segunda-feira, 6 de julho de 2015

Cônsul da Argentina visita arcebispo e garante empenho em trazer o papa ao Recife




11694328_1153117268047784_1865039944_nUma visita de cordialidade e esperança. Foi assim o reencontro do arcebispo metropolitano, dom Fernando Saburido, com o cônsul da Argentina no Recife Jaime Beserman e esposa Patricia Membibre ocorrido nesta quinta-feira, 02, no Palácio dos Manguinhos – sede da Cúria Metropolitana, no bairro das Graças, Zona Norte do Recife. O conterrâneo do papa, conversou sobre o encontro do arcebispo com Francisco. Beserman foi o portador de uma das cartas de dom Fernando convidando o pontífice para visitar o Recife em 2017, quando virá ao país para as celebrações pelos 300 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida.
O representante argentino ficou feliz com o relato feito pelo religioso sobre os momentos em que ele esteve com o Santo Padre, durante estada em Roma. “Foi tudo muito rápido, mas muito enriquecedor. O papa ficou alegre quando eu disse que era a primeira vez que o encontrava e, justamente, no dia do meu aniversário. Em outra ocasião pude entregar a terceira carta o convidando a incluir a capital pernambucana no roteiro da viagem ao Brasil”, contou dom Fernando.
O cônsul está animado com a possibilidade de acolher o líder da Igreja Católica e seguirá os esforços para que o objetivo da arquidiocese e do consulado seja concretizado. “Vamos continuar trabalhando e rezando para trazê-lo”, garantiu Beserman, que está no Recife há um ano e meio. Ele conheceu dom Saburido durante o velório do ex-governador Eduardo Campos. “A gente viu nas suas palavras muito das palavras de Bergoglio nos discursos dirigidos aos políticos argentinos”, revelou.
11668003_1153088498050661_850330902_nDurante a audiência desta manhã, o argentino e esposa conheceram o bispo auxiliar da arquidiocese, dom Antônio Tourinho. O casal não pôde estar presente na cerimônia de acolhida do religioso ocorrida em fevereiro e pela primeira vez puderam conversar.
Para ver o sonho do papa visitar a Igreja Particular de Olinda e Recife realizado, muita gente tem contribuído. Dom Tourinho contou que visitou as carmelitas descalças no Convento Imaculada Conceição, em Camaragibe, e pediu que rezassem pela vinda de Francisco. A causa ganhou um reforço a mais nas orações.
O bispo auxiliar comentou uma reportagem que havia lido sobre o sequestro de filhos de mulheres desaparecidas durante o Regime Militar argentino. O bispo relatou o reencontro de uma da líder da organização de direitos humanos “Avós da Praça de Mayo” com o neto sequestrado após ter os pais mortos. A criança foi entregue a uma família de agricultores no Sul da província de Buenos Aires. O jovem é pianista e conheceu a avó após 37 anos.
“Eu também fui preso e sofri de perto com a Ditadura”, revelou Beserman. “Muitos padres foram mortos pelo regime por realizar trabalhos sociais. Os militares entendiam se tratar de política”, observou.
Sobre a visita do papa Francisco a América Latina (Equador, Bolívia e Paraguai), que acontecerá nos próximos dias, ele afirmou que há uma grande mobilização dos hermanos para participar dos eventos nesses países já que a Argentina ficou de fora da programação. “Cerca de 2 milhões de pessoas têm se preparado para viajar e acompanhar de perto a vinda do pontífice. O nosso país ficou de fora por estar às vésperas das eleições marcadas para outubro. Então, ele preferiu evitar qualquer tipo de interferência ou uso da imagem pelos políticos”, frisou.

Basílica da Penha: Patrimônio histórico e religioso reabre as portas neste domingo


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O bairro de São José, um dos mais antigos e populares do Recife, será testemunha de um renascimento. Neste domingo, 05 de julho, após quase oito anos fechada para restauração, a Basílica Nossa Senhora da Penha, tombada como patrimônio estadual, reabrirá suas portas. Em cerimônia presidida pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, o templo voltará a acolher os fiéis para orações e missas. A concelebração eucarística está marcada para às 17h.
A solene celebração é cheia de ritos e significados. Por se tratar de um lugar privilegiado de encontro com Deus, o edifício deve ser consagrado antes que os cultos voltem a ser realizados. Antes da missa, as portas da imponente igreja estarão fechadas e serão abertas pelo arcebispo após a entrega das chaves feita pelo reitor da basílica, frei Luís de França.
Entre os rituais que se destacam estão a dedicação da igreja e do altar a Deus. Dom Fernando derramará sobre o altar o óleo do Crisma e o ungirá. Em seguida, fará a unção das paredes marcando as cruzes dispostas nos muros com o sinal da cruz.
Em seguida, um fogareiro será colocado no altar. O arcebispo depositará incenso sobre as brasas e benzerá. Logo após, as põe no turíbulo (vaso metálico usado nas cerimônias litúrgicas para queimar o incenso) ? e dá início ao rito de incensação do altar e de todo o templo. Concluído esse momento, o altar será limpo e decorado com toalha, flores, castiçais e crucifixo.
A última etapa do cerimonial será a iluminação da basílica. Todas as velas e luzes serão acesas. Sendo concluído o ritual de consagração da igreja. Logo após, a missa seguirá como de costume.
O governador do Estado, Paulo Câmara, e o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, estarão presentes no evento. De acordo com frei França, além deles, outras autoridades civis e, também, religiosas já confirmaram presença.
10421645_744308492299196_7049056182434680277_nBasílica e restauro – A igreja foi construída entre os anos de 1870 e 1882. O estilo coríntio a torna única na capital pernambucana. Ela é um exemplar acadêmico da Basílica de San Giorgio Maggiore (São Jorge Maior) construída pelo arquiteto Andrea Palladio, na cidade de Veneza, Itália, e conterrâneo do autor do projeto da Basílica da Penha, frei Francesco. A edificação tem planta baixa em cruz finalizada por semicírculo e fachada neoclássica com estatuária em mármore no exterior, como a de Nossa Senhora da Penha. A descoberta foi fruto de estudos realizados pelos professores e restauradores antes do início do restauro.
As portas de entrada chamam a atenção do visitante pela riqueza de detalhes. Os entalhes foram feitos pelo artista plástico italiano Valentino Besarel em madeira, com alto relevo e recobertos com cobre. Ele também esculpiu o coro alto, os púlpitos, o trono do acima do altar-mor, as imagens de mármore branco de Santo Antônio e São Francisco e o painel abaixo do altar da Virgem. Destaque também para os murais de Murillo La Greca no seu interior e de vários afrescos de Bottazzi decorando os forros da nave central.
As intervenções feitas ao longo do processo proporcionaram algumas surpresas. Entre elas, a do painel de mosaico vitrificado feito pela Società Musiva Veneziana, na Itália. A relíquia permaneceu no anonimato por ter perdido o brilho com o tempo. A beleza do ornamento foi revelada após limpeza feita pelos restauradores. A cena retratada pelos vidros coloridos é a aparição de Nossa Senhora a Simão, pastor de ovelhas, que, segundo a tradição, seria devorado por um crocodilo e foi salvo pela mãe de Jesus.
10511274_744292548967457_4042611378486881501_nDesde que as obras tiveram início no dia 02 de setembro de 2007, as cerimônias e a tradicional bênção de São Felix ocorriam no pátio ao lado do templo. Órfãos da beleza e paz transmitida pelo templo, as pessoas poderão reencontrar a história, arte e fé presentes em cada detalhe da basílica.
Até o momento foram investidos mais de R$ 6 milhões na restauração. Os recursos foram obtidos através da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Prefeitura do Recife, Lei Rouanet e da contribuição dos devotos.
As obras não terminaram. As torres sineiras ainda aguardam reparos. Há rachaduras e foi constatado o desprendimento do reboco. Por precaução, elas estão escoradas. Esses problemas não causam risco à nave central. Por conta disso, a Secretaria Municipal de Defesa Civil atendeu ao pedido dos frades capuchinhos, que a administram o templo, e permitiu o uso de dois terços da área da nave para as cerimônias religiosas. “Sabemos que a restauração ainda não foi concluída totalmente. Os trabalhos deverão continuar, no entanto, isso não é impedimento para que a Basílica da Penha seja reaberta”, destacou frei França.
Rampas de acessibilidade estão sendo construídas com dinheiro obtido a partir de campanhas feitas com os fiéis. A previsão é que estejam prontas em três meses.
10462540_744307458965966_1300918656020597027_nReencontro – No dia 4 de julho de 2014, dom Fernando presidiu missa no espaço celebrativo do Convento da Penha em memória dos 136 anos da morte do Servo de Deus Dom Vital Maria de Oliveira, em processo de beatificação e canonização. Após o ato litúrgico, os fiéis puderam visitar o jazigo do bispo capuchinho. Foi também uma oportunidade para apreciar a beleza da Basílica Nossa Senhora da Penha, que passa por restauração. As pessoas puderam por breves minutos ver os detalhes, ornamentos e pinturas no interior da igreja. Encantados e emocionados, muitos registraram através de fotografias a beleza que há por trás das grandes e ornadas portas do templo. Pessoas que passavam pela praça em frente à basílica também aproveitaram a chance de conferir.
Para muitos fiéis, voltar ao local foi um reencontro com o passado, com lembranças da fé e das inesquecíveis celebrações. Claudeci de Andrade, 51 anos, faz parte da Paróquia São Lucas, no bairro de Ouro Preto, em Olinda. Ela não escondia a alegria de poder voltar à basílica. “Aqui neste lugar eu iniciei uma história na minha vida. Entrar e ver a restauração me deixa ainda mais ansiosa pela reabertura. Comecei aqui a minha caminhada de fé. Quantas sextas-feiras estive aqui participando das Missas e pedindo graças? Alcancei muitas”, afirmou.
Claudeci vive uma nova etapa. Ela passará por tratamento quimioterápico contra o câncer. “Hoje pedi mais uma graças. Pedi a Deus a minha cura e saio daqui renovada e certa de que alcançarei mais essa graça”, disse confiante. Ela não registrou o momento através de fotos, mas guardou cada detalhe no coração e a fé deixa a certeza de que a restauração dela será tão bela quanto à da igreja de pedra. Seguiu de cabeça erguida. Pronta para escrever mais um capítulo.

Papa: No Evangelho as chaves para enfrentar desafios atuais


Papa chega ao Equador - OSS_ROM
06/07/2015 10:44
Cidade do Vaticano (RV) - Segue na íntegra, o primeiro discurso do Papa Francisco proferido na cerimônia de boas-vindas no Aeroporto Internacional Mariscal Sucre, em Quito, capital do Equador, neste domingo (5/7). Clique abaixo para ouvir ou baixar. Acesse também o vídeo.

Senhor Presidente,
Ilustres Autoridades do governo,
Irmãos no Episcopado,
Senhoras e senhores, amigos todos!
Dou graças a Deus por me ter permitido voltar à América Latina e estar aqui hoje com vocês, nesta linda terra do Equador. Sinto alegria e gratidão pelas suas calorosas boas-vindas: é mais uma prova do caráter acolhedor que tão bem define as pessoas desta nobre nação.
Agradeço, Senhor Presidente, as suas palavras – agradeço-lhe a sintonia com o meu pensamento; citou-me até demais, obrigado! – que retribuo com votos de todo o bem para o exercício da sua missão: possa conseguir o que deseja para o bem do seu povo. Saúdo cordialmente as ilustres Autoridades do Governo, os meus Irmãos Bispos, os fiéis da Igreja no País e todos aqueles que hoje me abrem as portas do seu coração, da sua casa e da sua Pátria. A todos vocês, o meu reconhecimento afetuoso e sincero.
Visitei o Equador em diferentes ocasiões por motivos pastorais; e também hoje venho como testemunha da misericórdia de Deus e da fé em Jesus Cristo. A mesma fé que, durante séculos, modelou a identidade deste povo e deu muitos frutos bons, entre os quais se destacam figuras insignes como Santa Mariana de Jesus, o santo irmão Miguel Febres, Santa Narcisa de Jesus ou a Beata Mercedes de Jesus Molina, beatificada em Guayaquil, trinta anos atrás, durante a visita do Papa São João Paulo II. Eles viveram a fé com intensidade e entusiasmo e, praticando a misericórdia, contribuíram para melhorar, em diferentes áreas, a sociedade equatoriana do seu tempo.
Hoje, também nós podemos encontrar no Evangelho as chaves que nos permitam enfrentar os desafios atuais, avaliando as diferenças, fomentando o diálogo e a participação sem exclusões, para que as realizações alcançadas no progresso e desenvolvimento se consolidem e possam garantir um futuro melhor para todos, prestando especial atenção aos nossos irmãos mais frágeis e às minorias mais vulneráveis, uma dívida que tem ainda toda a América Latina. Para isso, Senhor Presidente, poderá contar sempre com o empenho e a colaboração da Igreja, servindo este povo equatoriano que com tanta dignidade se levantou.
Amigos todos, com entusiasmo e esperança, começo os dias que se seguem. No Equador, encontra-se o ponto mais próximo do espaço exterior: é o Chimborazo, chamado por essa razão o lugar "mais próximo do sol", da lua e das estrelas. Nós, cristãos, vemos Jesus Cristo como se fosse o sol, e a Igreja como a lua; a lua não tem luz própria e, se se esconder do sol, fica às escuras. O sol é Jesus Cristo e, se a Igreja se afastar ou esconder de Jesus Cristo, fica às escuras e não dá testemunho. Possa nestes dias tornar-se mais evidente para todos a proximidade "do Sol que nasce do Alto", sendo nós reflexo da sua luz, do seu amor.
Daqui quero abraçar todo o Equador. Desde o cume do Chimborazo até às costas do Pacífico, desde a selva amazônica até às Ilhas Galápagos, nunca percam a capacidade de dar graças a Deus pelo que Ele fez e faz por vocês, a capacidade de proteger o humilde e o simples, cuidar das suas crianças e dos seus idosos, que são a memória do seu povo, confiar na juventude, e maravilhar-se com a nobreza da sua população e a beleza singular do seu País, que, segundo o Senhor Presidente, é o paraíso.
O Sagrado Coração de Jesus e o Coração Imaculado de Maria, a quem foi consagrado o Equador, derramem sobre vós a sua graça e bênção. Muito obrigado!

Dom Helder Câmara

Quem foi Dom Helder - Vida

Nome completo: Helder Pessoa Câmara
Nascimento: 07 de fevereiro de 1909
Fortaleza, Ceará - Brasil
Falecimento: 27 de agosto de 1999
Recife, Pernambuco - Brasil
Pais: João Eduardo Torres Câmara Filho (jornalista, guarda-livros)
Adelaide Rodrigues Pessoa Câmara (professora)
Batizado: 31 de março de 1909.
Primeira Eucaristia: 29 de setembro de 1917.
Estudos: Seminário de São José (Fortaleza, Ceará).
Ordenado Padre em 15 de agosto de 1931.
Até 1936, atividades pastorais em Fortaleza e, a partir de 1936, no Rio de Janeiro.
Em 1950, apresenta ao amigo Monsenhor Montini (que viria a ser o Papa Paulo VI) seus planos para fundar a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) - fundada em 14 de outubro de 1952, da qual se torna Secretário Geral de 1952 a 1964, e Secretário da Ação Social entre 1964 e 1968
Nomeado BISPO no dia 20 de abril de 1952, RJ.
Em 1955 organiza o Congresso Eucarístico Internacional e cria o Banco da Providência São Sebastião, para auxiliar os pobres.
Em 1955 toma a iniciativa para a criação da Conferência do Episcopado Latino Americano (CELAM), torna-se seu vice-presidente de 1958 a 1964, quando é nomeado ARCEBISPO de Olinda e Recife, tomando posse no dia 12 de abril de 1964.
Além das atividades pastorais em sua Arquidiocese, promovendo a participação de todos, especialmente dos mais pobres, Dom Helder passa a desenvolver significativo serviço na defesa dos perseguidos políticos. Um dos mais importantes feitos dessa época foi a criação do Movimento da Não-Violência Ativa (político) e o Movimento das Minorias Abraâmicas (religioso).
Internacionalmente, torna-se Membro do Conselho Supremo de Imigração, Comissão para Disciplina do Clero, preparatória do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965). Participou desse Concílio através da Comissão Apostolado dos Leigos e Meios de comunicação Social. Em 1974, é escolhido Delegado do Episcopado Brasileiro no III Sínodo dos Bispos.
Outros dados significativos da sua vida:
  • 23 livros publicados, sendo 19 deles traduzidos para 16 idiomas;
  • 716 títulos de homenagem e condecorações;
  • membro de 41 organizações internacionais e 05 nacionais;
  • 30 títulos de Cidadão Honorário, no Brasil e no Exterior (Belo Horizonte, 1990);
  • 32 títulos de Doctor Honoris Causa, sendo 05 em DIREITO;
  • 25 Prêmios da Paz.
Em 1991, com 82 anos de idade, inicia o movimento contra a fome: "Ano 2000 Sem Miséria".

Títulos
1969
  • Doctor Honoris Causa - Universidade de Saint Louis, USA.
1970
  • Doctor Honoris Causa em Teologia - Universidade de Louvain, Bélgica.
  • Doctor Honoris Causa em Teologia - Universidade de Santa Cruz, Massachussets, USA.
1971
  • Doctor Honoris Causa em Teologia - Universidade de Fribourg, Suiça.
1972
  • Doctor Honoris Causa em Teologia - Universidade Católica de Münster, Alemanha.
1974
  • Doctor Honoris Causa em DIREITO - Universidade de Harvard, Cambridge, USA.
1975
  • Doctor Honoris Causa em DIREITO - Universidade de Paris Pantheon Sorbonne, França.
  • Doctor Honoris Causa em DIREITO - Universidade de Cincinnati, Ohio, USA.
  • Doctor Honoris Causa em Sociologia - Universidade Livre de Amsterdam, Holanda.
1976
  • Doctor Honoris Causa em DIREITO - Universidade de Notre Dame, Indiana, USA
1977
  • Doctor Honoris Causa em Economia e Comércio - Universidade de Florença, Itália.
1981
  • Doctor Honoris Causa em DIREITO - Faculdade e Conselho da Universidade de Manhattan, USA.
  • Doctor Honoris Causa em Letras Humanas - Universidade de Loyola, New Orleans, USA.
1982
  • Doctor Honoris Causa Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
  • Doctor Honoris Causa Universidade Santa Úrsula, Rio de Janeiro.
  • Doctor Honoris Causa em Letras Humanas - Saint Joseph College, Universidade de West Hartford, USA.
1983
  • Doctor Honoris Causa Universidade Católica de Pernambuco, Recife, Brasil.
1984
  • Doctor Honoris Causa - Saint Mary's University - Halifax - Canadá.
  • Doctor Honoris Causa - Saint Xavier College - Chicago - USA.
  • Doctor Honoris Causa - Universidade Feferal Rural de Pernambuco - Recife(PE) - Brasil.
  • Doctor Honoris Causa - Universidade Católica de Goiás (GO) - Brasil.
  • Doctor Honoris Causa - Universidade Metodista de Piracicaba - Piracicaba(SP) - Brasil.
1985
  • Doctor Honoris Causa - Universidade Federal de Pernambuco - Recife(PE) - Brasil.
1986
  • Doctor Honoris Causa - Universidade Ottaviensis - Ottawa - Canadá.
  • Doctor Honoris Causa - Universidade Federal de Santa Catarina - Joinvile (SC) - Brasil
1987
  • Doctor Honoris Causa da Humanidade - Saint Mary's College Notre Dame - Indiana - USA.
  • Doctor Honoris Causa - Universidade Católica de Santos(SP) - Brasil.
  • Doctor Honoris Causa - Universidade Católica do Paraná Curitiba(PR) - Brasil.
  • Doctor Honoris Causa - Universidade do Estado do Ceará - Fortaleza(CE) - Brasil.
1990
  • Doctor Honoris Causa - Universidade Federal do Pará - Belém(PA) - Brasil.
  • Doctor Honoris Causa - Universidade Federal do Ceará - Fortaleza(CE) - Brasil.
1991
  • Doctor Honoris Causa - Pontífice Universidade Católica do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro(RJ) - Brasil.
Títulos de Cidadania:
  • Cidadão Honorário de Pernambuco - 1967
  • Cidadão Honorário de Aracaju - 1967
  • Cidadão Honorário de Sergipe - 1967
  • Cidadão Honorário da Cidade do Recife - 1967
  • Cidadão Honorário de Olinda - 1968
  • Cidadão Honorário de Carpina - 1968
  • Cidadão Honorário de Timbaúba - 1983
  • Cidadão Honorário Norte-Riograndense - 1983
  • Cidadão Honorário de Mossoró - 1984
  • Cidadão Honorário da Cidade de Paulista - 1984
  • Cidadão Honorário da Cidade de Caruaru - 1984
  • Cidadão Honorário da Cidade de Curitiba - 1984
  • Cidadão Honorário da Cidade de Ribeirão Preto - 1985
  • Cidadão Honorário de Goiânia - 1985
  • Cidadão Honorário da Aldeia da Paz na Cidade de São Nicolau (Suiça) - 1985
  • Cidadão Honorário da Cidade de São Salvador - 1986
  • Cidadão Honorário de Navegantes - 1986
  • Cidadão Honorário de São Luís - 1986
  • Cidadão Honorário de Rocamadour (França) - 1987
  • Cidadão Honorário de Fernando de Noronha - 1988
  • Cidadão Honorário da Cidade de Canindé - 1989
  • Cidadão Honorário de Itabuna - 1990
  • Cidadão Honorário de Belo Horizonte - 1990
  • Cidadão Honorário de Belém - 1990
  • Cidadão Honorário de Barbacena - 1991
  • Cidadão Honorário de João Alfredo - 1991
  • Cidadão Honorário de Valença - 1991
  • Cidadão Honorário de Cuiabá - 1992
  • Cidadão Honorário de Garanhuns - 1992
  • Cidadão Honorário de São José dos Campos - 1995
PARTICIPOU DOS SEGUINTES ORGANISMOS
Durante sua vida episcopal, desempenhou funções e ocupou cargos a nível nacional e internacional, tais como:
1968
  • Membro do Comitê de Honra da Organization International Justice et Development - França.
1970
  • Membro do Comitê do Instituto de Viena para o Desenvolvimento Viena - Áustria.
  • Membro do Curatório do SIPRI (Stockolm International Peace Research) Scientific Council of SIPRI - Suécia.
1971
  • Membro the World Conference of Religion for Peace - Nova York, USA.
  • Membro de Honra da Societé Allemande pour la Paix - Alemanha Ocidental.
  • Membro do Consejo Consultivo Internacional de la Fundacion del Hombre Buenos Aires - Naciones Unidas - XXVI Aniversário da ONU.
  • Membro do Conseil Academique Université de Paix.
1975
  • Membro do Comitê de Diretores - World Council of Church - Nova York, USA.
1977
  • Membro do Curatório "Les Amis de Pax Christi Internatîonal" Comité de Ioutien, Bélgica.
  • Membro Pleno do the "Third World Forum", México, DF.
1978
  • Membro do Club de Dakar - França.
1979
  • Membro de Honra da Fondation Mondiale de Jeunesse Catholique - Bélgica.
  • Membro da Advisory Editorial Board of Universal Human Rights - a Comparative and International Journal of the Social Sciences Philosophy and Law - USA.
  • Membro do the North-South Round Table the Society for Intemational Development - USA.
  • Membro de Honra da Association des Amis du Père Riobé - França.
  • Membro Consultante Internacional da Revista "Gandhi Marg" - da Gandhi Peace Fondation - Nova Délhi - Índia.
1980
  • Um dos nove Vice-Presidentes da WIF - Worldview Intemational Fondation - Sri Lanka.
  • Membro Fundador do Jurnées Universitaires de la Paix - Bélgica.
1981
  • Membro do the National Geographic Society - USA.
  • Membro do Curatorium Albert Schweitzer Friedens Zentruql- Germany
  • Membro da Associacion Latina Americana para los Derechos Humanos.
  • Membro do Conselho Executivo de Nonviolent Alternatives - Bélgica.
1982
  • Membro da Música Esperaza - Buenos Ayres - Argentina.
1983
  • Membro do Conselho do "International Center for Integratives Studies" ICIS - USA.
  • Membro do Comitê de Honra da Foundation International pour la promotion des Droits de l'Home - França.
  • Membro Titular da "Académie International de Prospective Social" - AIPS - Génève.
1984
  • Member du Comité du Premier Festival d'Animation Culturale - Paris - França.
1985
  • Member du Committee d'Bertrand Russel - Amesterdã - Holanda.
1986
  • Membro do Comitê de Parranaige de Congrés Institut African Des Droits de L'Homme - Dakar - Senegal.
  • Membro del Consejo Directivo de la Associaton Latino Americana para los Derechos Humanos - ALDHU - Quito - Equador.
  • Membro do Comitê de Honra do "The Dana McLean Greeley Foundation for and Justice", Concord,MA - USA.
  • Membro do Comitê Científico do Centro di Studi e di Formazione sui Diritti dell'Uomo i dei Popoli Universitá di Padova - Facoltà Scienzi Politiche - Itália.
  • Membro do Comité d'Honneur por L'Organisation du Colloque Albert Memmi - Paris - França.
  • Membro de Honra do International Holistic University - Paris - França.
  • Membro do International Committee "The Temple of Understanding" - New York - USA.
1989
  • Membro do Consiglio Icentifico Internazionale - Forum on the Problems of Peace and War - Firenze - Itália.
1991
  • Membro do Conselho de Honra do "Institut Inteculturel de Montréal" - Quebec - Canadá.
  • Membro do Conselho "Credo Internacional" - USA.
1992
  • Membro do Comitê de Honra do CCFD - Comité Catholique Contre la Faim et Pour le Développement - Paris - França.
1996
  • Sócio Fundador da "Foudación Raúl Silva Henriquez - Santiago do Chile - Chile.
Em nível nacional, participa das seguintes entidades e sociedades:
  • Membro Fundador do Centro Brasileiro de Cooperação e Intercâmbio de Serviços Sociais - CBCISS - Rio de Janeiro(RJ) - Brasil.
  • Membro do Conselho da União dos Escoteiros do Brasil - Recife(PE) - Brasil.
  • Membro do Secretariado Justiça e Não Violência - Sócio Honorário - São Paulo(SP) - Brasil.
  • Membro do Conselho Científico do Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP) - Recife(PE) - Brasil.
  • Membro do Comitê de Honra da Solidariedade França Brasil - SEB - Rio de Janeiro(RJ) - Brasil.
  • Sócio da UBE - União Brasileira dos Escritores(PE) - Recife(PE) - Brasil.

Pe. Lombardi: encontro profundo entre o Papa e povo equatoriano


Em Quito, milhares de pessoas foram às ruas para saudar o Papa Francisco - OSS_ROM
06/07/2015 12:36

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco se encontra no Equador em sua 9ª Viagem Apostólica internacional que teve início neste domingo (05/07).
O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé e da Rádio Vaticano, Pe. Federico Lombardi, concedeu uma entrevista à nossa emissora sobre o clima que se viveu no avião com os jornalistas na ida ao Equador.
“Foi uma viagem serena, segundo o esquema que o Papa usa durante a viagem de ida: encontro com os jornalistas, que não é um encontro tipo coletiva de imprensa com respostas a perguntas comuns, mas uma passagem cumprimentando cada um de perto,  pessoalmente. É um momento bonito e importante porque cria comunidade, cria comunhão entre o Papa e os comunicadores que, de alguma forma, são chamados a ajudar o Papa em sua missão, multiplicando as vozes, multiplicando as mensagens. O Papa consegue suscitar isso muito bem através da relação pessoal muito agradável e que entra nos corações. Este foi o momento, do ponto de vista comunicativo, principal desta longa viagem, em que depois o pontífice pode se descansar, preparar os seus discursos e rezar, como faz nessas ocasiões.”
O que senhor diz sobre o primeiro discurso do Papa Francisco nesta primeira etapa dos três países que visitará?
 “O Papa é muito consciente do momento histórico que estes países vivem e da importância de ajudá-los a se orientar bem no caminho do desenvolvimento verdadeiro, da dignidade humana e do bem comum, um desenvolvimento que seja inspirado pela fé cristã. O Papa disse que o Evangelho oferece chaves para enfrentar os problemas que existem nesses países. Naturalmente, o pontífice pensa no crescimento da justiça, da integração comunitária das minorias ou das pessoas marginalizadas e dos grupos desfavorecidos e assim por diante. O Papa dá uma mensagem e um impulso muito forte que pode ajudar a encontrar a direção justa quando as direções talvez são justas, mas precisam ser corrigidas em vários aspectos. Uma perspectiva muito positivo. O Santo Padre proferiu palavras bonitas ao povo equatoriano “que com tanta dignidade se levantou”. Reconhece que está fazendo um esforço, está obtendo resultados. Naturalmente, é um caminho que deve ser continuado e aperfeiçoado para que o desenvolvimento seja pleno, digno da pessoa humana e da participação comunitária de todos, e assim por diante.”
O senhor chegou há poucas horas e obviamente não viu muito, mas existe algo que o impressionou na chegada?

“Impressionou-se positivamente o que de alguma maneira estávamos esperando, ou seja, o afeto, a alegria do povo ao receber o Papa que é visto como um Papa da família, um Papa próximo, um Papa que fala a este povo de forma espontânea, simples e concreta. O acolhimento maravilhoso ao longo das estradas de Quito hoje manifesta o que continuaremos a ver nos próximos dias: o encontro profundo entre o Papa e o povo, não um encontro superficial, mas um encontro profundo. Isso se vê também nos rostos e comportamentos das pessoas, em seus sorrisos e lágrimas de emoção. Acredito que o Papa, que se sente muito o tema do povo como experiência comunitária, também no viver a fé, a religiosidade popular, no traduzir a fé em realidade concreta na vida cotidiana, poderá viver dias de encorajamento para ele e para os outros nesta comunidade, nesta comunhão de pastor com um povo grande que o escuta e o entende.” (MJ)
Fonte:
http://br.radiovaticana.va/news/2015/07/06/pe_lombardi_encontro_profundo_entre_o_papa_e_povo_equatori/1156321

Maria e a Missão


Estamos no Ano da Esperança e o grande gesto concreto deste ano é a nossa missão.
Por Cardeal Orani João Tempesta*
Isabel, ao saudar Maria, sabia que por trás de um simples acolhimento daquela que era sua prima havia uma magnífica obra de redenção entre os homens. O Brasil comemorará, em 2017, os 300 anos do aparecimento da imagem enegrecida de Nossa Senhora da Conceição, encontrada nas águas do Rio Paraíba, no Estado de São Paulo. Neste sentido comemorativo, de jubileu, em preparação para essa grande festa, a réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida vem até nós como peregrina-missionária. Mulher de serviço, a sua presença nos leva a perceber a importância da vontade de Deus. Esta visita é uma forma de retribuir a visita dos romeiros ao seu Santuário, que hoje recebe um número superior a 10 milhões de peregrinos ao ano. Lembramos que, anualmente, no último sábado de agosto, nós cariocas enchemos com alegria e entusiasmo a Casa da Mãe Aparecida, em seu Santuário Nacional, para a nossa tradicional romaria da Arquidiocese, a maior romaria individual àquele Santuário Nacional. É, também, agora, esta peregrinação de Aparecida para o Rio de Janeiro uma maneira de vir ao encontro daqueles que ainda não tiveram condições de visitar a Casa da Mãe Aparecida. A comunidade que recebe a visita da Padroeira do Brasil vive um tempo especial da graça de Deus, tendo oportunidade de aproximar-se de Jesus e entrar na dinâmica da salvação.
No ano de 1931 foi realizada a primeira visita da Imagem à cidade do Rio de Janeiro, na época Capital Federal do Brasil. Essa visita da Imagem de Nossa Senhora Aparecida ao Rio de Janeiro aconteceu por ocasião de sua proclamação como “Rainha e Padroeira do Brasil”. Mais de um milhão de pessoas lá se reuniram para receber a ilustre visita. Desde então ocorreram inúmeras peregrinações, especialmente com o missionário redentorista Pe. Vítor Coelho de Almeida. No ano de 2004, por ocasião do centenário de sua Coroação, a Imagem Peregrina percorreu várias arquidioceses, dioceses e paróquias do nosso imenso Brasil e também do exterior. Nossa Senhora, sempre fiel aos princípios de seu Filho, continua presente em nossa história, indo ao encontro dos que clamam por amor, justiça e paz. Durante a Jornada Mundial da Juventude recebemos uma réplica da imagem especialmente dedicada ao evento e que esteve presente nos principais momentos da JMJ, tendo depois percorrido toda a nossa Arquidiocese. Agora, a réplica da imagem que nos visita a partir deste domingo vem abrir o grande trabalho missionário, gesto concreto, neste Ano da Esperança.
Maria é a Mulher do sim! O sim dado ao Amor. A obediência dada por amor. A entrega dada no amor. Desta maneira, Maria tem uma grande importância na história da salvação e na vida de muitos cristãos, e sua figura é tradicionalmente reconhecida na Igreja Católica. Certamente, a Virgem tem na Bíblia um lugar discreto. Ela ali é representada toda em função de Cristo e não por si mesma. Mas sua relevância consiste na estreiteza de seus laços com Cristo. Maria está presente em todos os momentos de importância fundamental na história da salvação: não somente no princípio (Lc 1-2) e no fim (Jo 19,27) da vida de Cristo, mistérios da Encarnação e da morte redentora, mas na inauguração de seu ministério (Jo 2) e no nascimento da Igreja (At 1,14). Presença discreta, na maior parte das vezes, silenciosa, animada pelo ideal de uma fé pura, e de um amor pronto a compreender e a servir aos desejos de Deus e dos homens (Lc 1,38-39.46-56; Jo 2,3).
Nossa Senhora Aparecida recorda a proteção da Virgem Maria, sua presença materna e consoladora, experimentada em 1717 por três pobres pescadores, na aurora de nossa história nacional. As redes vazias dos pobres quase se romperam pela abundância de peixes após o “aparecimento” da imagem enegrecida da Imaculada Conceição. Desde então, aquela pequena imagem recorda ao povo brasileiro a presença materna da Mãe do Senhor na nossa história e na nossa Terra. Sim, hoje a festa é nossa, do povo brasileiro; hoje, por todo o território nacional, gente de todas as raças que fazem esta Nação canta com devota gratidão: “Viva a Mãe de Deus e nossa, sem pecado concebida! Salve a Virgem Imaculada, a Senhora Aparecida”!
Nossa Senhora na vida da Igreja, na vida do povo brasileiro e na vida de cada um de nós. Não poderia ser diferente! Foi o próprio Cristo quem lhe deu essa missão materna em relação a nós, seus discípulos amados. Recordemo-nos da cena dramática no Calvário. Jesus diz à sua Mãe, indicando o Discípulo Amado, que é cada um de nós, cada cristão, católico ou não: “Mulher, eis o teu filho” (Jo 19,26)! Não foi ela quem escolheu ser nossa Mãe. Não! Foi o Filho mesmo quem lhe deu a missão: “Eis o teu filho, os teus filhos, Virgem Maria! Tu és a Mulher do Gênesis, inimiga da serpente; tu és a Mãe dos viventes, a verdadeira Eva”! Fidelíssima à vontade do Senhor, como sempre foi, a Virgem vela por todos os cristãos, até por aqueles que não lhe têm amor e veneração, chegando mesmo a difamá-la! Mãe dos discípulos do Senhor Jesus, Mãe da Igreja, Virgem Maria! Foi esta maternidade tão amorosa, fecunda e providente que o povo brasileiro experimentou às margens do rio Paraíba do Sul, quando a imagem enegrecida da Imaculada apareceu nas redes dos pescadores.
No último domingo, dia 05 de julho, em nossa Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro, na Avenida Chile, às 09:00h, acolhemos a réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida. No último sábado, dia 04 de julho, às 8:00h, participei da Missa no Santuário Nacional de Aparecida para receber das mãos do Eminentíssimo Senhor Raymundo, Cardeal da Santa Igreja Romana Damasceno de Assis, a imagem peregrina. Estivemos com uma pequena delegação da arquidiocese encarregada dessa peregrinação. Esta imagem irá visitar, até a romaria de Agosto, todos os vicariatos de nossa Arquidiocese. É a Mãe que vai ao encontro dos seus filhos!
Estamos no Ano da Esperança e o grande gesto concreto deste ano é a nossa missão. Missão em todas as casas de nossa Arquidiocese. Somos chamados, cada vez mais com Maria, a dizer nosso Sim para Nosso Senhor Jesus Cristo. Ao mesmo tempo em nossa tradição brasileira, de católicos, de valores cristãos, e por isso mesmo poder semear a Palavra de Deus em toda a Arquidiocese. Ali na Catedral, com os representantes de todas as paróquias, iniciamos a nossa grande missão arquidiocesana. Será o grande envio: há uma esperança brilhando entre nós!
Virgem Mãe Aparecida, Mãe de Deus e nossa! Vela pelo povo que peregrina no território da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, em estado permanente de missão, acolhe nosso brado filial! Intercede com tua oração materna por todos os que sofrem, pelos que estão afastados da prática da fé, pelos que vivem à margem da sociedade e pelos que estão vivendo no pecado! Que todos os homens e mulheres de boa vontade sejam retos, justos, servidores do bem comum, sobretudo os mais necessitados! Sejamos discípulos-missionários!
CNBB 03-07-2015
Cardeal Orani João Tempesta é arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ).

Meu Dia com Deus

DIA 6 DE JULHO - SEGUNDA-FEIRA

Evangelho do Dia: (Mateus 9, 18-26)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar, pelo Evangelho, a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
9 18 Falava ele ainda, quando se apresentou um chefe da sinagoga. Prostrou-se diante dele e lhe disse: "Senhor, minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe-lhe as mãos e ela viverá".
19 Jesus levantou-se e o foi seguindo com seus discípulos.
20 Ora, uma mulher atormentada por um fluxo de sangue, havia doze anos, aproximou-se dele por trás e tocou-lhe a orla do manto.
21 Dizia consigo: "Se eu somente tocar na sua vestimenta, serei curada".
22 Jesus virou-se, viu-a e disse-lhe: "Tem confiança, minha filha, tua fé te salvou". E a mulher ficou curada instantaneamente.
23 Chegando à casa do chefe da sinagoga, viu Jesus os tocadores de flauta e uma multidão alvoroçada. Disse-lhes:
24 "Retirai-vos, porque a menina não está morta; ela dorme". Eles, porém, zombavam dele. 25 Tendo saído a multidão, ele entrou, tomou a menina pela mão e ela levantou-se.
26 Esta notícia espalhou-se por toda a região.
Palavra da Salvação.
Meditando o Evangelho
A FAMA DE JESUS
            Os milagres realizados por Jesus faziam-no conhecido e sua fama se espalhava cada vez mais. Entre outros, a ressurreição de uma menina, cuja morte era tida como certa, e a cura de uma mulher vítima de uma hemorragia renitente não eram fatos corriqueiros. Seria impossível, para quem os presenciasse,  guardar segredo.
            A propagação da fama de Jesus fazia-o correr o risco de ser tomado como um milagreiro. Esse tipo de gente tem o dom de atrair multidões para si. Os críticos poderiam considerá-lo como um impostor, sem escrúpulos de enganar as pessoas. Os impostores fazem-se rodear de crédulos que, ingenuamente, deixam-se levar por artimanhas. A fama podia também fazer Jesus passar por mago. Os magos exercem fascínio sobre as pessoas, com sua capacidade de iludi-las. A fama, portanto, podia ser perigosa para a imagem de Jesus e levar as pessoas a tomá-lo por aquilo que não era.
            O conhecimento de Jesus, por meio de sua fama, seria insuficiente. Seria apenas o primeiro passo de um longo percurso que se concluiria com a adesão à pessoa dele. A fama é apenas um ouvir dizer. Para conhecer Jesus, era necessário ir além e estabelecer com ele um contato pessoal, deixando-se tocar, profundamente, por ele. Desta sintonia é que brota o discipulado. Aí é que se conhece, de maneira correta, aquele Jesus que realiza milagres.
Oração
            Senhor Jesus, faze-me sintonizar sempre mais contigo, de modo a reconhecer-te como a mão amorosa de Deus fazendo o bem à humanidade.