Este blog tem como objetivo divulgar as atividades da Paróquia Nossa Senhora das Candeias - Av. Ulisses Montarroyos, 6375 Candeias 54460-280 Jab. dos Guararapes – PE Tel./Fax.: 3478.0162 Ereção: 25.03.1984 e Instalação: 25.08.1984 Pároco: Pe. Paulo Sérgio Vieira Leite E-mail: pascom.candeias@gmail.com secretariaparoquialcandeias@gmail.com
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Liturgia Diária
DIA 24 DE SETEMBRO - QUARTA-FEIRA
XXV SEMANA DO TEMPO COMUM
(VERDE – OFÍCIO DO DIA)
Antífona da entrada: Eu sou a salvação do povo, diz o Senhor. Se clamar por mim em qualquer provação, eu o ouvirei e serei seu Deus para sempre.
Oração do dia
Ó Pai, que resumistes toda a lei no amor a Deus e ao próximo, fazei que, observando o vosso mandamento, consigamos chegar um dia à vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Provérbios 30,5-9)
Leitura do livro dos Provérbios.
30 5 Toda a palavra de Deus é provada, é um escudo para quem se fia nele.
6 Não acrescentes nada às suas palavras, para que ele não te corrija e sejas achado mentiroso.
7 Eu te peço duas coisas, não mas negues antes de minha morte:
8 afasta de mim falsidade e mentira, não me dês nem pobreza nem riqueza, concede-me o pão que me é necessário,
9 para que, saciado, eu não te renegue, e não diga: “Quem é o Senhor?” Ou que, pobre, eu não roube, e não profane o nome do meu Deus.
Palavra do Senhor.
30 5 Toda a palavra de Deus é provada, é um escudo para quem se fia nele.
6 Não acrescentes nada às suas palavras, para que ele não te corrija e sejas achado mentiroso.
7 Eu te peço duas coisas, não mas negues antes de minha morte:
8 afasta de mim falsidade e mentira, não me dês nem pobreza nem riqueza, concede-me o pão que me é necessário,
9 para que, saciado, eu não te renegue, e não diga: “Quem é o Senhor?” Ou que, pobre, eu não roube, e não profane o nome do meu Deus.
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 118/119
Vossa palavra é uma luz para os meus passos!
Afastai-me do caminho da mentira
E dai-me a vossa lei como um presente!
A lei de vossa boca, para mim,
Vale mais do que milhões em ouro e prata.
É eterna, ó Senhor, vossa palavra,
Ela é tão firme e estável como o céu.
De todo mau caminho afasto os passos,
Para que eu siga fielmente as vossas ordens.
De vossa lei eu recebi inteligência,
Por isso odeio os caminhos da mentira.
Eu odeio e detesto a falsidade,
Porém amo vossas leis e mandamentos!
Afastai-me do caminho da mentira
E dai-me a vossa lei como um presente!
A lei de vossa boca, para mim,
Vale mais do que milhões em ouro e prata.
É eterna, ó Senhor, vossa palavra,
Ela é tão firme e estável como o céu.
De todo mau caminho afasto os passos,
Para que eu siga fielmente as vossas ordens.
De vossa lei eu recebi inteligência,
Por isso odeio os caminhos da mentira.
Eu odeio e detesto a falsidade,
Porém amo vossas leis e mandamentos!
Evangelho (Lucas 9,1-6)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Feliz quem ouve e observa a palavra de Deus! (Lc 11,28)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 9 1 reunindo Jesus os doze apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curar enfermidades.
2 Enviou-os a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos.
3 Disse-lhes: “Não leveis coisa alguma para o caminho, nem bordão, nem mochila, nem pão, nem dinheiro, nem tenhais duas túnicas.
4 Em qualquer casa em que entrardes, ficai ali até que deixeis aquela localidade.
5 Onde ninguém vos receber, deixai aquela cidade e em testemunho contra eles sacudi a poeira dos vossos pés”.
6 Partiram, pois, e percorriam as aldeias, pregando o Evangelho e fazendo curas por toda parte.
Palavra da Salvação.
Feliz quem ouve e observa a palavra de Deus! (Lc 11,28)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 9 1 reunindo Jesus os doze apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curar enfermidades.
2 Enviou-os a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos.
3 Disse-lhes: “Não leveis coisa alguma para o caminho, nem bordão, nem mochila, nem pão, nem dinheiro, nem tenhais duas túnicas.
4 Em qualquer casa em que entrardes, ficai ali até que deixeis aquela localidade.
5 Onde ninguém vos receber, deixai aquela cidade e em testemunho contra eles sacudi a poeira dos vossos pés”.
6 Partiram, pois, e percorriam as aldeias, pregando o Evangelho e fazendo curas por toda parte.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
PARTILHANDO A MISSÃO DE JESUS
A missão dos discípulos estava em estreita conexão com a pessoa e a missão de Jesus. Foi ele quem escolheu os doze apóstolos, entre as pessoas que o seguiam. Confiou-lhes o mesmo poder e a mesma autoridade que ele mesmo recebera do Pai. Deu-lhes como missão proclamar o Reino de Deus e curar os doentes, como ele mesmo fazia.
As instruções dadas aos discípulos, para o bom desempenho da missão, correspondiam àquelas pelas quais Jesus pautava o seu ministério. Este era exercido na pobreza. Em momento algum, o Mestre pretendeu impôr-se pela força da riqueza e do poder. Ele não tinha onde reclinar a cabeça. Dependia da caridade alheia, em suas andanças. Sabia ter um trato fraterno com as pessoas que o acolhiam e aos seus discípulos. A família de Maria, Marta e Lázaro era uma das casas onde ele se sentia entre irmãos.
Também fez a dura experiência de rejeição. Tanto pessoas, como os mestres da Lei e os fariseus, quanto cidades inteiras, como Corozaim, Betsaida, Cafarnaum, Jerusalém, recusaram-se a lhe dar ouvido. Contudo, a atitude hostil dos habitantes dessas cidades não o dispensava de seguir adiante para cumprir a missão recebida do Pai. Pelo contrário, ia de aldeia em aldeia, proclamando a Boa Nova do Reino.
Cabe ao discípulo seguir pela trilha aberta pelo Mestre, sem se iludir, pensando ter um fim diferente. A cruz também o espera.
Oração
Espírito de fidelidade à missão, apesar da perspectiva da cruz, concede-me a graça de levar adiante a missão de Jesus, com a mesma disposição que ele sempre teve.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
A missão dos discípulos estava em estreita conexão com a pessoa e a missão de Jesus. Foi ele quem escolheu os doze apóstolos, entre as pessoas que o seguiam. Confiou-lhes o mesmo poder e a mesma autoridade que ele mesmo recebera do Pai. Deu-lhes como missão proclamar o Reino de Deus e curar os doentes, como ele mesmo fazia.
As instruções dadas aos discípulos, para o bom desempenho da missão, correspondiam àquelas pelas quais Jesus pautava o seu ministério. Este era exercido na pobreza. Em momento algum, o Mestre pretendeu impôr-se pela força da riqueza e do poder. Ele não tinha onde reclinar a cabeça. Dependia da caridade alheia, em suas andanças. Sabia ter um trato fraterno com as pessoas que o acolhiam e aos seus discípulos. A família de Maria, Marta e Lázaro era uma das casas onde ele se sentia entre irmãos.
Também fez a dura experiência de rejeição. Tanto pessoas, como os mestres da Lei e os fariseus, quanto cidades inteiras, como Corozaim, Betsaida, Cafarnaum, Jerusalém, recusaram-se a lhe dar ouvido. Contudo, a atitude hostil dos habitantes dessas cidades não o dispensava de seguir adiante para cumprir a missão recebida do Pai. Pelo contrário, ia de aldeia em aldeia, proclamando a Boa Nova do Reino.
Cabe ao discípulo seguir pela trilha aberta pelo Mestre, sem se iludir, pensando ter um fim diferente. A cruz também o espera.
Oração
Espírito de fidelidade à missão, apesar da perspectiva da cruz, concede-me a graça de levar adiante a missão de Jesus, com a mesma disposição que ele sempre teve.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Sobre as oferendas
Acolhei, ó Deus, nós vos pedimos, as oferendas do vosso povo, para que possamos conseguir por este sacramento o que proclamamos pela fé. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Eu sou o bom pastor: conheço minhas ovelhas e minhas ovelhas me conhecem, diz o Senhor (Jo 10,14).
Depois da comunhão
Ó Deus, auxilia sempre os que alimentais com o vosso sacramento para que possamos colher os frutos da redenção na liturgia e na vida. Por Cristo, nosso Senhor.
Evangelho do Dia
Ano A - 24 de setembro de 2014
Lucas 9,1-6
Aleluia, aleluia, aleluia.
Feliz quem ouve e observa a palavra de Deus! (Lc 11,28)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 9 1 reunindo Jesus os doze apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curar enfermidades.
2 Enviou-os a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos.
3 Disse-lhes: “Não leveis coisa alguma para o caminho, nem bordão, nem mochila, nem pão, nem dinheiro, nem tenhais duas túnicas.
4 Em qualquer casa em que entrardes, ficai ali até que deixeis aquela localidade.
5 Onde ninguém vos receber, deixai aquela cidade e em testemunho contra eles sacudi a poeira dos vossos pés”.
6 Partiram, pois, e percorriam as aldeias, pregando o Evangelho e fazendo curas por toda parte.
Palavra da Salvação.
Feliz quem ouve e observa a palavra de Deus! (Lc 11,28)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 9 1 reunindo Jesus os doze apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curar enfermidades.
2 Enviou-os a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos.
3 Disse-lhes: “Não leveis coisa alguma para o caminho, nem bordão, nem mochila, nem pão, nem dinheiro, nem tenhais duas túnicas.
4 Em qualquer casa em que entrardes, ficai ali até que deixeis aquela localidade.
5 Onde ninguém vos receber, deixai aquela cidade e em testemunho contra eles sacudi a poeira dos vossos pés”.
6 Partiram, pois, e percorriam as aldeias, pregando o Evangelho e fazendo curas por toda parte.
Palavra da Salvação.
Comentário do Evangelho
PARTILHANDO A MISSÃO DE JESUS
A missão dos discípulos estava em estreita conexão com a pessoa e a missão de Jesus. Foi ele quem escolheu os doze apóstolos, entre as pessoas que o seguiam. Confiou-lhes o mesmo poder e a mesma autoridade que ele mesmo recebera do Pai. Deu-lhes como missão proclamar o Reino de Deus e curar os doentes, como ele mesmo fazia. As instruções dadas aos discípulos, para o bom desempenho da missão, correspondiam àquelas pelas quais Jesus pautava o seu ministério. Este era exercido na pobreza. Em momento algum, o Mestre pretendeu impôr-se pela força da riqueza e do poder. Ele não tinha onde reclinar a cabeça. Dependia da caridade alheia, em suas andanças. Sabia ter um trato fraterno com as pessoas que o acolhiam e aos seus discípulos. A família de Maria, Marta e Lázaro era uma das casas onde ele se sentia entre irmãos. Também fez a dura experiência de rejeição. Tanto pessoas, como os mestres da Lei e os fariseus, quanto cidades inteiras, como Corozaim, Betsaida, Cafarnaum, Jerusalém, recusaram-se a lhe dar ouvido. Contudo, a atitude hostil dos habitantes dessas cidades não o dispensava de seguir adiante para cumprir a missão recebida do Pai. Pelo contrário, ia de aldeia em aldeia, proclamando a Boa Nova do Reino. Cabe ao discípulo seguir pela trilha aberta pelo Mestre, sem se iludir, pensando ter um fim diferente. A cruz também o espera. Oração Espírito de fidelidade à missão, apesar da perspectiva da cruz, concede-me a graça de levar adiante a missão de Jesus, com a mesma disposição que ele sempre teve. (O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês) | Leitura
Provérbios 30,5-9
Leitura do livro dos Provérbios.
30 5 Toda a palavra de Deus é provada, é um escudo para quem se fia nele. 6 Não acrescentes nada às suas palavras, para que ele não te corrija e sejas achado mentiroso. 7 Eu te peço duas coisas, não mas negues antes de minha morte: 8 afasta de mim falsidade e mentira, não me dês nem pobreza nem riqueza, concede-me o pão que me é necessário, 9 para que, saciado, eu não te renegue, e não diga: “Quem é o Senhor?” Ou que, pobre, eu não roube, e não profane o nome do meu Deus. Palavra do Senhor. | Salmo 118/119
Vossa palavra é uma luz para os meus passos!
Afastai-me do caminho da mentira E dai-me a vossa lei como um presente! A lei de vossa boca, para mim, Vale mais do que milhões em ouro e prata. É eterna, ó Senhor, vossa palavra, Ela é tão firme e estável como o céu. De todo mau caminho afasto os passos, Para que eu siga fielmente as vossas ordens. De vossa lei eu recebi inteligência, Por isso odeio os caminhos da mentira. Eu odeio e detesto a falsidade, Porém amo vossas leis e mandamentos! |
Oração
Ó Pai, que resumistes toda a lei no amor a Deus e ao próximo, fazei que, observando o vosso mandamento, consigamos chegar um dia à vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Critérios para uma vida ética
'Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles' (Mt 7,12).
Por Dom Murilo S. R. Krieger*
Em reação a periódicas notícias de escândalos, especialmente no campo político, crescem manifestações que procuram manter vivas as exigências da ética. A atual "Coalização pela Reforma Política-Partidária e Eleições Limpas", com seu projeto de lei de iniciativa popular, é uma prova disso. O Evangelho ilumina esse esforço por um país ético, ao lembrar que há necessidade de critérios para que a vida humana seja bem conduzida. Se cada pessoa decidir guiar-se por suas próprias opiniões, na base do “Eu acho que”, a convivência nesta terra dos homens se tornará insuportável.
Em reação a periódicas notícias de escândalos, especialmente no campo político, crescem manifestações que procuram manter vivas as exigências da ética. A atual "Coalização pela Reforma Política-Partidária e Eleições Limpas", com seu projeto de lei de iniciativa popular, é uma prova disso. O Evangelho ilumina esse esforço por um país ético, ao lembrar que há necessidade de critérios para que a vida humana seja bem conduzida. Se cada pessoa decidir guiar-se por suas próprias opiniões, na base do “Eu acho que”, a convivência nesta terra dos homens se tornará insuportável.
A mensagem cristã ilumina os comportamentos do ser humano, para que eles sejam éticos. Ela ensina, por exemplo, que o agir de cada pessoa ou grupo deve ser guiado pelo espírito de solidariedade, pois há um vínculo que une as pessoas entre si. Os problemas de cada um devem ser problemas de todos, na linha do que o apóstolo Paulo ensinava aos romanos: “Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram” (Rm 12,15).
Outro critério ético extraído do Evangelho é a necessidade de se andar ao lado da verdade (“A verdade vos libertará”: Jesus Cristo) e a de buscá-la incessantemente. É bom o que é verdadeiro, e não simplesmente o de que cada um gosta. A liberdade de cada um está subordinada à verdade.
Um terceiro critério, que não pode ser esquecido: a abertura ao transcendente. A história do ser humano é marcada pela busca de Deus. Essa busca é comum a todas as pessoas, pertencentes a qualquer cultura. Somos, por natureza, seres religiosos. O desejo de Deus está escrito no coração humano desde o momento de sua criação. Criados por Deus, e feitos para Ele, não encontraremos a verdade e a felicidade senão nele. Podemos até nos esquecer dele; Ele, contudo, jamais se esquece de seus filhos e filhas.
Um comportamento ético supõe: (1) um grande respeito por tudo aquilo que é público, superando-se a triste mentalidade e equivocada crença de que, se um bem é público, não é de ninguém, sendo permitido ao mais esperto tirar proveito dele em benefício próprio; (2) uma nova maneira de encarar a política, que deve ser a procura do bem da comunidade, e não de si próprio; (3) a busca da transparência e honestidade nos negócios, em oposição à generalizada mentalidade de que “É preciso levar vantagem em tudo”; (4) a subordinação da economia à ética – isto é, nem tudo o que dá maior lucro é melhor; melhor é o que favorece o crescimento da pessoa, e de todas as pessoas; (5) os limites que devem ser impostos aos meios de comunicação social, especialmente a TV. Isso pode ser dito de forma mais simples: nem todo programa é conveniente; não é porque um programa dá “ibope” que é válido, pois não se podem ignorar os valores da família, da criança, de cada pessoa (“Limite não é censura; bom senso não é burrice; e respeito não é repressão” – F. Verucci); (6) a consciência de que o exercício de qualquer profissão deve submeter-se a normas éticas, que têm como base a responsabilidade de todos e de cada um na busca do bem da coletividade.
Quando o ser humano não aceita princípios éticos acaba se tornando o lobo do próprio homem. E se o homem-lobo domina, nascem as guerras entre países, os desentendimentos dentro de um mesmo país e no interior de cada lar; crescem os muros que separam as pessoas e surge um número crescente de grades de proteção. Onde cada qual faz o que gosta e o que quer, não é de se admirar que falte a paz e que se multipliquem as injustiças e as desigualdades.
Não será a hora de voltarmos nossa atenção para os 10 Mandamentos? Eles não são uma simples lista de obrigações e proibições: são setas que nos indicam que caminhos são mais adequados para a boa convivência dos homens e mulheres com Deus e de cada um com seus semelhantes.
Dito isso, compreende-se que há uma critério ético que é o fundamento de todo e qualquer comportamento – critério que foi assim expresso por Jesus Cristo: “Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles” (Mt 7,12).
CNBB, 22-09-2014.
*Dom Murilo S. R. Krieger é arcebispo de São Salvador da Bahia, Primaz do Brasil.
COMUNIDADE CATÓLICA CHAMA
AS CAMISAS DO SIM A VIDA 2014 ESTÃO SENDO VENDIDAS NA COMUNIDADE CATÓLICA CHAMA AO PREÇO DE R$ 20,00. CONTATOS; FONE 34690355
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Comissão promove Retiro Arquidiocesano para Educadores
A Comissão de Pastoral para a Educação abriu inscrições para o Retiro Arquidiocesano para Educadores. O encontro será realizado nos dias 22 e 23 de novembro no Centro Mariápolis Santa Maria localizado na cidade de Igarassu, Região Metropolitana do Recife. Os professores devem ficar atentos porque o prazo para a efetuar a inscrição é o dia 10 de outubro.
Os participantes terão um fim de semana voltado para a espiritualidade do educador. A programação conta com palestras, momentos de meditação, partilhas e dinâmicas. A religiosa da Congregação das Damas da Instrução Cristã, Ir. Flávia Matias, será a assessora do encontro. Uma Missa será presidida pelo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, na manhã do domingo, 23.
As inscrições custam R$ 150,00 e estão sendo feitas através do site www.centromariapolisne.org.br . A taxa incluí hospedagem e alimentação. Os educadores devem levar o comprovante do depósito bancário no dia do encontro. Os organizadores orientam os participantes para levarem lençóis e toalhas.
Mais informações com Ane Kely (Coordenação Arquidiocesana de Pastoral) pelo telefone (81) 3271-4270.
Retiro Arquidiocesano para Educadores
Local: Centro Mariápolis Santa Maria
Rodovia BR 101, Km 44 – Igarassu PE
Dias: 22 e 23 de novembro de 2014
Inscrição: R$ 150,00 – www.centormariapolisne.org.brInformações: (81) 3271-4270 (Ane Kely)
Local: Centro Mariápolis Santa Maria
Rodovia BR 101, Km 44 – Igarassu PE
Dias: 22 e 23 de novembro de 2014
Inscrição: R$ 150,00 – www.centormariapolisne.org.brInformações: (81) 3271-4270 (Ane Kely)
Da Assessoria de Comunicação AOR
Tempo de caridade e partilha
Quando o Evangelho permeia nossas vidas, até mesmo as atitudes de partilha passam a ter outro peso e conotação.
Por Dom Orani João Tempesta*
Vivemos em nossa Arquidiocese o “Ano da Caridade”. Neste tempo, dentro daquilo que programou o Plano de Pastoral, somos chamados a nos organizar melhor em nossos trabalhos de “caridade social”.
O papa Francisco lançou no Dia dos Direitos Humanos do ano passado uma campanha mundial: “Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas”, organizada pela Caritas Mundial. Ele mesmo, em seu pronunciamento, lembrou: “Por isso, queridos irmãos e queridas irmãs, convido-os a abrir um espaço em seus corações para esta urgência, respeitando o direito dado por Deus a todos de ter acesso a uma alimentação adequada. Compartilhemos o que temos, em caridade cristã, com os que são obrigados a enfrentar muitos obstáculos para satisfazer uma necessidade tão primária; e, ao mesmo tempo, promovamos uma autêntica cooperação com os pobres para que, através dos frutos do seu e do nosso trabalho, possamos viver uma vida digna. Convido todas as instituições do mundo, toda a Igreja e cada um de nós, como uma única família humana, a dar voz a todas as pessoas que passam fome silenciosamente, a fim de que esta voz se torne um grito que possa sacudir o mundo”!
Como legado social da JMJ ocorrida no ano passado, foi criada a “rede” para encaminhamentos dos dependentes químicos. Também quisemos celebrar o primeiro aniversário da JMJ com uma grande campanha de alimentos para o Haiti. As notícias de que lá nos chegam é que a fome ou a nutrição seria a “grande doença” principalmente das crianças. Daí o nosso gesto concreto em arrecadar alimentos para serem distribuídos no Haiti.
Sabemos que o trabalho social é consequência da evangelização, do amor ao próximo. Nós saberemos se estamos realmente evangelizando ao sentirmos a resposta às necessidades de missão, catequese e trabalhos sociais por parte de nosso povo. Nesse sentido, neste ano da caridade, pudemos ver os grandes passos que estão sendo dados.
Meditando sobre os Evangelhos, impressiona-nos a mensagem de Cristo fundada totalmente no amor aos irmãos, na caridade. Jesus nos apresenta o Pai como o doador de tudo, que nos ama a ponto de dar o Filho à morte para a salvação dos homens. Em várias respostas aos fariseus e aos legistas, Jesus reafirmou o primeiro mandamento do amor a Deus, mas, logo a seguir, completa o amor ao próximo, que lhe são semelhantes. Ilustra-o na parábola do Bom Samaritano (Lucas 10, 25-37).
As cartas do apostólo João insistem no mesmo aspecto catequético e, com clareza apostólica, afirma que aquele que diz amar a Deus e não amar a seus irmãos é um mentiroso. E continua afirmando, que é muito fácil proclamar que amamos a Deus, a quem não vemos, mas se desprezamos os irmãos que estão a nosso lado, onde estão a caridade, onde estão o amor? (1Jo.4,20).
São Paulo, na sua Carta aos Coríntios (Coríntios 13), proclama e exalta a caridade. Somos levados a interpretar esse hino como o amor ao Pai Celeste. Mas, o apostólo fala da excelência do amor entre os irmãos. Ainda que eu falasse todas as línguas dos anjos, ou tivesse toda a ciência, sem a caridade seria um bronze que soa e cujo som se perde nas quebradas dos montes. Logo a seguir nos ensina em que consiste a caridade: na paciência, na humildade, no fazer o bem, na longanimidade, na partilha da dor e da alegria com os irmãos, no perdão tão difícil. E conclui pela perenidade do amor e da caridade. Tudo cessa quando vier a perfeição, exceto a caridade, pela qual seremos medidos.
No dia do Juízo, quando o Filho do Homem, na Sua glória, vier nos julgar, escreve o evangelista Mateus, Ele nos questionará sobre o nosso coração: se ele se abriu ou fechou sobre os pequeninos que moravam em nossas casas, no nosso bairro, na nossa comunidade. Uma antiga música nos recorda: “como posso ser feliz, se ao pobre, meu irmão, eu fechei o coração, meu amor eu recusei!” Já nesta vida mortal, podemos sentir as delícias dessa vida fraterna, como rezamos nos salmo: “quão bom e quão é alegre a vida comum entre os irmãos”. Não é fácil o exercício dessa caridade; o empecilho do pecado que herdamos de Adão leva-nos a outro tipo de vida. Conhecedor da natureza humana, Jesus, no Sermão da Montanha, nos dá regras práticas de sua vivência.
E como se não bastasse a Sua Palavra, deu-nos o Seu exemplo: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei, e entregou-se por amor a nós na cruz.
Partindo dessa rápida reflexão, quisemos fazer uma breve meditação do sentido e da importância da caridade na vida comunitária e pessoal.
Quando o Evangelho permeia nossas vidas, até mesmo as atitudes de partilha passam a ter outro peso e conotação. A arrecadação de alimentos para a Campanha de Alimentos para o Haiti superou todas as expectativas! Louvado seja Deus! O povo carioca demonstrou a sua abertura ao outro, a preocupação com o irmão. Tivemos oportunidade de ver isso acontecer quando do acolhimento de jovens na JMJ. Agora, também na doação de alimentos. Estamos ultimando a preparação e embalagem do que foi arrecadado para enviar ao destino, para que sejam distribuídos pela comunidade católica missionária franciscana que está no Haiti.
Mas, quero também aproveitar para agradecer o empenho de todos na arrecadação desses alimentos para ajudar os nossos irmãos haitianos. Quisemos partilhar o pouco que temos com os nossos irmãos do Haiti que se encontram numa situação de miséria material e humana. A nossa Campanha de Arrecadação aconteceu do dia 26 de julho até o dia 14 de setembro, com doações de mantimentos e doação em dinheiro em conta bancária da Caritas Arquidiocesana. Conseguimos alcançar e superar o nossa meta! Isso demonstra que existe no coração do nosso povo a abertura para o outro! Como isso foi isso possível, o será também na continua busca de acolher e ajudar o próximo na pessoa do irmão que está ao nosso lado.
Portanto, os meus agradecimentos aos bispos auxiliares, aos vigários episcopais, aos freis franciscanos na Providência de Deus, aos padres, às entidades, aos consagrados, aos diáconos e todo o amado e querido povo de Deus que se empenhou para que pudéssemos realizar esta Campanha. Esse gesto Demonstrou como é importante esse “sair de si” para olhar para o outro necessitado e partilhar. A resposta generosa nos comoveu a todos e nos fez agradecer ao Senhor pelos sinais que vemos acontecer em nossa cidade.
A todos os meus votos de “paz e bem”, e que a bênção de Deus recaia sobre cada um de vocês. Convoco-os para nunca se cansarem de repetir o gesto de um grande carioca que está caminhando para os altares, nosso querido D. Luciano Mendes de Almeida, que nos ensinou o gesto concreto que todos viveram: “em que posso ajudar?”, ou seja, o que eu posso fazer para te ajudar? Repitamos essa pergunta muitas vezes em nosso dia a dia. Para que em tudo seja Deus glorificado!
Vivemos em nossa Arquidiocese o “Ano da Caridade”. Neste tempo, dentro daquilo que programou o Plano de Pastoral, somos chamados a nos organizar melhor em nossos trabalhos de “caridade social”.
O papa Francisco lançou no Dia dos Direitos Humanos do ano passado uma campanha mundial: “Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas”, organizada pela Caritas Mundial. Ele mesmo, em seu pronunciamento, lembrou: “Por isso, queridos irmãos e queridas irmãs, convido-os a abrir um espaço em seus corações para esta urgência, respeitando o direito dado por Deus a todos de ter acesso a uma alimentação adequada. Compartilhemos o que temos, em caridade cristã, com os que são obrigados a enfrentar muitos obstáculos para satisfazer uma necessidade tão primária; e, ao mesmo tempo, promovamos uma autêntica cooperação com os pobres para que, através dos frutos do seu e do nosso trabalho, possamos viver uma vida digna. Convido todas as instituições do mundo, toda a Igreja e cada um de nós, como uma única família humana, a dar voz a todas as pessoas que passam fome silenciosamente, a fim de que esta voz se torne um grito que possa sacudir o mundo”!
Como legado social da JMJ ocorrida no ano passado, foi criada a “rede” para encaminhamentos dos dependentes químicos. Também quisemos celebrar o primeiro aniversário da JMJ com uma grande campanha de alimentos para o Haiti. As notícias de que lá nos chegam é que a fome ou a nutrição seria a “grande doença” principalmente das crianças. Daí o nosso gesto concreto em arrecadar alimentos para serem distribuídos no Haiti.
Sabemos que o trabalho social é consequência da evangelização, do amor ao próximo. Nós saberemos se estamos realmente evangelizando ao sentirmos a resposta às necessidades de missão, catequese e trabalhos sociais por parte de nosso povo. Nesse sentido, neste ano da caridade, pudemos ver os grandes passos que estão sendo dados.
Meditando sobre os Evangelhos, impressiona-nos a mensagem de Cristo fundada totalmente no amor aos irmãos, na caridade. Jesus nos apresenta o Pai como o doador de tudo, que nos ama a ponto de dar o Filho à morte para a salvação dos homens. Em várias respostas aos fariseus e aos legistas, Jesus reafirmou o primeiro mandamento do amor a Deus, mas, logo a seguir, completa o amor ao próximo, que lhe são semelhantes. Ilustra-o na parábola do Bom Samaritano (Lucas 10, 25-37).
As cartas do apostólo João insistem no mesmo aspecto catequético e, com clareza apostólica, afirma que aquele que diz amar a Deus e não amar a seus irmãos é um mentiroso. E continua afirmando, que é muito fácil proclamar que amamos a Deus, a quem não vemos, mas se desprezamos os irmãos que estão a nosso lado, onde estão a caridade, onde estão o amor? (1Jo.4,20).
São Paulo, na sua Carta aos Coríntios (Coríntios 13), proclama e exalta a caridade. Somos levados a interpretar esse hino como o amor ao Pai Celeste. Mas, o apostólo fala da excelência do amor entre os irmãos. Ainda que eu falasse todas as línguas dos anjos, ou tivesse toda a ciência, sem a caridade seria um bronze que soa e cujo som se perde nas quebradas dos montes. Logo a seguir nos ensina em que consiste a caridade: na paciência, na humildade, no fazer o bem, na longanimidade, na partilha da dor e da alegria com os irmãos, no perdão tão difícil. E conclui pela perenidade do amor e da caridade. Tudo cessa quando vier a perfeição, exceto a caridade, pela qual seremos medidos.
No dia do Juízo, quando o Filho do Homem, na Sua glória, vier nos julgar, escreve o evangelista Mateus, Ele nos questionará sobre o nosso coração: se ele se abriu ou fechou sobre os pequeninos que moravam em nossas casas, no nosso bairro, na nossa comunidade. Uma antiga música nos recorda: “como posso ser feliz, se ao pobre, meu irmão, eu fechei o coração, meu amor eu recusei!” Já nesta vida mortal, podemos sentir as delícias dessa vida fraterna, como rezamos nos salmo: “quão bom e quão é alegre a vida comum entre os irmãos”. Não é fácil o exercício dessa caridade; o empecilho do pecado que herdamos de Adão leva-nos a outro tipo de vida. Conhecedor da natureza humana, Jesus, no Sermão da Montanha, nos dá regras práticas de sua vivência.
E como se não bastasse a Sua Palavra, deu-nos o Seu exemplo: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei, e entregou-se por amor a nós na cruz.
Partindo dessa rápida reflexão, quisemos fazer uma breve meditação do sentido e da importância da caridade na vida comunitária e pessoal.
Quando o Evangelho permeia nossas vidas, até mesmo as atitudes de partilha passam a ter outro peso e conotação. A arrecadação de alimentos para a Campanha de Alimentos para o Haiti superou todas as expectativas! Louvado seja Deus! O povo carioca demonstrou a sua abertura ao outro, a preocupação com o irmão. Tivemos oportunidade de ver isso acontecer quando do acolhimento de jovens na JMJ. Agora, também na doação de alimentos. Estamos ultimando a preparação e embalagem do que foi arrecadado para enviar ao destino, para que sejam distribuídos pela comunidade católica missionária franciscana que está no Haiti.
Mas, quero também aproveitar para agradecer o empenho de todos na arrecadação desses alimentos para ajudar os nossos irmãos haitianos. Quisemos partilhar o pouco que temos com os nossos irmãos do Haiti que se encontram numa situação de miséria material e humana. A nossa Campanha de Arrecadação aconteceu do dia 26 de julho até o dia 14 de setembro, com doações de mantimentos e doação em dinheiro em conta bancária da Caritas Arquidiocesana. Conseguimos alcançar e superar o nossa meta! Isso demonstra que existe no coração do nosso povo a abertura para o outro! Como isso foi isso possível, o será também na continua busca de acolher e ajudar o próximo na pessoa do irmão que está ao nosso lado.
Portanto, os meus agradecimentos aos bispos auxiliares, aos vigários episcopais, aos freis franciscanos na Providência de Deus, aos padres, às entidades, aos consagrados, aos diáconos e todo o amado e querido povo de Deus que se empenhou para que pudéssemos realizar esta Campanha. Esse gesto Demonstrou como é importante esse “sair de si” para olhar para o outro necessitado e partilhar. A resposta generosa nos comoveu a todos e nos fez agradecer ao Senhor pelos sinais que vemos acontecer em nossa cidade.
A todos os meus votos de “paz e bem”, e que a bênção de Deus recaia sobre cada um de vocês. Convoco-os para nunca se cansarem de repetir o gesto de um grande carioca que está caminhando para os altares, nosso querido D. Luciano Mendes de Almeida, que nos ensinou o gesto concreto que todos viveram: “em que posso ajudar?”, ou seja, o que eu posso fazer para te ajudar? Repitamos essa pergunta muitas vezes em nosso dia a dia. Para que em tudo seja Deus glorificado!
CNBB, 18-09-2014.
*Dom Orani João Tempesta é cardeal e arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro.
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