segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Arquidiocese promove Natal da população em situação de rua nesta segunda-feira



Pascom 232Um dia para celebrar e marcar o encerramento das atividades da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de Olinda e Recife. Para isso, nada melhor do que se confraternizar com quem aqueles que são o alvo de todo o trabalho realizado pelo grupo. Pelo quinto ano consecutivo será promovido o Natal da População em Situação de Rua. O evento será nesta segunda-feira, 15.
Após três anos no claustro da Basílica Nossa Senhora do Carmo no bairro de Santo Antônio, centro do Recife, o ‘Natal’ muda de local. Este ano será no Cais da Alfândega no trecho entre a Ponte Maurício de Nassau e o Shopping Paço Alfândega. As atividades começam às 14h e seguem até às 19h30.
Na programação estão previstas ações voltadas para a cidadania, saúde, cultura e espiritualidade. A primeira parte do evento contará com emissão de documentos (RG e CTPS), cadastramento no Bolsa Família, exames de HIV, Sífilis e Coleta para B.K. (para diagnóstico de Tuberculose), aferição de pressão arterial e glicose, Escovódromo e exame de prevenção de câncer bucal e vacinação. Além de serviços como corte de cabelo, higienização das unhas e lanche. Além de atividades lúdicas, apresentações culturais entre elas, Maracatu e de teatro. As crianças terão uma atenção especial. Para elas haverá atividades recreativas entre as 16h e 19h.
Pascom 197O arcebispo metropolitano, Dom Fernando Saburido, participará às 18h. O religioso fará momento de oração e espiritualidade. Logo após, será servido o jantar. Cerca de 800 kits de higiene pessoal será entregue aos adultos e brinquedos para as crianças.
O Natal dos moradores de rua é uma realização da Igreja, por meio da Comissão Arquidiocesana de Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz. Entretanto, o evento conta com o apoio de entidades governamentais e não governamentais.

PROGRAMAÇÃO
Serviços (das 14h às 17h)
RG,CTPS, cadastramento bolsa família, exames HIV, Sífilis e Coleta para BK, aferição de pressão, aferição de glicose, Escovódromo e exame prevenção de câncer bucal, vacinação, atividades lúdicas, apresentações diversas, corte cabelo, higienização das unhas, lanche.
Das 17h às 19h30
17h – Apresentações (maracatu, teatro O Caminho)
18h – Momento de Espiritualidade - Dom Fernando
18h30 – Jantar e distribuição de presentes

Da Assessoria de Comunicação AOR

A evangelização para a paz


Passados mais de 2 mil anos do nascimento de Jesus, a Igreja o apresentpela violência.
É preciso que a Igreja seja a anunciadora da mensagem de Cristo.
Por Dom Messias dos Reis Silveira*

O final do ano vai chegando. Um clima natalino vai se difundindo entre todas as pessoas e meios. O comércio se movimenta para atender aos presenteadores que buscam simbolismos para entregá-los às pessoas amadas. Todo esse ritmo acelerado envolto em um clima de muita alegria está fundado naquele que o Profeta Isaias chamou de “Príncipe da paz” (Is 9,5). O dom da paz veio, se fez carne e habitou entre nós (Cf Jo 1,14). Jesus trabalhou para a implantação de uma cultura da paz na sociedade. Após a sua morte, tendo ressuscitado, ele entregava com ternura o dom da paz especialmente aos que estavam desesperançados.

Passados mais de 2 mil anos do nascimento do Divino Salvador, a Igreja o apresenta para a sociedade, marcada por muitas violências, certa de que Ele é a nossa paz (Cf Ef 2,14). Chegando ao final do ano começam a se moverem de novo as portas de entrada para o Natal despertando a humanidade para que se deixe de novo ser visitada pelo grande mistério de Deus que gera a paz.

A Igreja no Brasil, no embalo da mística da preparação para o Natal, realiza a Campanha de Evangelização, neste ano com o tema “Cristo é nossa paz” (Ef 2,14). Evangelizar para a paz é uma necessidade urgente, pois crescem variadas expressões de violências em todos os setores da sociedade. Não se pode negar que estamos num tempo de crises que se expressa no ambiente familiar onde os pais não conseguem transmitir valores para os filhos e em variados setores da sociedade. Até mesmo o sentido de família passa por crise ao se encontrar diante de novas estruturas e desafios que reclamam para si o significado de família. A crise adentra o mundo da juventude que vive sem rumo, sem saber se terá um futuro garantido profissionalmente. É grande o número de jovens que se encontra mergulhado na pobreza. Existe no mundo econômico uma busca intensa pelo lucro levando o ser humano a ser tratado em vista do consumo. A Democracia está fragilizada, pois até mesmo a liberdade religiosa sofre ataques em determinadas regiões.

É preciso que a Igreja em saída (EG 20) com alegria seja a grande anunciadora da mensagem de Jesus marcando a saciedade com o dom da paz.
CNBB, 12-12-2014.
*Dom Messias dos Reis Silveira é bispo de Uruaçu (GO).

´Não é cristão viver o Natal com consumismo´


'Nunca percam a esperança no futuro', destacou o papa Francisco durante homilia em Roma.
Por Giacomo Galeazzi

"Não é cristão viver o Natal com a angústia do consumismo.há tantas pessoas que não sabem agradecer a Deus. Sempre buscam algo para se lamentar", afirmou o papa Francisco, durante a homilia da missa na paróquia romana de San Giuseppe all'Aurelio.

"Eu conhecia uma freira, longe daqui esta freira era boa, trabalhava, mas a sua vida era se lamentar pelas tantas coisas que aconteciam, tanto que a chamavam de 'Madre Lamentela'. Um cristão não pode viver assim, sempre buscando se lamentar. 'Mas eu não tenho isso, ou eu não tenho aquilo', não é cristã", continuou o papa.

A visita à igreja de San Giuseppe all'Aurelio, na Via Boccea, é a sexta visita pastoral do Papa Francisco a uma paróquia da diocese de Roma. A quinta a uma paróquia da cidade, porque, há alguns meses, uma das visitas foi fora da cidade, a uma igreja na cidade de Gudonia Montecelio. Além das seis visitas pastorais, há ainda outras três visitas a paróquias a título privado: a Prima Porta, para admirar o presépio; a Gregorio VII para se encontrar com as vítimas da máfia; por fim, à Basílica de Santa Maria in Trastevere, para encontrar a Comunidade de Santo Egídio.

"Oração, ação de graças e ajuda aos outros: assim chegaremos ao Natal do 'Ungido', isto é, de Cristo, 'ungido' pela graça. Que Nossa Senhora nos acompanhe nesse caminho rumo ao Natal e à alegria. Ah sim, por favor, a alegria."

De acordo com Francisco, "faz mal encontrar cristãos com a cara amargurada, com aquela cara inquieta da amargura, que não está em paz. Nunca um santo ou uma santa tinha a cara fúnebre, nunca: sempre os santos têm o rosto da alegria, ou, ao menos, nos sofrimentos, o rosto da paz".

"No sofrimento máximo, o martírio de Jesus, ele tinha um rosto de paz e se preocupava com os outros, com a mãe, com João, com os outros."

Além disso, "as crianças choram, fazem barulho, vão daqui e dali. Mas me incomoda muito quando na igreja uma criança chora, e há quem diga que ela deve ir para fora. O choro da criança é a voz de Deus: nunca os expulsem da igreja", disse Francisco, encontrando-se com as famílias das crianças batizadas no último ano. "O seu pranto é a melhor pregação", acrescentou o pontífice.

"'Ah, padre, nós fazemos um belo almoço [paroquial]': mas essa não é a alegria cristã de que falamos hoje", assegura Bergoglio. A alegria "nos leva também a fazer festa, é verdade, mas é outra coisa. E por isso a Igreja quer nos levar a entender o que é essa alegria cristã".

"O apóstolo Paulo aos Tessalonicenses diz: 'Irmãos, sejam sempre alegres'. E como podemos ser alegres? Ele diz: 'Rezem ininterruptamente, em tudo deem graças'. Encontramos a alegria cristã na oração e também no dar graças ao Senhor pelas tantas coisas belas."

Para ter essa alegria cristã, "primeiro, rezar e, segundo, dar graças". E "como faço para dar graças? Lembre a sua vida e pense em tantas coisas boas que a vida lhe deu".

Sublinhou o papa: "'Mas, padre, é verdade, mas recebi tantas coisas ruins'. Concordo, mas pense nas coisas boas: 'Eu tive uma família cristã, pais cristãos, graças a Deus trabalho, a minha família não passa fome, estamos todos saudáveis. Temos tantas coisas para dar graças, e isso nos habitua à alegria".

Outra dimensão que nos ajuda a ter a alegria é "levar aos outros o alegre anúncio".

Nós "somos cristãos, e isso vem de Cristo, e Cristo significa ungido: nós somos ungidos, o Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me consagrou com a unção". Cristão significa ungido, porque "nos leva a fazer o alegre anúncio aos miseráveis, a enfaixar as chagas, a libertar os escravos, a promulgar o ato de graça do Senhor".

Essa é "a vocação dos cristãos: ir ao encontro dos outros, àqueles que estão em necessidade, sejam materiais, sejam espirituais, tantas pessoas que têm angústia por causa dos problemas familiares". Isto é, "levar a paz, levar o óleo de Jesus, que faz tão bem e consola as almas".

Francisco se encontrou com um grupo de 40 Roms do Campo Nômade que se encontra na Via Tenuta Piccirillo, no ex-acampamento Green Riber em Prima Porta. "A Igreja está perto de vocês, é sempre acolhedora, especialmente esta paróquia. Estejam sempre perto da Igreja. Não percam a esperança."

Essas famílias, uma das quais é composta por 18 pessoas, foram "adotadas" pela paróquia de San Giuseppe all'Aurelio. No discurso "de esperança e encorajamento" que o pontífice pronunciou de improviso, também o convite aos Rom de "buscarem o trabalho e a integração, sem nunca se desesperar".

"Nunca percam a esperança no futuro. Agradeço a vocês pela acolhida que me deram", disse Bergoglio, que depois cumprimentou (muitas vezes com um abraço) cada um dos Rom presentes e os voluntários da Comunidade de Santo Egídio que os ajudam.
Vatican Insider, 14-12-2014.
Tradução é de Moisés Sbardelotto.

Papa aos enfermos: ´vocês são a força da Igreja´


Francisco proferiu as palavras durante visita pastoral à Paróquia de São José no Aurelio, na zona oeste de Roma.
CIDADE DO VATICANO - Às 16h horas locais desse domingo (14), o papa Francisco deu início a uma visita pastoral à Paróquia de São José no Aurelio, Via Boccea, na zona oeste da Diocese de Roma. Após a sua chegada, o papa se encontrou com as várias realidades da comunidade paroquial: as crianças e os jovens da catequese, a comunidade de nômades, os enfermos e famílias com crianças batizadas durante ano. O papa confessou, em seguida, alguns penitentes. Enfim, presidiu a celebração da Santa Missa.

No encontro com as crianças da paróquia o Santo Padre compartilhou com as crianças a sua experiência do encontro com o Menino Jesus. Falou da sua primeira comunhão, 70 anos atrás. Falou sobre a Irmã Dolores que foi a sua catequista, muito amada e muito importante na sua vida pessoal e religiosa. Francisco contou que foi visitá-la mesmo após a sua morte.

O papa fez a primeira comunhão no dia 8 de Outubro de 1944. Na conclusão do encontro o Pontífice abençoou as imagens do Menino Jesus que as crianças trouxeram. Em seguida o Santo Padre manteve um encontro com alguns membros da comunidade dos nômades, ou ciganos. Um encontro breve. O Papa exortou-lhes a não perderam a esperança porque a esperança é Jesus. Recordou que o Senhor nos espera sempre, durante todo o tempo que necessitamos, Ele nos espera. Depois pediu para que rezem, rezem muito sempre para que haja paz nas famílias. Por volta das 16.20, Francisco se encontrou com cerca 60 enfermos na capela da Casa dos Oblatos de São José.

O Santo Padre disse poucas palavras, porém se aproximou e saudou um por um dos presentes na capela. A eles o Pontífice disse: “Sem vocês a Igreja não existiria, porque uma Igreja sem doentes não iria para frente”. E ainda: “Vocês são a força da Igreja”. Em seguida o Papa encontrou-se com as famílias das crianças batizadas durante o último ano. Também com elas compartilhou parte de sua história. Disse que foi batizado no dia de Natal porque tradicionalmente na Argentina as crianças eram batizadas 8 dias após seu nascimento. Depois disse que quando as crianças choram ninguém deveria lamentar-se porque “o primeiro choro das crianças é a voz de Deus”.

O papa se dirigiu depois para a sacristia onde confessou alguns fiéis e se preparou para a celebração Eucarística. “Utilizando a linguagem de Francisco – afirma o pároco da igreja, o oblato Giuseppe Lai — poderíamos dizer que a nossa paróquia é a da periferia. Mas em que sentido? Na vontade de alcançar a todos, independentemente de religião e pensamento. A nós interessam as pessoas”.

Quando foi criada em 1961, a paróquia era também fisicamente na periferia. Inicialmente era liderada pelo Padre Almiro Faccenda e não tinham nem sequer a sua igreja. Mais tarde a urbanização transformou tudo. Em 1970 – a paróquia já tinha se espalhado na área da rua de Val Cannuta — foi finalmente abençoada a igreja com sua estrutura de cimento e tufo.

Hoje, numa comunidade que tem quase 18 mil pessoas, a periferia está no coração das pessoas. No bairro, explica o pároco, não há grandes problemas ou tensões sociais, mas “vive-se cotidianamente e com ânsia os problemas e as incertezas criadas pela crise, com a dificuldade de fechar o mês com o salário quase congelado, pagar as taxas e os aluguéis”. E a paróquia enfrenta junto com as pessoas estes desafios.
SIR

Evangelho do Dia

Ano A - 15 de dezembro de 2014

Mateus 21,23-27

Aleluia, aleluia, aleluia.
Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade e a vossa salvação nos concedei! (Sl 84,8)


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, 21 23 dirigiu-se Jesus ao templo. E, enquanto ensinava, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo aproximaram-se e perguntaram-lhe: "Com que direito fazes isso? Quem te deu esta autoridade?"
24 Respondeu-lhes Jesus: "Eu vos proporei também uma questão. Se responderdes, eu vos direi com que direito o faço.
25 Donde procedia o batismo de João: do céu ou dos homens?" Ora, eles raciocinavam entre si: "Se respondermos: ‘Do céu’, ele nos dirá: ‘Por que não crestes nele?’
26 E se dissermos: ‘Dos homens’, é de temer-se a multidão, porque todo o mundo considera João como profeta".
27 Responderam a Jesus: "Não sabemos". "Pois eu tampouco vos digo", retorquiu Jesus, "com que direito faço estas coisas".
Palavra da Salvação.

Comentário do Evangelho
AMEAÇADOS PELO MESSIAS
Os sumos sacerdotes e anciãos do povo, que se aproximaram de Jesus para inquirir com que autoridade ele agia, pertenciam à facção dos saduceus. Este partido era, em sua maioria, formado pela elite religiosa e civil de Jerusalém, privilegiada pelo sistema excludente que se implantara em Israel. Para garantir seus privilégios, os saduceus contavam com o apoio dos romanos que dominavam toda a Palestina. Sua concepção religiosa conservadora levava-os a rejeitar qualquer mudança, por significar perigo para eles.
A popularidade de Jesus deixava-os incomodados. Temiam que este liderasse uma revolta para usurpar-lhes o poder. Temiam, igualmente, uma reação dos romanos diante de uma rebelião popular. Temiam, enfim, pelos destinos da religião entregue nas mãos de um revolucionário. Por isso, julgaram por bem verificar quais seriam as reais intenções de Jesus.
Importava-lhes saber que espécie de autoridade ele se atribuía a si mesmo, como se identificava: como messias religioso, guerrilheiro político, ativista social, e qual seria a origem do poder que se autoconferia. No fundo, queriam saber se Jesus era, de fato, um concorrente deles, ou alguém inofensivo.
Como os antigos profetas, o Mestre não tinha respaldo de instituição alguma. Sua atuação decorria da consciência de ter sido enviado diretamente por Deus, fonte de sua autoridade. Mas, como convencer disto os seus adversários?

OraçãoPai, tira de mim toda e qualquer suspeita sobre teu Filho Jesus, cuja autoridade vem de ti e está sempre a serviço de teu Reino.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Leitura
Números 24,2-7.15-17
Leitura do livro dos Números
Naqueles dias, Balãao 24 2 levantando os olhos, viu Israel acampado nas tendas segundo as suas tribos. O Espírito de Deus veio sobre ele,
3 e pronunciou o oráculo seguinte: “Oráculo de Balaão, filho de Beor, oráculo do homem que tem o olho fechado,
4 oráculo daquele que ouve as palavras de Deus, desfruta a visão do Todo-poderoso, e se lhe abrem os olhos quando se prostra:
5 Quão formosas tuas tendas, Jacó, tuas moradas, Israel!
6 Elas se estendem como vales, como jardins à beira do rio, como aloés plantados pelo Senhor, como cedros junto das águas.
7 Jorram águas de seus jarros, suas sementeiras são copiosamente irrigadas. Seu rei é mais poderoso que Agag, de sublime realeza".
15 E Balaão pronunciou o oráculo seguinte: “Oráculo de Balaão, filho de Beor, oráculo do homem que tem o olho fechado,
16 oráculo daquele que ouve as palavras de Deus, conhece a ciência do Altíssimo, desfruta a visão do Todo-poderoso e se lhe abrem os olhos quando se prostra:
17 Eu o vejo, mas não é para agora, percebo-o, mas não de perto: um astro sai de Jacó, um cetro levanta-se de Israel, que fratura a cabeça de Moab, o crânio dessa raça guerreira".
Palavra do Senhor.
Salmo 24/25
Fazei-me conhecer a vossa estrada, ó Senhor!

Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos
E fazei-me conhecer a vossa estrada!
Vossa verdade me oriente e me conduza,
Porque sois o Deus da minha salvação.

Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura
E a vossa compaixão, que são eternas!
De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia
E sois bondade sem limites, ó Senhor!

O Senhor é piedade e retidão
E reconduz ao bom caminho os pecadores.
Ele dirige os humildes na justiça,
E aos pobres ele ensina o seu caminho.
Oração
Inclinai, ó Deus, o vosso ouvido de Pai á voz da nossa súplica e iluminai as trevas do nosso coração com a visita do vosso Filho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Liturgia Diária

DIA 15 DE DEZEMBRO - SEGUNDA-FEIRA

III SEMANA DO ADVENTO
(ROXO, PREFÁCIO DO ADVENTO I – OFÍCIO DO DIA)

Antífona de entrada:
Ó nações, escutai a palavra do Senhor; levai a boa nova até os confins da terra! Não tenhais medo: eis que chega o nosso salvador (Jr 31,10; Is 35,4)
Oração do dia
Inclinai, ó Deus, o vosso ouvido de Pai á voz da nossa súplica e iluminai as trevas do nosso coração com a visita do vosso Filho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Números 24,2-7.15-17)
Leitura do livro dos Números
Naqueles dias, Balãao 24 2 levantando os olhos, viu Israel acampado nas tendas segundo as suas tribos. O Espírito de Deus veio sobre ele,
3 e pronunciou o oráculo seguinte: “Oráculo de Balaão, filho de Beor, oráculo do homem que tem o olho fechado,
4 oráculo daquele que ouve as palavras de Deus, desfruta a visão do Todo-poderoso, e se lhe abrem os olhos quando se prostra:
5 Quão formosas tuas tendas, Jacó, tuas moradas, Israel!
6 Elas se estendem como vales, como jardins à beira do rio, como aloés plantados pelo Senhor, como cedros junto das águas.
7 Jorram águas de seus jarros, suas sementeiras são copiosamente irrigadas. Seu rei é mais poderoso que Agag, de sublime realeza".
15 E Balaão pronunciou o oráculo seguinte: “Oráculo de Balaão, filho de Beor, oráculo do homem que tem o olho fechado,
16 oráculo daquele que ouve as palavras de Deus, conhece a ciência do Altíssimo, desfruta a visão do Todo-poderoso e se lhe abrem os olhos quando se prostra:
17 Eu o vejo, mas não é para agora, percebo-o, mas não de perto: um astro sai de Jacó, um cetro levanta-se de Israel, que fratura a cabeça de Moab, o crânio dessa raça guerreira".
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 24/25
Fazei-me conhecer a vossa estrada, ó Senhor!

Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos
E fazei-me conhecer a vossa estrada!
Vossa verdade me oriente e me conduza,
Porque sois o Deus da minha salvação.

Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura
E a vossa compaixão, que são eternas!
De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia
E sois bondade sem limites, ó Senhor!

O Senhor é piedade e retidão
E reconduz ao bom caminho os pecadores.
Ele dirige os humildes na justiça,
E aos pobres ele ensina o seu caminho.
Evangelho (Mateus 21,23-27)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade e a vossa salvação nos concedei! (Sl 84,8)


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, 21 23 dirigiu-se Jesus ao templo. E, enquanto ensinava, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo aproximaram-se e perguntaram-lhe: "Com que direito fazes isso? Quem te deu esta autoridade?"
24 Respondeu-lhes Jesus: "Eu vos proporei também uma questão. Se responderdes, eu vos direi com que direito o faço.
25 Donde procedia o batismo de João: do céu ou dos homens?" Ora, eles raciocinavam entre si: "Se respondermos: ‘Do céu’, ele nos dirá: ‘Por que não crestes nele?’
26 E se dissermos: ‘Dos homens’, é de temer-se a multidão, porque todo o mundo considera João como profeta".
27 Responderam a Jesus: "Não sabemos". "Pois eu tampouco vos digo", retorquiu Jesus, "com que direito faço estas coisas".
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
AMEAÇADOS PELO MESSIAS
Os sumos sacerdotes e anciãos do povo, que se aproximaram de Jesus para inquirir com que autoridade ele agia, pertenciam à facção dos saduceus. Este partido era, em sua maioria, formado pela elite religiosa e civil de Jerusalém, privilegiada pelo sistema excludente que se implantara em Israel. Para garantir seus privilégios, os saduceus contavam com o apoio dos romanos que dominavam toda a Palestina. Sua concepção religiosa conservadora levava-os a rejeitar qualquer mudança, por significar perigo para eles.
A popularidade de Jesus deixava-os incomodados. Temiam que este liderasse uma revolta para usurpar-lhes o poder. Temiam, igualmente, uma reação dos romanos diante de uma rebelião popular. Temiam, enfim, pelos destinos da religião entregue nas mãos de um revolucionário. Por isso, julgaram por bem verificar quais seriam as reais intenções de Jesus.
Importava-lhes saber que espécie de autoridade ele se atribuía a si mesmo, como se identificava: como messias religioso, guerrilheiro político, ativista social, e qual seria a origem do poder que se autoconferia. No fundo, queriam saber se Jesus era, de fato, um concorrente deles, ou alguém inofensivo.
Como os antigos profetas, o Mestre não tinha respaldo de instituição alguma. Sua atuação decorria da consciência de ter sido enviado diretamente por Deus, fonte de sua autoridade. Mas, como convencer disto os seus adversários?

OraçãoPai, tira de mim toda e qualquer suspeita sobre teu Filho Jesus, cuja autoridade vem de ti e está sempre a serviço de teu Reino.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Sobre as oferendas
Recebei, ó Deus, estas oferendas que escolhemos entre os dons que nos destes, e o alimento que hoje concedeis à nossa devoção torne-se prêmio da redenção eterna. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão:
Vinde, Senhor, visitai-nos com a vossa paz, para que nos alegremos de todo o coração na vossa presença (Sl 105, 4s; Is 38,3).
Depois da comunhão
Aproveite-nos, ó Deus, a participação nos vossos mistérios. Fazei que eles nos ajudem a amar desde agora o que é do céu e, caminhando entre as coisas que passam, abraçar as que não passam. Por Cristo, nosso Senhor.