sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Jamais perca suas esperanças


Somos convidados a viver a certeza da vida eterna. A fé na salvação orienta a nossa vida!
Por Monsenhor Jonas Abib*

Por que hoje as pessoas estão cada vez mais propensas à depressão e estão cada vez mais desanimadas? Não estou menosprezando quem sofre deste mal, pois, nos tempos atuais, todos estão sujeitos a ele. Por isso, nós, cristãos, precisamos nos encher das verdades de fé, pois a esperança nasce da certeza da fé.
Quando apenas olhamos as dificuldades, os problemas, ficamos sem esperança e, consequentemente, vivemos desanimados. Todo homem precisa viver de esperança, porque se perdermos a visão do que vem, o nosso objetivo, morremos espiritualmente, psicologicamente e fisicamente. E Deus não quer a nossa morte, mas sim a nossa vida!
Somos convidados a viver a esperança, na certeza da vida eterna, que só será alcançada em sua totalidade após a morte. A fé na salvação orienta a nossa vida!
Não podemos dizer: “Nossa esperança acabou, está tudo perdido” ou “minha família não tem mais jeito, este mundo não tem mais jeito”. Não é verdade. Nada é impossível para Deus!
Deus nos ama mesmo quando estamos na miséria, quando pecamos ou estamos perdidos. Ele sempre nos acompanha, porque somos filhos e filhas. Deus se compadece de nós!
Não tenha medo de enfrentar as situações difíceis da vida. Não tema as pessoas que, muitas vezes, estão confusas e enfermas pela falta de perdão, pelo desânimo e pelo sofrimento. Vá ao encontro delas e semeie a paz, o amor e a esperança.
Arquidiocese Rio, 12-01-2016.
*Monsenhor Jonas Abib é fundador da Comunidade Canção Nova e presidente da Fundação João Paulo II.

Evangelho do Dia

C - 22 de janeiro de 2016

Marcos 3,13-19

Aleluia, aleluia, aleluia.
Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou esta reconciliação (2Cor 5,19).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
Naquele tempo, 3 13 Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram a ele.
14 Designou doze dentre eles para ficar em sua companhia.
15 Ele os enviaria a pregar, com o poder de expulsar os demônios.
16 Escolheu estes doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro;
17 Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais pôs o nome de Boanerges, que quer dizer "Filhos do Trovão".
18 Ele escolheu também André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu; Tadeu, Simão, o Zelador;
19 e Judas Iscariotes, que o entregou.
Palavra da Salvação.

Comentário do Evangelho
O CHAMADO DOS DOZE 
O chamado dos doze foi de suma importância para o ministério de Jesus. Superava-se, assim, o risco de cair numa forma de personalismo, no qual tudo estivesse centrado na sua pessoa, sobrando pouco ou nenhum espaço, até mesmo para o Pai. Os Evangelhos, pelo contrário, testemunham de que o Pai e seu Reino constituíram os eixos da vida de Jesus, sendo o ponto de convergência de tudo quando ele dizia ou fazia.

A presença dos doze, no ministério de Jesus, expressa sua disposição de partilhar com eles a missão recebida do Pai. Como Jesus, os doze teriam a tarefa de pregar, proclamar a Boa Nova do Reino e expulsar os demônios, manifestando, assim, a eficácia do Reino na vida de quem era oprimido por forças malignas.

Desde o início, o relacionamento entre Jesus e seus companheiros de missão foi de proximidade e confiança. Não era usual esta forma de os mestres tratarem seus discípulos. Em geral, a veneração do discípulo pelo mestre exigia que se mantivesse uma respeitosa distância entre eles. Era uma forma de sublinhar o desnível da relação: superioridade do mestre - inferioridade do discípulo, sabedoria de um - ignorância do outro etc.

Fazendo-se próximos de Jesus, os discípulos são introduzidos numa nova pedagogia. O Mestre irá instruí-los com o testemunho de sua própria vida, fazendo-os partilhar de sua missão e destino.
 
Leitura
1 Samuel 24,3-21
Leitura do primeiro livro de Samuel.
24 3 Tomou então Saul três mil israelitas de escol e foi em busca de Davi com sua gente nos rochedos dos Cabritos Monteses.
4 Chegando perto dos apriscos de ovelhas que havia ao longo do caminho, entrou Saul numa gruta para satisfazer suas necessidades. Ora, no fundo dessa mesma gruta se encontrava Davi com seus homens,
5 os quais disseram-lhe: “Eis o dia anunciado pelo Senhor, que te prometeu entregar o teu inimigo à tua discrição”. Davi, arrastando-se de mansinho, cortou furtivamente a ponta do manto de Saul.
6 E logo depois o seu coração bateu-lhe, porque tinha ousado fazer aquilo.
7 E disse aos seus homens: “Deus me guarde de jamais cometer este crime, estendendo a mão contra o ungido do Senhor, meu senhor, pois ele é consagrado ao Senhor!”
8 Davi conteve os seus homens com estas palavras e impediu que agredissem Saul. O rei levantou-se, deixou a gruta e prosseguiu o seu caminho.
9 Então Davi saiu por sua vez e bradou atrás de Saul: “Ó rei, meu senhor!” Saul voltou-se para ver, e Davi inclinou-se, prostrando-se até a terra.
10 E disse ao rei: “Por que dás ouvidos aos que te dizem: Davi procura fazer-te mal?
11 Viste hoje com os teus olhos que o Senhor te entregou a mim na gruta. (Meus homens) insistiam comigo para que te matasse, mas eu te poupei, dizendo: Não levantarei a mão contra o meu senhor, porque é o ungido do Senhor.
12 Olha, meu pai, vê a ponta de teu manto em minha mão. Se eu cortei este pano do teu manto e não te matei, reconhece que não há perversidade nem revolta em mim. Jamais pequei contra ti, e tu procuras matar-me.
13 Que o Senhor julgue entre mim e ti! O Senhor me vingará de ti, mas eu não levantarei minha mão contra ti.
14 ‘O mal vem dos malvados’, como diz o provérbio; por isso não te tocará a minha mão.
15 Afinal, contra quem saiu o rei de Israel? A quem persegues? Um cão morto! Uma pulga!
16 Pois bem! O Senhor julgará e pronunciará entre mim e ti. Que ele olhe e defenda a minha causa, fazendo-me justiça contra ti!”
17 Acabando Davi de falar, Saul disse-lhe: “É esta a tua voz, ó meu filho Davi?” E pôs-se a chorar.
18 “Tu és mais justo do que eu”, replicou ele; “fizeste-me bem pelo mal que te fiz.
19 Provaste hoje a tua bondade para comigo, pois o Senhor tinha-me entregue a ti e não me mataste.
20 Qual é o homem que, encontrando o seu inimigo, o deixa ir embora tranqüilamente? Que o Senhor te recompense o que hoje me deste!
21 Agora eu sei que serás rei, e que nas tuas mãos será firmada a realeza”.
Palavra do Senhor.
Salmo 56/57
Piedade, Senhor, tende piedade.

Piedade, Senhor, piedade,
pois em vós se abriga a minha alma!
De vossas asas, à sombra, me achego,
até que passe a tormenta, Senhor!

Lanço um grito ao Senhor Deus altíssimo,
a esse Deus que me dá todo o bem.
Que me envie do céu sua ajuda
e confunda os meus opressores!
Deus me envie sua graça e verdade!

Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus,
vossa glória refulja na terra!
Vosso amor é mais alto que os céus
mais que as nuvens a vossa verdade!

 
Oração
Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz.Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Combate à indiferença


A indiferença é incontestável ameaça à paz e, por isso, o Papa Francisco faz o convite-convocação: "Vence a indiferença e conquista a paz". Essa interpelação, tema do Dia Mundial da Paz 2016, diz respeito a todos os cidadãos. Exige redobrada atenção por parte dos diferentes segmentos da sociedade. Não se trata de um movimento simples e qualquer, mas da capacidade para o diálogo, que vai além de simples conversa e está distante dos conchavos interesseiros. Trata-se de caminho para nova cultura.

A indiferença é espessa camada a ser removida, com muito esforço, para dar lugar à fluidez da escuta e sensibilidade que fazem nascer no coração humano a competência para eleger, em todas as circunstâncias, o outro como prioridade. Por isso, se equivocam dirigentes, governantes e todos os que escolhem, decidem e operam na contramão do diálogo. Os prejuízos são enormes e facilmente constatáveis: a vergonhosa exclusão social, a perpetuação dos esquemas de corrupção e a manipulação do que é bem comum em benefício de interesses particulares. O resultado é uma terrível mediocridade na atuação de dirigentes e governos, sem lucidez para encontrar soluções e saídas. Consequentemente, a paz segue ameaçada.

É óbvio concluir que a falta de diálogo provocada pela indiferença é um problema grave. Trata-se de carência comum a vários ambientes – parlamentos, muitas vezes cenários de poucos e ineficazes entendimentos; diversos ambientes de trabalho e famílias. A falta do diálogo, alimentada e alimentadora da indiferença, tudo envenena. A indiferença comprova a carência de sabedoria na condução da vida. É sinal da perda de rumo e da incompetência que impede exercícios responsáveis e inventivos na atuação profissional e cidadã.

Situações desoladoras resultam desse verdadeiro veneno: os desperdícios, a perda de oportunidades para avanços e progressos, o recrudescimento de grupos, a disputa entre pessoas, famílias, nações. Ninguém fica isento de pagar um alto preço, que inclui o aumento da violência. Ela nasce também das revoltas e da dor da indiferença sofrida pelos mais pobres, por quem não tem voz e vez. E não adiantam esquemas de segurança, isolamentos que desenham segregações, ou portas fechadas para tratar em mesas restritas os assuntos que dizem respeito ao interesse do bem comum.

Nesse contexto, a vida de todos, indistintamente, é temperada pelos espectros de incertezas e desconfianças que descompassam corações, inteligências e vivências. Não há, assim, outro caminho, senão acolher, efetiva e urgentemente, a convocação de investir na superação da indiferença, particularmente pela prática sincera e permanente do diálogo, compreendido como escuta prioritária do outro, antes de qualquer juízo e decisão. Isso envolve a conduta pessoal e também transformações nas dinâmicas institucionais. É mudança cultural capaz de introduzir uma novidade na esfera de entendimentos e de deixar aparecer a luz da sabedoria, que permite encontrar saídas para as crises.  Uma luminosidade apropriada para oferecer respostas aos muitos questionamentos, soluções para problemas e dar nova configuração aos cenários sociais, políticos e culturais.

Vale acolher a instigante convocação feita pelo Papa Francisco, "Vence a indiferença e conquista a paz", que se torna ainda mais forte pela exemplaridade de suas atitudes – em permanente diálogo com todas as pessoas, com a cultura contemporânea – e também por sua simplicidade cativante. Acolher essa convocação significa admitir que a indiferença globalizada é um inimigo comum a ser combatido e vencido com urgência. Esse embate inclui indispensavelmente o empenho pessoal de todos. Raciocínio lógico e simples é considerar que se cada pessoa enfrenta a indiferença e luta pela paz, alcança-se grande impacto positivo na qualidade dos relacionamentos e valiosas soluções para as crises governamentais, institucionais, familiares e de relações humanas.

Há um caminho a ser trilhado para qualificar-se como agente de combate à indiferença na sociedade: buscar aproximar-se de Deus. O Papa Francisco lembra que a indiferença em relação a Deus supera a esfera íntima e espiritual do indivíduo e traz consequências para a esfera pública e social. De modo interpelante, Francisco acrescenta que o esquecimento e a negação de Deus induzem o homem a não reconhecer qualquer norma que esteja acima de si. Isso produz crueldade e violência.  Assim, para edificar um mundo melhor, é hora de vencer a indiferença que ameaça a paz.

Dom Walmor Oliveira de AzevedoO arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, é doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma (Itália) e mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico, em Roma (Itália). Membro da Congregação do Vaticano para a Doutrina da Fé. Dom Walmor presidiu a Comissão para Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), durante os exercícios de 2003 a 2007 e de 2007 a 2011. Também exerceu a presidência do Regional Leste II da CNBB - Minas Gerais e Espírito Santo. É o Ordinário para fiéis do Rito Oriental residentes no Brasil e desprovidos de Ordinário do próprio rito. Autor de numerosos livros e artigos. Membro da Academia Mineira de Letras. Grão-chanceler da PUC-Minas. 

domingo, 10 de janeiro de 2016

Festa do batismo de Jesus


Neste Domingo a Igreja oferece-nos ler e meditar no relato do Batismo de Jesus.
O povo estava esperando o Messias. E todos perguntavam a si mesmos se João não seria o Messias.
Por isso, João declarou a todos: “Eu batizo vocês com água. Mas vai chegar alguém mais forte do que eu. E eu não sou digno nem sequer de desamarrar a correia das sandálias dele. Ele é quem batizará vocês com o Espírito Santo e com fogo”.
Todo o povo foi batizado. Jesus, depois de batizado, estava rezando. Então o céu se abriu, e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado! Em ti encontro o meu agrado”.

Jesus desce nas águas da humanidade

Neste Domingo a Igreja oferece-nos ler e meditar no relato do Batismo de Jesus. Iniciamos assim a conhecer mais sobre a vida pública de Jesus e sua missão como Filho de Deus que anuncia a Boa Notícia do Reino de Deus para todo o povo.
Podemos perguntar-nos sobre anos transcorridos entre sua infância e este momento da sua vida. Sabemos que aos doze anos depois da subida a Jerusalém para a festa da Páscoa, ele fica no Templo "sentado no meio dos doutores, escutando e fazendo perguntas e todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com a inteligência de suas respostas" (Lc 2, 45-46). Depois não temos mais dados sobre sua vida, fica no silêncio.
Para entender este silêncio consideremos que na mentalidade do Antigo Testamento os grandes personagens são importantes no momento que inicia sua vida ao serviço de Deus e a sua Vontade. Nos relatos dos evangelhos ficam registrados os momentos considerados importantes na vida de Jesus. O batismo marca a passagem de uma realidade a outra e para Jesus é o início de uma nova etapa na sua vida porque manifesta sua disponibilidade ao serviço a Deus.
Jesus é batizado junto a todos aqueles e aquelas que precisam ser sanados, libertados do cativeiro, servidaõ e sofrimento que padecem.
Podemos imaginá-lo realizando a fila na espera do batismo no Jordão. O batismo de João era um batismo de conversão que orienta as expectativas do povo para um novo batismo que será dado pelo Messias. João se preocupa em esclarecer que ele não é o Messias, senão que ajuda o povo na espera do Messias. Ele profetizava “eu batizo vocês com água. Mas vai chegar alguém mais forte do que eu” e “Ele é quem batizará vocês com o Espírito Santo e com fogo”.
Como disse Marcel Domergue no seu comentário deste texto “Cristo Bem amado do Pai: “O Batismo, como sabemos, é inicialmente um rito de purificação, uma espécie de banho espiritual, se quisermos. Com João Batista, trata-se mais de uma transformação, de uma mudança de vida. Já com Jesus, o Batismo “no Espírito e no fogo” irá significar, seguindo o seu itinerário, a passagem pela morte e o acesso à sua ressurreição“.
O batismo de Jesus acontece “depois que todo o povo foi batizado”. João Batista leva sua missão pacientemente, conhecendo que em face de dignidade do Messias ele é um humilde servidor. Neste momento podemos nos perguntar quantas vezes nós, que nos consideramos servidores e servidoras do Evangelho, tentamos ocupar o espaço do Messias porque não sabemos valorizar a profundeza de nossa missão.
Depois que Jesus foi batizado, o relato nos narra bastante detalhadamente uma profunda experiência espiritual acontecida nele. A descida de Jesus para o Jordão simboliza a “descida nas águas da humanidade”, onde todo o povo mergulhava e procurava liberdade.
Por isso precisamos, como Jesus, “descer ao rio Jordão”, tomar contato com as nossas necessidades e de tantas pessoas que estão ao nosso lado, solidarizarmos com seu sofrimento, escutar seus clamores de libertação. Jesus tinha ouvidos afinados, aguçados para reconhecer os gemidos, as súplicas mais do povo.
“Depois de batizado, estava rezando”. Imaginemos o que significaria para Jesus o fato de ser batizado, de participar humildemente com todo o povo desse acontecimento, como era o batismo que recolhe uma grande expectativa do povo. Eles não sabiam quem estava tão perto deles.
Sob o impulso do Espírito Jesus se dedica a libertar a vida, a curá-la e a fazê-la mais humana.
Na celebração do Batismo do Senhor no dia 11/01/2015 o Papa Francisco destacou em sua homilia, que com o Batismo, somos consagrados pelo Espírito Santo. “A palavra ‘cristão’ – observou – significa isso, significa consagrado como Jesus, no mesmo Espírito em que Jesus foi imerso em toda a sua existência terrena. Ele é o “Cristo”, os batizados somos ‘cristãos”.
Como é nossa capacidade para escutar a voz do Pai que se revela nos seguidores de Jesus que estão ao nosso lado? Vamos atrás do Mestre e tomamos o lado dos mais fracos, daqueles que não são escutados?
Como Jesus, somos capazes de descobrir novos rostos, novas histórias e deixarmos banhar por essa realidade carente de horizontes e de sentido? Como diz Francisco Orofino, “o caminho de nossa divinização exige de nossa parte a mais profunda humanização”.
Não podemos ser insensíveis ao que acontece ao nosso redor. Neste Natal, celebramos que Deus se fez homem para que todos/as vivam a dignidade de ser seus filhos/as, participando de sua Vida já nesta terra.
Que este amor universal de Deus, que habita em nossos corações, nos ajude a quebrar nossas “prisões” interiores que nos fecham aos nossos irmãos e irmãs. E assim também nos iniciemos ao caminho ao Jordão, ao encontro deste mundo que geme dores de parto impulsionados pela força do Espírito.
Instituto Humanitas Unisinos, 08-01-2016.

Evangelho do Dia

C - 10 de janeiro de 2016

Lucas 3,15-16.21-22

Aleluia, aleluia, aleluia.
Abriram-se os céus e fez-se ouvir a voz do Pai: Eis meu filho muito amado; escutai-o, todos vós! (Mc9,7)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 3 15 como o povo estivesse na expectativa, e como todos perguntassem em seus corações se talvez João fosse o Cristo,
16 ele tomou a palavra, dizendo a todos: “Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo”.
21 Quando todo o povo ia sendo batizado, também Jesus o foi. E estando ele a orar, o céu se abriu
22 e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e veio do céu uma voz: “Tu és o meu Filho bem-amado; em ti ponho minha afeição”.
Palavra da Salvação.

Comentário do Evangelho
O FILHO AMADO
A cena do batismo revela o traço fundamental da identidade de Jesus: sua condição de Filho amado de Deus. Outro elemento importante desta identidade é oferecido pelo quadro trinitário no qual a revelação é feita. Do céu, o Pai se dirige ao Filho, e o Espírito Santo desce sobre ele, em forma de pomba. A origem divina de Jesus fica, assim, perfeitamente evidenciada. Ele provém do seio da Trindade, em cujo nome exercerá sua missão.
Daqui decorrem dois eixos da ação histórica de Jesus. Ela se desenrolará na mais absoluta fidelidade a Deus, refletindo-se nela o agir divino em favor da humanidade. Da fidelidade decorrerá a liberdade. Jesus não suportará que criatura alguma, nem mesmo as tradições religiosas se imponham em sua vida, de forma absoluta. Ele jamais suportou a tirania da Lei e dos costumes do povo quando, contrastavam com o projeto do Reino de Deus.
A pessoa e a ação de Jesus, sendo baseadas na fidelidade e na liberdade, suscitarão constantes conflitos. Apesar disto, como Filho amado, ele não abrirá mão do projeto traçado pelo Pai.

 
Leitura
Isaías 42,1-4.6-7
Leitura do livro do profeta Isaías.
42 1 “Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu espírito, para que leve às nações a verdadeira religião.
2 Ele não grita, nunca eleva a voz, não clama nas ruas.
3 Não quebrará o caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega. Anunciará com toda a franqueza a verdadeira religião; não desanimará, nem desfalecerá,
4 até que tenha estabelecido a verdadeira religião sobre a terra, e até que as ilhas desejem seus ensinamentos.
6 Eu, o Senhor, chamei-te realmente, eu te segurei pela mão, eu te formei e designei para ser a aliança com os povos, a luz das nações;
7 para abrir os olhos aos cegos, para tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão aqueles que vivem nas trevas”.
Palavra do Senhor.
Salmo 28/29
Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!

Filhos de Deus, tributai ao Senhor,
tributai-lhe a glória e o poder!
Dai-lhe a glória devida ao seu nome;
adorai-o com santo ornamento!

Eis a voz do Senhor sobre as águas,
sua voz sobre as águas intensas!
Eis a voz do Senhor com poder!
Eis a voz do Senhor majestosa.

Sua voz no trovão reboando!
No seu templo os fiéis bradam: “Glória!”
É o Senhor que domina os dilúvios,
o Senhor reinará para sempre!
Oração
Deus eterno e todo-poderoso, que, sendo Cristo batizado no Jordão e pairando sobre ele o Espírito Santo, o declarastes solenemente vosso Filho, concedei aos vossos filhos adotivos, renascidos da água e do Espírito Santo, perseverar constantemente em vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Calendário Anual do Encontro de Noivos – 2016


MÊS:_________________________________________DIA:

FEVEREIRO __________________________________ 21


ABRIL _______________________________________ 24


JUNHO­_______________________________________05

AGOSTO_____________________________________ 07

OUTUBRO____________________________________23

DEZEMBRO___________________________________11



Horário do Encontro: da 08h00 às 12h00 – intervalo para almoço  - retorno das 14h00  às 18h00

Casal Responsável:

Hudson e Keila – fone: 988147625


                                

Inscrições na secretaria no horário das 08h00 às 12h00 e das 14h00 às 16h30min, de terça a sexta e aos sábados das 08h00 às 11h30min.

PROCLAMAS MATRIMONIAIS



09 e 10 de janeiro de 2016



COM O FAVOR DE DEUS E DA SANTA MÃE A IGREJA, QUEREM SE CASAR:



  • WAGNER RODRIGUES DE LIMA
E
ALINE TORRES GOMES


  • ZÓSIMO LEONARDO PACHECO NEVES
E
DÉBORAH TEIXIEIRA DOS SANTOS MIRANDA


  • JOSÉ DAER CAVALCANTI DE MÉLO ANDRADE LIMA
E
MILENA DE MOURA WANDERLEY


  • HEITOR RODRIGO DE QUEIROZ GUIMARÃES
E
NATHALIA CRISTINA RUFFO RIBAS


  • GUILHERME COÊLHO DE ARAÚJO CARVALHO
E
NATHALIA FRIAS DE LIMA


  • EDUARDO LUIZ CAVALCANTI CAMPOS
E
NATÁLIA PAULINO BONNOMI





                       Quem souber algum impedimento que obste à celebração destes casamentos está obrigado em  consciência a declarar.