quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Recife: Arquidiocese promove Assembleia das Pastorais Sociais

Recife, PE, 28 fev (SIR) - A Comissão Arquidiocesana de Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz promove nos dias 9 e 10 de março a 3ª Assembleia das Pastorais Sociais.
O evento debaterá as “Pastorais Sociais: suas dimensões e desafios” e será realizado no Centro Arquidiocesano de Pastoral Dom Vital, na Várzea, Zona Oeste do Recife.
O público-alvo são os agentes das várias pastorais, movimentos e serviços que integram a comissão, além de representantes dos Vicariatos Episcopais. No primeiro dia, será feita uma avaliação das atividades desenvolvidas no ano passado e o planejamento para 2013. Hamilton Costa apresentará as dimensões e desafios das Pastorais Sociais. Na noite do sábado, haverá ainda noite cultural onde os participantes poderão se confraternizar.
No domingo, o coordenador de pastoral da Arquidiocese de Olinda e Recife, padre Josenildo Tavares fará exposição das perspectivas da arquidiocese para o trabalho das Pastorais Sociais. O arcebispo metropolitano, Dom Fernando Saburido, presidirá a Missa de Encerramento às 11h30. O encontro contará com hospedagem para os participantes. A coordenação do evento solicita que as pessoas levem toalhas de banho.
Para confirmar a presença e obter maiores informações, os interessados devem ligar para o telefone (81) 3271-4270 e falar com Madalena ou Vivian (segunda a sexta-feira, das 8h às 13h).

Em seu pontificado, Bento XVI deu atenção aos encarcerados

Brasília, 28 fev (CNBB/Pastoral Carcerária) - Em muitas ocasiões em seus quase oito anos de pontificado, de modo especial a partir de 2011, o papa Bento XVI demonstrou sensibilidade e atenção à realidade dos encarcerados, por meio de cartas apostólicas, mensagens de solidariedade e visitas aos presos.
Momento significativo da atenção do Sumo Pontífice aconteceu em 18 de dezembro de 2011, quando, numa obra de misericórdia corporal, visitou o presídio de Rebibbia, na periferia da capital italiana, onde rezou, conversou com os detentos e enfatizou a necessidade de se banir os erros da Justiça e os maus tratos aos prisioneiros. Na oportunidade, recordando a exortação apostólica pós-sinodal Africa Munus, de novembro de 2011, o Sumo Pontífice destacou que “os presos são pessoas humanas que, apesar do seu crime, merecem ser tratadas com respeito e dignidade”, e apontou para a urgência de “sistemas judiciários e prisionais independentes para restabelecer a justiça e reeducar os culpados”.
Ainda na visita ao presídio de Rebibbia, Bento XVI pediu que a dignidade dos presos seja respeitada, para que não sofram uma dupla penalização, apontou que a superlotação e a degradação dos cárceres podem tornar a detenção ainda mais amarga e defendeu a promoção de um sistema carcerário “sempre mais adequado às exigências da pessoa humana, com recurso também às penas não detentivas ou a modalidades diferentes de detenção”.

Oportunidade para reeducar o preso

Em novembro de 2012, em uma conferência com os diretores das administrações penitenciárias do Conselho da Europa, o papa Bento XVI enfatizou que os presídios devem ser a oportunidade para reeducar o preso, visando reintegrá-lo à sociedade.

“É preciso se empenhar, de maneira concreta e não somente como afirmação de princípio, por uma efetiva reeducação da pessoa, necessária seja em função de sua própria dignidade, seja em vista de uma reinserção social”, apontou o Sumo Pontífice. Bento XVI comentou ainda sobre a importância das atividades de evangelização e assistência espiritual nos presídios, como forma de despertar nos presos o entusiasmo pela vida.

Solidariedade nas tragédias carcerárias

O Papa também se mostrou sensível ao sofrimento dos presos e de seus familiares em situações de tragédias carcerárias. Em fevereiro de 2012, expressou suas condolências e solidariedade às famílias das 350 pessoas mortas em um incêndio no presídio de Comayagua, em Honduras. Um ano depois, incidentes no presídio venezuelano de Uribana, vitimaram 58 pessoas e feriram outras dezenas, situação que não passou indiferente ao Sumo Pontífice, que manifestou sua “mais profunda proximidade espiritual e solidariedade” com os afetados pelo incêndio e pediu mais atenção das autoridades da Venezuela para que novas tragédias não voltem a acontecer.

Orações aos presos

Na visita a Cuba, em março de 2012, o papa rezou pelos presos daquele país. “Supliquei à Virgem Santíssima pelas necessidades dos que sofrem, dos que estão privados de liberdade, separados de seus entes queridos ou que passam por graves momentos de dificuldade”. Em julho do mesmo ano, ao divulgar as intenções de orações para mês de agosto aos associados do Apostolado da Oração, pediu que os encarcerados “sejam tratados com justiça e com respeito de sua dignidade humana”. E no Natal de 2012, estimulou que no contexto do nascimento do Menino Jesus, “imitemos Maria neste tempo de Natal, visitando aqueles que vivem com dificuldades, como, por exemplo, os doentes, os encarcerados, os idosos e crianças”.

Proclamado Doutor da Igreja que viveu no cárcere

Em 7 de outubro de 2012, o papa Bento XVI proclamou, como Doutor da Igreja Universal, São João de Ávila, sacerdote espanhol que por dois anos viveu no cárcere. “No entanto, em 1531, por causa de uma sua pregação mal entendida, foi aprisionado. No cárcere, começou a escrever a primeira versão do Audi, filia. Durante aqueles anos, recebeu a graça de penetrar com profundidade singular o mistério do amor de Deus e o grande benefício feito à humanidade pelo Redentor Jesus Cristo. Doravante será este o eixo da sua vida espiritual e o tema central da sua pregação”, aponta um dos trechos da carta apostólica de proclamação de São João de Ávila como Doutor da Igreja Universal.

Perfil do Pontífice que virá

Dos cardeais, indicações sobre o sucessor: não demasiado idoso, reformador, aberto a mundo e de profunda pregação: um conjunto de qualidade que faria dele uma figura carismática.


(Foto: )
Por Andrea Tornielli

Cidade do Vaticano – «Há quem quer um Papa não demasiado idoso e com um bom vigor físico, como o apontou Bento XVI em seu discurso de renúncia. Que não deva ser demasiado jovem o repetem muitos dos meus irmãos, para evitar um pontificado de trinta anos. Que é necessário um Pontífice capaz de reformar a Cúria, tantos o pensam.Quem os fiéis esperam um Papa pastor capaz de propor a mensagem positiva, o sabemos bem todos...». O cardeal que se prepara a entrar no conclave atormenta com as mãos uma antiga caneta à tina de prata. Sabe bem que não é «papável». Como ele, já fizeram outros purpurados eleitores, em conversas reservadas ou entrevistas públicas, sintetiza em poucas palavras o perfil do sucessor ideal de Bento XVI.

A idade e a força física, desta vez, são pesar. Como o foram no segundo conclave de 1978, aquele que aconteceu após a morte súbita e inesperada de Papa Luciani: os eleitores escolheram como sucessor um cardeal com 58 anos. Bento XVI, renunciado, afirmou: «No mundo e hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de destaque para a vida da fé, para governar o barco de são Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor seja do corpo seja do ânimo». Também se a possibilidade da renúncia, após o gesto de Ratzinger, poderia abrir o caminho também a um sucessor muito jovem, vários cardeais parecem apostar como mais provável «uma idade entre os 65-70 anos». Sessenta e cinco anos foi a idade que tinha Paulo Vi quando foi eleito, após ter trabalhado durante décadas na Secretaria de Estado e a conhecia muito bem. Pelo menos algum conhecimento dos mecanismos curiais se pede ao candidato ideal, também porque já vários purpurados apontaram como uma das prioridades do próximo pontificado a reforma da Cúria romana, uma reestruturação da Secretaria do Estado, uma maior colegialidade.

O próximo Papa deveria, portanto, ter, de acordo com estas indicações, a qualidade de reformador e a determinação demonstrada por Pio X no início do século XX. No caso do escolhido não tiver marcadas qualidades de governo, deveria logo ser auxiliador por um Secretário de estado capaz de ajudá-lo adequadamente: também por isso muitos consideram indispensável que o novo eleito não confirme os atuais colaboradores curiais até o fim do quinquênio de nomeação, mas peça a todos a disponibilidade de serem substituídos durante poucos meses para poder formar uma nova equipe.

Outro aspecto que estará no perfil do novo Papa, é o de ser um homem espiritual e um verdadeiro pastor. Um papa que seja capaz de falar ao mundo, anunciado de maneira positiva e propositiva a mensagem evangélica, e que busque superar barreiras e divisões para chegar também aos afastado, como fizera com seu sorriso João XXIII, o «papa bom». Deverá aparecer mais como pastor do que como chefe de estado, e é por isso que, apesar das razões de segurança, já vários cardeais estariam a favor de uma reformulação do esquema de segurança ao redor do Pontífice, bem como uma maior sobriedade nos ritos por ele celebrados.

O perfil ideal prevê, ainda, que tenha traços carismáticos, capaz de expressar o rosto da Igreja comunicativa, como soube fazer João Paulo II. E que seja capaz de fazer ouvir a voz do Papado em nível internacional sobre os grandes problemas da paz, do choque e do encontro de civilização, nas relações com as outras religiões, como o próprio Wojtyla fez. O que mais faltará à Igreja, a partir das 20h de Roma (16h de Brasília) desta quinta-feira, quando Bento XVI, livre do peso do pontificado, se tornará um bispo vestido de branco e «Papa emérito», serão suas catequeses e as homilias, com como seus diálogos e as intervenções espontâneas. Difícil imaginar quem possa aspirar em assumir a herança de um magistério tão profundo e essencial, à cuja riqueza o sucessor, em todo caso, poderá continuar a usufruir. Também pelo fato que Ratzinger viverá a seu lado no Vaticano.
Andrea Tornielli, Vatican Insider, 27-02-13

Conheça os nomes mais citados para suceder Bento XVI


Especialistas apontam 12 possíveis nomes para suceder o papa Bento XVI
Quem irá suceder Bento XVI? Embora as deliberações do conclave sejam um dos mistérios mais bem guardados do mundo, vários nomes circulam no Vaticano.
Odilo Scherer - brasileiro de 63 anos, arcebispo de São Paulo, a maior diocese da América Latina. É considerado um conservador moderado com carisma.
Claudio Hummes - brasileiro, arcebispo emérito de São Paulo de 78 anos, teólogo reconhecido, provém do país mais católico do mundo, onde o próximo papa deverá celebrar neste ano a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Manteve uma atitude muito comprometida com o povo brasileiro durante a ditadura militar e soube conservar esta sensibilidade social sem entrar em conflito com o Vaticano.
João Braz de Aviz - brasileiro, ex-arcebispo de Brasília de 65 anos, membro do movimento Focolares, famoso por sua proximidade com as comunidades religiosas de todo o mundo, trabalha no Vaticano desde o início de 2011 dirigindo a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.
Jorge Mário Bergoglio - argentino de origem italiana, sensível aos problemas sociais de sua diocese. Em 2005, durante o primeiro conclave, foi o mais votado, atrás de Joseph Ratzinger (Bento XVI), mas sua idade elevada, 77 anos, como no caso de Hummes, pode ser um obstáculo para ser eleito.
Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga - hondurenho de 70 anos, arcebispo de Tegucigalpa, considerado um ortodoxo em questões doutrinárias, mas moderno em suas ações, perdeu popularidade a partir de 2009, quando se mostrou favorável ao golpe de Estado contra o presidente Manuel Zelaya.
Angelo Scola - arcebispo de Milão de 72 anos. Teólogo reconhecido e favorável ao diálogo entre religiões.
Peter Erdo - húngaro de 60 anos, arcebispo de Budapeste desde 2002, recebeu o título de cardeal em 2003 e desde 2006 preside as Conferências Episcopais Europeias.
Christoph Schönborn - austríaco de 68 anos, "protegido" de Bento XVI. Figurava entre os grandes favoritos até 2010, quando pediu a abertura do debate sobre o celibato.
Luis Antonio Tagle - filipino, arcebispo de Manila, de 57 anos, um dos cardeais mais jovens do Colégio Cardinalício. Apreciado pelo Papa, é muito popular em seu país, o mais católico da Ásia.
Marc Ouellet - canadense, ex-arcebispo de Quebec, de 67 anos, conhecido por seu rigor ao liderar uma das dioceses mais laicas de seu país, preside a Pontifícia Comissão para a América Latina e é apreciado pelos países do Sul, sobretudo pelos latino-americanos, onde residiu e conhece muito bem o idioma.
Timothy Dolan - americano, arcebispo de Nova York, de 63 anos, conhecido por seus talentos midiáticos e por sua franqueza. É considerado um conservador modernista.
Peter Turkson - ganês de 64 anos, presidente do Pontifício Conselho para a Justiça e a Paz. Considerado progressista, mas polêmico por suas críticas recentes aos muçulmanos.

Evangelho do dia

Ano C - DIA 28/02

Apelo à conversão - Lc 16,19-31

Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e dava festas esplêndidas todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, ficava sentado no chão junto à porta do rico. Queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico, mas, em vez disso, os cães vinham lamber suas feridas. Quando o pobre morreu, os anjos o levaram para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe Abraão, com Lázaro ao seu lado. Então gritou: "Pai Abraão, tem compaixão de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas". Mas Abraão respondeu: "Filho, lembra-te de que durante a vida recebeste teus bens e Lázaro, por sua vez, seus males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. Além disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós". O rico insistiu: "Pai, eu te suplico, manda então Lázaro à casa de meu pai, porque eu tenho cinco irmãos. Que ele os avise, para que não venham também eles para este lugar de tormento". Mas Abraão respondeu: "Eles têm Moisés e os Profetas! Que os escutem!" O rico insistiu: "Não, Pai Abraão. Mas se alguém dentre os mortos for até eles, certamente vão se converter". Abraão, porém, lhe disse: "Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, mesmo se alguém ressuscitar dos mortos, não acreditarão".
Leitura Orante

Oração Inicial

Preparo-me para a oração, rezando:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo.
Trindade Santíssima
- Pai, Filho, Espírito Santo,
presente e agindo na Igreja e na profundidade do meu ser,
eu vos adoro, amo e agradeço.

1- Leitura (Verdade)

- O que a Palavra diz?
Começo lendo atentamente o texto do dia: Lc 16,19-31.
Nesta parábola que Jesus contou está um forte apelo à conversão. Enquanto vivemos é tempo de conversão, mudança de vida, solidariedade, tempo de viver as propostas do Reino que é amor, justiça, fraternidade. Depois da morte este tempo não existirá mais.

2- Meditação (Caminho)

- O que a Palavra diz para mim?
Pergunto-me se não estou deixando o tempo passar, deixando a conversão para depois.
O bem-aventurado Alberione recebeu de Deus e comunicou à Família Paulina, o apelo de viver em "contínua conversão". Os bipos, na Conferência de Aparecida, disseram: "No exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5,40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3,12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação. (DA 351).

3- Oração (Vida)

- O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Jesus me recomenda a dar aos outros o melhor, a partilhar, a viver a fraternidade. Começo meu gesto concreto, com minha atitude de conversão, rezando com toda Igreja, a Oração da CF 2013
Ó Pai, enviaste o Teu Filho Eterno para salvar o mundo e escolheste homens e mulheres para que, por Ele, com Ele e nEle, proclamassem a Boa-Nova a todas as nações. Concede as graças necessárias para que brilhe no rosto de todos os jovens a alegria de serem, pela força do Espírito, os evangelizadores de que a Igreja precisa no Terceiro Milênio.
Ó Cristo, Redentor da humanidade, Tua imagem de braços abertos no alto do Corcovado acolhe todos os povos. Em Tua oferta pascal, nos conduziste pelo Espírito Santo ao encontro filial com o Pai. Os jovens, que se alimentam da Eucaristia, Te ouvem na Palavra e Te encontram no irmão, necessitam de Tua infinita misericórdia para percorrer os caminhos do mundo como discípulos-missionários da nova evangelização.
Ó Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, com o esplendor da Tua Verdade e com o fogo do Teu Amor, envia Tua Luz sobre todos os jovens para que, impulsionados pela Jornada Mundial da Juventude, levem aos quatro cantos do mundo a fé, a esperança e a caridade, tornando-se grandes construtores da cultura da vida e da paz e os protagonistas de um mundo novo.
Amém!

4- Contemplação (Vida e Missão)

- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu olhar de contemplação é um olhar de conversão que cancela tudo aquilo que em minha vida é omissão, como evitar as pessoas que precisam de mim. Que Deus abençoe este meu propósito.

Bênção

A bênção do Deus de Sara, Abraão e Agar,
a bênção do Filho, nascido de Maria,
a bênção do Espírito Santo de amor,
que cuida com carinho,
qual mãe cuida da gente,
esteja sobre todos nós. Amém!

Santo do dia


São Romano
390-463

28 de Fevereiro - São Romano

Nascido no ano 390, o monge Romano era discípulo de um dos primeiros mosteiros do Ocidente, o de Ainay, próximo a Lion, na França. No século IV, quando nascia a vida monástica no Ocidente, com o intuito de propiciar elementos para a perfeição espiritual assim como para a evolução do progresso, ele se tornou um dos primeiro monges franceses.

Romano achava as regras do mosteiro muito brandas. Então, com apenas uma Bíblia, o que para ele era o indispensável para viver, sumiu por entre os montes desertos dos arredores da cidade. Ele só foi localizado por seu irmão Lupicino, depois de alguns anos. Romano tinha se tornado um monge completamente solitário e vivia naquelas montanhas que fazem a fronteira da França com a Suíça. Aceitou o irmão como seu aluno e seguidor, apesar de possuírem temperamentos opostos.

A eles se juntaram muitos outros que desejavam ser eremitas. Por isso teve de fundar dois mosteiros masculinos, um em Condat e outro em Lancome. Depois construiu um de clausura, feminino, em Beaume, no qual Romano colocou como abadessa sua irmã. Os três ficaram sob as mesmas e severas regras disciplinares, como Romano achava que seria correto para a vida das comunidades monásticas. Romano e Lupicino se dividiam entre os dois mosteiros masculinos na orientação espiritual, enquanto no mosteiro de Beaume, Romano mantinha contato com a abadessa sua irmã, orientando-a pessoalmente na vida espiritual.

Consta nos registros da Igreja que, durante uma viagem de Romano ao túmulo de São Maurício, em Genebra, ele e um discípulo que o acompanhava, depois também venerado pela Igreja, chamado Pelade, tiveram de ficar hospedados numa choupana onde havia dois leprosos. Romano os abraçou, solidarizou-se com eles e, na manhã seguinte, os dois estavam curados.

A tradição, que a Igreja mantém, nos narra que este foi apenas o começo de uma viagem cheia de prodígios e milagres. Depois, voltando dessa peregrinação, Romano viveu recluso, na cela de seu mosteiro e se reencontrou na ansiada solidão. Assim ele morreu, antes de seu irmão e irmã, aos 73 anos de idade, no dia 28 de fevereiro de 463.

O culto de São Romano propagou-se velozmente na França, Suíça, Bélgica, Itália, enfim por toda a Europa. As graças e prodígios que ocorreram por sua intercessão são numerosos e continuam a ocorrer, segundo os fieis que mantêm sua devoção ainda muito viva, nos nossos dias.

Mensagens



Morar, residir, viver, habitar ou... "se ajeitar". Seja lá o que for, ninguém consegue viver sem um teto. Concreto, telhas, sapé, zinco ou papelão, numa bonita casa, debaixo do viaduto, da ponte ou da marquise, num rico apartamento, no cortiço ou na favela.

A casa define o homem.
O homem-rato do bueiro,
o homem-das-cavernas do viaduto,
O homem-ilustre dos palacetes.
De qualquer forma se apresente, a casa é " o espaço da vida", o abrigo dos sonhos e esperanças.

Quem não tem onde morar não tem "espaço para a vida", não tem sonhos,
tem pesadelos, falta-lhe abrigo para aninhar as esperanças.
O mais terrível, porém, é ter casa e não ter espaço, não ter sonhos, nem esperanças.

O pior é ter as portas fechadas.
O pior é ter onde morar, mas se cercar de alarmes, de grades e cadeados, guardas e muros altos. Agora, é tempo!
Tempo de ser abrigo, tempo de abrir janelas, portas e portões para a fraternidade.

É tempo de fazer circular de dentro para
fora de nossas casas e coração
a brisa da solidariedade.

É tempo de ser abrigo de Alguém.
É tempo de se fazer abrigo de Alguém.
Vamos viver este tempo de graça.


Patrícia Silva