Este blog tem como objetivo divulgar as atividades da Paróquia Nossa Senhora das Candeias - Av. Ulisses Montarroyos, 6375 Candeias 54460-280 Jab. dos Guararapes – PE Tel./Fax.: 3478.0162 Ereção: 25.03.1984 e Instalação: 25.08.1984 Pároco: Pe. Paulo Sérgio Vieira Leite E-mail: pascom.candeias@gmail.com secretariaparoquialcandeias@gmail.com
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
O desafio da cruz e seu significado
A cruz exige despojamento do poder sem objetivos altruístas e a conquista do bem pelo caminho do bem.
Por Dom Paulo Mendes Peixoto*
A cruz, formada por uma haste vertical e outra horizontal, é o maior símbolo da vida cristã. No tempo do Império Romano era usada como lugar de execução de quem era condenado à morte. Ela aterrorizava as pessoas, porque o condenado ficava agonizando até morrer, e o cadáver ali apodrecia, sem direito de um sepultamento digno. Era humilhação, tortura e considerada uma maldição.
É difícil compreender o fato de um instrumento de tortura, como esse, tornar-se meio para o seguimento de Jesus Cristo. Um símbolo de maldição que se transforma em caminho de salvação. Isso revela a intensidade com que Deus amou o mundo, descendo no mais profundo da realidade humana. Com isto o sofrimento passa a ser expressão visível de amor até às últimas consequências.
Quem ama de verdade, como o fez Cristo, é capaz de superar situações extremas de sofrimento. Somos iguais nos prazeres e nos sofrimentos, na perfeição e nas imperfeiçoes, uns mais e outros menos. Tudo isso fazendo parte do mistério da vida humana, que deve ser encarado com discernimento, equilíbrio, coragem e vontade de vencer. O importante é não perder o rumo da história.
Duas coisas devem pesar na consciência de todos nós: uma é a prática do amor, da doação, da partilha e de atos com responsabilidade; outra, como ofensa ao Criador, é a prática do ódio, da vingança e do desrespeito. A via da cruz pode ser um grande caminho de libertação, porque supõe a interiorização do amor.
Não é fácil amar a quem nos ofende, como não deve ter sido fácil Cristo, na cruz, dizer aos carrascos: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34). Portanto, a cruz é um desafio, pois ela exige despojamento do poder sem objetivos altruístas e conquista do bem pelo caminho do bem.
Para muitos cidadãos honestos, uma simples eleição pode ser momento de cruz, principalmente por não conseguir visualizar um candidato que seja confiável. Seu voto pode ser causador de sofrimentos e de muitas cruzes durante mais quatro anos.
A cruz, formada por uma haste vertical e outra horizontal, é o maior símbolo da vida cristã. No tempo do Império Romano era usada como lugar de execução de quem era condenado à morte. Ela aterrorizava as pessoas, porque o condenado ficava agonizando até morrer, e o cadáver ali apodrecia, sem direito de um sepultamento digno. Era humilhação, tortura e considerada uma maldição.
É difícil compreender o fato de um instrumento de tortura, como esse, tornar-se meio para o seguimento de Jesus Cristo. Um símbolo de maldição que se transforma em caminho de salvação. Isso revela a intensidade com que Deus amou o mundo, descendo no mais profundo da realidade humana. Com isto o sofrimento passa a ser expressão visível de amor até às últimas consequências.
Quem ama de verdade, como o fez Cristo, é capaz de superar situações extremas de sofrimento. Somos iguais nos prazeres e nos sofrimentos, na perfeição e nas imperfeiçoes, uns mais e outros menos. Tudo isso fazendo parte do mistério da vida humana, que deve ser encarado com discernimento, equilíbrio, coragem e vontade de vencer. O importante é não perder o rumo da história.
Duas coisas devem pesar na consciência de todos nós: uma é a prática do amor, da doação, da partilha e de atos com responsabilidade; outra, como ofensa ao Criador, é a prática do ódio, da vingança e do desrespeito. A via da cruz pode ser um grande caminho de libertação, porque supõe a interiorização do amor.
Não é fácil amar a quem nos ofende, como não deve ter sido fácil Cristo, na cruz, dizer aos carrascos: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34). Portanto, a cruz é um desafio, pois ela exige despojamento do poder sem objetivos altruístas e conquista do bem pelo caminho do bem.
Para muitos cidadãos honestos, uma simples eleição pode ser momento de cruz, principalmente por não conseguir visualizar um candidato que seja confiável. Seu voto pode ser causador de sofrimentos e de muitas cruzes durante mais quatro anos.
CNBB, 09-09-2014.
*Dom Paulo Mendes Peixoto é arcebispo de Uberaba (MG).
Liturgia Diária
Dia 11 de Setembro - Quinta-feira
XXIII SEMANA DO TEMPO COMUM
(Verde – Ofício do Dia)
Antífona da entrada: Vós sois justo, Senhor, e justa é a vossa sentença; tratai o vosso servo segundo a vossa misericórdia (Sl 118,137.124).
Oração do dia
Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como
filhos e filhas, concedei aos que crêem em Cristo a verdadeira liberdade
e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na
unidade do Espírito Santo.
Leitura (1 Coríntios 8,1-7.11-13)
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.
8 1 Quanto às carnes oferecidas aos ídolos, somos esclarecidos, possuímos todos a ciência. Porém, a ciência incha, a caridade constrói.
2 Se alguém pensa que sabe alguma coisa, ainda não conhece nada como convém conhecer.
3 Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por ele.
4 Assim, pois, quanto ao comer das carnes imoladas aos ídolos, sabemos que não existem realmente ídolos no mundo e que não há outro Deus, senão um só.
5 Pretende-se, é verdade, que existam outros deuses, quer no céu quer na terra (e há um bom número desses deuses e senhores).
6 Mas, para nós, há um só Deus, o Pai, do qual procedem todas as coisas e para o qual existimos, e um só Senhor, Jesus Cristo, por quem todas as coisas existem e nós também.
7 Todavia, nem todos têm esse conhecimento. Alguns, habituados ao modo antigo de considerar o ídolo, comem a carne como sacrificada ao ídolo; e sua consciência, por ser débil, se mancha.
11 E assim por tua ciência vai se perder quem é fraco, um irmão, pelo qual Cristo morreu!
12 Assim, pecando vós contra os irmãos e ferindo sua débil consciência, pecais contra Cristo.
13 Pelo que, se a comida serve de ocasião de queda a meu irmão, jamais comerei carne, a fim de que eu não me torne ocasião de queda para o meu irmão.
Palavra do Senhor.
8 1 Quanto às carnes oferecidas aos ídolos, somos esclarecidos, possuímos todos a ciência. Porém, a ciência incha, a caridade constrói.
2 Se alguém pensa que sabe alguma coisa, ainda não conhece nada como convém conhecer.
3 Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por ele.
4 Assim, pois, quanto ao comer das carnes imoladas aos ídolos, sabemos que não existem realmente ídolos no mundo e que não há outro Deus, senão um só.
5 Pretende-se, é verdade, que existam outros deuses, quer no céu quer na terra (e há um bom número desses deuses e senhores).
6 Mas, para nós, há um só Deus, o Pai, do qual procedem todas as coisas e para o qual existimos, e um só Senhor, Jesus Cristo, por quem todas as coisas existem e nós também.
7 Todavia, nem todos têm esse conhecimento. Alguns, habituados ao modo antigo de considerar o ídolo, comem a carne como sacrificada ao ídolo; e sua consciência, por ser débil, se mancha.
11 E assim por tua ciência vai se perder quem é fraco, um irmão, pelo qual Cristo morreu!
12 Assim, pecando vós contra os irmãos e ferindo sua débil consciência, pecais contra Cristo.
13 Pelo que, se a comida serve de ocasião de queda a meu irmão, jamais comerei carne, a fim de que eu não me torne ocasião de queda para o meu irmão.
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 138/139
Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!
Senhor, vós me sondais e conheceis,
sabeis quando me sento ou me levanto;
de longe penetrais meus pensamentos,
percebeis quando me deito e quando eu ando,
os meus caminhos são todos conhecidos.
Fostes vós que me formastes as entranhas
e, no seio de minha mãe, vós me tecestes.
Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor,
porque de modo admirável me formastes!
Que prodígio e maravilha as vossas obras!
Senhor, sondai-me, conhecei meu coração,
examinai-me e provai meus pensamentos!
Vede bem se não estou no mau caminho
e conduzi-me no caminho para a vida!
Senhor, vós me sondais e conheceis,
sabeis quando me sento ou me levanto;
de longe penetrais meus pensamentos,
percebeis quando me deito e quando eu ando,
os meus caminhos são todos conhecidos.
Fostes vós que me formastes as entranhas
e, no seio de minha mãe, vós me tecestes.
Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor,
porque de modo admirável me formastes!
Que prodígio e maravilha as vossas obras!
Senhor, sondai-me, conhecei meu coração,
examinai-me e provai meus pensamentos!
Vede bem se não estou no mau caminho
e conduzi-me no caminho para a vida!
Evangelho (Lucas 6,27-38)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Se nós nos amamos, irmãos, Deus vive unido conosco e, em nós, seu amor fica pleno! (1Jo 4,12).
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 6 27 falou Jesus aos seus discípulos: “Digo-vos a vós que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam,
28 abençoai os que vos maldizem e orai pelos que vos injuriam.
29 Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra. E ao que te tirar a capa, não impeças de levar também a túnica.
30 Dá a todo o que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho reclames.
31 O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles.
32 Se amais os que vos amam, que recompensa mereceis? Também os pecadores amam aqueles que os amam.
33 E se fazeis bem aos que vos fazem bem, que recompensa mereceis? Pois o mesmo fazem também os pecadores.
34 Se emprestais àqueles de quem esperais receber, que recompensa mereceis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto.
35 Pelo contrário, amai os vossos inimigos, fazei bem e emprestai, sem daí esperar nada. E grande será a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, porque ele é bom para com os ingratos e maus.
36 Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
37 Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados;
38 dai, e dar-se-vos-á. Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia, recalcada e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também”.
Palavra da Salvação.
Se nós nos amamos, irmãos, Deus vive unido conosco e, em nós, seu amor fica pleno! (1Jo 4,12).
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 6 27 falou Jesus aos seus discípulos: “Digo-vos a vós que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam,
28 abençoai os que vos maldizem e orai pelos que vos injuriam.
29 Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra. E ao que te tirar a capa, não impeças de levar também a túnica.
30 Dá a todo o que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho reclames.
31 O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles.
32 Se amais os que vos amam, que recompensa mereceis? Também os pecadores amam aqueles que os amam.
33 E se fazeis bem aos que vos fazem bem, que recompensa mereceis? Pois o mesmo fazem também os pecadores.
34 Se emprestais àqueles de quem esperais receber, que recompensa mereceis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto.
35 Pelo contrário, amai os vossos inimigos, fazei bem e emprestai, sem daí esperar nada. E grande será a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, porque ele é bom para com os ingratos e maus.
36 Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
37 Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados;
38 dai, e dar-se-vos-á. Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia, recalcada e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também”.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
O PAI, MODELO DE MISERICÓRDIA
O ensinamento de Jesus a respeito do amor aos inimigos é o maior desafio para quem aceita tornar-se seu discípulo. Este amor aos inimigos foi especificado de várias maneiras. Responder o ódio com a prática do bem, a maldição com a bênção e a calúnia com a oração são todas formas de amar os inimigos e, assim, quebrar a espiral da violência. Oferecer a outra face a que o esbofeteou e dar a túnica a quem lhe tirou o manto são também sinais deste amor. O discípulo, agindo assim, reverte uma maneira esteriotipada de reagir, pela qual as pessoas tendem a revidar o mal com o mal e a violência com violência. Só é capaz de agir assim quem tem o coração repleto da misericórdia do Pai. Caso contrário, não terá condições de realizar os gestos heróicos propostos por Jesus.
O modelo inspirador da ação cristã é a misericórdia do Pai. Ele é igualmente bondoso para bons e maus. Se ele respondesse às ofensas humanas, eliminando o pecador, boa parte da humanidade deveria desaparecer. O Pai tem paciência com os ingratos e malvados por nutrir a esperança de que se convertam para a misericórdia no trato mútuo.
O mesmo se dá com o discípulo. A capacidade de fazer frente à violência, com o amor, justifica-se pela esperança de conquistar o malvado para o Reino. A atitude cristã pode fazer o perverso abandonar seu caminho de violência e levá-lo a optar pelo caminho indicado por Jesus.
Oração
Senhor Jesus, dá-me força e coragem para retribuir o ódio com o amor e, assim, poder conquistar meus inimigos para o Reino.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
O ensinamento de Jesus a respeito do amor aos inimigos é o maior desafio para quem aceita tornar-se seu discípulo. Este amor aos inimigos foi especificado de várias maneiras. Responder o ódio com a prática do bem, a maldição com a bênção e a calúnia com a oração são todas formas de amar os inimigos e, assim, quebrar a espiral da violência. Oferecer a outra face a que o esbofeteou e dar a túnica a quem lhe tirou o manto são também sinais deste amor. O discípulo, agindo assim, reverte uma maneira esteriotipada de reagir, pela qual as pessoas tendem a revidar o mal com o mal e a violência com violência. Só é capaz de agir assim quem tem o coração repleto da misericórdia do Pai. Caso contrário, não terá condições de realizar os gestos heróicos propostos por Jesus.
O modelo inspirador da ação cristã é a misericórdia do Pai. Ele é igualmente bondoso para bons e maus. Se ele respondesse às ofensas humanas, eliminando o pecador, boa parte da humanidade deveria desaparecer. O Pai tem paciência com os ingratos e malvados por nutrir a esperança de que se convertam para a misericórdia no trato mútuo.
O mesmo se dá com o discípulo. A capacidade de fazer frente à violência, com o amor, justifica-se pela esperança de conquistar o malvado para o Reino. A atitude cristã pode fazer o perverso abandonar seu caminho de violência e levá-lo a optar pelo caminho indicado por Jesus.
Oração
Senhor Jesus, dá-me força e coragem para retribuir o ódio com o amor e, assim, poder conquistar meus inimigos para o Reino.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Sobre as oferendas
Ó Deus, fonte da paz e da verdadeira piedade, concedei-nos,
por esta oferenda, render-vos a devida homenagem e fazei que nossa
participação na eucaristia reforce entre nós os laços da amizade. Por
Cristo, nosso Senhor
Antífona da comunhão: Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor; aquele que me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8,12).
Depois da comunhão
Ó Deus, que nutris e fortificais vossos fiéis com o
alimento da vossa palavra e do vosso pão, concedei-nos, por estes dons
do vosso Filho, viver com ele para sempre. Por Cristo, nosso Senhor.
Evangelho do Dia
Ano A - 11 de setembro de 2014
Lucas 6,27-38
Aleluia, aleluia, aleluia.
Se nós nos amamos, irmãos, Deus vive unido conosco e, em nós, seu amor fica pleno! (1Jo 4,12).
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 6 27 falou Jesus aos seus discípulos: “Digo-vos a vós que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam,
28 abençoai os que vos maldizem e orai pelos que vos injuriam.
29 Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra. E ao que te tirar a capa, não impeças de levar também a túnica.
30 Dá a todo o que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho reclames.
31 O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles.
32 Se amais os que vos amam, que recompensa mereceis? Também os pecadores amam aqueles que os amam.
33 E se fazeis bem aos que vos fazem bem, que recompensa mereceis? Pois o mesmo fazem também os pecadores.
34 Se emprestais àqueles de quem esperais receber, que recompensa mereceis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto.
35 Pelo contrário, amai os vossos inimigos, fazei bem e emprestai, sem daí esperar nada. E grande será a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, porque ele é bom para com os ingratos e maus.
36 Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
37 Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados;
38 dai, e dar-se-vos-á. Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia, recalcada e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também”.
Palavra da Salvação.
Se nós nos amamos, irmãos, Deus vive unido conosco e, em nós, seu amor fica pleno! (1Jo 4,12).
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 6 27 falou Jesus aos seus discípulos: “Digo-vos a vós que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam,
28 abençoai os que vos maldizem e orai pelos que vos injuriam.
29 Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra. E ao que te tirar a capa, não impeças de levar também a túnica.
30 Dá a todo o que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho reclames.
31 O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles.
32 Se amais os que vos amam, que recompensa mereceis? Também os pecadores amam aqueles que os amam.
33 E se fazeis bem aos que vos fazem bem, que recompensa mereceis? Pois o mesmo fazem também os pecadores.
34 Se emprestais àqueles de quem esperais receber, que recompensa mereceis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto.
35 Pelo contrário, amai os vossos inimigos, fazei bem e emprestai, sem daí esperar nada. E grande será a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, porque ele é bom para com os ingratos e maus.
36 Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
37 Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados;
38 dai, e dar-se-vos-á. Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia, recalcada e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também”.
Palavra da Salvação.
Comentário do Evangelho
O PAI, MODELO DE MISERICÓRDIA
O ensinamento de Jesus a respeito do amor aos inimigos é o maior desafio para quem aceita tornar-se seu discípulo. Este amor aos inimigos foi especificado de várias maneiras. Responder o ódio com a prática do bem, a maldição com a bênção e a calúnia com a oração são todas formas de amar os inimigos e, assim, quebrar a espiral da violência. Oferecer a outra face a que o esbofeteou e dar a túnica a quem lhe tirou o manto são também sinais deste amor. O discípulo, agindo assim, reverte uma maneira esteriotipada de reagir, pela qual as pessoas tendem a revidar o mal com o mal e a violência com violência. Só é capaz de agir assim quem tem o coração repleto da misericórdia do Pai. Caso contrário, não terá condições de realizar os gestos heróicos propostos por Jesus. O modelo inspirador da ação cristã é a misericórdia do Pai. Ele é igualmente bondoso para bons e maus. Se ele respondesse às ofensas humanas, eliminando o pecador, boa parte da humanidade deveria desaparecer. O Pai tem paciência com os ingratos e malvados por nutrir a esperança de que se convertam para a misericórdia no trato mútuo. O mesmo se dá com o discípulo. A capacidade de fazer frente à violência, com o amor, justifica-se pela esperança de conquistar o malvado para o Reino. A atitude cristã pode fazer o perverso abandonar seu caminho de violência e levá-lo a optar pelo caminho indicado por Jesus. Oração Senhor Jesus, dá-me força e coragem para retribuir o ódio com o amor e, assim, poder conquistar meus inimigos para o Reino. (O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês) |
Leitura
1 Coríntios 8,1-7.11-13
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.
8 1 Quanto às carnes oferecidas aos ídolos, somos esclarecidos, possuímos todos a ciência. Porém, a ciência incha, a caridade constrói. 2 Se alguém pensa que sabe alguma coisa, ainda não conhece nada como convém conhecer. 3 Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por ele. 4 Assim, pois, quanto ao comer das carnes imoladas aos ídolos, sabemos que não existem realmente ídolos no mundo e que não há outro Deus, senão um só. 5 Pretende-se, é verdade, que existam outros deuses, quer no céu quer na terra (e há um bom número desses deuses e senhores). 6 Mas, para nós, há um só Deus, o Pai, do qual procedem todas as coisas e para o qual existimos, e um só Senhor, Jesus Cristo, por quem todas as coisas existem e nós também. 7 Todavia, nem todos têm esse conhecimento. Alguns, habituados ao modo antigo de considerar o ídolo, comem a carne como sacrificada ao ídolo; e sua consciência, por ser débil, se mancha. 11 E assim por tua ciência vai se perder quem é fraco, um irmão, pelo qual Cristo morreu! 12 Assim, pecando vós contra os irmãos e ferindo sua débil consciência, pecais contra Cristo. 13 Pelo que, se a comida serve de ocasião de queda a meu irmão, jamais comerei carne, a fim de que eu não me torne ocasião de queda para o meu irmão. Palavra do Senhor. |
Salmo 138/139
Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!
Senhor, vós me sondais e conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos, percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos são todos conhecidos. Fostes vós que me formastes as entranhas e, no seio de minha mãe, vós me tecestes. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes! Que prodígio e maravilha as vossas obras! Senhor, sondai-me, conhecei meu coração, examinai-me e provai meus pensamentos! Vede bem se não estou no mau caminho e conduzi-me no caminho para a vida! |
Oração
Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como
filhos e filhas, concedei aos que crêem em Cristo a verdadeira liberdade
e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na
unidade do Espírito Santo.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Só com o Espírito Santo podemos falar de Deus
Sem a ação do Espírito Santo, a pregação corre o risco de ser vã, e o anúncio de Cristo pode ficar sem alma.
O último capítulo da Exortação Evangelii Gaudium apresenta a
indispensável ligação que existe entre a evangelização e a ação do
Espírito Santo. Pois é o Espírito Santo que impulsiona os
evangelizadores, os sustenta em sua missão, e os conduz ao encontro dos
destinatários do Evangelho.
Esta indispensável ação do Espírito se mostra historicamente, pela maneira como os doze apóstolos e o primeiro núcleo da Igreja, permaneceram reunidos no cenáculo, aguardando a “força do alto”, a chegada do Espírito, para só então, “saírem em missão”, pregando com coragem e anunciando a ressurreição de Cristo, manifestado como o “ungido e o enviado por Deus para salvar a humanidade.
Só com a força do Espírito de Deus podemos comunicar a graça que vem de Deus, e se destina a todos os povos. Sem a ação do Espírito Santo, a pregação corre o risco de ser vã, e o anúncio de Cristo pode ficar sem alma.
Hoje o mundo necessita de uma evangelização “mais ardorosa, alegre, generosa, ousada, cheia de amor até o fim”, mas isto só pode acontecer com o fogo do Espírito ardendo em nossos corações.
Esta constatação é muito importante. Pela ação do Espírito Santo, Deus continua realizando sua obra salvadora. Como evangelizadores, nós nos colocamos a serviço dos planos de Deus. Para isto, precisamos estar em sintonia com o amor que Deus tem pela humanidade, e que se manifesta pela ação do Espírito Santo.
O papa Francisco faz uma forte súplica ao Espírito Santo, para que “venha renovar, sacudir, impelir a Igreja, numa decidida saída de si mesma, a fim de evangelizar todos os povos.
Esta súplica universal nos inspira para que cada um de nós também invoque o Espírito, para que também se sinta impregnado da força do Espírito para fazer com amor as tarefas cotidianas da missão que cada um tem a cumprir. É com o Espírito que se evangeliza.
Esta indispensável ação do Espírito se mostra historicamente, pela maneira como os doze apóstolos e o primeiro núcleo da Igreja, permaneceram reunidos no cenáculo, aguardando a “força do alto”, a chegada do Espírito, para só então, “saírem em missão”, pregando com coragem e anunciando a ressurreição de Cristo, manifestado como o “ungido e o enviado por Deus para salvar a humanidade.
Só com a força do Espírito de Deus podemos comunicar a graça que vem de Deus, e se destina a todos os povos. Sem a ação do Espírito Santo, a pregação corre o risco de ser vã, e o anúncio de Cristo pode ficar sem alma.
Hoje o mundo necessita de uma evangelização “mais ardorosa, alegre, generosa, ousada, cheia de amor até o fim”, mas isto só pode acontecer com o fogo do Espírito ardendo em nossos corações.
Esta constatação é muito importante. Pela ação do Espírito Santo, Deus continua realizando sua obra salvadora. Como evangelizadores, nós nos colocamos a serviço dos planos de Deus. Para isto, precisamos estar em sintonia com o amor que Deus tem pela humanidade, e que se manifesta pela ação do Espírito Santo.
O papa Francisco faz uma forte súplica ao Espírito Santo, para que “venha renovar, sacudir, impelir a Igreja, numa decidida saída de si mesma, a fim de evangelizar todos os povos.
Esta súplica universal nos inspira para que cada um de nós também invoque o Espírito, para que também se sinta impregnado da força do Espírito para fazer com amor as tarefas cotidianas da missão que cada um tem a cumprir. É com o Espírito que se evangeliza.
A12, 09-09-2014.
*Dom Demétrio Valentini é bispo de Jales.
Liturgia Diária
Dia 10 de Setembro - Quarta-feira
XXIII SEMANA DO TEMPO COMUM
(Verde – Ofício do Dia)
Antífona da entrada: Vós sois justo, Senhor, e justa é a vossa sentença; tratai o vosso servo segundo a vossa misericórdia (Sl 118,137.124).
Oração do dia
Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como
filhos e filhas, concedei aos que crêem em Cristo a verdadeira liberdade
e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na
unidade do Espírito Santo.
Leitura (1 Coríntios 7,25-31)
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.
7 25 A respeito das pessoas virgens, não tenho mandamento do Senhor; porém, dou o meu conselho, como homem que recebeu da misericórdia do Senhor a graça de ser digno de confiança.
26 Julgo, pois, em razão das dificuldades presentes, ser conveniente ao homem ficar assim como é.
27 Estás casado? Não procures desligar-te. Não estás casado? Não procures mulher.
28 Mas, se queres casar-te, não pecas; assim como a jovem que se casa não peca. Todavia, padecerão a tribulação da carne; e eu quisera poupar-vos.
29 Mas eis o que vos digo, irmãos: o tempo é breve. O que importa é que os que têm mulher vivam como se a não tivessem;
30 os que choram, como se não chorassem; os que se alegram, como se não se alegrassem; os que compram, como se não possuíssem;
31 os que usam deste mundo, como se dele não usassem. Porque a figura deste mundo passa.
Palavra do Senhor.
7 25 A respeito das pessoas virgens, não tenho mandamento do Senhor; porém, dou o meu conselho, como homem que recebeu da misericórdia do Senhor a graça de ser digno de confiança.
26 Julgo, pois, em razão das dificuldades presentes, ser conveniente ao homem ficar assim como é.
27 Estás casado? Não procures desligar-te. Não estás casado? Não procures mulher.
28 Mas, se queres casar-te, não pecas; assim como a jovem que se casa não peca. Todavia, padecerão a tribulação da carne; e eu quisera poupar-vos.
29 Mas eis o que vos digo, irmãos: o tempo é breve. O que importa é que os que têm mulher vivam como se a não tivessem;
30 os que choram, como se não chorassem; os que se alegram, como se não se alegrassem; os que compram, como se não possuíssem;
31 os que usam deste mundo, como se dele não usassem. Porque a figura deste mundo passa.
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 44/45
Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto!
Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:
“Esquecei vosso povo e a casa paterna!
Que o rei se encante com vossa beleza!
Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!
Majestosa, a princesa real vem chegando,
Vestida de ricos brocados de ouro.
Em vestes vistosas ao rei se dirige,
E as virgens amigas lhe formam cortejo.
Entre cantos de festa e com grande alegria,
Ingressam, então, no palácio real”.
Deixareis vossos pais, mas tereis muitos filhos;
Fareis deles os reis soberanos da terra.
Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:
“Esquecei vosso povo e a casa paterna!
Que o rei se encante com vossa beleza!
Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!
Majestosa, a princesa real vem chegando,
Vestida de ricos brocados de ouro.
Em vestes vistosas ao rei se dirige,
E as virgens amigas lhe formam cortejo.
Entre cantos de festa e com grande alegria,
Ingressam, então, no palácio real”.
Deixareis vossos pais, mas tereis muitos filhos;
Fareis deles os reis soberanos da terra.
Evangelho (Lucas 6,20-26)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Meus discípulos, alegrai-vos, exultai de alegria, pois grande é a recompensa que nos céus tereis um dia! (Lc 6,23).
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 6 20 então Jesus ergueu os olhos para os seus discípulos e disse: "Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o Reino de Deus!
21 Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis fartos! Bem-aventurados vós que agora chorais, porque vos alegrareis!
22 Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos ultrajarem, e quando repelirem o vosso nome como infame por causa do Filho do Homem!
23 Alegrai-vos naquele dia e exultai, porque grande é o vosso galardão no céu. Era assim que os pais deles tratavam os profetas.
24 Mas ai de vós, ricos, porque tendes a vossa consolação!
25 Ai de vós, que estais fartos, porque vireis a ter fome! Ai de vós, que agora rides, porque gemereis e chorareis!
26 Ai de vós, quando vos louvarem os homens, porque assim faziam os pais deles aos falsos profetas!"
Palavra da Salvação.
Meus discípulos, alegrai-vos, exultai de alegria, pois grande é a recompensa que nos céus tereis um dia! (Lc 6,23).
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 6 20 então Jesus ergueu os olhos para os seus discípulos e disse: "Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o Reino de Deus!
21 Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis fartos! Bem-aventurados vós que agora chorais, porque vos alegrareis!
22 Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos ultrajarem, e quando repelirem o vosso nome como infame por causa do Filho do Homem!
23 Alegrai-vos naquele dia e exultai, porque grande é o vosso galardão no céu. Era assim que os pais deles tratavam os profetas.
24 Mas ai de vós, ricos, porque tendes a vossa consolação!
25 Ai de vós, que estais fartos, porque vireis a ter fome! Ai de vós, que agora rides, porque gemereis e chorareis!
26 Ai de vós, quando vos louvarem os homens, porque assim faziam os pais deles aos falsos profetas!"
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
BEM-AVENTURANÇAS E MALDIÇÕES
A postura diante de Deus e de seu Reino gerava um nítido contraste mesmo entre os discípulos de Jesus. De um lado, estavam os declarados bem-aventurados. Do outro, os que se tornaram objeto de maldição. Os primeiros eram os que viviam na pobreza, padeciam fome e choravam e eram odiados por causa de Jesus. Sua opção pelo Reino não lhes permitia pactuar com a maldade do mundo, nem os deixava cair na tentação de serem aliciados por suas falsas promessas de riqueza e bem-estar. Sua recompensa só podia vir do Pai. Assim, era possível rejubilar e saltar de alegria, mesmo padecendo privações.
No polo oposto, estavam os que não contavam efetivamente com Deus e julgavam poder construir sua salvação com as próprias mãos. Confiavam na riqueza e viviam na fartura. Sua vida era feita de alegrias efêmeras. Cuidavam de ser louvados e bem-vistos por todos. Este projeto de vida, a longo prazo, se mostraria inconsistente e seu resultado, desolador. A riqueza transformar-se-ia em privação, a fartura em fome, a alegria em luto e pranto, a fama em opróbrio. Trata-se, portanto, de um projeto de vida do qual o discípulo deve precaver-se.
Tanto as bem-aventuranças quanto as maldições referem-se aos discípulos de Jesus. Ou seja, o seguimento do Mestre nem sempre os levava a comungarem efetivamente com o projeto de Jesus. As palavras dele, pois, funcionavam como um forte alerta.
Oração
Senhor Jesus, faze-me sempre trilhar o caminho das bem-aventuranças, colocando toda minha vida e minha esperança nas mãos do Pai.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
A postura diante de Deus e de seu Reino gerava um nítido contraste mesmo entre os discípulos de Jesus. De um lado, estavam os declarados bem-aventurados. Do outro, os que se tornaram objeto de maldição. Os primeiros eram os que viviam na pobreza, padeciam fome e choravam e eram odiados por causa de Jesus. Sua opção pelo Reino não lhes permitia pactuar com a maldade do mundo, nem os deixava cair na tentação de serem aliciados por suas falsas promessas de riqueza e bem-estar. Sua recompensa só podia vir do Pai. Assim, era possível rejubilar e saltar de alegria, mesmo padecendo privações.
No polo oposto, estavam os que não contavam efetivamente com Deus e julgavam poder construir sua salvação com as próprias mãos. Confiavam na riqueza e viviam na fartura. Sua vida era feita de alegrias efêmeras. Cuidavam de ser louvados e bem-vistos por todos. Este projeto de vida, a longo prazo, se mostraria inconsistente e seu resultado, desolador. A riqueza transformar-se-ia em privação, a fartura em fome, a alegria em luto e pranto, a fama em opróbrio. Trata-se, portanto, de um projeto de vida do qual o discípulo deve precaver-se.
Tanto as bem-aventuranças quanto as maldições referem-se aos discípulos de Jesus. Ou seja, o seguimento do Mestre nem sempre os levava a comungarem efetivamente com o projeto de Jesus. As palavras dele, pois, funcionavam como um forte alerta.
Oração
Senhor Jesus, faze-me sempre trilhar o caminho das bem-aventuranças, colocando toda minha vida e minha esperança nas mãos do Pai.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Sobre as oferendas
Ó Deus, fonte da paz e da verdadeira piedade, concedei-nos,
por esta oferenda, render-vos a devida homenagem e fazei que nossa
participação na eucaristia reforce entre nós os laços da amizade. Por
Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor; aquele que me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8,12).
Depois da comunhão
Ó Deus, que nutris e fortificais vossos fiéis com o
alimento da vossa palavra e do vosso pão, concedei-nos, por estes dons
do vosso Filho, viver com ele para sempre. Por Cristo, nosso Senhor.
Evangelho do Dia
Ano A - 10 de setembro de 2014
Lucas 6,20-26
Aleluia, aleluia, aleluia.Meus discípulos, alegrai-vos, exultai de alegria, pois grande é a recompensa que nos céus tereis um dia! (Lc 6,23).
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 6 20 então Jesus ergueu os olhos para os seus discípulos e disse: "Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o Reino de Deus!
21 Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis fartos! Bem-aventurados vós que agora chorais, porque vos alegrareis!
22 Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos ultrajarem, e quando repelirem o vosso nome como infame por causa do Filho do Homem!
23 Alegrai-vos naquele dia e exultai, porque grande é o vosso galardão no céu. Era assim que os pais deles tratavam os profetas.
24 Mas ai de vós, ricos, porque tendes a vossa consolação!
25 Ai de vós, que estais fartos, porque vireis a ter fome! Ai de vós, que agora rides, porque gemereis e chorareis!
26 Ai de vós, quando vos louvarem os homens, porque assim faziam os pais deles aos falsos profetas!"
Palavra da Salvação.
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