sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Seis diáconos permanentes serão ordenados nesta sexta-feira, 21




Após a Ordenação Presbiteral, ocorrida na última segunda-feira, 17, o arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, consagra nesta sexta-feira, 21, seis novos diáconos permanentes. A Concelebração Eucarística de Ordenação será na Igreja Catedral, Sé de Olinda, a partir das 19h.

Recebem o Sacramento da Ordem no grau do Diaconato:

Adrião Faustino de Freitas Neto (Paróquia Nossa Senhora do Rosário - Cruz de Rebouças – Igarassu
Aerton Carvalho Silva (Paróquia Sagrado Coração de Jesus – Casa Forte – Recife)
Egídio do Prado (Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida – IPSEP – Recife)
Heleno da Silva Brainer (Paróquia Nossa Senhora da Paz - Afogados – Recife)
Josenaldo Lopes da Silva (Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida – IPSEP – Recife)
Nélio José Lira Pereira (Paróquia Santo Antão – Vitória de Santo Antão)


Igreja Catedral – Sé de Olinda
Local: Rua Bispo Coutinho, 726 – Alto da Sé
Dia: 21 de dezembro de 2012
Horário: 19h

CNBB cria Comissão Especial para os Bispos Eméritos



logocnbb2012A Presidência da CNBB criou nesta quarta-feira, 19 de dezembro, a Comissão Especial para os Bispos Eméritos. Esta é a terceira comissão especial da Conferência, uma vez que já conta com uma para acompanhar a realização da Missão Continental e outra para a Amazônia. Segundo o documento oficial de criação, a Comissão Especial para os Bispos Eméritos terá como atribuições: "acompanhar os bispos eméritos; apoiar e dar assistência aos mesmos; ser elo de comunicação entre os bispos e bispos eméritos;atender às necessidades dos eméritos que não sejam supridas pelas respectivas dioceses".
Veja a íntegra do documento que cria, oficialmente, a Comissão Especial.

Brasília/DF, 19 de dezembro de 2012

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, no exercício de suas atribuições e nos termos do Art. 49,k do Estatuto Canônico da CNBB, nomeia a COMISSÃO ESPECIAL PARA OS BISPOS EMÉRITOS constituída pelos seguintes membros:

Bispos:
Dom Geraldo Cardeal Magela Agnelo – Presidente
Dom Albano Cavalin
Dom Lelis Lara, C.S.s.R
Dom Angélico Sandalo Bernardino
Dom Augusto Alves da Rocha
Dom Esmeraldo de Farias

Secretário:

Pe. Valdecir Ferreira
Ligada à Presidência da CNBB, a Comissão terá como atribuições: acompanhar os bispos eméritos; apoiar e dar assistência aos mesmos; ser elo de comunicação entre os bispos e bispos e os bispos eméritos; atender às necessidades dos eméritos que não sejam supridas pelas respectivas dioceses.

Cardeal Raymundo Damasceno de Assis
Arcebispo de Aparecida (SP)
Presidente da CNBB

José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luis (MA)
Vice-Presidente da CNBB

Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília (DF)
Secretário Geral da CNBB

Virtudes heroicas de Paulo VI são reconhecidas pelo Vaticano


Papa_Paulo_VI_2012

O papa Bento XVI autorizou, nesta quinta-feira, 20 de dezembro, a Congregação das Causas dos Santos a promulgar os Decretos concernentes a numerosos novos Santos, entre os quais, Antônio Primaldo e companheiros, mais de 800, assassinados por ódio à fé durante o assédio turco de Otranto – sul da Itália – em 1480; concernentes também a 40 novos Beatos, entre os quais muitos mártires durante a guerra civil espanhola; e também concernentes a 10 novos Veneráveis, entre os quais o Papa Paulo VI, de quem foram reconhecidas as virtudes heroicas.
O papa Paulo VI ficou à frente da Igreja Católica por 15 anos, entre os anos de 1963 e 1978. Um decreto assinado pelo Sumo Sacerdote tornou Paulo VI “venerável”, primeiro dos três passos que levam à canonização.
Giovanni Battista Enrico Antônio Maria Montini, nome de batismo de Paulo VI, nasceu em 1897, na cidade de Concésio, na Itália. Ele foi responsável por dar continuidade ao Concílio do Vaticano II, após o falecimento do papa João XXIII.
Paulo VI é lembrado pelas viagens que fez ao redor do mundo — visitou Jerusalém, Índia, Colômbia, Uganda, entre outros países — e por sua busca por um diálogo sem precedentes com outras nações e religiões.
“Paulo VI teve um papel muito importante para a Igreja. Foi um dos primeiros a viajar para fora da Itália e entendeu a necessidade de mudanças para que a Igreja voltasse a atrair os mais pobres e necessitados”, atesta dom Leonardo Ulrich Steiner, bispo auxiliar da arquidiocese de Brasília (DF).
Milagre
A principal causa defendida para a beatificação é a cura de um feto diagnosticado com problemas cerebrais irreversíveis na Califórnia, Estados Unidos. Aconselhada a abortar, a mãe escolheu manter a gravidez e rezar para Paulo VI. Saudável, o menino completou 16 anos.
A beatificação inclui Paulo VI em uma longa lista papas que tiveram um ato reconhecido pelo Vaticano como milagre. A canonização, ou cerimônia que torna um venerável santo, é atribuída após o reconhecimento de ao menos dois milagres. Em maio de 2011, o papa João Paulo II foi beatificado em tempo recorde numa cerimônia que reuniu cerca de 1 milhão de pessoas na Praça São Pedro. Junto com João XXII e Pio IX, ele faz parte do grupo de três papas beatificados desde os anos 2000.

O perfil de Maria - Evangelho do Dia


"Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!"


(Foto: )
Lucas 1,39-45
As palavras inspiradas de Isabel, ao se encontrar com sua prima Maria traçam o perfil de quem tinha sido destinada a ser a mãe do Salvador.

Maria é a mulher bendita por excelência. Repousando sobre ela as bênçãos divinas, sua vida estava indissociavelmente ligada a Deus. Sem deixar de ser humilde serva, sua humanidade revestia-se de um brilho especial. Tornava-se um modelo não apenas de mulher, mas de ser humano.

Maria trazia em seu ventre um fruto santo. A prole era um dos indicadores seguros da bênção divina. A humilde Virgem de Nazaré recebera, porém, uma bênção suplementar: a de ser a mãe do Messias. Tudo isto por estar disposta a ser totalmente fiel a Deus.

Maria é mulher de fé. Aqui reside a sua verdadeira grandeza, pois a maternidade decorre desta sua virtude. E sua fé se desdobra em forma de confiança e entrega disponível nas mãos de Deus. Porque crê, assume o projeto divino, embora desconhecendo como irá realizar-se. Joga-se, inteiramente, nas mãos de Deus, certa de não ficar decepcionada.

Maria é a mãe do Senhor de todos os povos. A exclamação de Isabel: “Como posso  merecer que a mãe de meu Senhor venha me visitar?” revela as reais dimensões da maternidade de Maria. O Senhor de Isabel é o Senhor do povo de Israel e Senhor de todos quantos haveriam de crer. Este Senhor de toda a humanidade estava ali, no ventre de Maria.
Oração
Pai, a exemplo de Isabel, anseio conhecer a verdadeira identidade de Maria que, na sua humildade, tornou-se o ser humano abençoado por excelência.

Evangelho do dia

Ano C - Dia: 21/12/2012



Encontro dos dois Meninos por nascer
Leitura Orante

Lc 1,39-45

Alguns dias depois, Maria se aprontou e foi depressa para uma cidade que ficava na região montanhosa da Judéia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança se mexeu na barriga dela. Então, cheia do poder do Espírito Santo, Isabel disse bem alto:
- Você é a mais abençoada de todas as mulheres, e a criança que você vai ter é abençoada também! Quem sou eu para que a mãe do meu Senhor venha me visitar?! Quando ouvi você me cumprimentar, a criança ficou alegre e se mexeu dentro da minha barriga. Você é abençoada, pois acredita que vai acontecer o que o Senhor lhe disse. 


LEITURA ORANTE
Preparo-me para a Leitura Orante, rezando:
Agradeço-te, meu Deus,
porque me chamaste,
tirando-me das minhas ocupações do dia-a-dia,
muitas vezes difíceis e pesadas,
para aqui me encontrar contigo.
Dispõe o meu coração na paz e na humildade
para poder ser por ti encontrado/a e ouvir a tua Palavra.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Lc 1,39-45.
Lucas narra o encontro dos dois filhos por nascer: João e Jesus. É o encontro destas duas mães. Maria, mãe do Filho de Deus e Isabel, mãe do precursor, João Batista. Uma jovenzinha, Maria. E outra, de idade avançada, Isabel. Maria era virgem. Isabel, de idade avançada. Feita a saudação de Maria, Isabel responde profetizando: "Você é a mais abençoada de todas as mulheres. A criança que você vai ter é abençoada também. Quem sou eu para que a mãe do meu Senhor venha me visitar?" Nestas palavras, Isabel manifesta fé, reconhece a maternidade e o Messias, quando diz "meu Senhor". Ao dizer "você é a mais abençoada", esta bênção traz alegria para Isabel e a seu filho: "a criança ficou alegre e se mexeu dentro da minha barriga". Esta bênção, fruto da fé, gera uma série imensa de louvores a Deus que Maria expressa no seu cântico. A visita de Maria a Isabel tornou-se a "visita de Deus ao seu povo", diz o Catecismo da Igreja Católica (717)

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Recordamos as palavras dos bispos na Conferência de Aparecida: "Nossos povos encontram a ternura e o amor de Deus no rosto de Maria. Nela vem refletida a mensagem essencial do Evangelho. (...)Ela, reunindo os filhos, integra nossos povos ao redor de Jesus Cristo." (DA 265).

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, com um grande sacerdote, o bem-aventurado Tiago Alberione:
Jesus, Mestre,
que eu pense com a tua inteligência, com a tua sabedoria.
Que eu ame com o teu coração.
Que eu veja com os teus olhos.
Que eu fale com a tua língua.
Que eu ouça com os teus ouvidos.
Que as minhas mãos sejam as tuas.
Que os meus pés estejam sobre as tuas pegadas.
Que eu reze com as tuas orações.
Que eu celebre como tu te imolaste.
Que eu esteja em ti e tu em mim. Amém.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é de reconhecimento das maravilhas que Deus faz em cada pessoa que encontrar hoje.

Santo do dia


São Pedro Canísio
1521-1597


21 de dezembro

São Pedro Canísio

A catequese sempre exerceu um fascínio tão grande sobre Pedro Canísio que, quando tinha menos de treze anos, ele já reunia meninos e meninas à sua volta para ensinar passagens da Bíblia, orações e detalhes da doutrina da Igreja. Mais tarde, seria autor de um catecismo que, publicado pela primeira vez em 1554, teve mais de duzentas edições e foi traduzido em quinze línguas. Mas teve também grande atuação no campo teológico, combatendo os protestantes.

Peter Kanijs para os latinos, Pedro Canísio nasceu em 8 de maio 1521, no ducado de Geldern, atual Holanda. Ao contrário dos demais garotos, preferia os livros de oração às brincadeiras. Muito estudioso, com quinze anos seu pai o mandou estudar em Colônia e, com dezenove, recebeu o título de doutor em filosofia. Mas não aprendeu somente as ciências terrenas. Com um mestre profundamente católico, Pedro também mergulhou, prazerosamente, nos estudos da doutrina de Cristo, fazendo despertar a vocação que se adivinhava desde a infância.

No ano seguinte ao da sua formatura, os pais, que planejaram um belo futuro financeiro para a família, lhe arranjaram um bom casamento. Mas Pedro Canísio recusou. Não só recusou como aproveitou e fez voto eterno de castidade. Foi para Mainz, dedicar-se apenas ao estudo da religião. Orientado pelo padre Faber, célebre discípulo do futuro santo Inácio de Loyola, em 1543 ingressou na recém-fundada Companhia de Jesus. Três anos depois, ordenado padre jesuíta, recebeu a incumbência de voltar para Colônia e fundar uma nova Casa para a Ordem. Assim começou sua luta contra um cisma que abalou e dividiu a Igreja: o protestantismo.

Quando era professor de teologia em Colônia, sendo respeitado até pelo imperador, Pedro Canísio conseguiu a deposição do arcebispo local, que era abertamente favorável aos protestantes. Depois, participou do Concílio de Trento, representando o cardeal Oto de Augsburg. Pregou e combateu o cisma, ainda, em Roma e Messina, onde lecionou teologia. Mas teve de voltar à Alemanha, pois sua presença se fazia necessária em Viena, onde o protestantismo fazia enormes estragos.

Foi nesse período que sua luta incansável trouxe mais frutos e que também escreveu a maior parte de suas obras literárias. Fundou colégios católicos em Viena, Praga, Baviera, Colônia, Innsbruck e Dillingen. Foi nomeado pelo próprio fundador, Inácio de Loyola, provincial da Ordem para a Alemanha e a Áustria. Pregou em Strasburg, Friburg e até na Polônia, sempre denunciando os seguidores do sacerdote Lutero, pai do protestantismo.

Admirado pelos pontífices e governantes do seu tempo, respeitado como primeiro jesuíta de nacionalidade alemã, Pedro Canísio morreu em 21 de dezembro de 1597, em Friburg, atual Suíça, após cinqüenta e quatro anos de dedicação à Companhia de Jesus e à Igreja. Foi canonizado por Pio XI, em 1925, para ser festejado, no dia de sua morte, como são Pedro Canísio, doutor da Igreja, título que também recebeu nessa ocasião.

O Papa Roncalli e a Igreja vista de Taizé


Muitas vezes ouvi o Ir. Roger repetir estas palavras: "O fundador de Taizé é João XXIII". E, em certo sentido, é verdade. A análise é do Ir. Alois de Taizé, prior da Comunidade de Taizé, na França.

Aquilo que vivemos em Taizé hoje, como comunidade ecumênica, seria impensável sem a realidade do Concílio. Se, como jovem católico de 16 anos, eu pude ir a Taizé em 1970 e aprofundar a minha fé com cristãos de diversas confissões, é graças ao Concílio Vaticano II.
Muitas vezes ouvi o Ir. Roger repetir estas palavras: "O fundador de Taizé é João XXIII". E, em certo sentido, é verdade. Giuseppe Roncalli, o irmão mais novo do papa, também expressou esse pensamento um dia.
Passados alguns anos desde a morte de João XXIII, Giuseppe Roncalli foi a Taizé junto com seus familiares por duas vezes. Ele observou o conjunto da nossa vida e da nossa acolhida, e notou como os jovens era acolhidos simplesmente. E uma noite ele disse ao seu neto Fulgenzio, que o acompanhava: "O que quer que aconteça com Taizé, foi o meu irmão, o papa, que começou".
Para entender tal influência de João XXIII e do Vaticano II sobre Taizé, parece-me importante traçar a presença do Ir. Roger em Roma durante os quatro anos conciliares. A pedido do cardeal Gerlier, então arcebispo de Lyon, o Papa João XXIII recebeu o Ir. Roger e o Ir. Max logo alguns dias depois da sua eleição. Desde já, entre o papa e o prior de Taizé, criou-se um vínculo que quase poderíamos definir como de parentela, um laço de corações. O Ir. Roger voltaria todos os anos para encontrar o papa. O cardeal Marty, arcebispo de Paris, afirmou um dia: "Foi graças ao fato de João XXIII conhecer pessoalmente os irmãos de Taizé que ele teve a coragem de convidar observadores não católicos ao Concílio".
A partir do momento que que recebeu a carta de convite para ele e para o Ir. Max ao Concílio, o Ir. Roger ficou convencido de que não devia simplesmente participar da assembleia, mas também de que devia levar a Roma a vida de Taizé. Acima de tudo, ele desejava que Taizé garantisse ao Concílio uma presença de oração, particularmente de oração pela unidade dos cristãos.
Portanto, foi preciso encontrar uma casa na cidade, em que os diversos irmãos pudessem habitar, para rezar juntos como em Taizé, e acolher. Assim, foi alugado um apartamento de quatro quartos na Via del Plebiscito, em pleno centro de Roma, não muito longe do Vaticano.
A acolhida foi essencial nesse alojamento romano dos irmãos, especialmente por ocasião das refeições, ao meio-dia e à noite.
As memórias dessa acolhida podem ser encontradas em muitos diários do Concílio publicados nos últimos anos, dos cardeais Congar, De Lubac, do bispo brasileiro Hélder Câmara.
Por exemplo, depois de ter sido convidado pelos irmãos, o Pe. Congar escreveu: "Eles souberam recriar o seu próprio clima no apartamento em que vivem. Recebem muitos hóspede. Praticamente não há refeição à qual não sejam convidados às vezes cinco ou seis bispos. E assim, neste momento, tem-se um Concílio feito de conciliábulos e de amizades, o que contribui para criar o clima do Concílio propriamente dito".
Sempre, antes de se sentar à mesa, os hóspedes participavam da oração comum dos irmãos. Os pratos são frugais. Alguns bispos confidenciam entre si: "Antes de ir almoçar nos irmãos de Taizé, é melhor comer alguma coisa em casa...". No apartamento, muitas vezes há arroz, molho de tomate e um pouco de vinho, e sempre flores sobre a mesa.
Os hóspedes muitas vezes vinham de muito longe. O Ir. Roger quis aproveitar a oportunidade oferecida pela assembleia conciliar e dar preferência para quem vem de outros continentes, especialmente aos latino-americanos, com os quais se estreitariam amizades duradouras. Sucediam-se também observadores ortodoxos e protestantes, peritos, auditores e auditoras leigos, jornalistas... Ao redor da mesa, aprofundava-se a experiência única de todos os Padres conciliares na Basílica de São Pedro: uma experiência de comunhão eclesial e humana determinante.
O Ir. Roger escreveu aos irmãos de como as trocas nos ensinam a aceitar a diversidade, e debates levam a entender quem é distante, em termos de origem e de posição. E não poupa o esforço de tecer laços com as minorias opostas às orientações do Concílio. Ele escrevia aos irmãos: "Toda vez que alguém intervém para pedir uma maior atenção à Bíblia, a uma piedade da qual Cristo vivo seja o centro, a minha alma treme de alegria. [...] A atenção se torna mais intensa quando, sob as abóbadas de São Pedro, ouvimos um bispo afirmar o que corresponde às nossas aspirações essenciais: a presença do cristão no mundo contemporâneo, a comunicação do Evangelho, a busca da paz".
Pouco antes de sua morte, por ocasião da última audiência concedida ao Ir. Roger e a dois irmãos, João XXIII reiterou a sua visão do lugar de Taizé na Igreja. Com grandes gestos circulares das mãos, disse: "A Igreja Católica é constituída por círculos concêntricos cada vez maiores, cada vez maiores". Em qual círculo ele via a nossa comunidade, ele não especificou. Mas o Ir. Roger entendeu como, para o papa, estávamos dentro dos círculos, e como o essencial já havia sido feito.
Falava-se à época da "Igreja dos pobres": o Ir. Roger não gostava muito dessa expressão. Para ele, a Igreja era de todos. O título de uma pequena obra do Pe. Congar, ao contrário, lhe agradava mais: "Por uma Igreja serva e pobre".
Durante o Concílio, o Ir. Roger se ligou profundamente a inúmeros bispos latino-americanos. Foi também graças a esses contatos que foi possível lançar as bases das nossas pequenas fraternidades que vivem entre os mais pobres dos continentes do Sul.
Ir. Alois de Taizé, prior da Comunidade de Taizé, na França. O artigo foi publicado no jornal dos bispos italianos, Avvenire, 19-12-2012.