quarta-feira, 25 de março de 2015

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2015

brasão do Papa Francisco
MENSAGEM
Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2015
Terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Boletim da Santa Sé

“Fortalecei os vossos corações” (Tg 5, 8)

Amados irmãos e irmãs,
Tempo de renovação para a Igreja, para as comunidades e para cada um dos fiéis, a Quaresma é sobretudo um «tempo favorável» de graça (cf. 2 Cor 6, 2). Deus nada nos pede, que antes não no-lo tenha dado: «Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro» (1 Jo 4, 19). Ele não nos olha com indiferença; pelo contrário, tem a peito cada um de nós, conhece-nos pelo nome, cuida de nós e vai à nossa procura, quando O deixamos. Interessa-Se por cada um de nós; o seu amor impede-Lhe de ficar indiferente perante aquilo que nos acontece. Coisa diversa se passa connosco! Quando estamos bem e comodamente instalados, esquecemo-nos certamente dos outros (isto, Deus Pai nunca o faz!), não nos interessam os seus problemas, nem as tribulações e injustiças que sofrem; e, assim, o nosso coração cai na indiferença: encontrando-me relativamente bem e confortável, esqueço-me dos que não estão bem! Hoje, esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença. Trata-se de um mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de enfrentar.
Quando o povo de Deus se converte ao seu amor, encontra resposta para as questões que a história continuamente nos coloca. E um dos desafios mais urgentes, sobre o qual me quero deter nesta Mensagem, é o da globalização da indiferença.
Dado que a indiferença para com o próximo e para com Deus é uma tentação real também para nós, cristãos, temos necessidade de ouvir, em cada Quaresma, o brado dos profetas que levantam a voz para nos despertar.
A Deus não Lhe é indiferente o mundo, mas ama-o até ao ponto de entregar o seu Filho pela salvação de todo o homem. Na encarnação, na vida terrena, na morte e ressurreição do Filho de Deus, abre-se definitivamente a porta entre Deus e o homem, entre o Céu e a terra. E a Igreja é como a mão que mantém aberta esta porta, por meio da proclamação da Palavra, da celebração dos Sacramentos, do testemunho da fé que se torna eficaz pelo amor (cf. Gl 5, 6). O mundo, porém, tende a fechar-se em si mesmo e a fechar a referida porta através da qual Deus entra no mundo e o mundo n’Ele. Sendo assim, a mão, que é a Igreja, não deve jamais surpreender-se, se se vir rejeitada, esmagada e ferida.
Por isso, o povo de Deus tem necessidade de renovação, para não cair na indiferença nem se fechar em si mesmo. Tendo em vista esta renovação, gostaria de vos propor três textos para a vossa meditação.
1. «Se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros» (1 Cor 12, 26): A Igreja.
Com o seu ensinamento e sobretudo com o seu testemunho, a Igreja oferece-nos o amor de Deus, que rompe esta reclusão mortal em nós mesmos que é a indiferença. Mas, só se pode testemunhar algo que antes experimentámos. O cristão é aquele que permite a Deus revesti-lo da sua bondade e misericórdia, revesti-lo de Cristo para se tornar, como Ele, servo de Deus e dos homens. Bem no-lo recorda a liturgia de Quinta-feira Santa com o rito do lava-pés. Pedro não queria que Jesus lhe lavasse os pés, mas depois compreendeu que Jesus não pretendia apenas exemplificar como devemos lavar os pés uns aos outros; este serviço, só o pode fazer quem, primeiro, se deixou lavar os pés por Cristo. Só essa pessoa «tem a haver com Ele» (cf. Jo 13, 8), podendo assim servir o homem.
A Quaresma é um tempo propício para nos deixarmos servir por Cristo e, deste modo, tornarmo-nos como Ele. Verifica-se isto quando ouvimos a Palavra de Deus e recebemos os sacramentos, nomeadamente a Eucaristia. Nesta, tornamo-nos naquilo que recebemos: o corpo de Cristo. Neste corpo, não encontra lugar a tal indiferença que, com tanta frequência, parece apoderar-se dos nossos corações; porque, quem é de Cristo, pertence a um único corpo e, n’Ele, um não olha com indiferença o outro. «Assim, se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros; se um membro é honrado, todos os membros participam da sua alegria» (1 Cor 12, 26).
A Igreja é communio sanctorum, não só porque, nela, tomam parte os Santos mas também porque é comunhão de coisas santas: o amor de Deus, que nos foi revelado em Cristo, e todos os seus dons; e, entre estes, há que incluir também a resposta de quantos se deixam alcançar por tal amor. Nesta comunhão dos Santos e nesta participação nas coisas santas, aquilo que cada um possui, não o reserva só para si, mas tudo é para todos. E, dado que estamos interligados em Deus, podemos fazer algo mesmo pelos que estão longe, por aqueles que não poderíamos jamais, com as nossas simples forças, alcançar: rezamos com eles e por eles a Deus, para que todos nos abramos à sua obra de salvação.
2. «Onde está o teu irmão?» (Gn 4, 9): As paróquias e as comunidades
Tudo o que se disse a propósito da Igreja universal é necessário agora traduzi-lo na vida das paróquias e comunidades. Nestas realidades eclesiais, consegue-se porventura experimentar que fazemos parte de um único corpo? Um corpo que, simultaneamente, recebe e partilha aquilo que Deus nos quer dar? Um corpo que conhece e cuida dos seus membros mais frágeis, pobres e pequeninos? Ou refugiamo-nos num amor universal pronto a comprometer-se lá longe no mundo, mas que esquece o Lázaro sentado à sua porta fechada (cf. Lc 16, 19-31)?
Para receber e fazer frutificar plenamente aquilo que Deus nos dá, deve-se ultrapassar as fronteiras da Igreja visível em duas direcções.
Em primeiro lugar, unindo-nos à Igreja do Céu na oração. Quando a Igreja terrena reza, instaura-se reciprocamente uma comunhão de serviços e bens que chega até à presença de Deus. Juntamente com os Santos, que encontraram a sua plenitude em Deus, fazemos parte daquela comunhão onde a indiferença é vencida pelo amor. A Igreja do Céu não é triunfante, porque deixou para trás as tribulações do mundo e usufrui sozinha do gozo eterno; antes pelo contrário, pois aos Santos é concedido já contemplar e rejubilar com o facto de terem vencido definitivamente a indiferença, a dureza de coração e o ódio, graças à morte e ressurreição de Jesus. E, enquanto esta vitória do amor não impregnar todo o mundo, os Santos caminham connosco, que ainda somos peregrinos. Convicta de que a alegria no Céu pela vitória do amor crucificado não é plena enquanto houver, na terra, um só homem que sofra e gema, escrevia Santa Teresa de Lisieux, doutora da Igreja: «Muito espero não ficar inactiva no Céu; o meu desejo é continuar a trabalhar pela Igreja e pelas almas» (Carta 254, de 14 de Julho de 1897).
Também nós participamos dos méritos e da alegria dos Santos e eles tomam parte na nossa luta e no nosso desejo de paz e reconciliação. Para nós, a sua alegria pela vitória de Cristo ressuscitado é origem de força para superar tantas formas de indiferença e dureza de coração.
Em segundo lugar, cada comunidade cristã é chamada a atravessar o limiar que a põe em relação com a sociedade circundante, com os pobres e com os incrédulos. A Igreja é, por sua natureza, missionária, não fechada em si mesma, mas enviada a todos os homens.
Esta missão é o paciente testemunho d’Aquele que quer conduzir ao Pai toda a realidade e todo o homem. A missão é aquilo que o amor não pode calar. A Igreja segue Jesus Cristo pela estrada que a conduz a cada homem, até aos confins da terra (cf. Act 1, 8). Assim podemos ver, no nosso próximo, o irmão e a irmã pelos quais Cristo morreu e ressuscitou. Tudo aquilo que recebemos, recebemo-lo também para eles. E, vice-versa, tudo o que estes irmãos possuem é um dom para a Igreja e para a humanidade inteira.
Amados irmãos e irmãs, como desejo que os lugares onde a Igreja se manifesta, particularmente as nossas paróquias e as nossas comunidades, se tornem ilhas de misericórdia no meio do mar da indiferença!
3. «Fortalecei os vossos corações» (Tg 5, 8): Cada um dos fiéis
Também como indivíduos temos a tentação da indiferença. Estamos saturados de notícias e imagens impressionantes que nos relatam o sofrimento humano, sentindo ao mesmo tempo toda a nossa incapacidade de intervir. Que fazer para não nos deixarmos absorver por esta espiral de terror e impotência?
Em primeiro lugar, podemos rezar na comunhão da Igreja terrena e celeste. Não subestimemos a força da oração de muitos! A iniciativa 24 horas para o Senhor, que espero se celebre em toda a Igreja – mesmo a nível diocesano – nos dias 13 e 14 de Março, pretende dar expressão a esta necessidade da oração.
Em segundo lugar, podemos levar ajuda, com gestos de caridade, tanto a quem vive próximo de nós como a quem está longe, graças aos inúmeros organismos caritativos da Igreja. A Quaresma é um tempo propício para mostrar este interesse pelo outro, através de um sinal – mesmo pequeno, mas concreto – da nossa participação na humanidade que temos em comum.
E, em terceiro lugar, o sofrimento do próximo constitui um apelo à conversão, porque a necessidade do irmão recorda-me a fragilidade da minha vida, a minha dependência de Deus e dos irmãos. Se humildemente pedirmos a graça de Deus e aceitarmos os limites das nossas possibilidades, então confiaremos nas possibilidades infinitas que tem de reserva o amor de Deus. E poderemos resistir à tentação diabólica que nos leva a crer que podemos salvar-nos e salvar o mundo sozinhos.
Para superar a indiferença e as nossas pretensões de omnipotência, gostaria de pedir a todos para viverem este tempo de Quaresma como um percurso de formação do coração, a que nos convidava Bento XVI (Carta enc. Deus caritas est, 31). Ter um coração misericordioso não significa ter um coração débil. Quem quer ser misericordioso precisa de um coração forte, firme, fechado ao tentador mas aberto a Deus; um coração que se deixe impregnar pelo Espírito e levar pelos caminhos do amor que conduzem aos irmãos e irmãs; no fundo, um coração pobre, isto é, que conhece as suas limitações e se gasta pelo outro.
Por isso, amados irmãos e irmãs, nesta Quaresma desejo rezar convosco a Cristo: «Fac cor nostrum secundum cor tuum – Fazei o nosso coração semelhante ao vosso» (Súplica das Ladainhas ao Sagrado Coração de Jesus). Teremos assim um coração forte e misericordioso, vigilante e generoso, que não se deixa fechar em si mesmo nem cai na vertigem da globalização da indiferença.
Com estes votos, asseguro a minha oração por cada crente e cada comunidade eclesial para que percorram, frutuosamente, o itinerário quaresmal, enquanto, por minha vez, vos peço que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!
Vaticano, Festa de São Francisco de Assis,
4 de Outubro de 2014.
FRANCISCUS PP.

Mensagem para a Quaresma de 2015



Brasão_Dom_Saburido
Mensagem do Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife
aos presbíteros e diáconos, religiosos e religiosas
e a todo o povo de Deus por ocasião da Quaresma de 2015 
“É agora o momento favorável. É agora o dia da salvação” (2Cor 6,2b).

Queridos irmãos e irmãs,
Com a imposição das cinzas, iniciamos um novo Ciclo Pascal, em nossa vida cristã, assim como na vida da Igreja. Com as celebrações da Quaresma, da Páscoa e de Pentecostes, retomamos o caminho pascal de Jesus e nos comprometemos em viver o Amor Maior de quem dá a vida pelo bem da humanidade. Fazemos isso, cada um/a de nós, mergulhando mais e mais na alegria de sermos Igreja que escuta a Palavra, reparte o Pão e vive a solidariedade. Nesse tempo oportuno para a conversão, somos chamados a rever nossa vida batismal, consequentemente, renovando nosso compromisso missionário de discípulos/as, sobretudo aqueles que espontaneamente decidiram dar um passo mais exigente, consagrando suas vidas por inteiro ao serviço do Reino. Que o exemplo de Jesus, ao se retirar quarenta dias no deserto, nos motive a sermos decididos e perseverantes diante do projeto do Pai para cada um/a de nós. A epístola aos Hebreus nos ensina: “(…) pois vos é necessária a perseverança para fazerdes a vontade de Deus e alcançardes os bens prometidos. Ainda um pouco de tempo – sem dúvida, bem pouco – e o que há de vir virá e não tardará. Meu justo viverá da fé. Porém, se ele desfalecer, meu coração já não se agradará dele. Não somos, absolutamente, de perder o ânimo para nossa ruína; somos de manter a fé para nossa salvação!” (Hb 10, 36-39). Nesse sentido, nosso arcebispo emérito, Dom Hélder Câmara, nos ensina: “É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas graça das graças é não desistir nunca”. As pedras no caminho, comuns a todo e quaisquer projetos de vida, sempre servem como experiência e provocação. Em seguida, vem o amadurecimento. A força da oração, tão recomendada nesse início da Quaresma, é o grande remédio que renova e nos firma no caminho.
Para nos ajudar, nesse caminho, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil nos propõe a Campanha da Fraternidade. Neste ano de 2015, com o tema: “Fraternidade: Igreja e Sociedade”. A intenção é reavivar nossa memória e mostrar a atualidade dos documentos do Concílio Vaticano II que, há cinco décadas, vêm ecoando por todos os recantos do mundo. Sobretudo, o último e mais importante deles, a Constituição Pastoral sobre a Igreja no mundo de hoje, a Gaudium et Spes. Há 50 anos, os bispos de todo o mundo, reunidos no Concílio, nos convocaram a assumir como nossas “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias da humanidade de hoje, sobretudo dos pobres e de todas as pessoas que sofrem, pois essas são também as alegrias e esperanças, tristezas e angústias dos discípulos e discípulas de Jesus Cristo” (GS, n. 1). Com esse texto profético, o Concílio abriu a Igreja para a realidade do mundo, para os sofrimentos e anseios da humanidade. Em nome do Evangelho, nossos pastores convocaram os católicos do mundo inteiro a se unirem a todas as pessoas de boa vontade, em um compromisso pessoal e social, para que o Reino de Deus e seu projeto para a humanidade aconteça aqui, “na terra, como no céu”. Isso é tão atual que o texto base apresenta como objetivo geral da Campanha: “Aprofundar à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre Igreja e sociedade, propostos pelo Vaticano II, como serviço ao povo brasileiro, para a edificação do Reino de Deus”.
Esse ano de 2015 será muito especial para nós. Além de estarmos vivendo o Ano da Vida Religiosa e Consagrada, convocado pelo Papa Francisco, e o Ano da Paz, convocado pela CNBB, em sua 52ª Assembleia Geral, em Aparecida, estamos recebendo o nosso Bispo Auxiliar, Dom Antônio Tourinho Neto, que chega, com o coração aberto, para caminhar conosco e ajudar na evangelização e construção de uma Igreja cada vez mais sensível às questões que afligem o nosso povo, assim como vivenciar com ele as alegrias e esperanças.
Como pastor desta Arquidiocese de Olinda e Recife, em comunhão com o Papa Francisco, que costuma se apresentar como bispo de Roma, e com os bispos do Brasil, venho convidar todo o nosso clero (bispos, padres e diáconos), religiosos/as, leigos/as, para, na celebração desta Páscoa, retomarmos, com maior vigor, o espírito que animou o Concílio Vaticano II. Para isso, muito nos ajudarão a releitura do texto base da Campanha da Fraternidade, dos documentos conciliares, sobretudo, da Constituição Pastoral sobre a Igreja no mundo de hoje, e da exortação apostólica “A Alegria do Evangelho”, que atualiza a Gaudium et Spes. O estudo desses documentos, especialmente quando feito em pequenos grupos, estimulará a necessária “conversão pastoral” de que fala o Documento de Aparecida. Esta conversão do nosso ser mais profundo mudará nosso jeito de viver a fé, de celebrar e de fazer pastoral. Poderemos, assim, contribuir realmente para que a “Alegria do Evangelho”, anunciada com exemplos e palavras pelo Papa Francisco, chegue a todos os recantos, onde pessoas e grupos têm fome e sede de justiça e buscam uma sociedade mais justa e fraterna. O Papa nos pede para nos colocar como uma Igreja pobre e a serviço dos empobrecidos. Ele nos propõe reavivar um diálogo aberto e humilde com todas as pessoas, próximas e distantes, tendo em vista a realização do projeto divino no mundo, o Reino da fraternidade, da justiça e da paz. Esse é o esforço missionário que deve nos mobilizar e entusiasmar como caminho espiritual de conversão. Deve ser realizado não só durante a Quaresma, mas de modo permanente e cada vez mais a intensamente.
Enfim, todo esse processo quaresmal deverá resultar em ações concretas. Devemos encontrar, criativamente, em cada lugar, os jeitos melhores de participar em ações solidárias, como é a campanha por uma urgente e profunda reforma do nosso sistema político. Como diz a CNBB, no texto base da CF: “A luta pela reforma política é a maneira de os cristãos se colocarem contra o difuso sentimento de decepção e descrença na política institucional que paira na sociedade” (n. 88). A CNBB insiste “na necessidade de ampliação dos sujeitos políticos, com vez e voz, no processo de construção da sociedade e do Estado”. Seria oportuno que, nesse ano, pudéssemos como Arquidiocese, aprofundar esses assuntos e, como resposta à Campanha da Fraternidade, nos unir em torno de propostas bem concretas, a serem desenvolvidas em cada lugar, em busca da superação de problemas e da construção de uma vida melhor para todos e todas.
Neste sexto ano do meu pastoreio, nessa Igreja onde nasci, cresci e que tanto amo, gostaria de render graças a Deus pelos irmãos e irmãs que têm colaborado, direta ou indiretamente, com minha missão, sobretudo pela chegada do nosso bispo auxiliar, conforme falamos acima; pela colaboração de Dom Genival Saraiva de França, nosso Vigário Geral; os presbíteros e diáconos e, dentre eles, de maneira especial, os outros vigários gerais e os vigários episcopais; a coordenação de pastoral; os que, além dos seus encargos, não medem esforços para colaborar, no âmbito arquidiocesano e vicarial; finalmente, a grande legião de leigos/as que nos edificam pela disponibilidade e pelo testemunho. Diante de todos, renovo meu compromisso de caminhar na unidade e fraternidade, segundo os ensinamentos do Evangelho. Ao iniciarmos juntos mais essa caminhada rumo à Páscoa, peço, humildemente, perdão pelas minhas faltas e os abençoo em Cristo Jesus.
Desejo a todos/as uma santa e renovadora celebração da Páscoa da Ressurreição, e um novo Pentecostes.

Dom Antônio Fernando Saburido,OSB
Arcebispo de Olinda e Recife

Vida Consagrada é tema de seminário nacional


Evento será realizado de 7 a 10 de abril, no Santuário de Aparecida.
 
A Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) promoverá, de 7 a 10 de abril, o Seminário Nacional para a Vida Consagrada. A expectativa é reunir 2 mil religiosos e religiosas de todo o país, interessados em aprofundar a Identidade e a Mística da Vida Religiosa Consagrada (VRC).
De acordo com a presidente nacional da CRB, Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, o seminário busca também “fazer arder o coração da Vida Consagrada para a missão e a profecia em vista da vivência da radicalidade do seguimento de Jesus Cristo, com alegria e esperança”, explicou em nota publicada na página da entidade.
A abertura dos trabalhos será realizada às 14h do dia 7 de abril, com oração e acolhida do Irmão Wagner Cruz. Às 15h30, acontece a primeira conferência do seminário – ‘Resgatando o caminho’ –, com participação do padre  Geraldo Kolling. As atividades prosseguem até às 12h do dia 10 de abril, sempre no Auditório Padre Victor Coelho, localizado no Santuário Nacional de Aparecida.

As inscrições para o evento estão encerradas, mas os interessados poderão acompanhar os debates e orações ao vivo, pela TV Dom Total.

Ano da Vida Consagrada

Conforme anunciado pelo Papa Francisco, o ano de 2015 será dedicado à Vida Religiosa Consagrada (VRC). A proposta foi ratificada pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), durante a XXIII Assembleia Geral Eletiva.

Dessa forma, o Seminário Nacional é um dos eventos programados para celebrar a temática. Segundo a Irmã Maria Inês, a iniciativa é de extrema importância. “Esperamos reunir o maior número possível de religiosos para rezar, refletir e celebrar a beleza e a grandeza da Vida Religiosa no ano em que a Igreja dedica de maneira especial a este estilo de vida”, afirmou.

500 Anos do Nascimento de Santa Teresa D'Ávila

Neste sábado, 28 de março, comemoram-se 500 anos do nascimento de Santa Teresa de Jesus ou Teresa de Ávila, mística e doutora da Igreja Católica. Em homenagem às Carmelitas e à Vida Consagrada, domtotal publicará uma reportagem especial, já na sexta-feira, dia 27.

Legião de Maria informa:

A Legião de Maria Cúria Nossa Senhora das Candeias informa que as reuniões são no terceiro sábado de cada mês às 15 h. na Igreja Santo Antonio em Barra de Jangada.

Meu Dia com Deus

DIA 25 DE MARÇO - QUARTA-FEIRA

Ouça: 
Evangelho do Dia: (Lucas 1,26-38)
Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
A palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós vimos sua glória que recebe de Deus Pai (Jo 1,14).


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 1 26 "no sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27 a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria".
28 Entrando, o anjo disse-lhe: "Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo".
29 Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.
30 O anjo disse-lhe: "Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.
31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.
32 Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó,
33 e o seu reino não terá fim".
34 Maria perguntou ao anjo: "Como se fará isso, pois não conheço homem?"
35 Respondeu-lhe o anjo: "O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.
36 Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril,
37 porque a Deus nenhuma coisa é impossível".
38 Então disse Maria: "Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra". E o anjo afastou-se dela.
Palavra da Salvação.
 
Meditando o Evangelho
MARIA, CHEIA DE GRAÇA
            A Igreja, refletindo sobre a mãe de Jesus, foi entendendo, pouco a pouco, toda a verdade desta figura singular. Neste processo, a Igreja chegou a professar que o pecado original, tendo marcado para sempre a história da humanidade, mas não lançou raízes no ser de Maria. Vivendo num mundo de egoísmo, ela não foi contaminada pelo pecado.
            Esta graça e privilégio, conferidos por Deus à mãe do Salvador, aconteceram por causa de Jesus Cristo. Deus preparou para receber seu Filho, que seria imune da culpa original, um ventre não corrompido pelo pecado. Maria, de certo modo, experimentou, por antecipação, o fruto da ação de seu filho Jesus, que viria ao mundo para salvar a humanidade do pecado. A mãe foi a primeira a tirar partido da missão do Filho. A santidade do Filho Jesus santificou todo o ser da mãe Maria, desde que fora concebida.
            A proclamação do anjo "Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo" fundamenta a total santidade de Maria. Sendo cheia de graça, nela não podia haver espaço para o pecado e para a infidelidade a Deus. E sua existência, desde o início, só podia ser total comunhão com Deus. Por outro lado, toda a vida de Maria foi marcada pela pessoa de Jesus, a quem estaria ligada desde o momento do anúncio da encarnação. A concepção imaculada é, pois, mais uma maravilha da graça de Deus na vida de Maria.
 
Oração
            Senhor Jesus, que a contemplação da concepção imaculada de tua mãe desperte em mim o desejo de romper, definitivamente, com o pecado que maculou a humanidade.
 

Arcebispo preside celebrações da Semana Santa na Igreja Catedral a partir deste domingo


DEFINIDO PANFLETO ARQUIMomentos de celebração, recolhimento e reflexão sobre o maior ato de amor pela humanidade marcam o período mais importante para os cristãos: a Semana Santa. O Domingo de Ramos, 29 de março, abre a semana que será encerrada no Domingo de Páscoa, 5 de abril. O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, presidirá celebrações na Igreja Catedral – Sé de Olinda.
A Missa e procissão de Ramos será realizada no próximo domingo. A celebração eucarística terá início às 8h30 na Igreja da Misericórdia (ao lado da Academia Santa Gertrudes), no Alto da Sé. Após a proclamação do Evangelho, o arcebispo segue com os fiéis em procissão até a Igreja Catedral, onde dará continuidade à solenidade.
Na Quinta-feira Santa, 2 de abril, os ritos próprios do período serão intensificados. Às 9h, haverá a primeira missa do dia. A Missa dos Santos Óleos reúne todo o clero arquidiocesano – bispos, padres e diáconos. Durante a cerimônia, o arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, abençoa os óleos feitos de oliveira. Eles serão utilizados durante todo o ano nas 116 paróquias na administração dos Sacramentos do Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos. Ainda na ocasião acontece a renovação dos votos sacerdotais.
Liturgia da Paixão do SenhorJá à tarde, os fiéis participam da tradicional Missa da Ceia do Senhor – Lava Pés. A cerimônia faz memória ao momento em que Jesus estava reunido com os apóstolos antes de ser preso. Naquela ocasião foi instituída a Eucaristia e o ministério sacerdotal. Dom Fernando repetirá o gesto de humildade de Jesus, lavará e beijará os pés de doze pessoas.
“Este ano vou celebrar toda a Semana Santa na Catedral. Inclusive, a Missa de Lava Pés. Em função da Campanha da Fraternidade 2015, cujo tema é “Fraternidade: Igreja e Sociedade”, serão convidadas pessoas merecedoras de especial atenção da Igreja e das pastorais. Entre elas, crianças, idosos, deficientes físicos, morador de rua, dependente químico, gestante, ex-presidiário e soropositivo”, contou o arcebispo. Após a celebração, padres atenderão os fiéis em confissão.
A Sexta-feira da Paixão, 3 de bril, é o único dia do ano em que não se realizam Missas em nenhuma igreja católica do mundo. Para marcar a crucificação e morte de Jesus às 15h, o arcebispo preside a Celebração da Paixão, na Igreja Catedral. O rito é composto por Celebração da Palavra (leitura de Salmos e do Evangelho da Paixão), Oração Universal da Igreja, Exaltação da Santa Cruz e Comunhão. Em seguida, os fiéis seguem a Procissão do Senhor Morto, que percorrerá as ruas do Sítio Histórico de Olinda.
Dom Fernando assistirá pela primeira vez à Paixão de Cristo da Paróquia Nossa Senhora dos Prazeres, no Paulista. A encenação composta por jovens da Comunidade Cristo Redentor chega à 15ª edição. A peça será apresentada na Praça José Lopes de Araújo, no bairro de Maranguape 2, a partir das 19h.
Vigília PascalNo Sábado de Aleluia, a Igreja vivencia a espera da ressurreição de Jesus. A partir das 20h, do dia 4 de abril, na Sé, os católicos participam da Vigília Pascal. A celebração começa pela bênção fogo e do Círio Pascal – grande vela que representa a luz do Cristo ressuscitado. Durante o ritual, os católicos renovam as promessas batismais. Em seguida, a Missa segue os ritos tradicionais.
Na alegria da ressurreição de Cristo, no Domingo de Páscoa, 5 de abril, Dom Saburido celebra missa a partir das 9h. A data marca o início do período Pascal para a Igreja. O tempo litúrgico tem duração de 50 dias, encerrando com a Festa de Pentecostes.
Na tarde do domingo, o arcebispo participa da Caminhada da Ressurreição no bairro de Beberibe, Zona Norte do Recife.  A concentração será às 15h, na Praça da Convenção. A caminhada seguirá por algumas ruas e retornará ao ponto de partida, onde acontece a Celebração Eucarística presidida por Dom Fernando.
Paróquias – Em todas as 116 paróquias da arquidiocese haverá as celebrações próprias da Semana Santa.

Da Assessoria de Comunicação AOR

Dom Fernando participa de ato no Recife em apoio a cristãos perseguidos




11051178_831973736869003_1937350217_n#EuMeImporto quer levantar o debate sobre a liberdade de religião entre pessoas de diversas crenças
A cada cinco minutos um cristão é vítima de violência por causa de sua fé. Isso representa, segundo o último relatório da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre, a morte de 160 mil cristãos, causada por intolerância religiosa. Para chamar a atenção para o direito à liberdade de religiosa, a Comunidade dos Viventes realizará o ato #EuMeImporto, no dia próximo sábado, 28 de março, das 16h30 às 19h, no Parque da Jaqueira no Recife.
O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, participará do evento. “Esse é um gesto de solidariedade para com os irmãos perseguidos no Oriente. Eu estarei presente e convido a todos, que puderem participar desse momento, para que se unam a nós e juntos possamos rezar por essa intenção e colaborarmos concretamente com nossos irmãos”, convocou o religioso.
A iniciativa surgiu da inquietação após a divulgação, em fevereiro deste ano, do assassinato de 21 egípcios decapitados pelos jihadistas do Estado Islâmico (EI) na Líbia, pelo fato de serem cristãos. A ideia é proporcionar uma tarde de vigília inter-religiosa na qual os cristãos, mas também pessoas com outras convicções religiosas ou sem uma convicção religiosa, poderão se informar melhor sobre o assunto e, juntas, dar uma resposta a esse clima de ódio que se alastrou principalmente no Oriente.
Desde o ano passado, devido às ações de um grupo terrorista Estado Islâmico (EI), as denúncias de violações contra a vida dos cristãos tomaram repercussão ainda maior, com as execuções filmadas e disseminadas pela internet, com métodos bárbaros, como crucificações, decapitações e esquartejamentos.
Além disso, aumentou significativamente a quantidade de cristãos que precisam se refugiar em outros países. Para se ter uma ideia do enorme problema, desde 1945, 10 milhões de cristãos emigraram por causa de perseguições, o que representa obviamente uma dificuldade para aqueles que saem de suas casas, mas também um desafio para as nações que os recebem.
InformaçõesDia do Ato: 28.03.2015
Local: Parque da Jaqueira
Horário: 16h30h às 19h

Fonte: Assessoria de Comunicação da Comunidade dos Viventes