quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Teve início domingo a Semana Nacional da Família



CARTAZ-SEMANA-DA-FAMÍLIA2Começou no último domingo, 10, com a celebração do Dia dos Pais, a Semana Nacional da Família. O momento proposto pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), organismo vinculado à Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), vai até sábado, dia 16 de agosto com o tema “A espiritualidade cristã na família: um casamento que dá certo”.
A temática quer ajudar as famílias a vivenciarem a espiritualidade. “São gestos de espiritualidade que podem fazer a grande diferença na convivência dos esposos, no crescimento dos filhos na fé, na renovação da alegria pelo amor que se renova no dia a dia pelo dom da graça de Deus”, explica o bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, dom João Carlos Petrini.
A CNPF preparou vários materiais para auxiliar na vivência da Semana Nacional da Família. Tem destaque o subsídio “Hora da Família”, que possui propostas de sete encontros de reflexão sobre a família e dez celebrações como Dia das Mães, dos Pais, dos Avós, Aniversário de Casamento, cidadania e eleições.
É possível adquirir o subsídio na Secretaria Executiva Nacional da Pastoral Familiar pelo telefone (61) 3443-2900 ou pelo e-mail vendas@cnpf.org.br. A loja virtual também tem informações:www.lojacnpf.org.br. Os outros materiais podem ser baixados no site da CNBB, clicando no banner “SNF 2014”.
Fonte CNBB com informações da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF)

Ordenados nove diáconos permanentes



diáconos
A Arquidiocese de Olinda e Recife ganhará nove diáconos permanentes. No próximo domingo, 10, o arcebispo metropolitano, Dom Fernando Saburido, presidirá a cerimônia. A data para a celebração não foi escolhida por acaso. Neste dia, a Igreja recorda a memória litúrgica de São Lourenço, patrono dos diáconos. A Ordenação Diaconal será na Igreja Catedral – Sé de Olinda, às 9h.
Receberão o Sacramento da Ordem no grau do diaconato:
Luis Albérico, 53 anos, da Paróquia Nossa Senhora da Apresentação – Escada;
Jaime Bomfim, 41 anos, Paróquia Nossa Senhora do Pilar – Itamaracá;
Hugo da Silva, 43 anos, Paróquia São Sebastião – Vasco da Gama;
Severino Delfino, 64 anos, Paróquia Nossa Senhora do Livramento – Vitória de Santo Antão;
Maurício de Oliveira, 40 anos, Paróquia Nossa Senhora do Rosário – Torre;
Florismundo Roderick, 51 anos, Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Paratibe;
Ipojucan Rocha, 64 anos, Paróquia Nossa Senhora das Candeias – Candeias;
João Alves, 58 anos, Paróquia do Sagrado Coração de Jesus – Curado;
Edvaldo Caetano, 52 anos, Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Jardim São Paulo.
Os candidatos ao diaconato permanente são senhores casados, que com o consentimento das esposas, dedicarão suas vidas ao serviço da Igreja e das comunidades onde desenvolverão trabalhos pastorais. Antes de receber a ordenação, esses homens, durante três anos, se dedicaram à formação, através da Escola Diaconal São José. Os estudos são divididos em seis etapas. ‘Terminada a fase preparatória, o candidato é mantido em estágio pastoral, em preparação à recepção ao ministério de leitor e ao ministério de acólito. ’ Após a aprovação nesse estágio, é dado o início à preparação para a ordenação diaconal.
Os nove senhores chegaram à etapa final e recebem o sacramento da Ordem no primeiro grau. Entre as missões desenvolvidas pelos diáconos está: servir nas liturgias solenes, celebrar a Palavra em comunidades aonde o número de padres é insuficiente para realizar a missa, administrar os sacramentais, inclusive a bênção solene do Santíssimo Sacramento, e presidir os ritos das exéquias.
Compromisso – Os novos diáconos já têm o primeiro compromisso marcado. Todos participarão com o arcebispo da procissão e Missa de Encerramento da Festa de São Lourenço Mártir, na cidade de São Lourenço da Mata, Região Metropolitana do Recife. A procissão com a imagem sairá às 16h. Em seguida, Dom Fernando Saburido presidirá a Concelebração na Igreja Matriz.

Da Assessoria de Comunicação AOR

Liturgia Diária

DIA 13 DE AGOSTO - QUARTA-FEIRA

XIX SEMANA DO TEMPO COMUM *
(VERDE – OFÍCIO DO DIA)

Antífona da entrada: Considerai, Senhor, vossa aliança e não abandoneis para sempre o vosso povo. Levantai-vos, Senhor, defendei vossa causa e não desprezeis o clamor de quem vos busca (Sl 73,20.19.22s).
Oração do dia
Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um coração de filhos, para alcançarmos um dia a herança que prometestes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Ezequiel 9,1-7;10,18-22)
Leitura da profecia de Ezequiel.
9 1 Depois ouvi gritar com voz forte: “Aproximai-vos, vós, os guardas da cidade, trazendo cada um de vós o instrumento de destruição”.
2 Surgiram então, do pórtico superior que olha para o norte, seis homens trazendo cada um na mão o instrumento de destruição. Encontrava-se no meio deles um personagem vestido de linho, trazendo à cintura um tinteiro de escriba. Entraram para se colocar de pé ao lado do altar de bronze.
3 Então a glória do Deus de Israel se elevou de cima do querubim, onde repousava, até a soleira do templo. Chamou o Senhor o homem vestido de linho, que trazia à cintura os instrumentos de escriba,
4 e lhe disse: “Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com uma cruz na fronte os que gemem e suspiram devido a tantas abominações que na cidade se cometem”.
5 Depois, dirigindo-se aos outros em minha presença, disse-lhes: “Percorrei a cidade, logo em seguida, e feri! Não tenhais consideração, nem piedade.
6 Velhos, jovens, moços, moças, crianças e mulheres, matai todos até o total extermínio; precavei-vos, todavia, de tocar em quem estiver assinalado por uma cruz. Começai por meu santuário”. Começaram pelos anciãos que encontraram defronte ao templo,
7 “Manchai o templo”, disse-lhes, “e enchei de cadáveres os adros; em seguida saí!” E foram-se eles para prosseguir o morticínio na cidade.
18 De repente, a glória do Senhor deixou a soleira do templo e pousou sobre os querubins. 19 Estes desdobraram as asas, e eu os vi alçarem-se da terra com as rodas ao lado, para partirem. Eles pararam à entrada da porta oriental do templo, dominados pela glória do Senhor.
20 Estavam lá os seres vivos que eu tinha visto debaixo do Deus de Israel, às margens do Cobar, e reconheci os querubins:
21 cada um tinha quatro figuras e quatro asas, e sob as asas algo parecido com mãos humanas.
22 Suas figuras assemelhavam-se àquelas que eu tinha visto às margens do Cobar. Cada um deles ia para a frente diante de si.
Palavra do Senhor.

 
Salmo responsorial 112/113
A glória do Senhor vai além dos altos céus. 

Louvai, louvai, ó servos do Senhor,
louvai, louvai o nome do Senhor!
Bendito seja o nome do Senhor,
agora e por toda a eternidade!

Do nascer do sol até o seu ocaso,
louvado seja o nome do Senhor!
O Senhor está acima das nações,
sua glória vai além dos altos céus.

Quem pode comparar-se ao nosso Deus,
ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono
e se inclina para olhar o céu e a terra?

 
Evangelho (Mateus 18,15-20)
Aleluia, aleluia, aleluia. 
Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou esta reconciliação (2Cor 5,19). 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 18 15 “Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão.
16 Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas.
17 Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano.
18 Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu.
19 Digo-vos ainda isto: se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus.
20 Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”.
Palavra da Salvação.
 
Comentário ao Evangelho
CORRIGIR COM DISCERNIMENTO
É preciso agir com extremo discernimento, quando se trata de afastar um membro da comunidade do convívio fraterno. Em geral, as lideranças da comunidade são tentadas a deixar-se levar por critérios irrelevantes, revelando-se injustos contra quem cometeu uma falta. Uma decisão deste porte não pode depender de preconceitos ou do que pensam os líderes. Importa somente fazer a vontade de Deus.
A comunidade cristã deve rezar e refletir muito, antes de excomungar alguém. Sua decisão deve corresponder ao pensamento de Jesus. Por isso, é necessário evitar que a reunião onde se toma uma tal decisão se assemelhe a um tribunal onde se submete a pessoa a um juízo inclemente. O melhor lugar para se decidir isso é a assembléia eucarística. A ela se refere a afirmação do Senhor: "Onde dois ou três estão reunidos em meu nome, estou ali, no meio deles". Neste caso, trata-se de uma reunião bem específica, na qual a comunidade põe-se de acordo para pedir a luz divina, antes de decidir sobre a sorte do membro que errou. Se a comunidade pede com sinceridade, poderá estar certa de ser atendida pelo Pai.
A decisão comunitária, se tomada seriamente, terá o aval de Deus. Ou seja, se o membro for desligado da comunidade terrestre, será também desligado da comunidade celeste. O Pai confirma o veredicto da comunidade que agiu com discernimento.

Oração
Espírito de seriedade, livra-nos da leviandade e, afastar da comunidade os membros que erraram. Pelo contrário, que o façamos após a devida ponderação diante do Senhor.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês. Esta editoria é de responsabilidade direta de Paulo Umberto SJ)
 
Sobre as oferendas
Ó Deus, acolhei com misericórdia os dons que concedestes à vossa Igreja e que ela agora vos oferece. Transformai-os por vosso poder em sacramento de salvação. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: O pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo, diz o Senhor (Jo 6,52).
Depois da comunhão
Ó Deus, o vosso sacramento que acabamos de receber nos traga a salvação e nos confirme na vossa verdade. Por Cristo, nosso Senhor.


MEMÓRIA FACULTATIVA

SANTOS PONCIANO E HIPÓLITO
(VERMELHO – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

Oração do dia: Ó Deus, que admirável constância dos mártires Ponciano e Hipólito faça crescer em nós o vosso amor e mantenha, em nossos corações, uma fé sempre firme. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Sobre as oferendas: Possa agradar-vos, ó Deus, a oferenda que vos será consagrada em honra do martírio dos vossos santos Ponciano e Hipólito, para que nos purifique dos nossos pecados e vos torne propício às nossas preces. Por Cristo, nosso Senhor.
Depois da comunhão: Nutridos com o pão do céu, nos tornamos um só corpo em Cristo. Fazei, ó Pai, que jamais nos afastemos do seu amor e, a exemplo dos vossos mártires são Ponciano e santo Hipólito, superemos tudo corajosamente por aquele que nos amou primeiro. Por Cristo, nosso Senhor.
Santo do Dia / Comemoração (SANTOS PONCIANO E HIPÓLITO):
Para o mundo profano este dia representa um instante negativo, mas os cristãos sabem que não é verdade. Tanto que este dia lembra um momento histórico muito positivo para o cristianismo, protagonizado pelo gesto humilde e solidário de Ponciano e Hipólito, papa e sacerdote, que viveram em Roma no século III. Tudo começou sob o governo do imperador Alexandre Severo, que, condescendente, aceitou a diversidade religiosa, não perseguiu os cristãos e permitiu que a Igreja se reorganizasse. Durante essa trégua externa, a batalha foi travada internamente, no meio do clero católico, ocasionando a primeira ruptura na Igreja de Roma, que contrapôs ao legítimo pontífice um antipapa, no caso o próprio Hipólito. Hipólito era um sacerdote culto, austero, pouco tolerante e indulgente, sempre enxergando, ou mesmo temendo, que cada reforma pudesse violar a verdadeira doutrina cristã. Por esse extremado cuidado acusou de heresia o papa são Zeferino e o diácono Calisto. Seu ímpeto de guardião culminou quando este último foi eleito papa em 217. Hipólito rebelou-se e acabou sendo indevidamente eleito papa pelos bispos seus partidários. Esse cisma manteve-se na Igreja até mesmo nos pontificados de Ubaldo I e Ponciano, que foi eleito em 230. Na ocasião, morrera em combate o imperador Alexandre Severo, sendo sucedido por Maximino, tirano que retomou a perseguição aos cristãos. E começou de forma singular: deparando-se com a existência de dois papas, deportou ambos, condenando-os a trabalhos forçados numa mina de pedras da Sardenha. Ponciano foi o primeiro papa a ser deportado. Era um fato novo para a Igreja, que ele administrou com sabedoria, sagacidade e muita humildade. Para que seu rebanho não ficasse sem pastor, renunciou ao trono de Pedro, tornando-se, também, o primeiro papa da Igreja a usar este recurso extremo. Foi sucedido pelo papa Antero, de origem grega, que exerceu a função por apenas quarenta dias. Todavia seu gesto comoveu Hipólito, que percebeu o sincero zelo apostólico de Ponciano. Por isso também renunciou ao seu posto, interrompendo o prolongado cisma e reconciliando-se com a Igreja de Roma, antes de morrer, em 235, mesmo ano da morte de Ponciano. O cristianismo só se beneficiou porque Hipólito tornou-se o mais importante filósofo cristão do final do século III. As suas obras mais conhecidas são "Teorias filosóficas", o "Livro de Daniel" e "A tradição apostólica", que aborda temas importantes, como rito, disciplina e costumes cristãos da época. Papa Ponciano, por sua vez, instituiu o canto dos salmos, a reza do "confiteor Deo" antes de morrer e o uso do "Dominus vobiscum". E, o fundamental: pôs fim à heresia de Hipólito. Os corpos desses dois mártires foram trasladados para Roma no dia 13 de agosto de 354, onde, com grande honra, foram sepultados. Santo Hipólito no cemitério da via Tiburtina e o papa são Ponciano nas catacumbas de são Calisto. A festa litúrgica foi mantida neste dia para a veneração de ambos.

Evangelho do Dia

Ano A - 13 de agosto de 2014

Mateus 18,15-20

Aleluia, aleluia, aleluia. 
Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou esta reconciliação (2Cor 5,19). 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 18 15 “Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão.
16 Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas.
17 Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano.
18 Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu.
19 Digo-vos ainda isto: se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus.
20 Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”.
Palavra da Salvação.
 

Comentário do Evangelho
CORRIGIR COM DISCERNIMENTO
É preciso agir com extremo discernimento, quando se trata de afastar um membro da comunidade do convívio fraterno. Em geral, as lideranças da comunidade são tentadas a deixar-se levar por critérios irrelevantes, revelando-se injustos contra quem cometeu uma falta. Uma decisão deste porte não pode depender de preconceitos ou do que pensam os líderes. Importa somente fazer a vontade de Deus.
A comunidade cristã deve rezar e refletir muito, antes de excomungar alguém. Sua decisão deve corresponder ao pensamento de Jesus. Por isso, é necessário evitar que a reunião onde se toma uma tal decisão se assemelhe a um tribunal onde se submete a pessoa a um juízo inclemente. O melhor lugar para se decidir isso é a assembléia eucarística. A ela se refere a afirmação do Senhor: "Onde dois ou três estão reunidos em meu nome, estou ali, no meio deles". Neste caso, trata-se de uma reunião bem específica, na qual a comunidade põe-se de acordo para pedir a luz divina, antes de decidir sobre a sorte do membro que errou. Se a comunidade pede com sinceridade, poderá estar certa de ser atendida pelo Pai.
A decisão comunitária, se tomada seriamente, terá o aval de Deus. Ou seja, se o membro for desligado da comunidade terrestre, será também desligado da comunidade celeste. O Pai confirma o veredicto da comunidade que agiu com discernimento.

Oração
Espírito de seriedade, livra-nos da leviandade e, afastar da comunidade os membros que erraram. Pelo contrário, que o façamos após a devida ponderação diante do Senhor.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês. Esta editoria é de responsabilidade direta de Paulo Umberto SJ)
 
Leitura
Ezequiel 9,1-7;10,18-22
Leitura da profecia de Ezequiel.
9 1 Depois ouvi gritar com voz forte: “Aproximai-vos, vós, os guardas da cidade, trazendo cada um de vós o instrumento de destruição”.
2 Surgiram então, do pórtico superior que olha para o norte, seis homens trazendo cada um na mão o instrumento de destruição. Encontrava-se no meio deles um personagem vestido de linho, trazendo à cintura um tinteiro de escriba. Entraram para se colocar de pé ao lado do altar de bronze.
3 Então a glória do Deus de Israel se elevou de cima do querubim, onde repousava, até a soleira do templo. Chamou o Senhor o homem vestido de linho, que trazia à cintura os instrumentos de escriba,
4 e lhe disse: “Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com uma cruz na fronte os que gemem e suspiram devido a tantas abominações que na cidade se cometem”.
5 Depois, dirigindo-se aos outros em minha presença, disse-lhes: “Percorrei a cidade, logo em seguida, e feri! Não tenhais consideração, nem piedade.
6 Velhos, jovens, moços, moças, crianças e mulheres, matai todos até o total extermínio; precavei-vos, todavia, de tocar em quem estiver assinalado por uma cruz. Começai por meu santuário”. Começaram pelos anciãos que encontraram defronte ao templo,
7 “Manchai o templo”, disse-lhes, “e enchei de cadáveres os adros; em seguida saí!” E foram-se eles para prosseguir o morticínio na cidade.
18 De repente, a glória do Senhor deixou a soleira do templo e pousou sobre os querubins. 19 Estes desdobraram as asas, e eu os vi alçarem-se da terra com as rodas ao lado, para partirem. Eles pararam à entrada da porta oriental do templo, dominados pela glória do Senhor.
20 Estavam lá os seres vivos que eu tinha visto debaixo do Deus de Israel, às margens do Cobar, e reconheci os querubins:
21 cada um tinha quatro figuras e quatro asas, e sob as asas algo parecido com mãos humanas.
22 Suas figuras assemelhavam-se àquelas que eu tinha visto às margens do Cobar. Cada um deles ia para a frente diante de si.
Palavra do Senhor.

 
Salmo 112/113
A glória do Senhor vai além dos altos céus. 

Louvai, louvai, ó servos do Senhor,
louvai, louvai o nome do Senhor!
Bendito seja o nome do Senhor,
agora e por toda a eternidade!

Do nascer do sol até o seu ocaso,
louvado seja o nome do Senhor!
O Senhor está acima das nações,
sua glória vai além dos altos céus.

Quem pode comparar-se ao nosso Deus,
ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono
e se inclina para olhar o céu e a terra?

 
Oração
Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um coração de filhos, para alcançarmos um dia a herança que prometestes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Uma semana de reflexão sobre a família


Ela é o lugar em que o homem pode nascer com dignidade, crescer e desenvolver-se de maneira integral.
Por Dom Fernando Arêas Rifan*

Teve início com o Dia dos Pais a Semana Nacional da Família, de 10 a 16 de agosto. O tema deste ano é "A espiritualidade cristã na família: um casamento que dá certo". "São gestos de espiritualidade que podem fazer a grande diferença na convivência dos esposos, no crescimento dos filhos na fé, na renovação da alegria pelo amor que se renova no dia a dia pelo dom da graça de Deus", explica Dom João Carlos Petrini, Bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB.

A Igreja sempre deu enorme importância à família, tratando-a como "Igreja doméstica e santuário da vida", porque ambas nos transmitem a Fé: "tal como uma mãe ensina os seus filhos a falar e, dessa forma, a compreender e a comunicar, a Igreja, nossa Mãe, ensina-nos a linguagem da fé, para nos introduzir na inteligência e na vida da fé" (C.I.C. n.171).

“A família é a base da sociedade e o lugar onde as pessoas aprendem pela primeira vez os valores que os guiarão durante toda a vida”, dizia São João Paulo II. O Papa Bento XVI, no Encontro Mundial das Famílias, em Valência, Espanha, afirmou que "esta é uma instituição insubstituível segundo os planos de Deus e cujo valor fundamental a Igreja não pode deixar de anunciar e promover, para que seja vivido sempre com sentido de responsabilidade e alegria".

Naquele memorável encontro mundial das famílias, refletiu-se no tema “a transmissão da Fé na família”. “Nenhum homem se deu o ser a si mesmo nem adquiriu sozinho os conhecimentos elementares da vida. Todos recebemos de outros a vida e as verdades básicas para ela, e estamos chamados a alcançar a perfeição em relação e comunhão amorosa com os demais. A família, fundada no matrimônio indissolúvel entre um homem e uma mulher, expressa esta dimensão relacional, filial e comunitária, e é o âmbito no qual o homem pode nascer com dignidade, crescer e desenvolver-se de maneira integral”.

E o papa emérito corroborava seu ensinamento com os exemplos bíblicos de Ester e de São Paulo: “Ester confessa: ‘No seio da família, ouvi desde criança, Senhor, escolheste Israel entre todos os povos’ (4, 16). Paulo segue a tradição dos seus antepassados judeus prestando culto a Deus com consciência pura. Louva a fé sincera de Timóteo e recorda-lhe: 'a tua fé, que se encontrava já na tua avó, Loide, e na tua mãe Eunice e que, estou seguro, se encontre também em ti' (2 Tm 1, 5). Nestes testemunhos bíblicos a família compreende não só pais e filhos, mas também avós e antepassados. Assim, a família se nos apresenta como uma comunidade de gerações e garantia de um patrimônio de tradições”.

E o papa Francisco nos recorda o quanto "é importante que os pais cultivem as práticas comuns de fé na família, que acompanhem o amadurecimento da fé os filhos" (Carta Enc. Lumem Fidei, 53). E nos ensinou a rezar assim: “Sagrada Família de Nazaré, tornai também as nossas famílias lugares de comunhão e cenáculos de oração, escolas autênticas do Evangelho e pequenas Igrejas domésticas”.
CNBB, 13-08-2014.
*Dom Fernando Arêas Rifan é bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney.

'Toda vocação é para a missão', diz arcebispo


Para Dom Orlando Brandes, promover as vocações é uma urgência para toda a Igreja e uma prioridade inadiável.
Londrina, Paraná - Dom Orlando Brandes, arcebispo de Londrina, no Paraná, escreveu um artigo destacando que a arquidiocese está vivendo o seu "Ano Vocacional". No texto, ele enfatiza que o padre é tão necessário para a sociedade como o médico, o prefeito, o professor, porque o ser humano tem uma abertura natural para Deus.
Para o Prelado, a alma humana é imortal e o ser humano é espiritual. De acordo com o arcebispo, o sacerdote é especialista de Deus, o perito nas coisas espirituais, o mestre dos valores humanos, o médico da alma, o representante de Jesus. Ele afirma que todas as religiões têm seus sacerdotes, pastores, religiosos, gurus, diretores espirituais, guias da alma, conselheiros.
"Vemos assim que é um ato de justiça e de respeito pela pessoa humana a questão vocacional, pois toda vocação é para a missão. O padre não é padre para si, mas para os outros. Quanto bem o padre faz para a família, as crianças, os jovens, os idosos. Ele é um benfeitor da humanidade", completa.
Por outro lado, Dom Brandes salienta que Jesus mesmo deixou a sua Igreja nas mãos dos doze Apóstolos, que Ele mesmo educou e preparou. Ele reforça que o padre é quem leva em frente a encarnação de Jesus; ele é um "outro Cristo"; é amado, chamado, consagrado e enviado pelo próprio Jesus com a missão de ser o servidor do povo, o promotor da dignidade humana, o portador dos meios de salvação.

Segundo ele, é homem de Deus para o povo, é o portador da graça. "Precisamos de padres. Isso exige que todos sejamos envolvidos na revitalização vocacional. Sim, vamos rezar pelas vocações, mas precisamos envolver as famílias, os jovens, as crianças, as lideranças, as pastorais, e movimentos, os párocos, o presbitério, os religiosos e religiosas, os diáconos para deslanchar uma revolução vocacional até conseguirmos criar uma 'cultura vocacional'. Isso está exigindo de nós um salto vocacional, um entusiasmo e uma mística vocacional até que se organize um marketing vocacional permanente."

Além disso, o arcebispo enfatiza que na Igreja Particular de Londrina espera-se chegar a uma capilaridade vocacional, uma vocacionalização das pastorais, onde todos formarão um "mutirão vocacional". Conforme ele, isso tem um preço: atrair a infância missionária, os coroinhas, as crianças da Primeira Eucaristia, os catequizandos, os grupos de jovens, as universidades, as escolas e os profissionais.

Por fim, Dom Brandes acredita que urge tocar nos ombros dos jovens e motivá-los no seguimento de Jesus, pois é preciso apontar, falar, questionar, atrair, conquistar os vocacionados. Para ele, vocação tem tudo a ver com atração, e os pais e os padres são os primeiros promotores vocacionais.

O Prelado também destaca que promover as vocações é uma urgência para toda a Igreja e uma prioridade presbiteral inadiável, e um presbitério alegre e unido é propaganda para vocações sadias, servidoras e santas. "Sem padre não há eucaristia, apaga-se a luz do sacrário, o altar vira uma mesa qualquer. Sem padre não há absolvição dos pecados e o povo de Deus é prejudicado tanto na pastoral como na vida espiritual e existencial. Jesus teve compaixão do povo porque eram ovelhas sem pastor. A Pastoral Vocacional é um gesto de amor pela glória de Deus e de compaixão com o povo", conclui.
SIR

Quem procura a verdade procura a Deus


Santa Edith é conhecida pelo seu desejo de conhecer a verdade, por meio de sua entrega a Deus.
Das alturas do céu se precipita um raio de luz,
E penetra no mais profundo do meu coração,
A alma foi ferida pelo amor eterno,
Como fogo, espalhou-se para os meus membros.
Desde então, todo meu ser transformou-se.


Esses versos escritos por Edith Stein mostram com que força a Luz de Deus, o amor eterno do Senhor, entrou nessa alma santa. Edith Stein, ou Santa Teresa Benedita da Cruz como é conhecida depois de entrar para o Carmelo, é uma santa que tinha um desejo muito grande de conhecer a verdade e por isso se dedicou muito a filosofia. No meio dessa busca ela se encontrou com a Verdade com maiúscula, descobriu que essa Verdade tem um nome: Jesus Cristo. E conhecendo o sentido da sua vida, se entregou totalmente a Ele.

Ela descobriu que "Quem procura a verdade, consciente ou inconscientemente, procura a Deus", como ela mesmo escreveu a uma freira Beneditina. E essa busca de Deus a levou por muitos lugares. Em Breslau, onde vivia, começou a estudar psicologia, mas ao ler uma obra de Husserl, fica tão fascinada com essa filosofia que decide deixar a carreira de psicologia e a casa materna para estudar filosofia em outra cidade da Alemanha.

Ela era muito boa estudando filosofia e rapidamente se destacou. Nesse tempo também percebeu que tinha alguns preconceitos com a fé e, pouco a pouco, foi se abrindo a ela. Quando começa a Primeira Guerra Mundial, ela volta a Breslau e faz um breve curso de enfermagem para ajudar em um hospital.

Mais tarde, em 1917, morre seu professor mais querido e o testemunho cristão de sua mulher frente a esse acontecimento questiona bastante Edith Stein, que passa por uma crise interior muito grande. Como consequência disso ela começa a estudar mais a fundo a pessoa humana, tema a acompanhará durante o resto da sua vida.

Ela finalmente abraça a fé em 1922, quando recebe o Batismo e a Crisma. E desde então buscaria a resposta para a pergunta sobre qual era a sua vocação. No entanto, seu diretor espiritual a aconselha a não entrar em nenhuma ordem religiosa ainda, porque tinha muito que dar como leiga, no mundo.

Então ela passa a ser professora de História e de Alemão e a dar muitas conferências filosóficas. Porém, com o crescimento da perseguição dos judeus ela percebe que não tem muito futuro como filósofa de origem judia que era. Ela até pensa em migrar para a América do Sul, mas acaba se decidindo, agora sim, pela vida religiosa no Carmelo. Em 1933 Edith Stein entra na vida religiosa e quando perguntaram porque ela tinha entrado no convento, responde: “O que nos pode ajudar não é a atividade humana, mas o sofrimento de Cristo. Participar dele é o meu desejo.” Com certeza essa frase teria o seu cumprimento alguns anos mais tarde, quando é perseguida pelo regime nazista.

Como ela mesmo diz, ela “se sentiu totalmente em casa no Carmelo”. Ela estava sempre bem humorada, solta, contente. A irmã Benedita da Cruz, como era conhecida agora, trouxe muita alegria para o convento e para suas irmãs de comunidade.

Porém, pouco depois dos seus votos perpétuos, em 1938, percebe que a sua presença no convento é uma ameaça a vida de suas irmãs, por sua origem judia. Por isso consegue ir para um convento na Holanda. Mas a Holanda também foi invadida pelo regime nazista e em Agosto de 1942, todos judeus católicos foram presos e deportados. Ela passa por alguns campos de concentração até chegar em Auschwitz, onde foi assassinada provavelmente no dia 9 de agosto de 1942, nas câmaras de gás.

Como nos lembra São João Paulo II, na homilia de canonização de Santa Tereza Benedita da Cruz, “a Santa ensina-nos que o amor a Cristo passa através da dor. Quem ama verdadeiramente, não se detém diante da perspectiva do sofrimento: aceita a comunhão na dor com a pessoa amada.”

Quando estamos no Amor de Deus, nenhum sofrimento é tão grande que não possa ser suportado junto a Cruz de Cristo que nos fortalece.

Que hoje nós possamos aprender com essa santa a nunca deixar-nos vencer pelo cansaço na busca pela verdade. E que também, como ela, nos entreguemos completamente a Verdade que é Jesus.
A12, 09-08-2014.