domingo, 12 de maio de 2013

Pentecostes 2013


Paróquia de Santo Antônio, em Prazeres, tem novo administrador

       

Posse padre Gerson

Na noite da última quarta-feira (8), a Paróquia Santo Antônio, em Jaboatão dos Guararapes, ganhou um novo administrador. Padre Gerson Aparecido dos Santos, missionário redentorista, tomou posse, na igreja matriz, durante a Celebração Eucarística, presidida pelo vigário episcopal, padre Paulo Sérgio, e com a participação de fieis da própria comunidade e de outras visitantes.
Na missa, foram realizados os ritos próprios de posse previstos no Direito Canônico, iniciando com a leitura da provisão canônica, e em seguida, a renovação das promessas sacerdotais, a profissão de fé, a apresentação dos objetos e lugares que ajudarão o novo administrador no seu ministério pastoral, e, por último, a entrega simbólica das chaves da igreja.
Ao proferir a homília, padre Paulo Sérgio salientou o significado desse momento para a vida da Igreja local que, dentro desse tempo litúrgico, quando há as expectativas da Ascenção do Senhor e da vinda do Espírito Santo, acolhe o administrador paroquial. “O padre Gerson deve ser visto como um irmão. Mas, ele tem uma tríplice missão: ensinar, santificar e governar. E, para que isso se dê de forma plena, ele precisará do povo. Os fieis leigos que são convidados a cooperar, vivendo na mesma comunhão”, destacou.
O novo administrador, por sua vez, antes da conclusão e da assinatura do termo de posse, saudou a comunidade e conclamou os fieis a se engajarem nas ações pastorais. “Seguindo a orientação de nossa arquidiocese, quero contar com o apoio de todos para que esta paróquia esteja sempre em estado de missão. Visitando, celebrando, marcando nossa presença nas comunidades, inclusive nas que não ainda não contam com templos”, disse.

Padre Gerson

Santas Missões
 
Padre Paulo, durante a celebração, convidou o padre Gerson para colaborar, como presidente da Comissão Pastoral do Vicariato para a Ação Missionária que já desenvolve formações para os leigos e mobilização para a evangelização do povo nos territórios das paróquias. E a resposta do padre Gerson ao convite foi positiva.
 
Perfil do administrador
 
No dia da posse, Padre Gerson, completou 49 anos de vida. Ele nasceu em 1964, na cidade de Fartura, no interior de São Paulo. Foi ordenado, presbítero, no dia 7 de dezembro de 1997. É formado pela Universidade de São Francisco, em Filosofia, em Teologia, pelo Instituto Teológico de São Paulo e está concluindo o curso de Ciências Contábeis, na Universidade Católica de Pernambuco. Na Arquidiocese de Olinda e Recife, ele já atuou como administrador na paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro da Madalena, e vigário na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no Ibura.
Fonte: Pascom Vicariato Recife Sul 2

Evangelho do dia

Ano C - 12 de maio de 2013

Lucas 24,46-53

Aleluia, aleluia, aleluia.
Ide ao mundo, ensinai aos povos todos; convosco estarei, todos os dias, até o fim dos tempos, diz Jesus (Mt 28,19s).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
24 46 Disse Jesus: "Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia.
47 E que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.
48 Vós sois as testemunhas de tudo isso.
49 Eu vos mandarei o Prometido de meu Pai; entretanto, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto.
50 Depois os levou para Betânia e, levantando as mãos, os abençoou.
51 Enquanto os abençoava, separou-se deles e foi arrebatado ao céu.
52 Depois de o terem adorado, voltaram para Jerusalém com grande júbilo.
53 E permaneciam no templo, louvando e bendizendo a Deus".
Palavra da Salvação.
 
Leitura
Atos 1,1-11
Leitura dos Atos dos Apóstolos.
1 1 Em minha primeira narração, ó Teófilo, contei toda a seqüência das ações e dos ensinamentos de Jesus,
2 desde o princípio até o dia em que, depois de ter dado pelo Espírito Santo suas instruções aos apóstolos que escolhera, foi arrebatado (ao céu).
3 E a eles se manifestou vivo depois de sua Paixão, com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas do Reino de Deus.
4 E comendo com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem o cumprimento da promessa de seu Pai, "que ouvistes", disse ele, "da minha boca;
5 porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias".
6 Assim reunidos, eles o interrogavam: "Senhor, é porventura agora que ides instaurar o reino de Israel?"
7 Respondeu-lhes ele: "Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder,
8 mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo".
9 Dizendo isso elevou-se da (terra) à vista deles e uma nuvem o ocultou aos seus olhos.
10 Enquanto o acompanhavam com seus olhares, vendo-o afastar-se para o céu, eis que lhes apareceram dois homens vestidos de branco, que lhes disseram:
11 "Homens da Galiléia, por que ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu".
Palavra do Senhor.
 
Salmo 46/47
Por entre aclamações, Deus se elevou,
o Senhor subiu ao toque da trombeta!


Povos todos do universo, batei palmas,
gritai a Deus aclamações de alegria!
Porque sublime é o Senhor, o Deus altíssimo,
o soberano que domina toda a terra.

Por entre aclamações, Deus se elevou,
o Senhor subiu ao toque da trombeta.
Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa,
salmodiai, ao som da harpa, ao nosso rei!

Porque Deus é o grande rei de toda a terra,
ao som da harpa acompanhai os seus louvores!
Deus reina sobre todas as nações,
está sentado no seu trono glorioso.
 
Comentário do Evangelho
EIS  QUE A BOA NOVA SE COMPLETAJesus recorda aos seus discípulos a trajetória redendora de sua vida como cumprimento das Escrituras: era necessário que padecesse. O caminho incluiu sofrimento que, na dimensão bíblico-teológica, resultou na ressurreição.
Eis que, agora, os discípulos estão legitimados para a missão: pregar a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações.
A missão visa a conversão e o perdão dos pecados. Dádiva, Graça da vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.
Sob a força do Prometido de seu Pai, os discípulos, entendem a missão, adoram o seu Mestre e Redentor e dirigem-se à Jerusalém, cheios de júbilo.

Oração
Senhor, ajuda-me a crer na Graça do perdão dos pecados e na força do Espírito Santo, a fim de que, renascido pelo batismo desse Espírito Prometido do Pai, eu possa anunciar a boa-nova a todos.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
 
Oração
Ó Deus todo-poderoso, a ascensão do vosso filho, já é nossa vitória. Fazei-nos exultar de alegria e fervorosa ação de graças, pois, membros de seu corpo, somos chamados na esperança a participar da sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Via-Sacra abordará questões atuais da juventude

 

(SIR) - A Via-Sacra da Jornada Mundial da Juventude Rio2013, em Copacabana, que acontecerá no dia 26 de julho, promete ser um momento de fé, amor e compaixão pelos jovens, com uma linguagem contemporânea que dialoga com questões do mundo atual da juventude. Com 14 estações que mostrarão o sofrimento de Jesus e “as dores” presentes na sociedade de hoje, a representação do percurso feito por Cristo antes de ser crucificado terá a presença do Papa Francisco.

Passado e presente do cristianismo vão se misturar na Avenida Atlântica. Ocupando aproximadamente 800 metros do canteiro central da Avenida, as estações da Via-Sacra de Jerusalém, também conhecida como Via Dolorosa ou Via Crucis, vão ter referência a 14 temas diferentes: “jovem missionário”, “jovem convertido”, “jovem de comunidade de recuperação”, “jovem falando em nome das mães”, “seminarista”, “religiosa que luta pela vida (contra o aborto)”, “casal de namorados”, “jovem falando pelas mulheres que sofrem”, “estudante cadeirante”, “jovem das redes sociais”, “presidiário ou jovem da pastoral penal”, “jovem com doença terminal”, “jovem deficiente auditivo” e “jovens da África, América do Norte, da América Latina e do Caribe, da Europa, da Ásia e da Oceania”.

Todos esses temas serão representados em um cenário que vai remontar a cidade antiga de Jerusalém, com um percurso usado nas procissões do século 16. Segundo o Diretor Artístico da JMJ, Ulysses Cruz, este foi o cenário escolhido porque possui marcos históricos que fazem parte da tradição católica.

“A Via-Sacra data dessa época. Durante os séculos, ela foi sofrendo modificações, mas sua essência é a que conhecemos hoje. As infinitas variações são interpretações artísticas criadas pelo mundo, mas o que existe de mais próximo da verdade é essa”, afirmou. O diretor artístico também contou que o Papa Francisco presidirá a Via-Sacra do palco principal.

Além da encenação dos momentos do sofrimento de Jesus nas 13 estações (a 14ª estação será no palco principal), também haverá uma representação de tudo o que está acontecendo no palco principal, perto do Papa Francisco. “Ela será criada para que o Santo Padre participe de modo real de tudo o que está acontecendo em cada uma das estações”, destacou Ulysses, que também disse que haverá um telão no palco principal. O palco, que terá capacidade para 1.500 convidados sentados, estará localizado na altura da Praça do Lido.

 Cerca de 20 cadeirantes estarão no palco representando os portadores de deficiência. Com um diálogo com a linguagem das artes de várias épocas, principalmente a arte contemporânea, a Via-Sacra da JMJ Rio2013 pretende ser a “Via-Sacra do Jovem Solidário”. “Será completamente diferente da Via-Sacra da JMJ de Madri. Em cada estação haverá uma surpresa para que tudo fique ainda mais emocionante e faça o público refletir sobre o seu significado. Desde seu conceito - refletir sobre o sofrimento de Jesus na Cruz e o sofrimento do jovem hoje - até os recursos cênicos evocados, passando pela sua trilha sonora - orquestra sinfônica, DJ e guitarras elétricas - tudo é novo nessa Via Sacra”, destacou. Um ponto a ser destacado é que haverá transmissão ao vivo pela televisão e pelos telões espalhados pela cidade, que vão retransmitir as imagens da TV.

Os organizadores ressaltam que a presença no evento é “forte e emocionante” porque é ao vivo, mas pela televisão haverá uma “visão ampla e comentada”. Jovens que vão fazer a encenação já estão sendo escolhidos. As cenas da Via-Crucis serão representadas por atores voluntários e personalidades católicas. As audições para a escolha dos voluntários já estão em fase final de seleção. Serão selecionados cerca de 500 voluntários. O local previsto para os ensaios será o Colégio Santo Inácio. Segundo Ulysses, os nomes das personalidades ainda não foram divulgados porque não houve o convite da organização. Os palcos da Via-Sacra serão construídos em formato de grandes escadarias e as encenações acontecerão nos degraus e nas plataformas deles. O ensaio geral deve acontecer na madrugada do dia 26 de julho na Avenida Atlântica, já com o cenário pronto.
SIR

Espanha: Bispo, Nossa Senhora é a flor mais bela do mês de maio

 

Em meio das alegrias do mês de maio, Maria é a flor mais bela deste mês, e queremos oferecer à ela as melhores flores de nosso jardim", afirmou o Bispo de Córdoba, Dom Demetrio Fernández, ao ressaltar a alegria que a primavera trás à diocese. O prelado ressaltou que "em Córdoba é especialmente belo viver o mês de maio: luz de primavera, brisa que não sufoca, flores em abundância, cruzes de maio. E neste contexto, a Páscoa do Senhor.

Cristo venceu a morte, e nos faz partícipes de sua vitória". Dom Demétrio Fernández recordou a tradicional festa das cruzes que é celebrada todos os anos em Córdoba. "As cruzes de maio são a exuberância da Cruz do Senhor, que floresceu com a primavera. Na cruz está Jesus que ama e se entrega, está seu sangue que se derrama. Da Cruz brotam as flores, porque Cristo saldou nossas dívidas, nos abriu as portas do céu, nos fez irmãos uns dos outros. O sinal do cristão é a Santa Cruz. A cruz de maio é a Cruz florida e bela."

"A festa das cruzes de maio é um canto à vida, cheio de esperança. Na Cruz de Cristo alcançamos misericórdia, e por isso fazemos festa. A vida é gozosa, porque não somos seres para a morte, mas para viver eternamente. Os pátios de Córdoba nos recordam de tudo isto e muito mais", concluiu.
SIR

Duas saídas para o cristão

 

 

Missa celebrada na manhã de sábado 11 de Maio, na capela da Domus Sanctae Marthae (Foto: Reprodução)
As chagas de Jesus ainda estão presentes na terra. Para as reconhecer é necessário sair de nós mesmos e ir ao encontro dos irmãos necessitados, doentes, pobres e explorados. Foi o «êxodo» que o Papa Francisco indicou aos cristãos na homilia da missa celebrada na manhã desse sábado ( 11), na capela da Domus Sanctae Marthae.

Trata-se – explicou o Pontífice – de «sair de nós mesmos» que se torna possível através da oração «ao Pai em nome de Jesus». A oração que «nos entedia», ao contrário, «está sempre dentro de nós mesmos, como um pensamento que vai e vem. Mas a oração verdadeira é sair de nós mesmos rumo ao Pai em nome de Jesus, é um êxodo de nós mesmos» que se realiza «com a intercessão precisamente de Jesus, que diante do Pai lhe faz ver as suas chagas».

Mas como se reconhecem estas chagas de Jesus? Como é possível ter confiança nestas chagas se não as conhecemos? E qual é a «escola onde se aprende a conhecer as chagas de Jesus, estas chagas sacerdotais, de intercessão?». A resposta do Papa foi explícita: «Se nós não conseguirmos concretizar esta saída de nós mesmos na direção daquelas chagas, nunca aprenderemos a liberdade que nos leva à outra saída de nós mesmos, rumo às chagas de Jesus».

Eis a imagem das duas «saídas de nós mesmos» indicadas pelo Santo Padre: a primeira «através das chagas de Jesus, a outra por intermédio das chagas dos irmãos e irmãs. É a estrada que Jesus quer na nossa oração». Palavras que encontram confirmação no Evangelho de João (16, 23-28) da liturgia do dia. Um trecho no qual Jesus é de uma clareza desarmante: «Em verdade, em verdade vos digo: aquilo que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo dará». Nestas palavras – frisou o Pontífice – há uma novidade na oração: «Em meu nome». Portanto, o Pai «dar-nos-á tudo, mas sempre em nome de Jesus».

O que significa pedir em nome de Jesus? É uma novidade que Jesus revela justamente «no momento em que deixa a terra e volta para o Pai». Na solenidade da Ascensão celebrada na quinta-feira passada – recordou o Papa – foi lido um trecho da Carta aos Hebreus, no qual se diz, entre outras coisas: «Porque temos a liberdade de ir para o Pai». Trata-se de «uma nova liberdade. As portas estão abertas: Jesus, tendo ido para o Pai, deixou a porta aberta». Não porque «se tenha esquecido de a fechar», mas porque «ele mesmo é a porta». Ele «é o nosso intercessor, e por isso diz: “em meu nome”». Na nossa oração, caracterizada pela «coragem que o próprio Jesus nos dá», peçamos então ao Pai em nome d´Ele: «Olha para o teu Filho e concede-me esta graça!».
L’Osservatore Romano/SIR

sexta-feira, 10 de maio de 2013

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA O 47º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS


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«Redes sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços de evangelização»
[12 de Maio de 2013]

Amados irmãos e irmãs,
Encontrando-se próximo o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2013, desejo oferecer-vos algumas reflexões sobre uma realidade cada vez mais importante que diz respeito à maneira como as pessoas comunicam actualmente entre si; concretamente quero deter-me a considerar o desenvolvimento das redes sociais digitais que estão a contribuir para a aparição duma nova ágora, duma praça pública e aberta onde as pessoas partilham ideias, informações, opiniões e podem ainda ganhar vida novas relações e formas de comunidade.

Estes espaços, quando bem e equilibradamente valorizados, contribuem para favorecer formas de diálogo e debate que, se realizadas com respeito e cuidado pela privacidade, com responsabilidade e empenho pela verdade, podem reforçar os laços de unidade entre as pessoas e promover eficazmente a harmonia da família humana. A troca de informações pode transformar-se numa verdadeira comunicação, os contactos podem amadurecer em amizade, as conexões podem facilitar a comunhão. Se as redes sociais são chamadas a concretizar este grande potencial, as pessoas que nelas participam devem esforçar-se por serem autênticas, porque nestes espaços não se partilham apenas ideias e informações, mas em última instância a pessoa comunica-se a si mesma.
O desenvolvimento das redes sociais requer dedicação: as pessoas envolvem-se nelas para construir relações e encontrar amizade, buscar respostas para as suas questões, divertir-se, mas também para ser estimuladas intelectualmente e partilhar competências e conhecimentos. Assim as redes sociais tornam-se cada vez mais parte do próprio tecido da sociedade enquanto unem as pessoas na base destas necessidades fundamentais. Por isso, as redes sociais são alimentadas por aspirações radicadas no coração do homem.
A cultura das redes sociais e as mudanças nas formas e estilos da comunicação colocam sérios desafios àqueles que querem falar de verdades e valores. Muitas vezes, como acontece também com outros meios de comunicação social, o significado e a eficácia das diferentes formas de expressão parecem determinados mais pela sua popularidade do que pela sua importância intrínseca e validade. E frequentemente a popularidade está mais ligada com a celebridade ou com estratégias de persuasão do que com a lógica da argumentação. Às vezes, a voz discreta da razão pode ser abafada pelo rumor de excessivas informações, e não consegue atrair a atenção que, ao contrário, é dada a quantos se expressam de forma mais persuasiva. Por conseguinte os meios de comunicação social precisam do compromisso de todos aqueles que estão cientes do valor do diálogo, do debate fundamentado, da argumentação lógica; precisam de pessoas que procurem cultivar formas de discurso e expressão que façam apelo às aspirações mais nobres de quem está envolvido no processo de comunicação. Tal diálogo e debate podem florescer e crescer mesmo quando se conversa e toma a sério aqueles que têm ideias diferentes das nossas. «Constatada a diversidade cultural, é preciso fazer com que as pessoas não só aceitem a existência da cultura do outro, mas aspirem também a receber um enriquecimento da mesma e a dar-lhe aquilo que se possui de bem, de verdade e de beleza» (Discurso no Encontro com o mundo da cultura, Belém, Lisboa, 12 de Maio de 2010).
O desafio, que as redes sociais têm de enfrentar, é o de serem verdadeiramente abrangentes: então beneficiarão da plena participação dos fiéis que desejam partilhar a Mensagem de Jesus e os valores da dignidade humana que a sua doutrina promove. Na realidade, os fiéis dão-se conta cada vez mais de que, se a Boa Nova não for dada a conhecer também no ambiente digital, poderá ficar fora do alcance da experiência de muitos que consideram importante este espaço existencial. O ambiente digital não é um mundo paralelo ou puramente virtual, mas faz parte da realidade quotidiana de muitas pessoas, especialmente dos mais jovens. As redes sociais são o fruto da interacção humana, mas, por sua vez, dão formas novas às dinâmicas da comunicação que cria relações: por isso uma solícita compreensão por este ambiente é o pré-requisito para uma presença significativa dentro do mesmo.
A capacidade de utilizar as novas linguagens requer-se não tanto para estar em sintonia com os tempos, como sobretudo para permitir que a riqueza infinita do Evangelho encontre formas de expressão que sejam capazes de alcançar a mente e o coração de todos. No ambiente digital, a palavra escrita aparece muitas vezes acompanhada por imagens e sons. Uma comunicação eficaz, como as parábolas de Jesus, necessita do envolvimento da imaginação e da sensibilidade afectiva daqueles que queremos convidar para um encontro com o mistério do amor de Deus. Aliás sabemos que a tradição cristã sempre foi rica de sinais e símbolos: penso, por exemplo, na cruz, nos ícones, nas imagens da Virgem Maria, no presépio, nos vitrais e nos quadros das igrejas. Uma parte consistente do património artístico da humanidade foi realizado por artistas e músicos que procuraram exprimir as verdades da fé.
A autenticidade dos fiéis, nas redes sociais, é posta em evidência pela partilha da fonte profunda da sua esperança e da sua alegria: a fé em Deus, rico de misericórdia e amor, revelado em Jesus Cristo. Tal partilha consiste não apenas na expressão de fé explícita, mas também no testemunho, isto é, no modo como se comunicam «escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011). Um modo particularmente significativo de dar testemunho é a vontade de se doar a si mesmo aos outros através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência humana. A aparição nas redes sociais do diálogo acerca da fé e do acreditar confirma a importância e a relevância da religião no debate público e social.
Para aqueles que acolheram de coração aberto o dom da fé, a resposta mais radical às questões do homem sobre o amor, a verdade e o sentido da vida – questões estas que não estão de modo algum ausentes das redes sociais – encontra-se na pessoa de Jesus Cristo. É natural que a pessoa que possui a fé deseje, com respeito e tacto, partilhá-la com aqueles que encontra no ambiente digital. Entretanto, se a nossa partilha do Evangelho é capaz de dar bons frutos, fá-lo em última análise pela força que a própria Palavra de Deus tem de tocar os corações, e não tanto por qualquer esforço nosso. A confiança no poder da acção de Deus deve ser sempre superior a toda e qualquer segurança que possamos colocar na utilização dos recursos humanos. Mesmo no ambiente digital, onde é fácil que se ergam vozes de tons demasiado acesos e conflituosos e onde, por vezes, há o risco de que o sensacionalismo prevaleça, somos chamados a um cuidadoso discernimento. A propósito, recordemo-nos de que Elias reconheceu a voz de Deus não no vento impetuoso e forte, nem no tremor de terra ou no fogo, mas no «murmúrio de uma brisa suave» (1 Rs 19, 11-12). Devemos confiar no facto de que os anseios fundamentais que a pessoa humana tem de amar e ser amada, de encontrar um significado e verdade que o próprio Deus colocou no coração do ser humano, permanecem também nos homens e mulheres do nosso tempo abertos, sempre e em todo o caso, para aquilo que o Beato Cardeal Newman chamava a «luz gentil» da fé.
As redes sociais, para além de instrumento de evangelização, podem ser um factor de desenvolvimento humano. Por exemplo, em alguns contextos geográficos e culturais onde os cristãos se sentem isolados, as redes sociais podem reforçar o sentido da sua unidade efectiva com a comunidade universal dos fiéis. As redes facilitam a partilha dos recursos espirituais e litúrgicos, tornando as pessoas capazes de rezar com um revigorado sentido de proximidade àqueles que professam a sua fé. O envolvimento autêntico e interactivo com as questões e as dúvidas daqueles que estão longe da fé, deve-nos fazer sentir a necessidade de alimentar, através da oração e da reflexão, a nossa fé na presença de Deus e também a nossa caridade operante: «Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine» (1 Cor 13, 1).
No ambiente digital, existem redes sociais que oferecem ao homem actual oportunidades de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Mas estas redes podem também abrir as portas a outras dimensões da fé. Na realidade, muitas pessoas estão a descobrir – graças precisamente a um contacto inicial feito on line – a importância do encontro directo, de experiências de comunidade ou mesmo de peregrinação, que são elementos sempre importantes no caminho da fé. Procurando tornar o Evangelho presente no ambiente digital, podemos convidar as pessoas a viverem encontros de oração ou celebrações litúrgicas em lugares concretos como igrejas ou capelas. Não deveria haver falta de coerência ou unidade entre a expressão da nossa fé e o nosso testemunho do Evangelho na realidade onde somos chamados a viver, seja ela física ou digital. Sempre e de qualquer modo que nos encontremos com os outros, somos chamados a dar a conhecer o amor de Deus até aos confins da terra.
Enquanto de coração vos abençoo a todos, peço ao Espírito de Deus que sempre vos acompanhe e ilumine para poderdes ser verdadeiramente arautos e testemunhas do Evangelho. «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura» (Mc 16, 15).
Vaticano, 24 de Janeiro – Festa de São Francisco de Sales – do ano 2013.

BENEDICTUS PP. XVI