terça-feira, 19 de março de 2013

Fiéis vivem ‘momento de graça‘ em missa inaugural do Papa



Novo Papa acena para fiéis no Vaticano nesta terça-feira
Mais de 100 mil fieis compareceram nesta terça-feira à Praça de São Pedro, no Vaticano, para acompanhar a missa inaugural do pontificado de Francisco, vivida por muitos como um "momento de graça" e de esperança de abertura de novos rumos para a Igreja Católica.
"Vemos o novo Papa com muita esperança porque viemos de um continente com muita desigualdade. Este é um momento de graça", explicou, emocionada, Susana Montalvo, uma argentina de 45 anos proveniente de Tucumán (norte) e que viajou a Roma exclusivamente para ver "seu" Papa.
Em meio ao mar de bandeiras em que não faltavam as do San Lorenzo, equipe de futebol de coração do papa, Francisco fez sua primeira aparição no ´papamóvel´, aclamado pelos fiéis, em um ambiente de festa, mas também de grande solenidade que se prolongou durante a missa de quase duas horas.
"O papado de Francisco será uma grande revolução para a Igreja, mas, mais que isso, para os pobres da América do Sul e em todo o mundo", afirmou a freira salvadorenha María Lourdes, de 36 anos.
A esperança de uma mudança e de uma Igreja dedicada aos pobres está na boca de muitos fieis vindos de todas as partes do planeta.
"O Papa enviou uma mensagem muito forte aos poderosos, mas não estou certo de que eles a ouvirão", afirmou, por sua parte, Willy Kuut, padre da República Democrática do Congo, um país que viveu décadas de guerra.
"Ele ganhou meu coração com seu exemplo, sua alegria, é um Papa que motiva vocações. É um papa latino, como a Igreja de lá, como sua gente", afirmou, entusiasmado, Wagner, um jovem seminarista brasileiro que mora em Roma.
Entre os inúmeros fieis argentinos que acompanharam a missa na praça, muitos já conheciam Jorge Bergoglio de sua etapa como arcebispo de Buenos Aires e estão seguros de que ele será fiel a seu estilo e imprimirá ares de mudanças à Igreja.
"Acompanhamos Bergoglio há muito tempo, conhecemos toda sua trajetória e é uma pessoa muito humilde. Ele fará que a Igreja vá até as pessoas e não que as pessoas tenham que ir até a Igreja", explica María Rosa, de 50 ano, uma portenha envolta na bandeira de seu país.
"Não acreditamos que haverá grandes mudanças doutrinais, mas sim na hierarquia do Vaticano", afirma Cristian, um chileno de 45 anos.
Para muitos, a mudança de tom e de estilo em relação ao papa alemão Joseph Ratzinger (Bento XVI) é quase uma revolução em uma instituição atingida nos últimos anos por vários escândalos.
O Papa soube ganhar de cara o afeto dos milhares de romanos que acompanharam a missa, apesar de não ser feriado na capital italiana.
"É um Papa mundial, que se dirige a todos, mas também é romano. Trará renovação com sua simplicidade", explica Felice Bonaugura, uma italiana de 73 anos.
"Ouvimos muitas coisas sobre como Francisco quer ajudar os pobres, apenas o tempo dirá se as coisas mudarão para melhor", afirma Riccardo Monteverde, um italiano de 32 anos, que conhece bem a pobreza, pois trabalha num abrigo para indigentes em Roma.
Muitas famílias vieram com seus filhos para ver pela primeira vez o novo Papa, de quem todo mundo está falando.
"Ele me lembra muito João Paulo II. Não é tão jovem, mas acho que se sairá bem", comenta a filipina Rosell Macaraig, de 30 anos, junto a seu filho Tommy, de três, que agita uma bandeira do Vaticano.

Evangelho do dia


ANO C - DIA 19/03

O justo José - Mt 1,16.18-21.24a ou Lc 2,41-51a

Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. Ora, a origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José e, antes de passarem a conviver, ela encontrou-se grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu esposo, sendo justo e não querendo denunciá-la publicamente, pensou em despedi-la secretamente. Mas, no que lhe veio esse pensamento, apareceu-lhe em sonho um anjo do Senhor, que lhe disse: "José, Filho de Davi, não tenhas receio de receber Maria, tua esposa; o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe porás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados". Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor tinha mandado. 
LEITURA ORANTE

ORAÇÃO INICIAL

Preparo-me para a Leitura Orante, com todos que circulam pela rede, rezando: 
Vinde, Espírito Santo enchei os corações de vossos fiéis 
e acendei neles o fogo do vosso amor. 
- Enviai, Senhor, o vosso Espírito e tudo será criado. 
- E renovareis a face da terra. 
Oração: 
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas e gozemos sempre de suas consolações. Por Cristo Nosso Senhor. Amém 


1- LEITURA (VERDADE)

- O que a Palavra diz? 
Leio com fé e atenção o texto do dia em Mt 1,16.18-21.24 ou Lc 2,41-51. 
O texto diz que "José, com quem Maria ia casar, era um homem que sempre fazia o que era direito. Ele não queria difamar Maria e por isso resolveu desmanchar o contrato de casamento sem ninguém saber". Mas, Deus, em sonho, manifesta a ele o seu papel na vinda do Salvador. 
José acolheu os desígnios de Deus. 

2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

- O que a Palavra diz para mim? 
José me ensina a estar sempre em sintonia com a vontade de Deus que se manifesta sob as mais diferentes formas. Percebo estas manifestações? E como as acolho? Os bispos, em Aparecida, lembraram ainda, o testemunho de São José: "Nossos povos nutrem um carinho e especial devoção por José, esposo de Maria, homem justo, fiel e generoso que sabe se perder para se achar no mistério do Filho. São José, o silencioso mestre, fascina, atrai e ensina, não com palavras mas com o resplandecente testemunho de suas virtudes e de sua firme simplicidade". (DAp 274). 

3- ORAÇÃO (VIDA)

- O que a Palavra me leva a dizer a Deus? 
Sinto a necessidade de rezar para que nas famílias de hoje se cumpra o Projeto de Deus como 
na casa de Nazaré. Rezo: 

Oração a São José pelas famílias 
São José, 
protetor da família de Nazaré e de nossas famílias, 
ensina-nos a nos relacionar, respeitar, falar, trabalhar e amar, 
como ensinaste a Jesus no lar de Nazaré. 
Peço-te especialmente por estas famílias: .............. 
Abençoa a todas as pessoas destas famílias e 
alcança-nos a graça de cumprir o Projeto de Deus, 
como a Família de Nazaré. Amém. 
Para cantar: 
Cantiga por José 
Padre Zezinho 
1. Que foi que te encantou nesta donzela? Que foi que te encantou? 
Que foi que te levou à casa dela? Que foi que te levou? 
Andavas procurando a namorada ideal, 
pedias ao Senhor que te ajudasse a encontrá-la. E de repente um dia 
alguem te apresentou Maria. (bis) 
2.Que foi que viste tu nos olhos dela? Que foi, meu bom José? 
Que foi que até te fez sonhar com ela no céu de Nazaré? 
3.Agora desposaste a tua eleita na paz do teu Senhor. 
A vida se tornou bem mais perfeita com ela tem mais cor.

4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra? 
Procurarei ver tudo, hoje, com olhar de fé e disponibilidade a Deus. 




BÊNÇÃO

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. 
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. 
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. 
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. 

Ir. Patrícia Silva, fsp

Santo do dia


19 de Março - São José

Do esposo de Maria sabemos somente aquilo que nos dizem os evangelistas Mateus e Lucas, mas é o que basta para colocar esse incomparável "homem justo" na mais alta cátedra de santidade e de nossa devoção, logo abaixo da Mãe de Jesus.
Venerado desde os primeiros séculos no Oriente, seu culto se difundiu no Ocidente somente no século IX, mas num crescendo não igual ao de outros santos. Em 1621, Gregório XV declarou de preceito a festa litúrgica deste dia; Pio IX elegeu são José padroeiro da Igreja, e os papas sucessivos o enriqueceram de outros títulos, instituindo uma segunda comemoração no dia 1º de maio, ligada a seu modesto e nobre ofício de artesão.
O privilégio de ser pai adotivo do MEssias constitui o título mais alto concedido a um homem.
O extraordinário evento da Anunciação e da divina maternidade de Maria - da qual foi advertido pelo anjo depois da sofrida decisão de repudiar a esposa - coloca são José sob uma luz de simpatia humana, em razão do papel de devoto defensos da incolumidade da Virgem Mãe, mistério prenunciado pelos profestas, mas acima da inteligência humana.
Resolvido o angustiante dilema, José não se questiona. Cumpre as prescrições da lei: dirige-se a Belém para rescenseamento, assiste Maria no parto, acolhe os pastores e os reis Magos com útil disponibilidade, conduz a salvo Maria e o Menino para subtraí-lo do sanguinário Herodes, depois volta à laboriosa quietude da casinha de Nazaré, aprtilhando alegrias e dores comuns a todos os pais de família que deviam ganhar o pão com o suor de sua fronte. Nós o revemos na ansiosa procura de Jesus, que ele conduz ao templo por ter cumprido os 12 anos de idade.
Enfim, o Evangelho se despede dele com uma imagem rica de significado, que coloca mais de um tema para nossa reflexão: Jesus, o filho de Deus, o Messias esperado, obedece a ele e a Maria, crescendo em sabedoria, idade e graça.

Mensagens


Eu vi...



Eu vi... Eu vi um homem com fome.
Não parecia mais homem.
Seus olhos esbugalhados, cabelos desmazelados.
Seus ossos apareciam. A pela era encarquilhada.

Eu vi um homem com fome; 
com fome de muitos anos.
De tanto comer pouco, foi ficando menos homem.
Não é que ele não quisesse. É que não tinha dinheiro.
Comia do que lhe davam; um pouco, uma vez por dia.
Ganhava 30 reais e tinha mulher e filhos. Por isso, perdera o brilho!

Eu vi um homem com fome, lá no leito do hospital.
Depois eu vi outro homem, na foto de uma revista.
E uma mulher e seu filho, lá no deserto africano. 
Era só pele e só osso. Não pareciam humanos.
Depois eu vi a comida, que se perde nas cidades 
e os grãos de soja e de trigo, 
que se perdem no transporte e as verduras e as frutas, 
que se perdem lá nas feiras.

Vi um homem com fome, cambaleando na rua.
Pensei que fosse um drogado, mas era um esfomeado.
E me lembrei da comida que as crianças jogam fora, 
que os adultos menosprezam e os restaurantes esbanjam.
Comida de matar a fome, que a gente paga e não come.
Que aqui nós temos de graça, e eles nem na desgraça.

Eu vi mil homens com fome 
quebrando a porta da escola.
Eu vi alguns incitando, por motivos nada nobres,
o desespero dos pobres.
E o governo se explicando, meio sem graça e sem jeito
porque não fez, meses antes, o que devia ter feito.

Eu vi mil homens com fome. 
E disse: O que vou fazer?
Eu vi crianças doentes, e a doença era fome.
Existe um antes da fome, um durante e um depois.
Se o governo não faz antes, a fome não vai embora.
E se o governo demora, quem passa fome o devora!
Se a Igreja não socorre, esta Igreja também morre.
E se eu também não doar, não faz sentido rezar.

Foi Nosso Senhor quem disse, que o altar pode aguardar.
Mas que o irmão ofendido, este não pode esperar.
E quando a ofensa é fome, não dá para filosofar.
Pra onde eu mando a comida, se ninguém vai lá levar?
Se quem pode não se move? E nem sequer se comove?

Eu vi um irmão com fome.
Daqui da minha cidade, eu quis lhe mandar comida.
Não tive como mandar.
Às vezes me dá vergonha de não saber ajudar!


Pe. Zezinho, scj

O papa Francisco e Dom Helder Câmara



Jornal do Brasil, 19 - A postura humilde do papa Francisco, escolhido pelo conclave na última quarta-feira (13), dizendo desejar “uma igreja pobre, para os pobres”, além de sugerir uma possível mudança nos costumes da Igreja Católica, remete ao ex-arcebispo de Recife, Dom Hélder Câmara, humanista que lutava contra a pobreza e sonhava com uma Igreja de tradições mais simples.

Cearense, nascido na cidade de Fortaleza em 7 de fevereiro de 1909, dom Hélder foi ordenado sacerdote em 15 de agosto de 1931 com apenas 22 anos, recebendo uma autorização especial da Santa Sé 24 meses antes do prazo estabelecido.

Com 27 anos foi para o Rio de Janeiro e se espantou com a pobreza das favelas, estampada nas encostas dos bairros mais nobres do Rio, então capital da República. O jovem bispo continuou na cidade seu trabalho com os pobres e em 1956 fundou a “Cruzada São Sebastião”, cuja finalidade era urbanizar as favelas, dando moradia decente aos favelados. Da iniciativa surgiram os primeiros conjuntos habitacionais na cidade.

Em 1952, aos 43 anos, foi ordenado bispo.  Acreditava que a Igreja e o processo de evangelização só se consolidariam caso os bispos se reunissem regularmente para trocar ideias e compartilhar conhecimentos. Buscou, então, entre os cardeais do Vaticano permissão para fundar a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Conseguiu e se tornou o primeiro secretário-geral da CNBB. Mais tarde também ajudou a fundar a Conferência Episcopal Latino-americana (Celam).

 O arcebispo de Recife e Olinda, dom Helder Câmara

Apesar da fala mansa e da baixa estatura, o carisma fazia o arcebispo de Recife crescer diante dos fiéis. Já na década de 90 lançou a campanha Ano 2000 sem Miséria na Fundação Joaquim Nabuco. Dom Hélder não se conformava que, dois mil anos depois do nascimento de Jesus Cristo, tantas pessoas ainda vivessem de forma miserável.

O papa Francisco se formaram em Teologia também tem sinais de sensibilidade para com os pobres e a defesa da justiça social. Os primeiros dias do primeiro papa latino-americano como líder da Igreja Católica também foram marcados pela simplicidade.

Nesta segunda-feira(18) um porta-voz do Vaticano afirmou que o Anel de Pescador de Francisco – símbolo do poder pontifício -, será de prata e não de ouro como usaram os últimos papas.

Dom Hélder escreveu o poema Loucura Sagrada  sobre um papa que teria enlouquecido e saído pelas ruas espalhando pelos pobres o dinheiro todo do Banco do Vaticano. O poema termina assim: Que vergonha para os cristãos!/ Para que um Papa viva o Evangelho/ Temos que imaginá-lo em plena loucura.

Não chega este ponto, porém a simplicidade do papa Francisco, pelo menos de início, se assemelha aos ideais de dom Hélder Câmara.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Evangelho do dia


ANO C - DIA 15/03

Jesus, o Cristo, Filho de Deus - Jo 7,1-2.10.25-30

Depois disso, Jesus percorria a Galileia; não queria andar pela Judeia, porque os judeus procuravam matá-lo. Estava próxima a festa dos judeus, chamada das Tendas. Depois que seus irmãos subiram para a festa, Jesus subiu também, não publicamente, mas em segredo. Alguns de Jerusalém diziam: "Não é este a quem procuram matar? Olha, ele fala publicamente e ninguém lhe diz nada. Será que os chefes reconheceram que realmente ele é o Cristo? Mas este, nós sabemos de onde é. O Cristo, quando vier, ninguém saberá de onde é". Enquanto, pois, ensinava no templo, Jesus exclamou: "Sim, vós me conheceis, e sabeis de onde eu sou. Ora, eu não vim por conta própria; aquele que me enviou é verdadeiro, mas vós não o conheceis. Eu o conheço, porque venho dele e foi ele quem me enviou!" Eles procuravam, então, prendê-lo, mas ninguém lhe pôs as mãos, porque ainda não tinha chegado a sua hora.
LEITURA ORANTE

ORAÇÃO INICIAL

Preparo-me para a Leitura Orante,rezando com todos os que navegam pela rede da internet
e com toda a Igreja:
- Vinde, ó Deus em meu auxílio.
- Socorrei-me sem demora.
- Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
- Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Hino 
Ó Cristo, sol de justiça,
brilhai nas trevas da mente.
Com força e luz, reparai
a criação novamente.

Dai-nos, no tempo aceitável,
um coração penitente,
que se converta e acolha
o vosso amor paciente.

A penitência transforme
tudo o que em nós há de mal.
É bem maior que o pecado
o vosso dom sem igual.

Um dia vem, vosso dia,
e tudo então refloresce.
Nós, renascidos na graça,
exultaremos em prece.

A vós, Trindade clemente,
com toda a terra adoramos,
e no perdão renovadosum canto novo cantamos.

1- LEITURA (VERDADE)

Jesus está no Templo e é a primeira vez que, segundo João, ele ensina. É um ensinamento novo, diferente. E pergunta se o conhecem mesmo. Se sabem de onde ele é. Jesus lhes fala daquele que o enviou. A Boa-Notícia de Jesus causava impacto no povo pois comunicava "um novo ensinamento! Dado com autoridade! "Ele ensina como quem tem autoridade e não como os escribas e dos fariseus" (Mc 1,22). Qual a diferença? Os escribas, quando ensinavam, diziam as sentenças das autoridades da época. Jesus nunca citava doutores, mas ensinava com autoridade, ou seja, sua palavra, Palavra do Pai, que lhe vinha do coração para o coração do povo. Contra esta postura de Jesus, irritadas, as autoridades queriam prendê-lo.

- O que a Palavra diz?

Rezo ou canto: "Ó Luz do Senhor, que vem sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós!" (repetir).

De início, leio na Bíblia, o Evangelho do dia em Jo 7,1-2.10.25-30Depois disso, Jesus começou a andar pela Galiléia; ele não queria andar pela Judéia, pois os líderes judeus dali estavam querendo matá-lo. Aconteceu que a festa dos judeus chamada Festa das Barracas estava perto. Depois que os seus irmãos foram à festa, Jesus também foi, mas fez isso em segredo e não publicamente. Algumas pessoas que moravam em Jerusalém perguntavam:
- Não é este o homem que estão querendo matar? Vejam! Ele está falando em público, e ninguém diz nada contra ele! Será que as autoridades sabem mesmo que ele é o Messias? No entanto, quando o Messias vier, ninguém saberá de onde ele é; e nós sabemos de onde este homem vem.
Quando estava ensinando no pátio do Templo, Jesus disse bem alto:
- Será que vocês me conhecem mesmo e sabem de onde eu sou? Eu não vim por minha própria conta. Aquele que me enviou é verdadeiro, porém vocês não o conhecem. Mas eu o conheço porque venho dele e fui mandado por ele.
Então quiseram prender Jesus, mas ninguém fez isso porque a sua hora ainda não tinha chegado.

2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

- O que a Palavra diz para mim?
Acolho o ensinamento novo de Jesus ou prefiro permanecer nos meus tradicionais conceitos? Posso admitir que pouco me interesso por conhecer melhor Jesus e aceitar a sua proposta? Ou prefiro deixar como está? Digo a Palavra ou apenas palavras de grandes pensadores?
Os bispos, em Aparecida, disseram: "O Espírito Santo, com o qual o Pai nos presenteia, identifica-nos com Jesus-Caminho, abrindo-nos a seu mistério de salvação para que sejamos seus filhos e irmãos uns dos outros; identifica-nos com Jesus-Verdade, ensinando-nos a renunciar a nossas mentiras e ambições pessoais, e nos identifica com Jesus-Vida, permitindo-nos abraçar seu plano de amor e nos entregar para que outros "tenham vida n'Ele"."(DAp 137).

3- ORAÇÃO (VIDA)

- O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Rezo com toda Igreja, a 
Oração oficial da CF 2013
Pai santo, vosso Filho Jesus,
conduzido pelo Espírito
e obediente à vossa vontade,
aceitou a cruz como prova de amor à humanidade.
Convertei-nos e, nos desafios deste mundo,
tornai-nos missionários
a serviço da juventude.
Para anunciar o Evangelho como projeto de vida,
enviai-nos, Senhor;
para ser presença geradora de fraternidade,
enviai-nos, Senhor;
para ser profetas em tempo de mudança,
enviai-nos, Senhor;
para promover a sociedade da não violência,
enviai-nos, Senhor;
para salvar a quem perdeu a esperança,
enviai-nos, Senhor;
para...

4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Quero hoje viver com o olhar de Jesus e descobrir, a cada instante, a sua proposta nova para cada situação.

BÊNÇÃO

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp

Santo do dia

Luísa nasceu em 12 de agosto de 1591, filha natural de Luís de Marillac, senhor de Ferrières, aparentado com a nobreza francesa, cujas posses permitiram dar à filha uma infância tranqüila. A menina aos três anos foi para o Convento Real de Poissy, em Paris onde recebeu uma educação refinada, quer no plano espiritual, quer no humanístico. 

Porém, seu pai morreu quando ela tinha treze anos, sem deixar herança e, felizmente, nem dívidas. Nessas circunstâncias Luísa foi tirada do Convento, pela tia Valença, pois os Marillac não se dispuseram custear mais sua formação. Ela desejava dedicar sua vida à Deus, para cuidar dos pobres e doentes, mas agora com a escassez financeira teria de esperar para atingir esse objetivo. 

Durante dois anos viveu numa casa simples de moças custeando-se com trabalhos feitos em domicílio, especialmente bordados Ela tentou ingressar no mosteiro das capuchinhas das Filhas da Paixão que acabavam de chegar em Paris, mas foi rejeitada pela aparência de saúde débil, imprópria para a vida de mosteiro. Depois disso viu-se constrangida a aceitar um casamento que os tios lhe arranjara. Foi com Antonio de Gràs, que trabalhava como secretário da rainha. Com ele teve um filho, Miguel Antonio. Viveu feliz, pois o marido a respeitava e amava a família. E se orgulhava da esposa que nas horas vagas cuidava dos deveres de piedade, mortificando-se com jejuns freqüentes, visitando os pobres, os hospitais e os asilos confortando a todos com seu socorro. Até que ele próprio foi acometido por grave e longa enfermidade e ela passou a se dedicar primeiro à ele sem abandonar os demais. Mas com isso novamente os problemas financeiros voltaram. 

Nesse período teve dois grandes conselheiros espirituais: Francisco de Sales e Vicente de Paulo, ambos depois declarados Santos pela Igreja. Foi graças à direção deles, que pôde superar e enfrentar os problemas que agitavam o seu cotidiano e a sua alma. Somente sua fé a manteve firme e graças à sua força, suplantou as adversidades, até o marido falecer, em 1625 e Miguel Antonio foi para o seminário. 

Só então Luísa pôde dedicar-se totalmente aos pobres, doentes e velhos. Isso ocorreu porque Vicente de Paulo teve a iluminação de colocar-la à frente das Confrarias da Caridade, as quais fundara para socorrer as paróquias da França, e que vinham definhando. Vicente encarregou-a de visita-las, reorganiza-las, enfim dinamiza-las, e ela o fez durante anos. 

Em 1634 Luísa, com ajuda e orientação de Vicente de Paulo, fundou a Congregação das Damas da Caridade, inicialmente com três senhoras da sociedade, mas esse núcleo se tornaria depois uma Congregação de Irmãs. Isso o porque serviço que estas Damas prestavam aos pobres era limitado pelos seus deveres familiares e sociais e pela falta de hábito aos trabalhos humildes e fatigantes. Era necessário colocar junto delas, pessoas generosas, livres e totalmente consagradas a Deus e aos pobres. Mas na Igreja não existiam porque a vida de consagração para as mulheres estava concebida apenas como vida de clausura. Então, Vicente e Luísa, em 1642 ousaram e, criam as Irmãs dos Pobres, as Filhas da Caridade, a quem foram confiados os doentes, os enjeitados, os velhos, os mendigos, os soldados feridos e os condenados às prisões.

Nascia um novo tipo de Irmã, com uma missão inédita para aqueles tempos: uma vida consagrada em dispersão pelos caminhos do sofrimento humano, assim estava criada a Congregação das Irmãs Filhas da Caridade, em 1642. Na qual Luísa fez os votos perpétuos, sendo consagrada pelo próprio Vicente de Paulo. A obra, sob a direção dela foi notável. Quando Paris foi assolada pela guerra e peste, em 1652, as Irmãs chegaram a atender quatorze mil pessoas, de todas as categorias sociais, sendo inclusive as primeiras Irmãs a serem requisitadas para o atendimento dos soldados feridos, nos campos de batalhas. 

Luísa morreu em 15 de março de 1660. Foi beatificada em 1920, e canonizada pelo Papa Pio XI, em 1934. Suas relíquias repousam na Capela da Visitação da Casa Matriz das Irmãs da Caridade, em Paris, França. Santa Luísa de Marillac foi proclamada Padroeira das Obras Sociais e de todos os assistentes sociais, pelo Papa João XXIII, em 1960.