
Papa saúda multidão na Praça S. Pedro
no domingo, 22 de novembro - AFP
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Cidade do Vaticano (RV) – Milhares de
fiéis rezaram com o Papa Francisco o Angelus este domingo de sol e frio na
capital italiana.
Na Praça S. Pedro, antes da oração
mariana, o Papa recordou a solenidade de Cristo Rei do Universo. O Evangelho,
disse Francisco, nos faz contemplar Jesus enquanto se apresenta a Pilatos como
rei de um reino que “não é deste mundo”.
“Isto não significa que Cristo seja rei
de outro
mundo, mas que é rei de outro modo, mas é rei neste mundo”, explicou, acrescentando que se trata de
uma contraposição entre duas lógicas. A lógica mundana se fundamenta na ambição
e na competição, combate com as armas do medo, da chantagem e da manipulação
das consciências. A lógica evangélica, ao invés, se expressa na humildade
e na gratuidade, se afirma silenciosa, mas eficazmente com a força da verdade.
Na falência, o amor
Mas é na Cruz que Jesus se revela
rei: “Mas alguém pode dizer: ‘Padre, isto foi uma falência'. Mas é
justamente na falência do pecado, das ambições humanas, que está o triunfo da
Cruz, da gratuidade do amor. Na falência da Cruz se vê o amor.”
Falar de potência e de força para o
cristão, disse o Papa, significa fazer referência à potência da Cruz e à força
do amor de Jesus. Se Ele tivesse descido da Cruz, teria cedido à tentação do
príncipe deste mundo; ao invés, Ele não salva a si mesmo para poder salvar os
outros.
"Dizer que Jesus deu a vida pelo
mundo é verdadeiro, mas é mais bonito dizer que Jesus deu a sua vida por mim”,
afirmou Francisco, que pediu a todos na Praça que repetissem essas palavras em
seus corações.
Bom ladrão
No Calvário, quem entende a atitude de
Cristo é o bom ladrão, um dos malfeitores crucificados com Ele, que suplica:
“Jesus, lembra-te de mim quando vieres com teu reino”.
“A força do reino de Cristo é o amor:
por isto a realeza de Jesus não nos oprime, mas nos liberta das nossas
fraquezas e misérias, encorajando-nos a percorrer os caminhos do bem, da
reconciliação e do perdão.” E mais uma vez o Papa pediu a participação dos
peregrinos, convidando-os a repetirem as palavras do bom ladrão quando nos
sentirmos fracos, pecadores e derrotados.
E concluiu: “Diante de tantas
dilacerações no mundo e das demasiadas feridas na carne dos homens, peçamos a
Nossa Senhora que nos ampare no nosso esforço para imitar Jesus, nosso rei,
tornando presente o seu reino com gestos de ternura, de compreensão e de
misericórdia.”
(BF)