou digno nem sequer de desamarrar a correia das sandálias dele. Ele é quem batizará vocês com o Espírito Santo e com fogo”.
Todo o povo foi batizado. Jesus, depois de batizado, estava rezando. Então o céu se abriu, e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado! Em ti encontro o meu agrado”.

Jesus desce nas águas da humanidade

Neste Domingo a Igreja oferece-nos ler e meditar no relato do Batismo de Jesus. Iniciamos assim a conhecer mais sobre a vida pública de Jesus e sua missão como Filho de Deus que anuncia a Boa Notícia do Reino de Deus para todo o povo.
Podemos perguntar-nos sobre anos transcorridos entre sua infância e este momento da sua vida. Sabemos que aos doze anos depois da subida a Jerusalém para a festa da Páscoa, ele fica no Templo "sentado no meio dos doutores, escutando e fazendo perguntas e todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com a inteligência de suas respostas" (Lc 2, 45-46). Depois não temos mais dados sobre sua vida, fica no silêncio.
Para entender este silêncio consideremos que na mentalidade do Antigo Testamento os grandes personagens são importantes no momento que inicia sua vida ao serviço de Deus e a sua Vontade. Nos relatos dos evangelhos ficam registrados os momentos considerados importantes na vida de Jesus. O batismo marca a passagem de uma realidade a outra e para Jesus é o início de uma nova etapa na sua vida porque manifesta sua disponibilidade ao serviço a Deus.
Jesus é batizado junto a todos aqueles e aquelas que precisam ser sanados, libertados do cativeiro, servidaõ e sofrimento que padecem.
Podemos imaginá-lo realizando a fila na espera do batismo no Jordão. O batismo de João era um batismo de conversão que orienta as expectativas do povo para um novo batismo que será dado pelo Messias. João se preocupa em esclarecer que ele não é o Messias, senão que ajuda o povo na espera do Messias. Ele profetizava “eu batizo vocês com água. Mas vai chegar alguém mais forte do que eu” e “Ele é quem batizará vocês com o Espírito Santo e com fogo”.
Como disse Marcel Domergue no seu comentário deste texto “Cristo Bem amado do Pai: “O Batismo, como sabemos, é inicialmente um rito de purificação, uma espécie de banho espiritual, se quisermos. Com João Batista, trata-se mais de uma transformação, de uma mudança de vida. Já com Jesus, o Batismo “no Espírito e no fogo” irá significar, seguindo o seu itinerário, a passagem pela morte e o acesso à sua ressurreição“.
O batismo de Jesus acontece “depois que todo o povo foi batizado”. João Batista leva sua missão pacientemente, conhecendo que em face de dignidade do Messias ele é um humilde servidor. Neste momento podemos nos perguntar quantas vezes nós, que nos consideramos servidores e servidoras do Evangelho, tentamos ocupar o espaço do Messias porque não sabemos valorizar a profundeza de nossa missão.
Depois que Jesus foi batizado, o relato nos narra bastante detalhadamente uma profunda experiência espiritual acontecida nele. A descida de Jesus para o Jordão simboliza a “descida nas águas da humanidade”, onde todo o povo mergulhava e procurava liberdade.
Por isso precisamos, como Jesus, “descer ao rio Jordão”, tomar contato com as nossas necessidades e de tantas pessoas que estão ao nosso lado, solidarizarmos com seu sofrimento, escutar seus clamores de libertação. Jesus tinha ouvidos afinados, aguçados para reconhecer os gemidos, as súplicas mais do povo.
“Depois de batizado, estava rezando”. Imaginemos o que significaria para Jesus o fato de ser batizado, de participar humildemente com todo o povo desse acontecimento, como era o batismo que recolhe uma grande expectativa do povo. Eles não sabiam quem estava tão perto deles.
Sob o impulso do Espírito Jesus se dedica a libertar a vida, a curá-la e a fazê-la mais humana.
Na celebração do Batismo do Senhor no dia 11/01/2015 o Papa Francisco destacou em sua homilia, que com o Batismo, somos consagrados pelo Espírito Santo. “A palavra ‘cristão’ – observou – significa isso, significa consagrado como Jesus, no mesmo Espírito em que Jesus foi imerso em toda a sua existência terrena. Ele é o “Cristo”, os batizados somos ‘cristãos”.
Como é nossa capacidade para escutar a voz do Pai que se revela nos seguidores de Jesus que estão ao nosso lado? Vamos atrás do Mestre e tomamos o lado dos mais fracos, daqueles que não são escutados?
Como Jesus, somos capazes de descobrir novos rostos, novas histórias e deixarmos banhar por essa realidade carente de horizontes e de sentido? Como diz Francisco Orofino, “o caminho de nossa divinização exige de nossa parte a mais profunda humanização”.
Não podemos ser insensíveis ao que acontece ao nosso redor. Neste Natal, celebramos que Deus se fez homem para que todos/as vivam a dignidade de ser seus filhos/as, participando de sua Vida já nesta terra.
Que este amor universal de Deus, que habita em nossos corações, nos ajude a quebrar nossas “prisões” interiores que nos fecham aos nossos irmãos e irmãs. E assim também nos iniciemos ao caminho ao Jordão, ao encontro deste mundo que geme dores de parto impulsionados pela força do Espírito.
Instituto Humanitas Unisinos, 08-01-2016.

Evangelho do Dia

C - 10 de janeiro de 2016

Lucas 3,15-16.21-22

Aleluia, aleluia, aleluia.
Abriram-se os céus e fez-se ouvir a voz do Pai: Eis meu filho muito amado; escutai-o, todos vós! (Mc9,7)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 3 15 como o povo estivesse na expectativa, e como todos perguntassem em seus corações se talvez João fosse o Cristo,
16 ele tomou a palavra, dizendo a todos: “Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo”.
21 Quando todo o povo ia sendo batizado, também Jesus o foi. E estando ele a orar, o céu se abriu
22 e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e veio do céu uma voz: “Tu és o meu Filho bem-amado; em ti ponho minha afeição”.
Palavra da Salvação.

Comentário do Evangelho
O FILHO AMADO
A cena do batismo revela o traço fundamental da identidade de Jesus: sua condição de Filho amado de Deus. Outro elemento importante desta identidade é oferecido pelo quadro trinitário no qual a revelação é feita. Do céu, o Pai se dirige ao Filho, e o Espírito Santo desce sobre ele, em forma de pomba. A origem divina de Jesus fica, assim, perfeitamente evidenciada. Ele provém do seio da Trindade, em cujo nome exercerá sua missão.
Daqui decorrem dois eixos da ação histórica de Jesus. Ela se desenrolará na mais absoluta fidelidade a Deus, refletindo-se nela o agir divino em favor da humanidade. Da fidelidade decorrerá a liberdade. Jesus não suportará que criatura alguma, nem mesmo as tradições religiosas se imponham em sua vida, de forma absoluta. Ele jamais suportou a tirania da Lei e dos costumes do povo quando, contrastavam com o projeto do Reino de Deus.
A pessoa e a ação de Jesus, sendo baseadas na fidelidade e na liberdade, suscitarão constantes conflitos. Apesar disto, como Filho amado, ele não abrirá mão do projeto traçado pelo Pai.

 
Leitura
Isaías 42,1-4.6-7
Leitura do livro do profeta Isaías.
42 1 “Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu espírito, para que leve às nações a verdadeira religião.
2 Ele não grita, nunca eleva a voz, não clama nas ruas.
3 Não quebrará o caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega. Anunciará com toda a franqueza a verdadeira religião; não desanimará, nem desfalecerá,
4 até que tenha estabelecido a verdadeira religião sobre a terra, e até que as ilhas desejem seus ensinamentos.
6 Eu, o Senhor, chamei-te realmente, eu te segurei pela mão, eu te formei e designei para ser a aliança com os povos, a luz das nações;
7 para abrir os olhos aos cegos, para tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão aqueles que vivem nas trevas”.
Palavra do Senhor.
Salmo 28/29
Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!

Filhos de Deus, tributai ao Senhor,
tributai-lhe a glória e o poder!
Dai-lhe a glória devida ao seu nome;
adorai-o com santo ornamento!

Eis a voz do Senhor sobre as águas,
sua voz sobre as águas intensas!
Eis a voz do Senhor com poder!
Eis a voz do Senhor majestosa.

Sua voz no trovão reboando!
No seu templo os fiéis bradam: “Glória!”
É o Senhor que domina os dilúvios,
o Senhor reinará para sempre!
Oração
Deus eterno e todo-poderoso, que, sendo Cristo batizado no Jordão e pairando sobre ele o Espírito Santo, o declarastes solenemente vosso Filho, concedei aos vossos filhos adotivos, renascidos da água e do Espírito Santo, perseverar constantemente em vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Calendário Anual do Encontro de Noivos – 2016


MÊS:_________________________________________DIA:

FEVEREIRO __________________________________ 21


ABRIL _______________________________________ 24


JUNHO­_______________________________________05

AGOSTO_____________________________________ 07

OUTUBRO____________________________________23

DEZEMBRO___________________________________11



Horário do Encontro: da 08h00 às 12h00 – intervalo para almoço  - retorno das 14h00  às 18h00

Casal Responsável:

Hudson e Keila – fone: 988147625


                                

Inscrições na secretaria no horário das 08h00 às 12h00 e das 14h00 às 16h30min, de terça a sexta e aos sábados das 08h00 às 11h30min.

PROCLAMAS MATRIMONIAIS



09 e 10 de janeiro de 2016



COM O FAVOR DE DEUS E DA SANTA MÃE A IGREJA, QUEREM SE CASAR:



  • WAGNER RODRIGUES DE LIMA
E
ALINE TORRES GOMES


  • ZÓSIMO LEONARDO PACHECO NEVES
E
DÉBORAH TEIXIEIRA DOS SANTOS MIRANDA


  • JOSÉ DAER CAVALCANTI DE MÉLO ANDRADE LIMA
E
MILENA DE MOURA WANDERLEY


  • HEITOR RODRIGO DE QUEIROZ GUIMARÃES
E
NATHALIA CRISTINA RUFFO RIBAS


  • GUILHERME COÊLHO DE ARAÚJO CARVALHO
E
NATHALIA FRIAS DE LIMA


  • EDUARDO LUIZ CAVALCANTI CAMPOS
E
NATÁLIA PAULINO BONNOMI





                       Quem souber algum impedimento que obste à celebração destes casamentos está obrigado em  consciência a declarar.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Convite

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Batizados para a missão

A partir do momento em que Jesus foi batizado, sua voz começou a ser escutada.

Por Dom Canísio Klaus*

No dia 10 de janeiro celebramos o Batismo de Jesus. Com isso também concluímos o ciclo de celebrações ligadas ao Natal e, liturgicamente, entramos no Tempo Comum.
A partir do momento em que Jesus foi batizado, sua voz começou a ser escutada, porque se entendeu que Ele era o “Filho amado de Deus Pai” (Mt 3,17). Desde então Jesus começou a formar o seu grupo de discípulos e saiu a pregar a conversão, anunciando a chegada do Reino dos Céus e, antes de ser arrebatado para o céu, enviou os apóstolos a fazerem “discípulos entre todas s nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19).
É assim que o batismo se tornou o rito de incorporação das pessoas na comunidade cristã, comprometendo-as a serem discípulas e missionárias de Jesus Cristo.
Entre os batizados, Deus chama algumas pessoas para permanecerem mais próximas a Ele e assim serem enviadas a anunciar a Boa Nova para além da sua comunidade de origem (Mc 3,14). São os padres e religiosos, que “abandonam pai, mãe e filhos” para melhor poderem servir ao Reino de Deus.
Foi isso que fez o Pe. Miguel Ody, de quem nos despedimos no domingo passado, em Santa Clara do Sul. Desde cedo ele abraçou a vida religiosa, tornando-se irmão lassalista. Mais tarde, em 1971, aceitou o chamado do Mestre para seguir a vocação sacerdotal e tornou-se padre da Diocese de Santa Cruz do Sul.
Pe. Miguel faleceu aos 93 anos de idade, deixando como marca a jovialidade e o seu testemunho de alegria. A ele sempre seremos gratos pelos belos trabalhos realizados como pároco, vigário paroquial, formador de seminaristas e animador vocacional. Deus o tenha junto de si.
Também é praxe que no começo de cada ano aconteçam algumas transferências de padres. Quando isso acontece, os padres são convidados a renovarem o ardor que os levou a abraçarem a vida sacerdotal, e assim assumirem suas novas funções em favor do Reino de Deus. Por isso, nas próximas semanas, estaremos dando posse aos novos párocos, vigários paroquiais e formadores dos seminários. Tudo isso para que, ao iniciar a quaresma, todos possam estar em suas funções. Pedimos às comunidades que acolham os padres que vem e os ajudem a serem fiéis mensageiros da Boa Nova do Evangelho de Jesus Cristo.
Faço votos de que o ano de 2016, quando celebramos o Ano Santo da Misericórdia, seja um ano de renovação da fé batismal e aprofundamento da vida cristã. Aproveito para saudar com muito carinho ao Pe. Clécio José Henckes que neste domingo celebra seus 25 anos de ordenação sacerdotal. Que Pe. Clécio e todas as pessoas batizadas se sintam, assim como Jesus Cristo, “filhos amadas de Deus Pai”.
CNBB 07-01-2016.
*Dom Canísio Klaus é bispo de Santa Cruz do Sul (RS).

Nosso Batismo e o de Jesus


Recordamos o nascimento carnal, mas desconhecemos o dia em que nascemos para Deus.
Por Cardeal Orani Tempesta*

A Festa do Batismo do Senhor, celebrada no domingo depois da Epifania, encerra o ciclo das Festas da Manifestação do Senhor, o ciclo de Natal. Comemoramos o Batismo de Jesus por São João Batista nas águas do rio Jordão. Sem ter necessidade do batismo de penitência de João em preparação à vinda do Messias, Jesus quis submeter-se a esse rito tal, como se submetera às demais observâncias legais que também não O obrigavam, mas que adquire o caráter de manifestação, pois nesse momento a Trindade se manifesta.
O Pai apresenta, manifesta a Israel o Salvador que Ele nos deu, o Menino que nasceu para nós: “Tu és o meu Filho amado; em ti ponho o meu bem-querer”, ou, segundo a versão de Mateus: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”! (3,17). Estas palavras contêm um significado muito profundo: o Pai apresenta Jesus usando as palavras do profeta Isaías, que ouvimos na primeira leitura da missa. Mas, note-se: Jesus não é somente o Servo; ele é o Filho, o Filho amado! O Servo que o Antigo Testamento anunciava é também o Filho amado eternamente! No entanto, é Filho que sofrerá como Servo, que deverá exercer Sua missão de modo humilde e doloroso.
Às margens do Jordão, Jesus foi ungido com o Espírito Santo como o Messias, o Cristo, aquele que as Escrituras prometiam e Israel esperava. Agora, Ele pode começar publicamente a missão de anunciar e inaugurar o Reino de Deus. Esta missão Ele começou desde que se fez homem por nós; agora, no entanto, vai manifestar-se publicamente, primeiro a Israel e, após a ressurreição, a toda a humanidade. É na força do Espírito Santo que Ele pregará, fará Seus milagres, expulsará o mal e inaugurará o Reino; é na força do Espírito que Ele viverá uma vida de total e amorosa obediência ao Pai, e doação aos irmãos até a morte, e morte de cruz.
O Senhor desejou ser batizado, diz Santo Agostinho, “para proclamar com a sua humildade o que para nós era uma necessidade”. Com o batismo de Jesus, ficou preparado o Batismo cristão, diretamente instituído por Jesus Cristo e imposto por Ele como lei universal no dia da sua Ascensão: Todo poder me foi dado no céu e na terra, dirá o Senhor; ide, pois, ensinai a todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo (Mt 28, 18-19).
E Jesus já começa cumprindo sua missão na humildade: Ele entra na fila para ser batizado por João. Ele, que não tinha pecado, assume os nossos pecados, faz-se solidário conosco; Ele, o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo! “João tentava dissuadi-lo, dizendo: ‘Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim?’ Jesus, porém, respondeu-lhe: ‘Deixa estar, pois assim nos convém cumprir toda a justiça’” (Mt 3,14s). Assim convinha, no plano do Pai, que Jesus se humilhasse, se fizesse Servo e assumisse os nossos pecados! Ele veio não na glória, mas na humildade, não na força, mas na fraqueza, não para impor, mas para propor, não para ser servido, mas para servir. Eis o caminho que o Pai indica a Jesus, eis o caminho que Jesus escolhe livremente em obediência ao Pai, eis o caminho dos cristãos, e não há outro!
O Batismo de João não é o sacramento do Batismo: era somente um sinal exterior de que alguém se reconhecia pecador e queria preparar-se para receber o Messias. Ao ser batizado no Jordão, Jesus é ungido com o Espírito Santo para a missão. Esta unção será plena na ressurreição, quando o Pai derramará sobre ele o Espírito como vida da sua vida. Então – e só então – Ele, pleno do Espírito Santo que o ressuscitou, derramará este Espírito, que será também seu Espírito, sobre nós, dando-nos uma nova vida.
O Batismo de Jesus leva-nos à meditação sobre o nosso batismo. A importância do Sacramento que nos inseriu na Igreja. Quem de nós recorda a data de seu batismo? Recordamos o nascimento carnal, mas desconhecemos o dia em que nascemos para Deus e nos tornamos “Participantes da natureza divina (...) somos, realmente, filhos de Deus!”.
“Graças ao Sacramento do Batismo tu te converteste em templo do Espírito Santo: não te passe pela cabeça – exorta São Leão Magno – afugentar com as tuas más ações um hóspede tão nobre, nem voltar a submeter-te à servidão do mal, porque o teu preço é o sangue de Cristo”.
Na Igreja, ninguém é um cristão isolado. A partir do Batismo, o cristão passa a fazer parte de um povo, e a Igreja apresenta-se como a verdadeira família dos filhos de Deus. O Batismo é a porta por onde se entra na Igreja. “E na Igreja, precisamente pelo Batismo, somos todos chamados à santidade” (LG 11 e 42), cada um no seu próprio estado e condição. O chamado à santidade e a consequente exigência de santificação pessoal são universais: todos, sacerdotes e leigos, estamos chamados à santidade; e todos recebemos, com o Batismo, as primícias dessa vida espiritual que, por sua própria natureza, tende à plenitude. É importante lembrar o caráter sacramental do Batismo “certo sinal espiritual e indelével” impresso na alma no momento (Dz, 852). É como um selo que exprime o domínio de Cristo sobre a alma do batizado. Cristo tomou posse da nossa vida no momento em que fomos batizados. Ele nos resgatou do pecado com a sua Paixão e Morte.
Portanto, Batismo é nascimento para uma vida nova e é compromisso de seguir Jesus Cristo como discípulo missionário. A água batismal não pode secar tão rapidamente de nossa fronte! Os cristãos primitivos eram batizados adultos e, ao pedirem o Batismo, sabiam que eram candidatos ao martírio. E mesmo assim, queriam ser batizados para se tornarem filhos de Deus! “Somos chamados filhos de Deus e o somos de fato!”
Jornal do Brasil, 08-01-2016.
*Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist. Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ.